O Filho do Diabo - Agente Ruschel

23 O amor da minha vida me traiu, acabou


Isabella estava de calcinha e sutiã, enquanto Adam estava com uma toalha na cintura e com o tanquinho molhado á mostra.

– Vejo que foi bom eu esperar, você é mais gostosa sem toda aquela roupa de sempre. — E ele deu um tapa em sua bunda.

– Não, não senhor Cooper. Primeiro vamos brincar! — E ela foi o beijando, até ele se deitar na cama, e onde ela finalmente prendeu as correntes em seus pés e em suas mãos.

Ele estava com tanto desejo de possuí-la, que morreria depois da noite que os dois teriam. Morreria feliz. Ele a desejava desde quando era uma criança, e ela finalmente estava lá, entregue pra ele. Ele teria que aproveitar o momento. E muito.

– Olha o que você vai fazer, Bella... Vamos começar com algo mais leve, não acha? — Ele falou e começou a olhar Isabella com pura malícia.

– Só um momento, senhor Cooper. — E ela deu um selinho demorado nele.

Ele não percebeu que ela tinha pego o celular dele e começado a gravar, ele só queria saber de dormir com ela. Pelo menos, uma noite com ela em sua vida miserável e traiçoeira.

Ela sentou em cima dele e começou a falar:

– Bem, antes de tudo eu gostaria que você falasse sobre suas vítimas. Por que se tem uma coisa que me deixa excitada é crimes.. E eu creio que você já fez muitos deles, em homenagem á mim. — E começou a sorrir pra ele. O que o deixou extremamente excitado.

– É, eu matei aquelas garotas! Todas elas, sabe por que? Por que elas me lembravam você, minha querida.. — Ele estava com tanto desejo que ele poderia falar qualquer coisa que ela pedisse, só pra a ter em cima do seu corpo, ofegante.

– Agora, por favor, me conte em detalhes o que você fazia com ela... — E ela começou a beijar o pescoço dele. Ela estava se entregando totalmente para Adam, e ele não poderia perder a chance.

– Eu saía com elas, me apresentava como o Dr. Adam Cooper e convidava elas pra virem em casa, quando elas chegavam eu as dopava com remédio pesado, aqueles que usamos pra apagar prisioneiros. E eu mutilava elas, e as vezes comia. — E ele falou aquilo com tanta empolgação, que a deixou enjoada. Ela saiu de cima dele e começou a andar de um jeito sedutor, como se andasse daquele jeito para tentar propositalmente Adam. E funcionou.

Ela pegou uma faca, da qual Adam não sabia aonde ela escondia e começou a deslizar por seu corpo, até que a faca encostou na garganta e disse:

– Quem era a vitima mesmo? — E ela cortou o peito dele. Ele notou que eu estava gravando e a olhou com tanto ódio que se aquelas correntes quebrassem, ela não viveria pra contar a história do filho do diabo.

– Sua vadia! Não acredito que você fez isso! Eu vou matar você! — Ele começou a gritar, e ficou vermelho de raiva. Nunca ninguém havia deixado Adam tão bravo daquele jeito... Nem Rosalie, muito menos Chad. Parecia que Isabella não era tão fiel quanto ele pensava.

Ela ligou pra Bates, ele disse que já estava a caminho e quando ela foi conferir se Adam estava lá, ele tinha saído.

Ele a pegou por trás e começou a cochichar no meu ouvido:

– Agora, minha querida, a vítima é você! — E ela sentiu a arma gelada nas minhas costas. Mais ele não sabia de uma coisa: Ela foi treinada por Bates pra esse tipo de ataque.

Ela virou com toda a rapidez que eu pôde e segurou a arma dele. Ele estava a olhando, e ela o chutei. Ela estava com a arma em mãos, e apontou á ele quando finalmente, ela teve coragem o suficiente para quebrar aquele silêncio tenso, falando:

– Você não merece viver, seu imbecil! Você é o animal mais horrendo que já existiu nessa terra! — E começou a chorar, segurando a arma. Ele sabia que ela estava frágil, ele estava sorrindo com o olhar.

– Você não está no seu psicológico perfeito, Ruschel. Largue a arma. — Adam ia usar todos os truques de psicologia que conhecia.

Quando ela ouviu um barulho na porta, não se concentrou em mais nada, só na porta. Adam tinha que agir rápido. E acabou perdendo o controle e o poder que tinha sobre Adam.

Ele veio rapidamente e pegou a arma da mão dela. Quando os policiais e os outros agentes chegaram, Bates foi o primeiro a chegar. Ele estava na frente de todo mundo, quase como se quisesse bancar o herói, coisa que ele não era, pensou Adam.

Quando menos esperava, Adam colocou a arma na cabeça de Isabella e disse:

– Se derem mais um passo ela morre. — E ela começou a chorar desesperadamente. Adam sentiu pena dela, mas ela deveria saber que a ameaça não era real, ele a amava.

– Ok Cooper, o que você quer? Podemos negociar! — Foi a vez de Bates falar, ele estava tentando manter toda a calma do mundo, o que era impossível num cenário daquele. Ele estava tentando bancar o herói, aquilo não abalava Adam.

– Eu quero ela! Fiquei tantos anos esperando ela, eu amei tanto ela que matei por ela! Saiam daqui, eu continuo sendo o superior de vocês! — Adam começou a chorar, e a arma começou a tremer em sua mão. Ele não estava aguentando o fardo concedido á ele.

– Você não é mais nosso superior desde que eu fui fazer uma visita pro seu antigo psicólogo, lembra dele? Doutor James Smith, ele me contou que você tem transtorno explosivo intermitente, e que você briga muito fácil... — Bates começou a desafiá-lo, e essa não era uma boa hora por que á qualquer minuto ele poderia puxar o gatilho e espalhar os miolos de Isabella naquela sala. Adam era movido por impulso, o que Bates já sabia.

– Bates, Bates, você não deveria ter feito isso. Eu vou matar sua namoradinha. — Ele falou num tom agressivo. — Agora.

Quando Adam achou que ia matar Isabella e acabar com toda aquela palhaçada que tinha virado a vida dele, ele foi acertado. O tiro aconteceu tão rápido que el não teve como sentir dor, foi uma morte rápida, como ele queria. E enquanto tinha os poucos minutos vivos, sua linha do tempo começou a se projetar em sua mente.

Morrer não poderia ser tão ruim assim, não é? Eu estou pronto pra pagar todos meus pecados no Inferno, junto ao homem que me deu esse apelido. Talvez bem e mal não existam, talvez tudo dependa do seu ponto de vista, pensou Adam. Ele preferia morrer do que ver Isabella com outro homem, e assim aconteceu.

Adam Michael Cooper; hora da morte: 21:42 PM; Sexta, 04.

Notas finais
Esta é a segunda parte de Agente Ruschel, aqui eu contei a história de um serial killer, desde á infância e o possível motivo que o levou a matar pessoas. Aqui não conta somente a história de um serial killer, mas de um manipulador e sociopata. Espero que tenha gostado! Me inspirei em Jeffrey Dahmer e talvez em Ted Bundy pra fazer esta fic (Eu amo seriais killers, sorry). Obrigada por ler, e se puder deixar uma crítica, ou elogio agradeço! E aqui acaba a história de Adam M. Cooper, mais conhecido como O Filho do Diabo.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!