· A prosperidade da corporação Rekenber.

Dois anos se passaram desde que a Corporação Rekenber fora furtada por um arruaceiro até então desconhecido. Porém a corporação só prosperou nesses anos, deixando o dono: Julius Rekenber bilionário, tornando a cidade Li­ghthalzen cada vez melhor, sendo que muitos dizem que em pouco tempo dis­putará com Prontera.

Compraram muitas empresas e entraram em outros ramos como: culinário, tecnológico, infantil, entre outros. Criaram o canal de televisão chamado Rekenber, onde diversos e atrativos programas são exibidos.

Hoje a Corporação Rekenber está no auge e já preocupa as Corporações Ka­fras.

(Matéria da segunda página do Jornal de Lighthalzen, sem comentários)

· O fim de Payon, quando os mortos vivos vagam pelo mundo.

Situada na Vila dos Arqueiros, essa caverna era, antigamente, usada como cemitério para todos aqueles que morriam. Com o passar dos anos, notou-se que os cadáveres levantavam-se e, incapazes de descansar, voltavam a vagar como mortos sem mentes. A conclusão foi que o local era maldito e, confirmado com relatos da guarda que alega ter encontrado alguns demônios, o lo­cal foi selado com magia, impedindo que qualquer monstro saia. Entretanto, a sombra de uma possível violação desse lacre ainda atormenta os habitantes da pequena vila.

Esta foi uma matéria antiga do nosso jornal, onde informamos sobre a caverna de Payon, considerada assombrada e que há tempos assustava todos os habitantes da cidade que atualmente, não é residida.

No dia 24 de outubro, mesmo dia do roubo em Rekenber, ás 22 horas da noite alguns habitantes começaram a se esconder, pois alguns minutos antes os mortos vivos da caverna haviam se libertado. Os arqueiros e Taekwon lutaram bravamente, ao lado de seus mestres, enquanto alguns caçadores iam chamar ajuda em Prontera. Pouco a pouco os arqueiros eram abatidos, transformando-se num daqueles monstros, os Taekwon que ficaram de emergência, pois não utilizavam armas de longo alcance, também foram abatidos e os pro­fessores deles lentamente eram derrotados.

Duas da madrugada do dia seguinte, não havia como parar, os caçadores voltaram ao lado dos cavaleiros e então perceberam que a cidade havia sido totalmente pega e contaminada. Aquela unidade tentou bravamente acabar com aquela praga, mas não conseguiram, sendo que há apenas, conhecido, um sobrevivente: O Cavaleiro Miloy Trog.

- Primeiro nós e os caçadores, como vimos àqueles monstros não tivemos escolhas, demos a volta, os caçadores atiravam para atrasá-los e então conseguimos nos esconder numa casa, embora nosso objetivo fosse o castelo. Foi aí que o nosso companheiro Vinner foi mordido no pescoço, matamos aqueles dois depois de muito tempo. Porém os outros nos descobriram, começaram a arrebentar janelas e temíamos que fossem as portas. Os caçadores abatiam alguns com flechadas na testa e então nosso líder chutou a porta. Saímos e começamos a matar alguns deles para dar cobertura aos companheiros caça­dores. Antes de chegarmos ao castelo estávamos quase todos infectados, então Vinner virou um deles, o matamos e prosseguimos, no final sobraram apenas eu e mais um caçador, nos separamos e desde então não tenho noticias dele, já que nossos companheiros também se separaram para ir atrás de nós. Fa­lhamos. – Falou o Cavaleiro sobrevivente.

Atualmente Payon está isolada e protegida por mais de cinqüenta cavaleiros, mesmo assim, com a infecção de muitos animais acreditamos que não são pariu para os seres que foram infectados.

(Matéria da primeira página do Jornal de Lighthalzen, sem comentários)

Capítulo 1: O espadachim, Phillip!

Prontera – 01:40 PM – 15 de março de 2013

Prontera, a capital de Rune-Midgard, que há muito tempo é uma das maiores e seguras cidades, possuindo diversos guildas como o dos espadachins, noviços, sacerdotes, sumo-sacerdotes, templários, monges, cavaleiros e mes­tres, a cidade onde existem mais guildas até agora, embora Lighthalzen está tentando passar do mesmo, com cada vez mais guildas.

Grande parte de suas construções possuem telhas vermelhas e paredes brancas, o castelo é um dos poucos lugares diferentes, que possuem telhas azuis. A cidade possui bastantes plantas e árvores, mesmo assim é uma cidade grande, não considerando o tamanho. Envolta da mesma há uma mura­lha grande e atrás dela há uma floresta grande e verde, sendo que há três en­tradas no lugar, porém todos são muito bem barrados, por mais ou menos trinca cavaleiros, o triplo de antigamente, pois a ameaça em Payon ainda as­susta.

