O Filho de Roma - Livro Dois
1 Chapter 1° - Um Centauro no meu bairro.
Notas iniciais
Chapter 1°
Danilo L.
Tinha se passado dois meses desde que Danilo tinha voltado do acampamento, depois da batalha contra Erlan e Cratos, decidiu voltar para casa, terminar o ano letivo e ver a família, todos o receberam muito bem, mas Danilo não tirava a vontade de voltar do acampamento da cabeça, e agora faltava um dia para retornar para lá.
Danilo não conteve a curiosidade de ler o pergaminho que recebi de Cratos, nele havia uma profecia, sobre ele, sobre sua família, os Lerman’s. Mas decidiu não pensar nisso, só de voltar para o acampamento o deixava feliz, lá tinha se tornado seu novo lar, no qual seus amigos estavam, decidirá que ao chegar ao acampamento, falaria com Chester sobre o pergaminho.
Bruno, Mayra e Davi tinham ficado no acampamento, Bruno não estava preparado para voltar para casa, e dar a noticia da perda do irmão, Mayra conseguiu ligar para a mãe, ela estava de viagem com o irmão, então Mayra decidiu ficar no acampamento. Davi disse que ajudaria no acampamento, e pediu para Danilo falar para a mãe e irmã dele que estava tudo bem, o recado foi dado.
Os poucos meses que passou foram tranquilos, Danilo conseguiu se concentrar-nos estudos, e passar no segundo colegial, mas a ideia de se formar sempre se distanciava quando lembrava que era um semideuses, simplesmente ria dessa situação.
Mislayne e Victor o chamaram para ir ao cinema, comemorar o termino dos estudos, logo aceitou.
Era noite de dezembro, Danilo retornava para casa depois de ter ido ao mercado, estava fazendo frio, a touca e o cachecol não pareciam resolver. Ele queria estar no acampamento, que muito raramente fazia frio, por causa da magia protetora da barreira que protegia todos dos monstros. A cada passo que dava no asfalto frio, sentia que estava sendo observado, se sentia paranoico, mas ouvia passos, e uma voz ofegante de fundo.
Quando virou na esquina a duas quadras de sua casa, viu uma garota correndo, mas ao olhar atentamente, Danilo piscou, e viu que ela estava correndo de uma fúria, a garota gritava por socorro, mas os mortais não davam atenção, Danilo tentou imaginar a cena que eles deviam estar vendo, uma garotinha correndo, gritando por socorro, eles deviam achar que era alguma brincadeira.
Correu para ajuda-la, já estava pegando sua espada, quando se deteve, lembrou que a espada poderia chamar a atenção dos mortais, teria que esperar o momento certo, que veio quando a garota entrou em um beco sem saída. Estava recostada em um muro de madeira, estava chorando, a fúria já mostrava seus dentes pra a garota.
Danilo já se esgueirava por trás de uma árvore pronto para girar sua chave, quando foi interrompido por uma gigante criatura, que cortou a fúria em pedaços. Danilo não acreditou quando viu, um Centauro de dois metros estava parado em frente da garota, pegou ela no colo, ela adormeceu, devia ter ficado em choque ao ver o Centauro, que estava com uma armadura, mas não era grega, era diferente, lembrou Danilo de armaduras romanas, por baixo uma camiseta azul.
Ele começou a trotar para fora do beco.
–Ei! Senhor! Senhor Centauro. – Disse Danilo saindo de trás da árvore.
Ele franziu o cenho e olhou com duvida para Danilo.
–Quem é você?
Danilo se aproximou.
–Sou Danilo Lerman, filho de Zeus. O que uma fúria fazia aqui?
Ele soltou um soluço, seus olhos se arregalaram.
–Você... Você e Danilo Lerman? Filho de Júpiter?
Danilo olhou com dúvida e deu um passo para trás.
–Júpiter? Não, Zeus, sou filho de Zeus, da mitologia grega.
Centauro se aproximou ainda mais de Danilo.
–Não acredito, preciso constatar o Acampamento Vênus.
–Acampamento Vênus, como assim?
Ele colocou a garota no seu lombo, e colocou a mãos no ombro de Danilo.
–Garoto, enfim te encontrei Danilo Lerman, filho de Júpiter, Filho de Roma.
Danilo L.
Aquele centauro devia estar alucinado ou delirando, achou Danilo. Ele, filho de Roma? Um tanto quanto equivocado, mas a expressão do centauro não dizia isso, ao contrario, mostrava clareza no que dizia:
–Filho de que? Como assim? – Disse Danilo.
–Filho de Roma... Você e o jovem da profecia, a qual diz que um filho de Júpiter, da família Lerman, iria salvar o acampamento Vênus.
