O Filho de Roma - Livro Dois

3 Chapter 3 ° - Apaixono-me por uma garota no sonho.


Notas iniciais
Mas um cap... Como toda vez digo... Boa leitura :33 In Demigods We Trust

Chapter 3°

Partindo do meu lar.

Danilo L.

Danilo todas aquelas palavras sem esboçar alguma reação se quer, estava decidido, não queria causar mais problemas ao acampamento, se fosse necessário sair dele, faria aquilo.

–Como assim. – Chester colocou a xicara de chá no balcão e colocou as mãos no ombro de Danilo.

–Estou decidido, irei para o acampamento Vênus.

–Mas por quê? – Chester demonstrava desespero, ele estava realmente se sentindo mal?

–Por que não e para lá que devo ir? Sou filho de Júpiter certo?

Um trovão soou no céu.

–Está realmente certo disso? – Os olhos de Chester estavam cheios de angustia.

–Sim.

O Centauro seguiu-o até o jovem.

–Então está decidido, ele irá para o acampamento, agora faltam mais dois jovens. – Ele retirou a carta de seu cinto. – Bruno Beggin e Anna Golden.

Todos ficaram em silencio, Chester engoliu em seco, e Danilo fintou o chão ao ouvir o nome de Anna.

–Anna Golden foi dada como sequestrada.

Centauro franziu o cenho.

–Correto, então serão apenas dois jovens, chamem o outro garoto, partiremos após o almoço.

Danilo se retirou da casa grande seguindo para seu chalé, mais foi interrompido por Gomez.

–Ei... Danilo... E verdade o que disseram? – O garoto estava levemente ofegante.

Danilo abaixou o olhar e franziu a testa ao olhar para cima novamente, Gomez era alto, então ao olhar para ele o sol batia em seus olhos.

–Sobre?

–Você... Partir e tudo mais.

–Sim... Estou indo... Após o almoço.

–Ah.

Os dois ficaram em silencio.

–Tenha uma boa viagem... E não se esqueça de nós. – Gomez estendeu o braço a Danilo.

–Nunca. – Ele cumprimentou retribuindo.

O chalé estava vazio, a pintura de Zeus parecia estar mais escura, como se estivesse desbotando. Pensou como seria o chalé de Zeus... Quer dizer, Júpiter no outro acampamento. Se por acaso terá uma pintura ou uma estatua de 5 metros de seu pai com o raio mestre.

Começou retirando suas roupas do armário, no fundo estava o pergaminho de Cratos, queimando como se fosse uma angustia pressa em um pedaço de papiro. Suas roupas estavam dobradas acima da cama. Guardou todas em sua mochila, e vestiu um casaco preto com a camiseta verde do acampamento por baixo. Na sua escrivaninha estava o livro que nunca antes tinha começado a ler, pensou se no outro acampamento teria tempo de ler, nem isso o fez rir.

Agora que estava tudo pronto. O melhor a fazer era dormir um pouco.

Maldito Filho de Zeus.

Mislayne W.

Havia acordado na enfermaria, Danilo não estava mais na cama, levantou-se saindo do sono matinal, Mayra também não estava mais na cama. Estava sozinha somente com as enfermeiras arrumando tudo. Pelo jeito os jogos e treinos não estavam acontecendo muito frequentemente. Mislayne foi até seu chalé, o que mais queria era um banho. Ficou um tempo deixando a água descer e não pensou em anda, queria um tempo.

Após o banho longo, olhou e viu que era quase a hora do almoço. Seguia até o refeitório. Mas ao passar pela a entrada do acampamento. Avistou Danilo, Bruno, Chester, Thiago, Centauro que não sabia o nome, Mayra e outras pessoas.

Correu em disparada ofegante, sem sabe oque estava acontecendo.

–... Eles poderão vir aqui? – Disse Chester.

–Você sabe Chester, que a rincha entre os acampamentos vem de anos... Isso foi uma exceção por que viemos à busca desses dois.

–Mais e a família dele?

–Enviaremos uma carta explicando tudo. Mas acho que as mães dos dois estão a par da situação... Você jovem... E primo dele, pode levar as cartas?

–Sim. – Falou Thiago sem protestar.

–O que está acontecendo aqui? – Falou Mislayne se juntando a todos.

–Eles estão partindo. – Mayra estava com a maquiagem de seus olhos borrados, devido a lagrimas imaginou Mislayne.

–Mas como assim? Chester... Danilo. – Os olhos da garota começaram a encher de lagrimas.

–Mys... Estou partindo, por que não quero mais causar problemas. – Danilo pegou as mãos dela, que estavam tremendos.

–Que problemas? Você não causou nenhum, ao contrario, precisamos de ti. – A garota o abraçou forte.

Danilo sorriu para ela.

–Desculpe, mais tem que ser assim.

