O Filho do Alquimista de Aço
18 Lembranças de uma Noite
Notas iniciais
Boa leitura. (:
Roy Mustang mantinha a mesma rotina durante todos os meses depois do falecimento de seu braço direito. Acordava cedo, trabalhava o dia todo e depois ia para casa esvaziar seu bar. Não estava ligando se todas as noites não constumava ficar em sã consciência. Ele podia sonhar com ela ou imaginar algo com ela. Era sua única tentativa de continuar vivendo. Ele sempre fora muito adepto ao Martini, mas depois passou a aderir ao Wisky, era mais eficaz. Litros e litros de Wisky e seus devaneios eram garantia.
Naquela noite, em especial, acabou lembrando de coisas que nem mesmo no dia seguinte ao acontecido havia recordado. Normalmente preferia beber até passar mal para delirar com Riza, mas daquela vez mal havia começado a ingerir as bebidas e a lembrança estalara em sua mente. Simplesmente lembrou-se de um dia, há muito tempo, na qual em uma das noites de farra, depois de mais uma promoção ganha por Roy, todo o grupo saira pra comemorar. Depois da animação, acabaram por começar uma brincadeira de ‘’verdade ou consequência’’. A alegria deles pelas ruas, com os casacos nas mãos, era tão contagiante, pela sua memória, que sentia um riso no canto da boca só por lembrar a sensação.
---------------Recordações de Roy Mustang----------------
Breda- Coronel é um bom companheiro! Coronel é um bom companheiro! Ninguém pode negar, nem o Quartel pode negar, nem o Quartel pode negar! – Enquanto cambaleava pelas ruas, ao lado dos amigos.
Havoc – Esse daí já está blefando. Breda, escuta só isso aqui: O Coronel é um bom companheiro, nem as mulheres podem negar, nem as mulheres
podem negar! Combina mais, em? — Levantando os braços, exageradamente.
Os dois caminhavam na frente, seguidos de Falman e Fuery, que calmamente, apesar de também estarem bêbados, iam juntos de Roy e Riza, um pouco mais atrás.
Fuery- Quanta bobagem! Coronel nem é tão bom assim com as mulheres!
Breda- Cão que ladra, não morde! A gente te entende, Mustang. -Completamente fora dos padrões.
Havoc- Mustang não! Agora ele é Coronel Roy Mustang!
Falman- Verdade. Olha, vamos parar aqui nesse bar. — Andavam pelas ruas, procurando mais um para ficar, já que aquele que estavam havia fechado.
Garçom- Em que posso ajudar? – Com um sorriso maquinado.
Riza- Olá. Estamos precisando de uma mesa para seis pessoas. — Sóbria.
Garçom- Bom... — Analisando o estado dos indivíduos atrás dela. – Já vi que a noite começou para vocês. – Sarcástico. — Acompanhem-me. Fiquem a vontade. — Dando um sorriso.
Riza- Obrigada.
O barzinho era muito agradável. Havia música e alguns ambientes. Eles ficaram na parte de fora, com alguns vidros, para obter mais privacidade.
Roy- Nossa, aqui é ótimo! — Falando um pouco mais alto que o necessário.
Falman- É. Escolhi bem. Aqui é muito bom mesmo!
Breda- Vamos ver se a bebida é boa! Traz uma rodada de tequila aí, companheiro. Tudo por conta do novo Coronel do pedaço! — Todos riram, até Roy.
O garçom olhou para Riza, como sendo o único ponto de razão naquele bando. Mas ela confirmou o pedido. Até aquela hora, tudo corria bem para a Tenente. Mais tarde as coisas ficariam um tanto nebulosas:
Havoc- Está todo mundo tomando! Tem que virar uma também, nova tenente.
Riza- Havoc, você sabe que eu evito beber.
Breda- Tenente, tenha dó. Estamos comemorando. Não precisa trazer a carranca junto. Relaxa um pouco! Até o Falman tomou umas!
Fuery- Eu também tomei! Tem que participar! — Todos faziam pressão a ela. Até mesmo Roy.
