Notas iniciais
Postei mais rápido dessa vez né ? haha' Gente, eu peço que mais pessoas comentem na fic, assim minha vontade de escrever aumenta... Enfim! Espero que gostem desse capítulo! Beeijos'

– O que é isso? — Perguntei, ao sentir o chapéi se mecher em minha cabeça.

–É o Chapéu Seletor, ele vai dizer em que casa você vai ficar. — Eu me lembrei quando Rose me contou sobre essas casas.

O chapéu começou a se mecher.

–Humm... — Arregalei os olhos ao ouvir que ele falou — Interessante... Geralmente eu sou colocado em cabeça de pessoas mais novas... — Ele disse, e eu me senti um pouco diferente.

–Isso são problemas nosso Chapéu Seletor. Agora me diga, a que casa ela pertence? — A diretora Minerva perguntou, acelerando aquilo.

–Sim, sim. — O chapéu concordou — Ela é fácil... Grifinória.

Eu sorri, pois sabia que Rose e Alvo eram dessa casa. Rose havia me contado. Pelo menos a casa ao qual eu iria era a mesma deles, eu conheceria alguém de lá.

–Muito bem. — Minerva disse, ao retirar o chapéu de minha cabeça — Irei pegar o seu uniforme.

Minerva saiu dali e eu fiquei olhando a sala, meus olhos pararam novamente no quadro daquele senhor, Dumbledor, o ex diretor. Eu senti vontade de conhecer ele, queria ter conhecido ele. Mas ao mesmo tempo amava ter vindo para essa escola, mesmo sendo só agora.

Minerva voltou de entre as estantes com uma roupa na mão.

–Aqui, vá se vestir. — Ela colocou a roupa no meu colo — Eu vou me retirar. Pode se trocar aqui mesmo.

Minerva saiu da sala. Vesti aquela roupa rapidamente e me olhei no espelho que tinha na parede. Eu me senti igual à todos aqueles que estavam na escola. Eu me sentia uma bruxa usando aquele traje.

No mesmo instante Minerva entrou na sala.

–Ah que bom que você já se vestiu, Hagrid acabou de chegar com as suas coisas. Elas foram colocadas no seu quarto, me dê isso, pedirei para que alguém as coloque lá também.

Eu peguei a minha roupa e dei para a diretora. Sai da sala dela, agora pela porta. Muitas pessoas passeavam pelos corredores. Agora, nenhuma delas era diferente de mim. Eu ia começar a andar pelos corredores do colégio quando a diretora aparece novamente atrás de mim.

–Ah, Sophia, amanhã Hagrid sairá com você para vocês comprarem a sua varinha. — Ela sorriu.

–Minerva, com que dinheiro eu comprarei? — Perguntei.

–Por conta da escola, só queremos a proteção dos nossos alunos e que eles estudem. — Ela disse, ainda sorrindo.

Minerva entrou novamente em sua sala e fechou a porta. Eu voltei a olhar para as pessoas que andavam. Comecei a andar pelos corredores. Eu não fazia ideia de para aonde eu estava indo, estava na esperança de encontrar Alvo, Rose, Maya, Hagrid ou até mesmo Tiago, que eu mal conhecia.

Um sorriso se formou no meu rosto quando vi Maya no fim do corredor.

"Finalmente, não estou tão perdida agora!" — Pensei.

Andei um pouco mais até alcançar ela. Quando ela me viu, um sorriso se formou em seu rosto.

–Sophia! — Disse ela, assim que eu me aproximei — Você tem uma casa agora! Que linda com o uniforme da Grifinória! Pena que eu sou de Corvinal... Mas não tem problema, a gente pode se ver nas aulas. — Ela disse.

–Não é? Eu estou bem feliz. — Eu disse, sorrindo como nunca.

–Vem, eu vou te levar até a Sala Comunal da Grifinória. — Ela disse, me puxando pelo braço.

Andamos, no mesmo andar, o que de certo modo me deixou aliviada de não ter que usar aquelas escadas que se movem novamente. Ela parou em frente a um quadro e me soltou.

–Pronto. É aqui. — Ela disse.

–Espera, como eu entro? — Perguntei.

–Eu não sei a senha. Você terá de esperar alguém da Grifinória aparecer e perguntar, ou entrar com essa pessoa. — Ela explicou.

–O que ? Quem ? — Perguntei.

