O Fim e o Começo
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Estavam em Raccoon City.
- Merda! Merda! — Falava a garota dos olhos cinza, enquanto derrubava os infectados pelo T-Virus. Estavam cercando os dois. — Merda! — E mais outro tiro. — Eu quero saber o que está acontecendo aqui e quero saber agora!
- Porra! Mas que porra há com você?! — Dizia, agora, o rapaz, enquanto também atirava. — Acha que, se eu soubesse, eu não teria dito?!
- Merda! Mas que porra! — As balas de Ada Wong acabaram. Ela jogou a arma no chão e partiu para cima deles, desferindo um chute cruzado em um e um grande soco em outro. — Droga! O que está fazendo, porra?!
- Droga, Ada, há muitos aqui também. Estamos do mesmo lado, droga, então, se quer sair daqui viva, temos que cooperar, sabe o sentido dessa palavra?! — Falou Leon S. Kennedy, atirando em mais dois.
- Dane-se! Você é um idiota! — Ela soca mais outro e quebra o pescoço de um deles.
- Mas que diabos! O que há com você, hein?!
- Dane-se isso também. Droga! Isso não vai ter fim!
- Não vai mesmo. — Leon correu, puxou a mão de Ada e correu com ela o mais rápido possível, atirando nos zumbis do caminho. Só parou quando chegaram em um lugar seguro, e quando o fôlego acabou. Ele ainda segurava a mão dela.
- Me solta! — Ela puxou a mão. Estavam muito ofegantes.
- Ok... começamos com o pé errado, que tal recomeçar ? ... Oi... meu nome é Leon S. Kennedy. — Ele oferece a mão pra ela.
- Que seja. — Ela deu as costas e sentou-se no chão.
- Ok... temos um grande problema aqui. Olha, eu sou policial, é meu primeiro dia, trabalho para a R.P.D. e me mandaram pra cá para investigar uns problemas, mas, olha só que bom, acabei encontrando um problemão. Eu não sei o que diabos está havendo aqui, assim como você, também estou um pouco assutado, mas se você me ajudar, podemos escapar dessa vivos.
- Escapar dessa? — Falou Ada e riu. — Não há como escapar daqui, você não entende isso?
- Obrigado pelo otimismo.
- O que pretende fazer?
- Eu ainda não sei, mas você vem comigo até a Raven's Gate Bridge.
- Hunf, você não... Espera... como assim ainda não sabe o que você irá fazer?
- Primeiro eu quero que você saia de Raccoon City em segurança, depois disso... aí eu vou tentar descobrir o que diabos está havendo aqui. — Ao ouvir aquilo, Ada riu sarcasticamente.
- Sem chances, eu vou com você. — Dessa vez quem riu foi Leon.
- O que — -
- Primeiro que vai levar muito tempo para irmos à Raven's Gate Bridge, e nem sabemos se a saída por lá está acessível. Você viu minhas habilidades corpo a corpo e com armas, sabe que eu posso ser de grande ajuda.
- Isso não é assunto seu, Ada, deixa — -
- Pra um policial de primeiro dia? Claro. E, sim, Leon, isso já virou assunto meu desde a primeira pessoa morta tentando me matar. Então você tem duas opções: Ou aceita que eu vou com você, ou não aceita. Tanto faz. Mas eu vou de um jeito ou de outro e você não pode me impedir. — Ela sorriu.
- Ham... Bom saber... mas se você se machu — -
- Leon, você é tão capaz de se machucar quanto eu, então pare de perder tempo inventando desculpas para tentar me fazer mudar de ideia, o que, tanto eu quanto você, sabemos que não vai acontecer, e vamos logo.
- Ai, meu Deus...
Eles começam a jornada a pé.
- E você? — Começou Leon. — O que lhe trouxe a Raccoon City, por que você está aqui, Ada Wong?
- Não posso ser uma simples moradora?
- Pode, se você quiser. Você pode até ser a filha do presidente, Ada, e o mínimo que eu posso fazer é acreditar em você. Somos só nós dois contra uma cidade fantasma, eu tenho que confiar em você e, quer você queira ou não, você tem que confiar em mim. — Ada calou-se por um breve momento.
- Não sabia que estavam recrutando policiais tão novos.
- Estou começando agora.
- Por que decidiu ser um policial, Leon?
- Por que não?
- Todos tem um motivo para serem o que são, você também deve ter um para seguir essa profissão.
- Por que quis ser uma moradora de Raccoon City? — Ada sorriu.
- Você é um cara misterioso, Leon.