Roy- Tenente, como Coronel, que agora estou de posse do cargo, exigo, como primeira ordem deste, que vire 2 doses de tequila. — Olhando seriamente para ela.
Todos fazem um silêncio gultural à espera da resposta:
Riza- O senhor não está sendo justo. – Arfou, fechando os olhos.
Roy- O tempo é justo, tenente. Não a vida. Então, vai desacatar minha primeira ordem? — Agora com um sorriso de canto de boca.
Riza- Que desagradável. Só essa, então. — Todos imediatamente caíram na gargalhada.
Havoc- Desse jeito ele vai conquistar todas as mulheres, não vai sobrar nenhuma pra nós. – Ria alto.
Todos viraram para Riza, esperando tomar a dose:
Riza- Nem comecem, vou tomar devagar.
Roy- Não, tem que tomar direto. Você sabe.
Riza- Você está estrapolando, Coronel.
Roy- Hoje eu posso. Não enrole.
Apesar de contrariada, havia aceitado o convite do happy hour depois de muita insistência, não queria bancar a chata. Era um dia especial. Hesitou um pouco, mas respirara fundo, tomando em um gole. Tudo queimou. Dos pés a cabeça. Sua garganta ardia extremamente.
Breda- Nossa, ela virou! Boa, tenente! – Rindo.
Fuery- Surpreendeu! – Contente.
Havoc- Hawkeye, tem outro ainda. — Não satisfeito, com seu cigarro na boca.
Roy- Ótimo. Agora o outro.
Riza- Não estou cogitando.
Roy- Tenente. – Olhando-a com falsa surpresa por desacatar sua regra.
Riza – Sinto muito ser a primeira a desacatar sua ordem de Coronel, senhor.
Roy arfara desestimulado.
Havoc- Larguem disso então. Estamos aqui, sem compromisso, vamos
fazer uma ‘’verdade ou consequência’’?
Falman- Eu topo.
Fuery- Eu também.
Breda- Vamos sim.
Roy- Não vejo problemas.
Riza- Façam o que quiserem. — Dando de ombros, ainda com os efeitos da queimação.
Havoc- Isso foi um sim. Vamos lá então. — Pegaram uma garrafa que estava vazia e giraram. Fizeram várias perguntas engraçadas e consequências. Todavia, com o tempo, as perguntas foram ficando mais apimentadas:
Breda- Opa, eu pergunto para o Coronel. — Todos fazem um ‘’iii’’.
Roy- Pergunte.
Breda- Eu quero saber onde ou com quem foi sua primeira vez? — Todos
riram.
Falman- Terá que responder!
Roy- Só vou responder, se todos responderem também. — Todos aceitaram. Riza não estava na mesa, fora ao banheiro. Eles esperaram o retorno da mesma.
Riza- Então, o que aconteceu na minha ausência?
Breda- Perguntei sobre a primeira vez do Coronel e ele disse que só ia responder se todos respondessem. Todos aceitaram.
Riza- Eu não, logicamente.
Roy- Você sim.
Riza- Não irei comentar sobre, acabou.
Breda- Já decidimos, você é minoria. Acabou. — Ironicamente engraçado.
Riza- Hoje está difícil fazer alguma coisa aqui. — Bufando.
Roy- Bom, minha primeira vez foi com minha professora de literatura, eu tinha 13 anos. Acho que foi meio precoce.
Breda- Nossa! Não perdoa esse Coronel. Foi bom, cara? – Divertindo-se.
Roy- Olha, nunca passei tanto tempo numa cama como junto daquela mulher. – Riza não sabia como agir diante da situação. A brincadeira, no entanto, de alguma forma, estava esclarecendo muitas curiosidades que um dia já havia se perguntado.
Havoc- Apresenta ela pra gente, Coronel. – Com tom desleixado.
Breda- Bom, minha primeira vez não foi romântica. Nem cheia de fogo como a do Mustang. Conhecia uma prima do interior. Consegui o que queria com uns 15 anos. Atrás de um criadouro de porcos. Foi nojento.
Havoc- Cara, você é nojento! — Amassando seu cigarro.