–Ali! Aqueles dois não são seus amigos? — Ela apondou para frente. Segui seus dedos e encontrei de vista Rose e Alvo.

–Sim, eu acho.

Como eu iria saber se eles eram realmente meus amigos? Eu posso já ter tido alguns amigos na vida, mas com certeza não verdadeiros. Depois de tanto tempo sem comunicação, acabei esquecendo o que é a amizade.

–Peça pra eles a senha. Tenho que ir, vai passar da hora e eu vou perder ponto por andar nos corredores. Beijos Sophia, nos vemos amanhã.

Maya me abraçou e saiu andando pelos corredores. Alguns segundos depois, Alvo e Rose apareceram. Eles arregalaram os olhos e sorriram ao me ver. Eu, obviamente, sorri de volta.

–Ai meu Merlin! Você é da Grifinória. — Rose me abraçou, eu retribui o abraço.

–Parabéns Sophia! — Alvo disse, enquanto eu saia do abraço da Rose.

–Obrigada. — Sorri.

Eles pararam ao meu lado, virados para o quadro.

–Sophia, — Rose sussurrou em meu ouvido — ouve bem, pois essa senha, você tem que gravar de primeira.

Naquele momento eu fiz de tudo para que minha mente ficasse vazia, e eu só prestar atenção no que eles diziam.

–Cão Desprezível — Eles disseram, juntos.

No mesmo instante o quadro da Grifinória se abriu, completamente sozinho. Rose e Alvo entraram primeiro e eu fui atrás, ainda impressionada.

Entrei em uma sala onde ficavam sofás, mesas, poltronas e etc... Era como uma sala de estar em uma casa. Eles continuaram a andar, até duas escadas.

–O lado esquerdo são das meninas, o direito, dos meninos. — Rose disse — Portanto, você vem comigo. — Ela me puxou pelo braço, nem mesmo nos despedimos de Alvo, que por acaso, ria de nós enquanto ela me puxava para cima.

Entramos no dormitório feminino e eu me deparei com uma cama chei de coisas em cima, inclusive minha roupa, que eu usava antes do uniforme.

–Essa é a minha cama? — Perguntei, andando e sentando nela, entre uma coruja e minhas roupas. — Que coruja linda!

A coruja era de um cinza maravilhoso, com olhos azuis lindos. Ela era o animal mais lindo que eu já havia visto.

–Qual o nome que você dará a ela? — Rose gritou, provavelmente do banheiro.

Eu fiquei em silêncio, achando que era melhor ela sair do banheiro para que me ouvisse. Rose saiu com um pijama das mesmas cores que seu cachecol.

–Hein? — Ela chamou minha atenção.

–Bibi. O nome dela vai ser Bibi. — Sorri.

Rose arregalou os olhos, como se aquele nome não fosse muito comum. Ela concordou com o olhar e se deitou.

–Se eu fosse você se deitava logo, afinal, amanha cedo temos aula.

Ela tinha razão. Eu abri a minha mala. Nela tinham dois uniformes, três pijamas e roupas íntimas. Eu coloquei a minha roupa nela e peguei o pijama. A fechei e coloquei em baixo da cama. Peguei a Bibi e a coloquei na janela. Voltei até a cama, peguei novamente o pijama e fui até o banheiro me trocar.

Voltei do banheiro, já trocada. Deitei na cama. Me virei na cama durante horas, mas o sno não vinha. Levantei-me e fui até a janela, Bibi também estava acordada. É incrível como que nas janelas, as piores lembranças aparecem em sua mente, fazendo você querer chorar.

Naquele momento, veio a imagem de minha mãe, quando voltou de casa e não me encontrou lá. Encontrou aquele DVD ligado, no pausa. Como ela deve ter reagido, com raiva, tristeza, talvez os dois. Uma lágrima escorreu de meu rosto.

–Sophia... O que foi? — Uma voz ao meu lado me assusta. Era a Rose.

Ela se sentou ao me lado e me abraçou. As lágrimas saíram dos meus olhos. Eu, na minha mente, não via muito motivo para chorar. Eu, sinceramente, não sabia pelo o que estava chorando. Se era por ter abandonado a minha mãe, ou por perceber que eu tinha sim uma verdadeira amiga.

Notas finais
Gostaram? Deixem Reviews!!! Beijos' e até o próximo capítuloo *----*