A respiração de Danilo ficou fraca, outra profecia, como assim. Danilo se perguntava como sua família tinha intervindo tanto assim na mitologia. Quando ouviu o sobrenome de sua família vindo de um centauro, o cabelo da nuca eriçou, um frio súbito subiu pelos seus braços, e ficou sem reação.
–M-mas como filho de Júpiter? Eu sou filho de Zeus.
–Não necessariamente. Sua família vem intervindo durante anos, tanto na Grécia quanto em Roma.
Danilo ficou sem reação, a garota no lombo do centauro já começava a despertar.
–Leve isto jovem saberá onde esta.
O centauro lhe entregou um pingente com uma pomba rosa.
–Para que isso?
–Ele tem um pequeno rastreador, poderei lhe encontrar, agora tenho que ir.
Centauro colocou a garota ao lado de Danilo, e os deixou partindo no meio da escuridão. Danilo ficou parando fintando o nada com um pingente rosa na mão e uma garota loira ao seu lado no chão.
Danilo não sabia onde levar a garota. Decidiu leva-la para casa, quando foi parado por um casal dentro de um gol branco. O senhor de cabelo loiro e alto saiu correndo do carro.
–Meu Deus! Minha filha. Onde você a achou jovem? Quem é você. — Disse o pai da garota em um tom bravo.
–Minha filha. – A mãe colocou a garota entre seus braços, ela ainda adormecia.
–E-eu a enc- — Danilo não sabia o que dizer, se falasse da Fúria, os pais da garota não iriam acreditar nele.
Uma ideia louca veio na mente de Danilo.
–Devido à violência constante que a nesse bairro, a sua filha foi atacada, eu estava voltando para casa, quando a encontrei, mais estava sem telefone, e ele estava sem identificação nenhuma, e também não tive ajuda alguma. Decidi leva-la para casa e ligar para a policia e ver o que eles poderiam fazer.
Os pais franziram o cenho, a mãe estava apavorada, e o pai olhava seriamente para mim.
–Quer dizer que minha filha foi atacada? Por quem?
Danilo tentou raciocinar logo, queria tanto que Mislayne estivesse lá para ajuda-lo. Olhou para um lado e para outro, e viu alguns garotos correndo pela rua, o que eles faziam há essa hora na rua? Não importava mais Danilo pensou em algo.
–Alguns garotos arruaceiros correram atrás dela e começaram a brigar com ela, e ataca-la, fui ajuda-la, e como era maior que eles, correram de mim.
O pai ainda olhou com duvida quanto a declaração de Danilo, ele cruzava os dedos para acreditarem, foi quando a mãe se aproximou.
–Muito obrigado pro ajudar nossa garotinha. – Falou a mãe abraçando Danilo.
O pai estendeu a mão para Danilo.
–Deviam existir mais garotos como você, onde você mora garoto?
–A duas quadras daqui. – Danilo apontou para a sua direita.
–Quer uma carona? – Sorriu o pai.
–Sim se puder. – Danilo estava aliviado que tudo dera certo, mais ainda sim a declaração do Centauro o intrigava.
Danilo L.
Acordei de manhã com o sol passando entre as frestas da janela. Danilo se virou para se esconder da luz, mais foi em vão, sua mãe já o chamava, era hora de ir para o acampamento. Levantou-se em um sobressalto para espantar o sono, o quarto estava todo bagunçado, havia prometido a mãe que ia arrumar ele na noite anterior, mais com tudo que tinha acontecido, ela havia esquecido. Dirigiu-se ao banheiro para se arrumar. Após alguns minutos, aproximou- se do armário, logo Danilo esboçou um sorriso, lá estava à camiseta verde do acampamento com o tridente de Poseidon em preto. Chester havia entregado a camiseta logo quando saiu do acampamento, a que ele havia recebido estava repleta de sangue e rasgada, mais mesmo assim guardava em um baú no fundo do guarda roupa, junto com o pergaminho, que parecia pulsar e querer sair, logo retirou e o colocou no bolso.
–Bom dia mãe. – Danilo beijou sua mãe no rosto a fazendo corar.
–Bom dia dorminhoco. Ansioso?
–E muito, não vejo a hora. Alias que horas o Sr. Brown disse que ia vir me buscar? – Sr. Brown era meu vizinho, que a alguns meses achava que era um simples mecânico, mais depois descobri que era um Ciclope.
–Ele disse logo, agora coma seu pão, mais sem pressa. – Falou Sizaltina preparando o café.
–Minha irmã já saiu? – Danilo mastigava o pão e ao mesmo tempo tomava suco.
–Sim, foi trabalhar agora coma devagar. – Ela o reprendeu com um peteleco na cabeça.
Uma buzina soou na rua.
–Ele chegou, vou indo mãe. – Danilo levantou-se correndo da cadeira pegando sua mochila. Mas lembrou-se de algo e voltou. – Te amo mãe. – Disse beijando sua bochecha.
