O Filho do Diabo - Agente Ruschel

15 Sinto como se estivesse traindo Isabella


Passado três horas, e Adam estava de alta. Mary estava ao seu lado, e ela estava sendo ignorada, até que parou na frente dele e o encarou.

– Doutor Cooper, ou devo chamá-lo de Adam? Bem, você deve saber que eu amo você e que eu faria qualquer coisa que você pedisse. Mas eu não quero servir de segunda opção pra ninguém, e você não vai ser o primeiro. Me demito.

– Ok Mary, eu aceito. Mas antes topa ir na minha casa? Hoje á noite as 8 horas. Te busco na sua casa, pra gente conversar, por que nunca tive a chance de te conhecer melhor, sabe como é...

– Sei sim, Adam. Mas não se esqueça que é sua última chance, vê se não erra. — Mary falou rispidamente, o que deixou Adam mais curioso a respeito dela.

Quando saiu de lá ligou para Nathan, ele atendeu no segundo toque.

– Alô? Já está de alta, Cooper?

– Sim Moon. Gostaria de lhe avisar que minha secretária se demitiu hoje, e disse que vai morar em Illinois, sei que isso não vai ser fácil pra ninguém, especialmente pra mim, mas eu vou superar. Ah, gostaria de saber se ela falou com o senhor á respeito de contratação de Austin Bates e de Isabella Ruschel.

Ouve silêncio na linha, como se Nathan estivesse lembrando do que Mary lhe dissera, ou não.

– Ah, claro que falou. Dos alunos nota 10, não é? — E Adam concordou com um "ahã". — Então, sobre isso, eles vão começar a trabalhar semana que vem, mas antes disso quero que você entreviste uns suspeitos, se não se importar, ainda quero essa semana, e por favor, preencha o formulário e o relatório. Sabrina Owen não vai gostar de saber que você não está fazendo o seu trabalho, Cooper.

– Pratico meu trabalho muito bem, Moon, tão bem que não tenho tempo pra cuidar da vida dos outros, e com certeza não cuidarei da sua como você está cuidando da minha, mas eu te agradeço pela preocupação, e avise a senhorita Owen que eu vou levar os relatórios e formulários completos amanhã.

– Concordo com seu raciocínio, Adam. É isso o que você tem de diferente dos outros, você é mais misterioso que qualquer um do F.B.I. e isso me intriga. Bem, de qualquer forma, aproveite, por que você volta a trabalhar depois de amanhã, já que estava no hospital hoje. Vai ter um dia pra se recuperar e fazer seu trabalho, Cooper. Não me decepcione.

– Eu nunca te decepciono, Moon. Sou cheio de surpresas.

E assim Nathan desligou primeiro o celular, Adam teria que acabar com a vida social e particular do seu superior, já que ele estava em seu caminho. E quem estava em seu caminho tinha que ser morto. Imediatamente.

Depois que chegou em casa, conseguiu hackear o e-mail de Nathan, e viu que ele tinha problemas com sua filha de 17 anos que estava internada numa clínica de reabilitação, e que tinha dois filhos fora do casamento.

– A senhora Moon não iria gostar de nada disso.. Vou usar isso para me eleger no lugar dele, e ele com certeza vai cair na minha.

Além dos e-mails das ex-amantes reclamando das contas e da pensão barata que Adam dava a seus filhos, havia também um e-mail de uma nova amante, o nome dela era Alice Marshall, e Adam começou a achar aquele nome familiar demais. Até que lembrou que ela estava num caso junto com outra menina, um caso de roubo se ele se lembrava bem, mas o rosto dela ele não conseguia lembrar.

Viu no relógio e eram 7:30, logo pegou seu casaco e foi buscar Mary. Ela morava num apartamento muito caro na cidade, e também era muito bonito.

– Os pais dela devem ter muito dinheiro.. — Sussurrou consigo mesmo.

Ele buzinou e logo saiu Mary com os cabelos soltos e com um vestido vermelho até o joelho, ela mal sabia o que esperava ela. Ela foi saltitante, até puxar a maçaneta do carro, e quando ela entrou, Adam pôde ver uma parte da coxa dela.

– Me desculpe sobre isso do vestido e tal, mas faz anos que não uso ele, e hoje vamos conversar sobre o que?

– Seu vestido é lindo, você é linda. Não se apresse muito, você vai saber quando chegar lá. — Quando ele olhou pra ela, aqueles cabelos pretos cobriam o rosto, e ele os afastou do rosto, e começou a acariciar o rosto dela.

– Adam, acho que não devíamos... — Mary foi parando de falar, sua respiração estava ofegante, até que Adam a puxou para um beijo. E ela retribuiu.

Quando o beijo acabou, eles se entreolharam, e viu que Mary ficou corada.

– Me desculpe, eu não deveria ter feito isso. É melhor irmos pra casa. — Adam falou.

– Não, tudo bem. Em parte eu queria isso também, queria muito. — Mary falou enquanto abaixava a cabeça, e depois disso começou a olhar pra janela.

Adam começou a rir consigo mesmo, aquilo ia ser divertido.