O Filho do Diabo - Agente Ruschel
4 A doença
Ela está mais bonita do que a última vez que á vi, pensou Adam. Quando ele estava vendo as recentes publicações dela, achou uma que dizia que ela está fazendo um treinamento pra ser agente. Perfeito, sussurrou Adam, assim com a faculdade e os méritos á cumprir, ele seria superior dela. Isabella nem se lembra de mim, nós nos víamos de vez em quando, e olha lá, Adam começou a falar sozinho, e ele sabia, que nunca ia parar de matar, nunca ia saciar sua sede.
Depois de tomar umas boas doses de cerveja, foi estudar. Pra Adam, álcool clareava suas idéias, mais ele tinha que tomar muito cuidado pra não ficar dependente, como seu pai. Ele estava lendo as reportagens de Ted Bundy e Jeffrey Dahmer, seus ídolos, como eram chamados. Até que a luz apagou, era o início de um blackout. Enquanto foi tentando achar uma lanterna, ou mesmo um esqueiro, Adam ia tropeçando pelos móveis. Vários "merda", "caralho" iam saindo da boca dele, o que não era de costume de Adam, apesar de toda a violência que sofreu quando era criança ele não gostava de palavrões, achava rude.Quando achou uma lanterna, ele iluminou a sala e começou a ter uma tontura. Caiu no sofá, todo largado, e começou a perceber que vinha um horrível cheiro de álcool: era ele mesmo. Ele estava se tornando Chad Cooper, ou pelo menos uma cópia mais ajeitada dele.– Eu não vou ser igual aquele monstro, não vou... — Ele começou a resmungar no meio da escuridão. A escuridão estava engolindo-o. A escuridão representava a solidão. Toda aquela solidão que ele sentia e estava acumulada dentro dele; ele começou a chorar e de repente ouviu uma voz.– Você ainda tem muito o que aprender, meu filho. Vou lhe ensinar como viver, como matar. — A voz vinha da escuridão, Adam achou que estivesse louco, mais respondeu assim mesmo.– O que? Quem é você? — Ele começou a falar com a voz trêmula. – Eu sou Lúcifer, mas conhecido como diabo, e você é meu filho, Adam. Por isso que o seu apelido conhecido pelas mídias vai ser O filho do diabo. Você vai fazer parte de algo grande, filho, algo glorioso. A próxima vítima que você matar, quero que deixe uma carta com o seu apelido no final, vai ser de grande ajuda, até lá, vou enviando mensagens que só você poderá entender. – Por que eu? Por que não poderia ser outra pessoa? — Adam falou, olhando pro nada, pra escuridão que o cercava.– Por que você é o escolhido, Adam. Eu gosto de pessoas como você, você deve ter conhecido meus filhos, O canibal de Milwaukee e Ted Bundy. Eles fizeram um trabalho glorioso, assim como você vai fazê-lo também. Agora, durma meu querido, amanhã você tem um dia inteiro pra viver. Adam se sentia enjoado, ele estava começando á ouvir vozes, e isso significava que ele tinha esquizofrenia. E assim ele deitou no sofá e começou a pensar tudo naquilo que a voz dizia. Um cara que ia trabalhar no F.B.I. não poderia ser esquizofrênico, e ele começou a pensar em usar drogas pesadas junto com á bebida. Quem sabe isso melhoraria.
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