–Vai mesmo abandonar a todos e deixar todos aqui? – Ela já não conseguia evitar as lagrimas.

–Não faça isso se tornar pior, por favor.

–Você já fez tudo ficar pior. – Ela se virou e foi para o refeitório.

Ultima vista no acampamento.

Danilo L.

Danilo se despediu de todos, foi até á arvore dos pensamentos, dar uma ultima olhada, olhou o lago que serpenteavam os campos, olhou para o que Mayra tinha escrito... “Filhos de Zeus”. Pegou sua chave e cravou contra á arvore escrevendo “Forever”.

Foi até a Casa Grande, deu uma ultima olhada em tudo.

Agora a forma que se despediu de Mislayne não foi a melhor de todas. Mais um abraço dela ele ganhou, não do modo que esperava.

–Vou conversar com ela. – Falou Mayra tentando tranquilizar Danilo, ele sorriu pela atitude dela.

–Vem aqui.

Danilo abraçou o mais forte que pode a irmã.

–Se puder me mande uma mensagem de Íris, por favor. – A garota chorava.

–Sempre.

Danilo olhou pela ultima vez o acampamento, correu o olhar por tudo, olhou onde estava o local onde se despediu de seus amigos, se lembrou de sua promessa. Todos voltariam para lá, vivos. Uma promessa que não cumpriu.

–Estou pronto.

Bruno concordou.

O Centauro assobiou. Dos céus duas águias gigantes traziam uma espécie de carruagem. Elas pousaram fazendo subir areia por todo canto.

–Vamos viajar nisso? – Apontou Bruno.

–Sim, por quê? – Questionou o Centauro.

–Por nada, achei viajar em algo mais confortável.

–Não e uma carruagem cinco estrelas mais e boa.

–E como irá entrar? – Danilo perguntou.

–Assim. – Centauro estralou os dedos, em seguida a parte “traseira” se transformou em uma cadeira de rodas.

–Deixa adivinhar, aprendeu com Quiron? – Riu Danilo.

–Quiron e um velho amigo. – Disse Centauro entrando na carruagem. – Agora vamos, uma longa viagem nos aguarda.

Danilo e Bruno se despediram de Chester a Thiago.

Enquanto Chester abraçava Danilo disse.

–Lembre-se jovem, de onde e seu verdadeiro lar, todos seus amigos e família estarão em um lugar onde ninguém pode penetrar.

–Onde? – Falou Danilo saindo do abraço.

–No seu coração... Na verdade na mente também, a menos que façam uma lavagem cerebral.

Danilo riu enfim.

–Até mais ver primo.

–Até.

Danilo acenou a todos e adentrou a carruagem, assim como Bruno.

Uma ultima vista no acampamento.

Apaixono-me por uma garota no sonho.

Danilo L.

A carruagem era confortável, por fora parecia pequena, toda branca com desenhos dourados por toda sua extensão, tinha rodas gigantes, se assemelhava aquelas carruagens que Danilo via em contos da Disney com a sua irmã. Aquelas princesas cheia de frescura, dava anciã só de lembrar. Por dentro havia bancos grandes e confortáveis, um estofado vinho e um local para o Centauro ficar com sua cadeira de rodas. Os guardas ficaram sentados em bancos do lado de fora conduzindo a carruagem.

–Depois de todo esse tempo ainda não sei seu nome. – Falou Danilo.

–Dantês... Meu nome e Dantês.

–Filho de algum Deus? – Questionou Bruno.

–Não.

Respondeu seco, sem nenhum sorriso ou nenhum olhar triste, somente a cara ríspida de sempre.

–Querem algo? – Ele apertou um botão em um painel na lateral da carruagem e do chão subiu uma mesa com copos e pratos.

–Eu quero um x-burguer, coca cola, e fritas. – Disse Bruno sem pensar duas vezes.

Dantês apertou uma serie de botões e a frente de Bruno surgiu todas as besteiras que ele havia pedido.

– E você?

–Néctar...

–Somente isso?

–Sim.

–Como quiser.

Uma taça com Néctar até o topo surgiu na minha frente, era a bebida dos deuses, fazia qualquer um se sentir vivo.

Conversaram sobre pouca coisa, a maioria do trajeto o silencio predominou, em pouco tempo Danilo e Bruno adormeceram, por que o banco da carruagem era perfeito, macio e confortável

Danilo torcia para ter um sono tranquilo, mais não era isso que acontecia.

Encontrava-se em um corredor redondo e escuro, passos a sua frente o chamava a atenção, estava ofegante, sujo e machucado, novidade.

Seguia duas pessoas desconhecidas, um garoto de cabelos encaracolados, pele morena, baixo, e olhos agitados e castanhos. Ele mexia a mão freneticamente chamando Danilo.

–Vamos... Corra.

