O Filho de Harry Potter
13 Agora tudo faz sentido.
Notas iniciais
Voltamos para Hogwarts e tentamos ter um dia normal. Claro que não foi um normal, eu estava irritada, triste, mal conseguia me concentrar nas aulas. Minerva falou para que eu ficasse no quarto naquele dia, mas não, eu não queria parecer fraca. Eu queria fazer algo, e eu ia.
Depois de todas as aulas, eu fui até a sala de minerva, onde ela se encontrava sentada, lendo algo.
-Com licença diretora, preciso falar com a senhora. — Eu disse, ao abrir a porta.
-O que foi Sophia? — Ela retirou seus óculos de leitura.
-Há algo que quero contar para a senhora, Minerva — Disse, fechando a porta e andando até sua mesa.
-Fale. — Ela apontou para a sua cadeira, e eu me sentei.
-Eu vi o assassino da Maya, e quero lhe contar quem é, quero matar ele. — Eu disse, sinceramente.
-Opa, calma. Vamos por partes. Quem foi o assassino dela? — Minerva perguntou, tentando me controlar.
-Um tál de Black. — Assim que eu disse isso os olhos de Minerva se arregalaram, ela sabia de quem eu falava.
-Eu sabia que ele faria algo! Não podíamos ter arriscado! — Minerva se levantou da cadeira e começou a andar em círculos.
-Foi ele que te ameaçou diretora? — Perguntei, muito curiosa e esquecendo de que ela não sabia que eu havia escutado.
-Como você sabe disso? — Ela me olhou, nervosa.
-Eu ouvi você falar, sem querer. — Respondi, com um certo medo da Minerva.
-Ele quer se vingar faz tempo, mas eu achei que ele não falava sério... — Minerva estava cada vez mais preocupada.
-Minerva, ele é um dos motivos de você ter me feito vir o mais rápido possível para Hogwarts? — Perguntei. Naquele momento eu ia retirar todas as minhas dúvidas.
-Sim. Ele estava ameaçando todos os bruxos. Dizendo que ia matar todo aquele que não tiver ainda vindo para Hogwarts. Ele quer vingança, ele quer matar Alvo. — Ela disse.
Acho que Minerva estava tão frustada que acabou me contando aquilo. Talvez o nervosismo dela não a fizesse raciocinar com quem falava, ou talvez ela simplesmente confiava em mim.
-Precisamos proteger a escola... Está tudo começando de novo... — Ela continuava a andar em círculos. — Sophia saia daqui, saia. Preciso pensar, amanhã conversamos.
Eu sai de lá, com o rosto assustado. Fui para a sala comunal da Grifinória com a boca aberta, ainda espantada com o que havia acabado de acontecer. Tudo ficou claro na minha mente. E tudo que havia acontecido aquele tempo todo se resumia ao Black.
Eu havia tido tudo pago e ido tão rápido para Hogwarts porque Black estava atrás de mim e de todos os bruxos que ainda não haviam ido para Hogwarts. Minerva estava falando naquele dia, sobre Black, ele havia ameaçado ela. E a ameaça dele se tornou realidade no momento em que ele matou Maya.
Eu posso ter aceitado que ela morreu, que ela se foi, mas nunca irei perdoá-lo. Ele vai pagar pelo o que fez. Ele irá sofrer por isso.
Entrei na sala comunal e Rose e Alvo estavam lá. Eles viram minha cara de assustada e perguntaram o que havia acontecido. Sem deixar de contar um detalhe sequer, eu disse tudo. Eles ficaram da mesma maneira que eu ao ouvir aquilo, o que me fez dar uma pequena risada. Alvo parecia a cada momento mais culpado ainda, o que me fazia ficar triste.
Já era noite e precisávamos dormir. Alvo subiu para o dormitório masculino com o rosto triste e abaixado. Rose subiu espantada e com medo. E eu? Eu sinceramente não faço ideia de como subi. Minha mente estava tão confusa que eu não fazia ideia de como estava.
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