Havoc - Minha primeira vez eu tinha 14 anos. Foi com uma menina da escola. A gente era normal, fomos em um motel. Não sou louco como vocês. Atrapalhei-me todo na hora. – Saudossista cômico.
Fuery- Eu preferiria não falar disso, mas tudo bem. Minha primeira vez eu tinha 16 anos. Foi em uma casa na árvore. Com uma amiga de minha irmã. Ela nunca mais falou comigo depois disso.
Breda- Credo cara! – Rindo e assustado ao mesmo tempo.
Fuery- Não foi legal.
Havoc- Ok, ok, ok. E você Falman? – Levantando a sobrancelha, sugestivo.
Falman- Nossa, isso faz um tempo. Eu tinha 12 anos. Foi com minha tia. — Havoc tira o cigarro dos lábios lentamente chocado. Os outros o olhavam incrédulos.
Breda- Meu deus! Você com essa cara de santo! Catou a própria tia?
Falman- Vocês não conhecem a figura.
Havoc – Você é surreal, cara. – Colocando o cigarro de volta à boca.
Havoc – Próxima. — Ela continuava com os olhos fechados, numa carranca.
Fuery- Sua vez, tenente. – Com tom curioso.
Breda- Solte seus segredos. — Rindo a vontade.
Falman- Confesso que até eu estou curioso. – Divertindo-se.
Havoc – Desenbuxa. – Olhando-a seriamente. Roy só analisava a situação.
Riza- Que droga. — Arfara irritada. — Minha primeira vez foi com 17 anos. Em um banheiro de uma festa. Pronto. — O silêncio reinou sobre todos.
Breda- Surpreendeu! – Aproveitando para tirar sarro.
Fuery- Realmente! Nunca pensei... – Surpreso e curioso.
Falman – Que interessante, primeira tenente. Bem original!
Havoc- Original? – Rindo. – Em um banheiro é? – Olhando sugestivo. – Vou pensar com carinho em você quando estiver em um toillet. — Com um sorriso de canto de boca.
Riza arfara, totalmente irritada. Roy não dissera uma única palavra. Percebia nitidamente os flertes de seu subordinado para com seu braço direito. Havia, porém, gostado muito de analisar a saia justa em que ela ficara. Como reagiria sobre tudo? A resposta do jogo foi mais que satisfatória. Nunca pensara que ela fosse fazer aquilo em um banheiro. Seus hormônios estavam a mil com a nova descoberta. Sua mente já formulava fantasias impublicáveis. Com sua destreza, controlava-se
muito bem.
Roy- Excitante. — Disse em uma voz analisadora.
Breda- Próxima pergunta. Caiu a tenente e o Coronel.
Roy- Eu quero saber, se você sente uma atração sexual por mim? Sente desejo por mim? — Todos ficaram atentos à resposta. Riza o olhou, incrédula.
Riza- Não vou responder a isso. Não tem o menor cabimento, já chega.
Roy- Então é conseqüência. É responder ou conseqüência. Você escolhe.
Riza- Conseqüência então. – Queria se livrar daquilo o mais rápido possível.
Roy- Quero um beijo seu. Não um selinho, um beijo. – Convicto.
Breda- Como ele pensou nisso? Que esperto.
Havoc- Vai ter que pagar. – Com tom desgostoso.
Riza- Isso é grotesco, totalmente fora de questão.
Roy- Estou esperando. Você optou, tem que cumprir.
Riza- O senhor está sendo muito baixo.
Roy- Pra conseguir o que se quer, vou ser baixo por alguns instantes.
Breda- Que saliente! É tenente, não tem saída. – Em um tom conformado.
Riza contrariada, aproximou-se dele. Sentira o perfume refrescante, o
que fez descer um frio por sua espinha. Ele era cheiroso. E aquele cabelo? Era difícil dizer. Seu auto controle ainda era palpável, apesar da tequila. Passou, então, os lábios muito superficialmente sobre os dele. Causara rebuliço entre os rapazes. De maneira lógica, Roy não ficara nada satisfeito. Viu ela se afastar aos poucos. Deu um sorriso reconhecedor. Sabia que iria fazer aquilo.
