Notas iniciais
Aqui vocês vão ver que Octavian, do acmpamento júpiter descobre que algo grande está para acontecer. Verão também o primeiro combate entre os soldados de Miguel e os deuses do Olimpo.

Octavian era um sujeito magricela e alto, cabelo cor de palha. Usava uma toga branca, e por baixo jeans frouxo e uma camiseta roxa onde se lia: “Acampamento Júpiter”. Tinha em uma das mãos uma faca e na outra um urso de pelúcia azul. Octavian era um descendente de Apolo, o deus romano das revelações, da beleza, do sol e da música. Por isso, tinha o dom de ler augúrios, ou seja, profecias, presságios, nos enchimentos dos ursos de pelúcia.

Fazia isso com frequência. Então não esperava nenhuma surpresa dessa vez. Queria que aquele augúrio lhe falasse que seria o próximo pretor do acampamento, a posição mais respeitada da legião. Mas quando rasga a barriga do urso com a faca, deixando o enchimento cair no chão de mármore, a mensagem é bem diferente. Joga a carcaça do urso num canto, e diz:

- Oh, não! Precisamos reunir o senado!

***

Era um anjo forte, bem treinado, usava armadura completa, luxo que só cabia aos preferidos dos arcanjos, os arautos de Deus. As asas eram brancas e bonitas, o cabelo castanho era preso numa trança. Tinha feições rudes, mas não era mal. Seu nome era Karyel.

Fora enviado pelo arcanjo Miguel. Nos últimos dias, o paraíso estava um caos. Todos os querubins treinavam incansavelmente, os ishins forjavam novas armas, os serafins traçavam estratégias. Karyel não questionara o arcanjo, mas ainda não entendia direito o que estava acontecendo. Só estava seguindo ordens: “Desça a Terra e destrua todos os que têm qualquer ligação com o Olimpo”.

O Olimpo é um nome generalizado de como os celestiais tratam os deuses pagãos que ainda vivem até hoje. Muitos haviam sido derrotados nas Guerras Etéreas, mas muitos sobreviveram.

Karyel estava no meio de uma das maiores cidade do mundo, Nova York, onde sentia a influencia dos deuses pagãos. Subiu até o alto de um arranha-céu, e ali se depara com o deus Apolo. Tinha a pele bronzeada, corpo definido, cabelos loiros e desalinhados. Usava armadura romana e segurava uma espada flamejante.

- Então os boatos são verdadeiros! – diz Apolo – Quer dizer que o seu Deus decidiu declarar guerra contra nós?

- Não nos subestime falso deus! – retruca Karyel. E avança sobre Apolo, brandindo sua espada de ouro celestial.

Apolo se defende e os dois ficam disputando forças. Faíscas partiam das espadas, devido ao contato entre metais místicos. Até que a espada de Karyel esquenta demais e explode, numa infinidade de fragmentos ardentes. O anjo consegue pular para trás antes de ser atingido pela espada de Apolo, mas o deus do sol o surpreende com um golpe rápido.

Karyel cai, e Apolo enfia seu punho no peito do anjo, destroçando seu coração de luz com os próprios dedos. O anjo de Miguel morre de olhos abertos, contemplando o vazio.

Notas finais
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