–Também te amo, cuidado. – Falou Sizaltina gritando.
–Vou tentar.
Seguiu para dentro da van de Brown, Victor já se encontrava, um pouco mais alto, de cabelo cortado de um jeito rebelde, meio para o alto, mais o mesmo Victor, todo largado no banco de trás.
–Bom dia Cria de Ares.
Ele sorriu irônico, e depois soltou um riso.
–Fala Para-raios. Pronto?
–Sempre, bom dia Sr. Brown. – Danilo já sentava no banco do meio recostando-se na janela, seu lugar favorito.
–Bom dia jovem... Podemos ir?
–E a Mislayne? – Perguntou Danilo.
–Nós iremos encontra-la na avenida, perto do supermercado. – Falou Victor colocando o boné. – Agora se não se importarem, irei dormir me acordem quando parar na lanchonete.
Danilo soltou um riso.
–Pode deixar.
Brown ligou a van, que se dirigiu até a avenida, a uns vinte quarenta quilômetros da casa de Danilo, e perto de uma passarela, lá estava Mislayne, e estava incrível, o caelo estava curto e uma franja feita para o lado, estava com uam maquiagem leve, para mostrar a beleza natural, vestia uma jaqueta jeans e a camiseta verde por baixo, uma tiara vermelha estava em seu cabelo, deixando um aspecto fofo, os olhos de Danilo brilharam ao ver a garota. No mês em que foram para o acampamento, Danilo passou por maus bocados com a filha de Atena, que a pouco era sua melhor amiga, mais não sabia mais o que realmente sentia por ela, se realmente era só amizade.
–Oi garotos. – Disse ela sorrindo, o que destacava suas maças do rosto, ela eram tão perfeitas!
–Oi. –Danilo se levantou batendo a cabeça no teto, fazendo a garota soltar um riso. Victor somente acenou com a mão. Brown respondeu com um singelo sorris visto pelo retrovisor.
Partimos para Campinas, onde o acampamento se localizava, Sr. Brown nos explicou que instalou um mecanismo que protegia a van de monstros, como se ela ficasse invisível para eles, assim o ataques de monstros ia ficar menos frequentes, o que acalmou Danilo. Brown tinha feito aquilo com alguns filhos de Hefesto, que queriam instalar canhoes no teto da van, outros um super-turbo que ia fazer a van voar, mais Brown disse que não queria isso.
Chegamos ao acampamento quase as onze da manhã, estava quase do mesmo jeito, ainda havia algumas madeiras e matérias pra a reforma do ultimo ataque, o que fez um calafrio consumir o corpo de Danilo, o garoto lembrou-se de detalhes da batalha, tudo veio à mente, mesmo sendo recente, não se recordava tanto do ataque, até esse momento, o olhar acolhedor de Mislayne fez o garoto se acalmar.
Saímos todos da van, Mislayne acordou Victor, que não estava com uma cara nada legal. Danilo sentiu o ar fresco vindo dos campos do acampamento, o cheiro de ambrosia, sim, ambrosia! Pensou, logo quero tomar uma garrafa de Nectar, a bebida dos deuses. Ele sorriu.
–Do que está rindo Dan? – Falou Mislayne colocando sua bolsa nas costas.
–Nada... E bom estar aqui.
Todos seguiram direto para A Casa Grande, Danilo avistou os campistas, mais não parou para conversa, somente segui-o Brown. Avistei Gomez cuidando de algumas madeiras, Danilo acenou com a mão, o garoto sorriu e fez sinal de positivo. Depois da dura batalha no contra Erlan, Danilo pediu ao garoto treinar suas habilidades como esgrimista, Gomez tinha certa habilidade, e não estava atarefado, então os dois treinaram um pouco antes de Danilo partir.
Os quatro adentaram a Casa Grande, logo na porta se encontravam dois guardas com armaduras romanas, Chester estava sentado em sua poltrona de madeira com estofado vinho, e para surpresa de Danilo, o Centauro da noite anterior estava lá. Brendon e Thiago se encontravam do outro lado da sala com expressão de angustia.
–Olá jovens. – Falou Chester se levantando.
–O que faz aqui? – Danilo tomou a frente de todos encarando o Centauro.
–Calmo primo, ele e de outro acampamento. – Explicou Thiago.
Danilo franziu o cenho.
–Outro acampamento... O tal acampamento Vênus?
–Correto. – Afirmou Chester. – Ele... Ele veio buscar três jovens... Davi... Anna... E você, Danilo.
Fim do Capitulo.
Autor da História: Danilo Silva.
Editora da Ortografia: Mayra Bellini.
Redator: Erlan Carvalho.
Capa: Davi Ismael Amorim.
Baseado na história de Rick Rordan: Percy Jackson e os Olimpianos.
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