Roy- Um beijo. – Rapidamente puxou-a para si, encostando os lábios ferozmente. Começaram os movimentos do beijo. De início não foi correspondido. No entanto, supõe ele ser efeito da bebida, ela retribuiu calorosamente em seguida. Beijaram-se sem ser discretos, explorando bem cada pedaço. Terminaram sem fôlego. Riza em seus devaneios pensava como beijava bem o homem. Era praticamente impossível resistir depois que seus lábios a tocaram. Retornou a si logo que avistou as caras assustadas dos rapazes. Viu Roy se recompor do beijo, com um sorriso malicioso no canto da boca. Havia sido ao extremo intenso. O homem arrumou os cabelos com as mãos.
Roy- Feito. Próxima rodada.
“Deixei-o ofegante? Que trágico esse momento. Eu beijei safadamente, ousadamente o meu chefe na frente dos colegas de trabalho? Estou realmente fora de mim. Gostaria de sumir nesse instante. Estou de forma irrevogável, muito envergonhada.”
Riza- Desculpem-me. Foi um erro. — Não sabia nem como se expressar. Constrangidíssima.
Breda- Não Riza, tranqüilo. É só uma brincadeira. Relaxe.
Havoc- Somos adultos. – Virando mais uma dose de tequila. Não estava nada feliz.
Fuery- É normal nas festas a gente se solta mais.
Falman- Eu que sei. Fique tranqüila quanto a isso. – Roy continuava a
observar tudo.
Aquilo soava horrível aos ouvidos. Parecia que tinha feito coisa pior pela maneira como se pronunciavam sobre o assunto. Não devia ter bebido. Estava tão envergonhada. Não possuía coragem de olhar pra eles. Teria sorte se no dia seguinte não lembrassem de nada:
Riza- Eu vou embora. — Saiu da mesa o mais depressa possível.
Breda- Não, relaxa Riza, volta aqui. Pô, Coronel.
Havoc- Você exagerou, cara. – Colocando o copo em cima da mesa. — Não precisa ficar brincando com ela desse jeito. – Roy o olhava.
Roy- Vou atrás dela. – Retirou-se da mesa.
Fuery- Nossa, mas a noite não pode acabar assim. Só por causa de um beijo a toa?
Breda- Esse pessoal já está alterado. É hora de virar mais uma tequila! Garçom?
Havoc – É você que ela quer que vá atrás, Coronel. – Falando susurante, dando outro longo gole. Recebeu um cumprimento em suas costas. Ele se virou para o fato.
Falman – Eu sei cara. Acho que você não deveria tentar. Vai se machucar
bastante. — O então homem lhe faz uma expressão de triste conformismo.
Havoc – É, você tem razão. Ela não é pra mim.
-
Roy- Riza, espera! Tenente! Espera!
Riza- Desculpe-me Coronel, eu jamais poderia agir dessa forma. É porque
eu bebi demais e fiquei um pouco alta, desculpe-me, isso jamais vai acontecer outra vez. Eu não sei como me justificar... — Olhando para baixo, sem coragem para levantar as vistas.
Roy- Calma, parece que você cometeu um crime mortal. Relaxe, foi só um
beijo. E bebeu demais? Aquilo foi só uma tequila. Olhe para mim, tenente. Olhe para mim! — Com as mãos, levantou o queixo dela. Riza viu os lábios carnudos e ainda avermelhados de seu beijo.
Riza- Desculpe-me de verdade.
Roy- Você não gostou?
Riza- De que?
Roy- Do beijo. – A mulher calara-se inquieta.
Roy- Responda a minha pergunta.
Riza- Coronel por favor, não é esta a questão.
Roy – Então me diga qual é a questão porque até agora eu não consegui
entender o seu constrangimento, Riza.
Riza- Coronel, isso é um grande erro. – Ainda desolada com a postura.
Roy- Um grande erro porque você se presume superior a todos os seus
instintos?
Riza- Lógico que não! Não pense que eu viva sem achar que sou humana e que não posso enfraquecer às vezes beijando alguém tão...- Olhava seus lábios atordoada.
Roy – Tão... – Sugestivo, aproximava-se dela cada vez mais.
