Adam sabia que Isabella estava tão sobrecarregada que iria pra casa direto e lá ficaria. Ele a seguiu até ela abrir a porta de casa e não a trancou. Ele pegou um pedaço de pau, e com o maior cuidado para não ser descoberto, ele viu que Isabella estava de costas, e que estava lendo algum e-mail. Ele bateu na cabeça dela com o pedaço de pau, não muito forte pra não causar lesões, mas também não muito fraco para que ela acordasse no meio de seu sequestro. Antes de ele pega-la pra coloca-la em seu carro, viu o e-mail. Tadinho do Bates, não sabe de nada e quer protege-la, se ele continuar assim, vai conhecer o inferno mais cedo do que pensa, pensou Adam.

Ele a carregou, e por incrível que pareça, ela era mais leve do que aparentava ser. Enquanto ele a levava para sua casa, ele a observava de 5 em 5 minutos, imaginando como seria acordar ao lado de uma mulher dessas. Ela era linda acordada, imagina dormindo. Aqueles cabelos negros bagunçados ajudavam a realçar sua beleza (ele não ligava pro sangue em sua testa, ele achava que aquilo a deixava mais bonita, talvez fosse por seu canibalismo) enquanto seus olhos e sua mente estavam em descanso, mas não se sabia por quanto tempo ia durar o descanso. Por isso ele tinha que ser rápido. Quando ele chegou em casa, logo a carregou e colocou num quarto que ele fez exatamente pra essa afinidade: sequestrar Isabella Ruschel.

O quarto estava escuro, e só tinha uma janela, bem lá no alto. Se ela gritasse, ninguém iria ouvir. Todos sabiam que Adam adorava assistir filme de terror as alturas. Ele a deixou no chão daquele quarto, e logo escreveu uma carta, deixando o DNA de Evan/Austin ao lado.

Ele a trancou, e sabia que por causa daquele ferimento na cabeça ela iria acordar provavelmente no outro dia, de noite. E isso o deixou feliz. Pra comemorar ele tomou um vinho do ano de 1994, e brindou a si mesmo.

– Um brinde ao gênio, Adam Cooper! — Ele falou enquanto tomava mais um gole de seu precioso vinho.

Ele acabou com a garrafa inteira, e foi dormir. No dia seguinte, antes de ir trabalhar foi conferir se Isabella estava desmaiada ainda, e assim que conferiu, foi em seu escritório. Ele deu todas as ordens de trabalhos possíveis pra uma agente fazer em três dias no máximo,Juliane Thea não chegava nem aos pés de Isabella. Isabella fazia tudo aquilo que ele mandava e ainda tinha um tempo para mandar e-mails pessoais enquanto Juliane só sabia reclamar de quanto era difícil ser agente. Até que Adam a chamou para seu escritório. Seu cabelo castanho ondulado, estava solto, o que não era de costume de Juliane, e os olhos esverdeados o encaravam brutalmente, como se eles dissessem vai ter vingança, senhor Cooper.

– O senhor me chamou, senhor Cooper? — Ela entrou no escritório sem bater na porta, o que deixava Adam enfurecido.

– Sim. Fiquei sabendo que você está falando pra todo mundo aqui do F.B.I. que eu só dou trabalhos difíceis pra você, e que pra Isabella eu dou os mais fáceis. — Ela concordou com um aceno de cabeça. — Quer discutir comigo, Thea? Você não é capaz. Ninguém disse que seria fácil ser uma agente, e antes de você começar o treinamento já havíamos te avisado, umas duas vezes, no mínimo. Se fosse fácil, todos os vagabundos dos EUA estavam trabalhando aqui, não acha? Aqui é uma seleção, vocês são escolhidos a dedo. Por tanto, não me decepcione. De novo. Pode ir, por que tem um monte de problemas a serem resolvidos, e Bates já está fazendo a parte dele.

Depois daquele sermão, Juliane saiu do escritório com a cabeça baixa, o que deixou Adam contente. Ela nunca iria ocupar o lugar de Isabella; ela era insubstituível.

Assim que Juliane e Austin entregaram várias folhas com anotações de problemas resolvidos, e relatórios. Adam não quis nem ver o que eles tinham entregado. Ele só queria ver sua prisioneira.