O Filho do Alquimista de Aço
33 Nasce o filho de Winry Rockbell e Edward Elric
Notas iniciais
Greed batia o pé, sentado no banco da igreja.
Greed — Que saco, tinha esquecido como humanos são lerdos. — Estampava em seu rosto um olhar entediado.
Roy — Estamos aqui, Greed. — O homunculus olhara-o de soslaio. Ellen ficara ao lado de fora da Catedral.
Greed — Que pena, não trouxe a loirinha. — Referia-se a Riza.
Roy — Ela tem mais vidas para salvar.
Greed — Não importa. Ninguém vai sair vivo dessa. — O alquimista cerrara os olhos.
Roy- Vim, em nome do exército de Amestris, oferecer uma oferta amistosa.
Greed — King Bradley é o fuhrer. Não é ele quem deveria vir aqui me oferecer? — Dera uma risada irônica.
Roy — Bradley é um desertor. Não preciso perder meu tempo explicando isso.
Greed levantara do banco, displicente. Andara até o palco.
Greed — Diante de Deus, pode me propor, Coronel. — O homunculus estava no ângulo em que a cruz ascendia na parede.
Roy — Junte-se a nós. Vamos lhe dar as fronteiras do país com Creta e Aerugo.
Greed desfizeram o sorriso.
Greed — Vocês estão brincando comigo? Estão pensando que eu tenho misericórdia?
O moreno cerrara os olhos, tenso.
Greed — Vão me dar as fronteiras do país para que?
Roy — Creta e Aerugo possuem muito poder. Se vencermos o dia prometido, ambos serão nossos.
Greed — Eu vou dominar a todos. Dois países são poucos para mim. Você está me oferecendo migalhas.
Roy — Você é forte, mas não o bastante. Seu corpo é composto por carbono em sua maioria. Nada me dificultaria lhe queimar até a morte. Um corpo inflamável. — Dera dois passos em direção ao homem.
Greed fechara a cara.
Roy — Você traiu seu clã de homunculus. Deixar a profecia se cumprir hoje é uma sentença de morte. Dante virá atrás de você. Além disso, traiu o povo de Xing e de Drachma. Eu não queria lhe desanimar, mas Olivia Armstrong é de dar calafrios.
O homem permanecia com a expressão enigmática.
Roy — Se não aceitar a nossa proposta, também será perseguido por Amestris. Trair a todos significa que nada é impossível? — Referindo-se à clássica frase dita pelo homunculus.
Greed — Parece que vocês arquitetaram tudo com antecedência.
Roy — Humanos. — Ironizara. — Vai deixar Ellen a mercê de seu destino? Não vamos mentir que precisamos de você como aliado.
Greed — Vocês jogam muito baixo. — Suspirara, desgostoso. Olhará para cruz acima de si. — E ai, cara, eu aceito essa?
Roy dera um sorriso de canto de boca. O novo integrante do exército estava no papo.
Roy — É hora de arquitetar o show.
[Fora da tenda]
Riza — Havoc, tudo bem por aqui, precisa de algo? — Andara em direção ao loiro, limpando o coturno, que estava cheio de areia.
Havoc — Tudo sob controle. — Tirou o cigarro da boca. Deu um meio sorriso.
Riza — Preocupado com Ellen? — Olhou-o de soslaio.
Havoc — Um pouco. Não confio em Greed — Fechou o cenho.
Riza — Mas confia em Roy. — Afastou o cabelo do rosto. — Sei que essa situação está mais complexa do que tínhamos imaginado.
Havoc — Não sei se dar os países da divisa de Amestris vai ser o suficiente para Greed.
Riza — Sem ele não vamos conseguir. — Pausou a fala, bruscamente.
Havoc — O que foi?
Riza — Não gostaria de passar por isso sozinha. Não dessa vez. — Olhou-o, pesarosa. — A garota que está dentro da tenda…
Havoc — Eu sei o que está acontecendo. O filho é do Edward e eles querem levar a criança para abrir o portal.
A loira colocara a mão sob o rosto. Sabia que Havoc era inteligente o suficiente para entender o que se passava naquele momento.
