Quando Adam chegou em seu escritório, Austin estava lá, com as mãos no rosto como se estivesse muito nervoso ou algo do gênero. Adam bateu na porta, e Austin levantou a cabeça com um sorriso forçado no rosto.

– Queria falar com você. — Começou Austin.

– Pois bem, pode falar. — E assim Adam foi andando até sua cadeira e sentou lá e começou a encarar Austin.

– Eu acho que minha parceira, a senhorita Ruschel está com problemas mentais, eu fiquei percebendo isso nos últimos meses... Você daria uma folga pra ela?

– Ela que leve o tempo que precisar, desde que volte a ser a agente Ruschel que eu contratei. — E Adam sorriu.

Parecia que tinha tirado um peso enorme das costas de Austin, ele se sentia responsável pela sua colega, mas ele queria ser mais do que apenas colega.

– Você vai avisa-la sobre a folga? — Perguntou Adam.

– Claro, estou pensando em convidá-la pra jantar, o que você acha, Cooper? Como amigo, nada sério. Por que eu sinto que ela me odeia, mas eu quero melhorar essa relação.

E deveria continuar odiando, pensou Adam. Adam deveria ter feito uma cara de nojo, por que logo Austin foi fazendo cara de arrependido pelo o que disse.

– Acho que não vou convidá-la mais... — Disse Austin e abaixou a cabeça.

– Você deveria sair com ela, vai ser um ponto positivo pro relacionamento de agente pra agente. Tem um restaurante ótimo, o nome dele é Gahainn, você deveria leva-la lá. — Adam fingiu simpatia.

– Claro que sim, obrigado pela dica senhor Cooper! — E assim o jovem foi saindo do escritório saltitando de felicidade, quase como um gazela.

Adam ficou pensando de como Bates e Isabella se dariam bem, mas enquanto ele estivesse vivo não ia ver o amor da sua vida tomar o sobrenome de outro que não seja o seu; Ele ia no jantar e ver todos os movimentos possíveis.

Ele ia proteger Isabella de qualquer jeito, em qualquer minuto.

– Bem, Gahainn que me aguarde! — Ele sussurou pra si mesmo.

Enquanto estava pensando, não se deu conta de que um homem tira se protejado lá mesmo. Ele fechou os olhos e abriu-os novamente.

– Eu to sonhando... — Adam falou.

– Não está não. Logo, logo você vai morrer. Não posso dizer quanto tempo de vida você tem, mas saiba que é muito pouco. E quando você morrer, você vai ser mandado direto pro inferno. — Assim que terminou de falar, o rapaz de aparência exótica sorriu.

– E quem é você?

– Eu sou Gabriel, um anjo do senhor.

No momento em que ele revelou sua verdadeira identidade, Adam pegou os remédios de esquizofrênia que mantinha na gaveta e virou tudo de uma vez, o anjo desapareceu.