Adam saiu perturbado de seu escritório, só sabia que queria falar com uma pessoa: Angella. Quando a achou no meio daquele gigantesco prédio, ela virou a cara e seus olhos estavam vermelhos: Ela esteve chorando por causa dele! Ele sentiu uma pontada de pena por ela, mais logo esse sentimento desapareceu.

– Angella, preciso falar com você. — Ele tocou o ombro dela.

No momento em que ela virou ele pôde ver o que ele havia feito com aquela pobre garota, o que mais o irritava era o quanto ela era oferecida, e isso era um dos defeitos mais desprezíveis que o ser humano poderia ter.

– O que você quer? Falar o quanto eu sou oferecida? Eu não quero mais falar com você! — Ela o encarou, e ele começou a rir dela. — Por que você está rindo? O que tem de engraçado aqui, a não ser pelo fato de que eu nunca levo fora, e desta vez levei?

– Você achar que eu vim aqui pra te xingar de novo. Eu estava estressado, meu psicólogo morreu hoje, não acho que você deva se importar com isso mas.. — Ele abaixou a cabeça e quando a levantou, toda aquele ódio que ela sentia por ele havia desaparecido e havia dado lugar á compaixão.

– Ah, desculpe Adam, eu não sabia mesmo. — Angella foi encarando ele, sem saber o que fazer.

– Tenho uma ideia que talvez você vá gostar, mas acho que não toparia fazer isso comigo.. — Adam olhou para os lados, e no chão logo em seguida.

– Pode falar Adam, eu estou aqui pra qualquer coisa! Eu amo você mais que tudo! — Ao falar aquilo, Adam sabia que ela faria qualquer coisa por ele naquele momento por diante.

– Eu queria que você pedisse ao Moon férias, e como eu estou de luto por conta do Dr. Smith, vamos sair juntos, vamos viajar juntos! — Ele a beijou no rosto.

Angella na hora ficou corada e concordou.

Depois que Adam resolveu tudo aquilo, convidou Nathan pra jantar em sua casa, já que eles tinham assuntos pendentes.

Adam estava fazendo pizza quando ouviu a campainha, aquele barulho parecia cortar o silêncio e o atingir como uma faca no estômago.

Lavou as mãos e foi atender seu convidado. Nathan exibia um terno mais caro que ele havia usado no trabalho. Adam forçou um sorriso e disse com a voz mais calma do mundo:

– Por favor, entre e fique a vontade. A pizza estará pronta daqui a pouco.

Enquanto Adam estava fazendo o jantar dos dois, Nathan ficou calado observando aquela casa enorme.

Só quando a pizza estava em cima da mesa que Nathan decidiu falar.

– Hummmmmmmm! Esta pizza parece boa!

– Acho que está. — Adam deu um sorriso pra ele.

Nathan pegou um pedaço e comeu, a pizza estava realmente boa.

– Então Nathan, sobre o que quer falar? — Adam colocou os cotovelos em cima da mesa.

– Pensei que você só iria me chamar de Moon a partir de agora mas tudo bem. — Nathan sorriu com os dentes cheio de queijo. — Angella Cahill, nossa agente, recebeu uma carta com palavras horrendas. Por isso trouxe a carta até aqui pra você dar uma olhada.

Assim que Nathan entregou a carta pra Adam, Adam sabia o que estava escrito, então enquanto lia, fingia estar intrigado e surpreso com aquilo.

Querida senhorita Cahill,

Eu sei do seu passado. Sei que o seu sobrenome seria Starks se não fosse adotada e provavelmente se tornaria uma prostituta barata. Mas não é por isso que eu estou lhe enviando essa carta, é por causa do seu supervisor, Cooper.

Eu queria mata-lo, e você também. Fico imaginando qual é o gosto de carne humana, mas não se preocupe, um dia ainda vou experimentar e vou falar se é boa ou não; Gostaria que você não fosse do padrão das minhas vítimas, você é tão linda pra ser morta...

Queria que você entregasse essa carta ao supervisor de Cooper, assim ele saberá o que fazer. Em breve vocês vão saber do que eu sou capaz, até lá, paciência. Vou me comunicando com vocês em meio de cartas.

Você poderia falar a Mary que eu acho ela realmente gostosa? Que eu gostaria de assá-la e come-la?

Eu adoro vocês ratinhos do governo, mas conhecido como F.B.I., vocês realmente me intrigam; Me deixam com vontade de matar mais pessoas, ou seja, a culpa é inteiramente de vocês.

O filho do diabo.

– Discutiremos sobre isso amanhã, obrigado pela pizza, Adam. Pode ficar com a carta, joga-la, seja o que você quiser fazer com ela. Temos uma cópia.

Nathan se levantou e se retirou da casa de Adam.

– Babaca. — Adam sussurrou e se jogou no sofá.

Não tinha felicidade maior que aquela.