Riza — Só eu, você e Roy sabemos. Assim devemos manter. No entanto, como vamos lidar com tudo isso?
Havoc — Eu não sei. A garota deve ter planejado o filho, mas Edward não faz ideia. Não vamos contar, não sabemos como ele vai reagir. Precisamos dele, Riza.
Riza — Vamos deixar esse bebê nascer sem que ele saiba o perigo que está correndo?
Havoc — Temos outra opção?
Riza — Se ela tivesse contado a verdade desde o início, talvez pudéssemos ter feito algo… — Fechara a mão sob os lábios.
Havoc — Não se lamente sobre o passado. Vamos pensar só no dia de hoje, o que faremos para sairmos vivo dessa.
A loira assentiu.
Riza — Você está certo, temos um dia para vencer. — O loiro jogara a bituca no chão, amassando-a.
Havoc — Um dia problemático.
Dentro da tenda, Winry sentia as contrações aumentarem.
Pinako — Filha, vou chamar Riza. Fique calma. — Avistara a loira conversando com Havoc ao lado de fora.
Riza ouviu um estridente chamado, correndo para ajudá-las.
Riza- Como está Winry?
Pinako — Nada bem, as contrações aumentaram.
Riza — Pinako. — Puxara o braço da senhora, delicadamente para fora da tenda. — Preciso que escute com atenção. Nós temos somente duas opções: ou ela dá a luz aqui e nós forçamos o parto ou tentaremos fugir agora.
Pinako — Mas e o bebê? Não podemos fugir!
Riza — Se ficarmos, a vida da Winry corre perigo, podemos ser atacados. Se fugirmos, o bebê pode não aguentar. Você precisa decidir.
Pinako — Essa é uma decisão que somente ela pode tomar. — A loira a segurara, reiterando o pedido.
Riza — Ela está sob efeito de remédios e hormônios, não sabe o que está sentindo. Preciso que a senhora decida.
A velha senhora focara as dunas ao longe, pesarosa.
Pinako — O que você acha?
Riza — Deveríamos forçar o parto agora. Acabar com esse sofrimento.
Pinako — E se o bebê estiver atravessado.
Riza — Vamos usar as mãos e tentar virá-lo se for o caso. Temos que ser fortes!
Pinako apenas assentiu com a cabeça, só poderia contar com a mulher para ajudar a neta.
Ambas entraram na tenda. Viram a protética se contorcendo.
Winry — Eu não vou conseguir aguentar muito tempo!
Riza — Não vai ser necessário, mudamos os planos. Temos tudo o que precisamos para essa criança nascer. Está pronta?
As quimeras e Havoc já estavam cientes que a menina tentaria o parto.
Darius — Fico pensando se está tudo bem lá dentro. — Olhava a tenda, apreensivo.
Um grito abafado chegara aos ouvidos dos três homens.
Heinkel — Se ela está gritando, é porque não vai demorar. Fique calmo!
Havoc — Assim que esse bebê nascer, vamos sair daqui.
Darius — E a menina vai ter condições?
Havoc — Vamos ter que dar um jeito. — Virara bruscamente para Heinkel. — Você realmente avisou o Edward?
Heinkel — Assim que Riza explicou o que estava acontecendo, corri para avisá-lo sobre o parto. Ele estava a caminho da Igreja para ver Greed e simplesmente me disse que não faria diferença.
Havoc — É muito estranho, Fullmetal sabe que o filho é dele… Como pode estar tão indiferente? — Secava o suor que escorria pela testa.
Darius — Fullmetal está muito estranho, eles brigaram antes de ir embora. Acho que não se dão bem.
Havoc — Isso não soa como uma atitude do Edward. — Colocara uma das mãos sobre os lábios, pensativo. Cogitava a possibilidade do alquimista ter desistido da vida da criança. “Talvez ele mesmo entregaria o bebê a Dante?”. Sacudira a cabeça, a fim de evitar os pensamentos terrivelmente cruéis.
Heinkel — Devo insistir? Afinal o filho dele está nascendo.
