O Filho De Ares

1 Capítulo 1: Descubro Que Sou Um Semi-Deus


Notas iniciais
essa é a minha primeira fanfic, então estou totalmente aberto a receber dicas e sugestões. se é que alguém está lendo isso.

Capítulo 1: descubro que sou um semideus

Hoje meu dia começou bem. Acordei, fiz minha higiene matinal e saí do meu quarto. Desci as escadas e encontrei meu irmãozinho assistindo TV.

— Bom dia, Samuel.

— Bom dia — ele murmurou sem nem tirar os olhos da TV.

Fui a cozinha e vi que eles já tinham começado a comer o café.

— Bom dia mãe, bom dia pai.

— Bom dia, filho — disse minha mãe — venha comer, seu pai fez uma panqueca deliciosa.

— Bom dia — disse meu pai.

Tomei meu café da manhã, me despedi, peguei meu celular e minha bike (uma T-Type Caloi aro 26) e saí. Adoro fazer isso, ficar andando de bike pela cidade, à toa.

Ah, esqueci de me apresentar. Meu nome é Adam, tenho 12 anos, estou no 7º ano, 1,57 de altura, olhos “cor de mel” de acordo com minha mãe, cabelos castanho escuro, longo (até meu ombro, mais ou menos) e liso, com um corte repicado. Sou hiperativo, o que me atrapalha bastante na escola, mas eu dou um jeito. Moro numa pequena cidade nos Estados Unidos, chamada Camden, ME, EUA (caso queiram mais detalhes, podem pesquisar no Google Maps).

Como a cidade é pequena, não preciso de carro. Fiquei por aí, andando um tempão, até que meu celular tocou. Peguei-o (caso vocês queiram saber, é um lumia 520) e vi o despertador. Desliguei-o e fui para casa. Cheguei quando estavam servindo o almoço. Almocei e fui para a escola. Chegando lá encontrei um amigo meu. Ele se chama Joseph e é muito estranho. Anda de muletas e de um jeito engraçado, meio que pulando.

— E aí, blz?

— Blz. Agora é matemática né?

— É.

Fomos para a sala de matemática. Cara, você não tem idéia de como é difícil ficar um horário inteiro sentado em uma cadeira fazendo atividades quando se tem hiperatividade. Mas eu milagrosamente consegui. Saí da sala umas duas vezes e tinha de parar de vez em quando para conseguir me concentrar. Eu lia, via um pouquinho meu celular, mas consegui. Quando estávamos trocando de sala, para ir à aula de ciências, uma menina me puxou. Olhei para ela e descobri que era Kelli, uma líder de torcida da escola. Ela foi me puxando até que chegamos a uma sala deserta, que eu nunca tinha visto. Olhei-a de modo estranho e perguntei:

— Pra que você me trouxe aqui?

— Estou te observando faz um tempo, Adam. Eu vi que nos jogos você fica me observando. Então, porque continuar com essa demora?

Enquanto ela falava isso ela foi se aproximando, e quando estava quase me beijando, Joseph apareceu na porta da sala e veio correndo e gritou:

— Adam, cuidado!

Com o susto nós nos separamos, e esse foi o tempo de Joseph chegar ao nosso lado e dar uma “muletada” em Kelli. Depois de me recuperar do susto eu gritei:

— Tá maluco cara? Por que você fez isso?

E nisso, Kelli deu um grito, um grito que aos poucos foi se transformando em um urro selvagem. Ao olhar para ela vi que ela estava totalmente transformada. Seu cabelo era de fogo, seus caninos viraram presas, uma de suas pernas agora era de bronze, e a outra de... De burro? Por mais assustadora que ela estivesse, eu não agüentei e caí na gargalhada! Vocês não imaginam como a cena estava engraçada, ver um monstro com uma perna de bronze e a outra de burro! Peraí, monstro? Foi aí que eu me toquei a situação em que estava, e então Joseph gritou:

— Corre!!

Acontece que eu demorei de mais rindo, e quando saímos correndo, Kelli já havia se recomposto e estava atrás da gente. Estávamos correndo feito loucos pelos corredores da escola, e ao chegar na porta, saímos e paramos.

— Para onde nós vamos?

Olhei para trás e vi que Kelli já estava quase nos alcançando, e tive uma idéia. Peguei o braço de Joseph e puxei-o. Cheguei no lugar onde guardam as bicicletas, peguei minha chave e destranquei o cabo de aço de sua roda.

— O que você está fazendo?

Montei na bicicleta e disse:

— Sobe aí!

— Não dá para subir, esse quadro é muito inclinado.

— Rápido, ela está quase nos alcançando!

Ele deu um jeito e conseguiu se ajeitar no quadro da minha bicicleta e eu disparei a toda velocidade, mas, ao olhar para trás, descobri que a nossa caçadora é bem inteligente e havia roubado uma bicicleta para nos perseguir. Eu dei um sorriso maldoso e disse:

— Vamos ver quão boa ela é na bike!

Abaixei um pouco a velocidade, para que Kelli pudesse chegar mais perto de nós, então, vi que ela estava com uma expressão triunfante no rosto, achando que ia nos alcançar e, ao chegar bem perto dela, eu aumentei a velocidade de novo, ficando de um jeito que ela ficasse perto de nós, mas não nos alcançasse. Continuei assim até chegar ao meu destino: uma rua sem saída, onde havia apenas um murinho e depois era a praia. Quando estava a uns 5 metros do murinho, derrapei de modo que dei meia volta e vi Kelli passando ao nosso lado. Ela não conseguiu reagir a tempo e bateu com tudo no murinho, voando por cima dele e enterrando a cara na areia. Dei um sorriso de satisfação e perguntei ao Joseph:

— E agora, aonde nós vamos?

— Volte para sua casa.

No caminho eu fui perguntando a ele:

— O que era aquilo que nos atacou?

— “Aquilo” era uma empousai.

— Empousai, o monstro da mitologia grega?

— Exatamente.

— Mas como isso é possível, mitologia grega é só uma mitologia, não?

— Mais tarde eu te explico.

Assim que chegamos em casa, Joseph pediu uma conversa em particular com minha mãe. Como estava curioso, admito que fiquei na porta do quarto em que eles estavam conversando para tentar escutar, mas só consegui escutar alguns trechos como “os monstros já o descobriram”...”vamos ter de levá-lo ao acampamento o mais rápido possível”, o que só serviu para me deixar ainda mais curioso. Quando saíram do quarto, eu estava na sala, e então minha mão disse:

— Adam, venha aqui, preciso conversar com você.

Quando cheguei ao quarto ela fechou o quarto e disse:

— Preciso te explicar uma coisa...

Ela me explicou tudo o que estava acontecendo, a história dos deuses e que ela havia tido um filho com um deles e que eu era um semideus, etc., eu até descobri que o Joseph na verdade era um Sátiro e por isso que ele andava daquele jeito engraçado. Depois da explicação eu disse:

— Eu preciso de um tempo para entender tudo isso.

Então pedi para eles me deixarem sozinho e fiquei lá, deitado na cama, confuso e pensando sobre o que acabara de ouvir até que acabei dormindo.

Notas finais
caso queiram ver a cidade que Adam mora é só clicar no link abaixo:
https://www.google.com.br/maps/place/Camden,+ME,+USA/@44.209534,-69.0605051,1081m/data=!3m1!1e3!4m2!3m1!1s0x4cadd8093b8682c5:0x545acfe2a5130197
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.