Prontera sempre ficara lotada, não tinha época do ano em que ficava vazia ou pouco povoada, todos os dias havia muitas pessoas nas ruas, sendo que muitos aventureiros iam para lá. O castelo era grande, na verdade parecia uma pequena cidade, dando acesso ao mar e a cidade. Com segurança bem reforçada, vinte cavaleiros na entrada, dez na frente da ponte e vários outros dentro do lugar.

A Abadia de Santa Capitolina possui três torres grandes e fica ao lado esquerdo do castelo, afastada do centro da cidade. Ao lado da mesma há uma casa, não se sabe direito sobre os moradores daquele lugar, mas dizem que há um monge de 150 anos, capaz de vencer 500 homens sem se machucar.

O restaurante “Yuko e Cia” estavam cheio como sempre, era uma mistura de restaurante e bar, com um balcão longo e com muitos funcionários, com doze mesas de madeira redondas. O lugar possuía dois ventiladores e uma iluminação boa, fechado e ficava na avenida central.

Numa das mesas havia um jovem, com olhos castanhos escuros, cabelos da mesma cor penteados para o lado e com diversas pontas. Vestia roupas simples, camisa preta de manga curta, calças de boca larga marrom e um calçado marrom com ponta arredondada.

Olhava para o garçom que se aproximava lentamente, segurando um bloco de notas e uma caneta. Quando o mesmo chegou o garoto revisou o pequeno livretinho que estava na mesa e decidiu-se por completo.

- Me dê um sanduíche cremoso, um bife marinado brilhante e um suco de frutas divino, por favor. – Pediu o jovem, olhando para o cardápio branco em sua mão.

O calor era grande e o vento fornecido pelos dois ventiladores realmente amenizavam a temperatura no lugar. Tudo tornava o lugar bem freqüentado, o cheiro agradável, a temperatura amena, os garçons rápidos, a comida deliciosa e o preço bom.

Logo o garçom trouxe uma bandeja com os pedidos do rapaz, colocando sobre a mesa e arrumando-a. Então uma linda mesa estava montada. O sanduí­che num pequeno prato à esquerda, o bife no meio e o suco encostado ao lado direito do prato da carne.

A porta grande do restaurante se abriu, a iluminação e o barulho da avenida central adentraram ao lugar e então todos olharam para lá. Viram uma linda garota entre ao lado duma mulher, aparentemente sacerdotisa.

A mulher era alta, com pele bronzeada e lindos, lisos e longos, cabelos negros; possuía olhos verdes claros e um corpo bem definido. Vestia roupas de sacerdotisa, da cor negra e dourada, com um colar no pescoço com uma cruz de prata, com calçados pequenos, também pretos.

A garota possuía pele clara, olhos castanhos claros, cabelos longos, lisos e castanhos escuros com um laço roxo amarado no mesmo, com uma franja grande e bochechas rosadas. Trajava uma camisa rosa avermelhada, com um tecido bege sobre, com um ferro segurando, com um cinturão onde havia uma cruz ilustrada. Tem luvas marrons e segurava um livro rosa, com um longo vestido bege e um sapato marrom.

Parecia tensa, olhando para todos lentamente, mas parou ao ver o espadachim iniciante que estava sentado na cadeira do restaurante. Os olhos de am­bos estavam ligados, um olhando para o olho do outro, mas os dois envergo­nhados abaixam a cabeça e voltam ao que faziam.

Automaticamente, ao ver que todos a olhavam a garota pegou na mão da sacerdotisa, que a olhou e deu um furtivo sorriso. Há dois anos, na invasão da Corporação Rekenber o arruaceiro viu sua filha, que subia as escadas correndo, na frente da mãe, pois foi aí que aconteceu. O invasor ruivo atirou uma das lâminas que parecia controlar acertando diretamente na testa da pequena menina que caiu já morta, no chão. Artali correu na direção da filha e passou como se o arruaceiro não existisse, ajoelhou-se perto da garotinha que tanto amava e a chacoalhou na intenção de vela se mexer, com suas últimas espe­ranças. Desde esse dia ela decidiu se tornar uma sacerdotisa e começando, já adulta, do zero lutou bravamente pela justiça divina, de qual não acredita até hoje por completo.

Cuidou desde que Anghel, a garota, entrou na Abadia de Prontera, para tornar-se uma noviça. Tratou-a como se fosse sua filha e um simples momento em que a menina se sentia bem, segura e amada preenchia um pouco a dor que tinha em seu peito.