- Eu? Não, eu sou fácil de decifrar, logo você descobrirá. Não posso dizer o mesmo de você, Ada. Você é imprevisível, é frustrante tentar descobrir o que você está pensando, é como se houvesse um abismo.
- Um abismo?
- Entre você e todas as pessoas ao seu redor. — Ada não falou nada novamente. — Ou talvez seja só comigo.
- ... Preste atenção por onde anda, há muitos deles por aqui. — Disse ela, mudando de assunto. De repente eles ouvem um grito vindo de longe. Ada olha pra Leon e eles correm em direção ao grito. Correram uns duzentos metros quando viram uma mulher correndo em direção a eles, e alguns "deles" atrás da mulher.
- SOCORRO! — Gritava. Ela veio em direção a Leon sem saber, esbarrou nele, também sem notar, que a segurou em seus braços. Ada olhou aquilo, mas logo desviou o olhar. — NÃO! NÃO!
- Calma! Calma! Você está bem, está tudo bem! — Falou Leon, tentando reconfortá-la, mas a mulher ainda estava eufórica. Ada foi até os zumbis, eram quatro, partiu para o primeiro com um chute e depois foi logo para o segundo. Leon viu aquilo mais logo desviou o olhar, novamente, para a mulher desconhecida em seus braços. — Me chamo Leon S. Kennedy, trabalho para o Departamento de Polícia de Raccoon city, estou aqui para ajudar, ok?
- C-Ce-Certo... cer-certo. — Falou a mulher, quase sem conseguir. Ada tinha terminado com os zumbis e foi até eles,
- Qual o seu nome? — Continuou o rapaz. Eles estavam sentados, a mulher, que o fitava, ainda estava em seu colo.
- An-Angela W-White.
- Certo, Angela, vamos lhe tirar daqui. Pode se levantar?
-S-Sim. — Leon levanta e oferece a mão a ela, para que se levantasse também, o que acontece logo em seguida. Depois de ajudá-la, o rapaz dos olhos azuis vai até Ada e fala próximo a ela.
- Fique com ela, eu já volto. — Do mesmo lugar que estava, ele olha para os infectados mortos no chão. — Bom trabalho.
- Aonde...?
- Apenas fiquei aqui. — E então ele segue correndo até o fim do quarteirão. Enquanto isso Ada olha em direção a Angela.
- Você... você ficará bem. — Fala. Leon volta em menos de cinco minutos.
- Certo, só um instante. — Fala para Angela, em seguida segura o braço de Ada e a puxa, afastando-se um pouco da outra mulher. — Olha, encontrei um carro por esse quarteirão, acho que funciona, é só fazer ligação direta — Murmura e puxa uma arma de sua cintura, uma pistola. Confere o pentil e entrega na mão de Ada ainda travada. — Vá com Angela até a Raven's Gate Bridge, procure por sobreviventes no caminho, mas, por favor, tome cuidado. Quando chegar lá, siga para a cidade mais próxima e explique o que está havendo.
- Sem chances, Leon, não vou embora de Raccoon City, não sem você... digo, eu também quero saber o que diabos está havendo!
- Ada, por favor...
- Não, eu não vou embora daqui. — Leon suspira.
- Ok, então leve o máximo de sobreviventes que encontrar até a Raven's Gate Bridge e me encontre no departamente de polícia em três horas, entendido?
- Certo, esteja lá.
- Não vou te abandonar.
- Não foi isso que... ah, tanto faz. — Ada guarda a arma na cintura e Leon vai até Angela.
- Vá com ela, ela irá tirar você daqui. — Disse.
- Certo... — Respondeu a mulher. Ele vira-se pra Ada.
- Vamos, vou levar vocês até o carro.
Leon as leva até o carro que havia achado e revista seu interior, em seguida entra e tenta a ligação direta. Ada espera encostada no carro, ao seu lado. Em cerca de cinco minutos, Leon termina.
- Ótimo. — Fala ele. — O tanque está cheio. — Ele sai do carro e Ada vai para o banco de motorista em que ele estava sentado. Leon fecha a porta e se enconsta na mesma de bruços. — Toma cuidado, ok?
- Pode deixar. — Responde ela e, em seguida, olha pra Angela, que estava atrás de Leon. — O que está esperando? Venha, entre logo. — Angela a obedece, entrando no carro e sentando no banco ao lado. — Não morra, Leon. — Foi a última coisa que Ada disse antes de partirem.
Leon sorri, mas tinha uma grande preocupação por trás desse sorriso. Recarregando a arma, viu que estava ficando sem munição, queria descobrir o que estava acontecendo o mais rápido possível, mas ainda tinha que esperar.
- Droga... por que essas pessoas estão assim? Mas que diabos...
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