Ao lado havia uma garota com cabelos grandes e lisos, levemente enrolados nas pontas, com um tom castanho médio, mesmo no escuro identificou a cor. Ela olhou para trás certificando-se que ele estava lá. Ao vê-la Danilo perdeu a respiração. Mesmo suja e machucada, ela era linda, seu olhar doce e rosto belo deixaram apaixonado. Sua expressão de angustia fez Danilo correr mais rápido, ficou ao lado da garota, hipnotizado por ela.

–Você está bem. – Disse a garota com um sorriso belo e voz doce. Danilo estava em um transe ao lado dela.

–Ei cara acorde, se não vai tropeçar.

Danilo não sabia quem era aquelas pessoas, mais continuavam correndo.

Não viram quando chegaram até um tipo de poço. Danilo caiu, e a garota caiu ao seu lado, Danilo só teve tempo de abraça por conta do impacto. Ela olhou em seus olhos e agradeceu sorrindo. O outro garoto caiu fortemente. Ao se levantar colocou a mão na bunda protestando.

–Por que não colocaram alguma placa em um lugar desses avisando... “Poço gigantesco a frente cuidado”.

–Esse lugar não parece muito aconchegante. – Falou a garota.

O lugar começou a estremecer, em seguida o local onde eles passaram começou a se fechar. O tremor aumentava, Danilo ouvia alguém chamar seu nome. Ele olhou para os dois ao seu lado mais nenhum abria a boca, de onde via o som.

–Danilo... Acorda! – Bruno jogou um pouco de água em Danilo, agora descobriu de onde via a voz que o chamava.

–Nossa... – Danilo Limpava o rosto. – Que belo jeito de acordar uma pessoa.

–Desculpe... Mas você não acordava de jeito nenhum.

–Acho que se tu em sacudisse funcionaria.

–E acha que não tentei?

Danilo riu da situação.

–Por que em acordou?

–Chegamos. – Disse Dantês.

A carruagem fez o pouso suave. As águias comia uma espécie de animal dada pelos guardas, Danilo não quis reparar muito na cena.

Dantês foi à frente, logo se transformou em Centauro, era difícil compreender como funcionava, mais decidiu não pensar muito naquilo.

Saindo da carruagem se deparou com uma entrada gigantesca, não era tão simples como a do acampamento Olimpiano, mais não tão sofisticada.

Duas torres de cinco metros de altura e redondas com tijolos polidos unidos por um arco dourado com enfeites brancos, escrito “Acampamento Vênus” em rosa, não era uma bela combinação de cores, mais não importava.

Dois muros altos saiam de cada torre e seguiam, mas Danilo não conseguia ver até onde. Da parte de trás da torre seguia outros dois muros, que levavam até um pequeno portão.

–Para que mais um portão após a entrada? – Questionou Danilo.

–Motivos de segurança. – Afirmou Dantês.

Danilo sentiu sua bolsa pesada, ajeitou-a.

Seguiram para dentro passando pelas torres, Danilo sentiu como se o ar tivesse mudado ao passar pelas torres, mais forte. O pelo de seus braços erriçaram, como se tivesse passado por algum tipo de barreira protetora.

–Isso mesmo.

–Ahn? – Questionou Danilo.

–Todo nosso acampamento e protegido por uma barreira magica criada pela própria deusa Vênus. Ela protege dos monstros, e dos mortais.

Dantês disse a palavra mortal com certo desrespeito no tom de voz, o que incomodou Danilo um pouco.

–Essa barreia e boa mesmo. Não estou mais com o nariz trancado por causa do resfriado.

Bruno fez Danilo rir, era bom ter pelo menos alguém ao seu lado.

Dois guardas protegiam o portão. Danilo se perguntou por que sempre dois guardas? Por que não três? Ele riu desse pensamento.

–L'amoreprevalesempre... Non importal'età.

Dantês recitou a seguinte frase, os dois guardas olharam entre si. Em seguida os portões se abriram.

–O que você disse? – Questionou Bruno.

–Uma frase dita pela propria deusa Vênus... “O amor sempre prevalece... Não importa a era”... Um meio de saber que não somos um intruso disfarçados.

O acampamento Vênus era totalmente diferente ao Olimpiano, Danilo nem tinha adentrado o acampamento e sentia a diferença, havia tudo aquilo so para entrar? O acampamento Olimpiano era vigiado por um garoto de 11 anos. Danilo pensou se toda aquela segurança tivesse sido feita no acampamento Olimpiano, não teria evitado todo aquele ataque.

–Bem vindos... Ao acampamento Vênuns.

Fim do Capitulo.

Autor da História: Danilo Silva.

Editora da Ortografia: Mayra Bellini.

Redator: Erlan Carvalho.

Capa: Davi Ismael Amorim.

Baseado na história de Rick Rordan: Percy Jackson e os Olimpianos.

Notas finais
Espero que tenham gostado, se possível comentem, e se gostaram recomendem ou divulguem... Vlw flw, até mais Dan >: