O Filho do Diabo - Agente Ruschel

2 Vamos brincar de Deus, senhor Cooper


Quando Clarice saiu de lá, estava com uma amiga muito bonita. Adam pensou que se fosse pra escolher entre a Clarice que era loira e a outra moça que era morena, certamente ele escolheria a outra, não Clarice.

Adam chegou na frente de Clarice com uma confiança, que quando ela reconheceu quem era, deu um sorriso e disse pra amiga:

– Pode ir Angelina, eu cuido deste aqui. — E quando a amiga concordou e foi saindo, desaparecendo naquela típica noite de verão, Clarice levantou uma sombancelha pra Adam e ele deu um sorriso malicioso.

– Queria conversar com você, sabe como é. Acho que você teve a impressão errada de quem eu era. E não queremos isso, certo? — Ele terminou de falar e deu um beijo na mão de Clarice, que ficou surpresa ao ver aquilo. — Meu nome é Adam Cooper, minha senhorita.

– Vejo que isso foi obra do nosso precioso e querido destino. O que tem a me falar, senhor Cooper? — Ela continuou olhando pra ele, e aqueles olhos castanhos o penetravam.

Ele não conseguiu segurar a raiva. Ele a estrangulou, e observou os pedidos dela de socorro, que agora, eram em vão. Adam se sentiu o homem mais potente do mundo: nada e ninguém poderiam destruí-lo.

Clarice fechou os olhos e Adam finalmente percebeu o que tinha feito, e olhou para o corpo da jovem sem vida, e correu o mais rápido que pode.

Quando chegou á uns 4 quarteirões de distância, começou a reviver o momento em que pegou a jovem pelo pescoço e sentia a vida dela lá, passando entre seus dedos. Ele se sentia Deus.

Andou calmamente, como se nada tivesse acontecido até sua casa, e ao chegar lá, riu sem parar. Pensando na possibilidade de fazer com a mulher que tanto o desprezava: Sua mãe.

Sera que ele poderia fazer isso?

Agora, Adam Cooper era invencível.