Riza- Eu não saberia dizer! – Afastando-se mais, sacudindo a cabeça.
Roy- Eu sei que saberia. – Aproximou-se ainda mais, segurando sua cintura de uma maneira tão sexy e gentil, na qual deixou a mulher suspirante.
Riza- Eu não... – Respirando fundo.
Roy- Não o que? Hm? – Passou devagar os lábios sobre os dela, dando-lhe um pequeno beijo nos inferiores.
“Meu deus, como ele é bom nisso.”
Roy- Não precisamos nos enganar. – Beijando-lhe o pescoço. – Eu sei que você também quer. Que me deseja tanto quanto eu te desejo. A gente pode...
Riza – Não, não, não. Pare! – Afastando-se o mais rápido que pôde.
Roy- Riza... Não vamos começar com isso. Você sabe o quanto a respeito e o quanto a admiro. Isto é só uma questão de adulto, somos um homem e uma mulher solteiros. É normal, o que você queria? Você entende, não? Temos vontades e queremos saciá-las.
Riza- Um pouco de respeito, Coronel Roy Mustang. – Fechando o cenho. – Você parece um predador falando desse jeito. — Arfando.
Roy- Riza, não analisou que eu sou um homem normal? Não estou como seu Coronel. Aquela brincadeira toda de ordens, era pra você participar, já que não tinha outro jeito. Você sabe disso. Não estou completamente bêbado para você não considerar o que estou te falando!
Riza- Não me faça rir. Você está tentando me levar pra cama descaradamente e acha que devo lhe tratar com respeito? Pense bem sobre isso.
Roy- Claro! Meus direitos como macho alfa que sou, devo ser tratado com
respeito sim. Só porque fui “direto”, não quer dizer que lhe faltei com nada.
Se quiser posso ser mais gentil. Posso fazer as coisas mais lentamente, se é que me entende...
Riza- Coronel! Pelo amor de Deus! Escute, eu me descompus frente a você e nossos colegas de trabalho. Permita-me as desculpas. No mínimo. Mas pare de pensar outras coisas, aquilo foi um erro e está resolvido!
Roy- Não precisa se preocupar. Eu quis. Quando fui correspondido, fiquei
animado. — Passando o dedo indicador pelos lábios, como se estivesse coçando. Um típico movimento de charme, mais um da lista. Fora as arrumadas de cabelo, o roçar dos dedos nos lábios, o sorriso de canto de boca, a forma como escorava a cabeça, o olhar sempre penetrante.
Riza- O senhor está bêbado. Não vou nem sequer ouvir mais sobre isto. Vou embora sozinha. Aproveite amanhã para apagar o dia de hoje.
Roy – Sério que você vai agir como uma garotinha? – Olhando-a com
incredulidade.
Riza- Garotinhas não beijam os chefes. Com licença. – Saiu, sem esperar
a resposta.”
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Lembrava Roy, deprimido.
“Isso faz tantos, mas tantos anos...”
Foi ainda antes daquele incidente, logicamente, senão ela nunca iria fazer aquilo. Só que o beijo mesmo assim, não fora voluntário, ele que a agarrou, contra a vontade dela. Como sempre fazia. Ele era um estúpido com Riza, definitivamente. Estava explicado porque tinha tanto complexo em relação a ele. Só que gostava tanto dela, desejava tanto, que agradava pegar mais forte, de apertar, de sentir presença. Mas isso mudou radicalmente depois daquele dia. A relação deles passou a ser estritamente profissional. Ele lamentava tanto, porque as coisas seguiram rumos inimagináveis. Nunca a 6 anos atrás ele iria imaginar que assediaria ela e ainda estar presente em sua morte, sem ter feito nada. Ele não conseguia acreditar mesmo. A vida dele, hoje, eram lamentações. Apenas isso. E de lembranças soltas que apareciam, ou imaginações causadas por efeitos do álcool. Uma mediocridade tamanha.
Notas finais
Não esqueçam de fazer comentários, eles me ajudam muito na história!!!
Beijos, seus lindos! E obrigada por estarem seguindo meu texto! (:
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