Havoc — Não. Não tem porque deixarmos sem escolta por aqui. Se nos atacarem, eu e Darius seremos insuficiente.
Gritos estridentes vinham do lado de dentro da tenda. Os três homens se olharam, aflitos.
[Dentro da tenda]
Pinako — Minha neta querida, o bebê não está atravessado, vai dar tudo certo, tenha força! — Segurava a mão da menina, enquanto ela fazia movimentos de expulsão do bebê.
Riza — Estamos quase lá! Já dá para ver a cabeça, força!
Winry — Não consigo mais, não tenho força!
Riza- Olhe para mim, pense em tudo que passou para chegar a esse momento. Você pode, eu sei. Força!
Um filme passara pela mente da protética, toda a dor, luta e sofrimento tinham de valer a pena. Foi por todos eles que ela tinha de dar a luz. Por todas as pessoas importantes em sua vida.
A loira puxou o ar dos pulmões e forçou a expulsão o máximo que pode. Sentiu um zunido atacar seus ouvidos, parou de ouvir os sons por alguns instantes. Avistara o sorriso estampado no rosto de Pinako e Riza. Ela tinha conseguido, o bebê chorava e tremia nos braços de Riza.
Pinako — Você conseguiu, minha filha! — Batia as mãos umas sobre as outras de alegria.
Winry — Eu consegui… — Esboçou um sorriso incrédulo.
Riza- Aqui está seu menino, Winry Rockbell. — Entregou a criança nos braços da protética após cortar o cordão umbilical.
Pinako — Nós conseguimos. — Chorava de alegria. — Que alegria, bem-vindo, meu bisneto!
Riza olhara ternamente a cena das duas mulheres, ninando o bebê que acabara de nascer. Algumas lágrimas escorreram pelo seu rosto. Ela havia conseguido!
Winry — Riza, muito obrigada… Não sei como lhe agradecer! — Esticou a mão para agradecer a militar.
Riza se aproximou e segurou a mão da protética.
Riza- Estou feliz por ter participado desse momento tão especial. — Dera um contente sorriso e olhara o bebê. Tinha uma leve penugem loira sobre a cabeça, olhos verdes amendoados. Uma mistura dos pais. — Ele é lindo e saudável.
Winry sentia um misto de alegria e medo. Olhava aquele bebê tão perfeito em seus braços e não conseguia conter a emoção.
Winry — Ele é tão quentinho e pequenino. — Falara para a avó que ainda chorava de alegria.
Pinako — Qual vai ser o nome dele?
Winry fazia um carinho no pequeno nariz, quando o bebê segurou em seu dedo indicador. Avistara aquelas minúsculas mãozinhas tão indefesas.
Winry — Maes. — Riza a olhara muito surpresa.
Riza- Winry… — Colocara a mão sob o rosto.
Winry — Maes Hughes foi um grande homem. Eu gostaria muito de homenageá-lo.
Riza- É um lindo nome… — Lágrimas escorriam sobre seu rosto.
Winry — Maes Rockbell.
Pinako — Maes Rockbell Elric. — A loira olhara sua avó sem expressão.
Não havia nada a dizer, o milagre da vida acabava de ocorrer em frente aos seus olhos.
Riza saíra da tenda para avisar os colegas.
Riza- Nasceu, é um menino saudável!
Darius e Heinkel se abraçam, felizes. Havoc dera um abraço em Riza.
Havoc — Parabéns, primeira-tenente Riza Hawkeye. Salvando vidas desde sempre! — Afagara os cabelos da mulher, que lhe dera um sorriso contente. — Eu sabia que você conseguiria!
A militar limpou a mão em um pano e se virou para retornar a tenda. Olhou ao redor do lugar e tudo estava destruído e deserto. Seu foco era tão grande em salvar Winry e Maes, que não se deu conta do gravidade do problema. Sem comida, sem hospital e sem chefe militar, eles estavam por conta própria para salvar o país de um colapso.
Riza — Uma batalha nós ganhamos. Vamos para a próxima! — Fitara Havoc, que concordara com a cabeça.
Havoc — Lá vamos nós, Riza Hawkeye!
O sol se pôs sob o horizonte.
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