Começou a caminhar levando consigo a garota, dirigindo-se ao balcão onde se encontrou com a recepcionista, que parecia desagradável com a presença delas.

- Me vê dois chás de erva e mel, por favor. – Pediu Artali, olhando diretamente nos olhos da aparentemente frágil garota.

- Desculpe-me senhora, mas está nos devendo 545 zennis e precisamos do pagamento. – Informou a funcionária, com tom de voz seco.

A noviça iniciante olhou para Artali normalmente, então a mulher sorriu furtivamente e voltou à atenção para a atendente.

- Irei pagar os chás e mais trinta zennis. – Fala a sacerdotisa, pegando uma pequena bolsinha de guardar dinheiro, mas o ato fora interrompido.

- Desculpe-me, não iremos aceitar que coma aqui se não pagar tudo. – Continuou a atendente, com um tom mais firme.

Os olhos esverdeados se arregalaram e a boca se abriu para falar, antes da expressão de tristeza tomar conta do rosto angelical de Artali. Alguns segundos de respiração para acalmar foi o suficiente, ela olhou para Anghel e sorriu, para tentar confortá-la.

- Vamos para outro lugar Anghel. E pagarei até semana que vem sem falta. – Realmente a decepção era percebida pela garota ou qualquer um que estivesse prestando atenção nela.

O garoto olhou para a duas que caminhavam até a porta, então colocou a não no bolso e checou a quantidade de zennis que possuía, abaixando a cabeça, suspirando fundo e olhando em seguida para as duas que estavam pró­ximas da saída.

- Esperem! – Falou o jovem, levantando-se da cadeira.

Ambas se viraram e prestaram atenção no individuo, que parou para respirar novamente e voltou à atenção às duas.

- Sentem-se. – Disse o garoto, sentando-se em sua cadeira.

A sacerdotisa olhou para ele e ficou por um tempo, petrificada, quase todas as pessoas teriam aquela reação, então ouviram um convite.

- Pago os chás, sentem-se. – Mais uma vez ele foi cavalheiro com as duas, que lentamente dirigiram-se até a mesa e se sentaram.

Em pouco tempo a atendente estava informando um garçom do acontecido. O mesmo dirigiu-se até a mesa, era alto e forte. Realmente as pessoas reparavam nele.

- Desculpe o incomodo, mas as duas senhoritas queiram me acompanhar. – Dizia o garçom, com um modo bem cordial.

- Não, elas não gostariam. – Retruca o garoto, lendo o cardápio novamente, despertando a atenção das moças e do garçom para si.

- Como disse? – Perguntou o homem, aproximando-se do guri.

- É surdo? Disse que elas não gostariam de te acompanhar... Ah, traga dois chás de ervas com mel e três saladas de frutas. – Ironizou o garoto, fechando o cardápio e visando o garçom, que se retirou.

Anghel soltou uma leve e baixa gargalhada, parando quando os olhos castanhos do jovem começaram a observá-la. Envergonhada as bochechas dela co­meçaram a ficar rosadas e percebendo o que acontecia ali Artali sorriu. Um minuto se passou em silêncio, até que dois garçons chegam com os pedidos deles, voltando para a cozinha.

- Obrigado, o que fez foi muito gentio. – Agradeceu a sacerdotisa, enquanto o garoto começara a comer com os diversos talheres da mesa o bife que pediu para si. Até o mesmo terminar de mastigar engolir e então responder.

- Eles sempre fazem essas coisas quando o patrão está fora, o conheço, por isso não me expulsão junto com vocês. Relaxem agora e tomem seus chás. – Explicou o guri, tomando um gole de seu suco.

Anghel segurou a caneca do chá e levou para perto do rosto, sentindo o aroma delicioso que o mesmo emanava e assoprando levemente, pouco antes de dar um gole.

- O que achou? – Perguntou a mulher, olhando para a guria.

- Delicioso. – Respondeu a pequena noviça, sorrindo.

A sacerdotisa também sorriu e olhou para o garoto, que comia como se as mesmas não existissem. Tomou o resto do suco e embrulhou o sanduíche num papel toalha, pegando e comendo uma das saladas de frutas, sendo acompanhado pelas senhoritas ali.

- Meu nome é Artali e dela é Anghel. – Apresentou a mulher, tentando quebrar o clima de silêncio.

- O meu é Phillip, sou um espadachim, pelo que percebi você é uma sacerdotisa e ela uma noviça. Correto? – Ponderava o garoto, aparentemente mais acessível a uma conversa.

- Sim, na verdade Anghel ainda está treinando. – Comentou Artali, fazendo com que a garota ficasse ainda mais tímida e vermelha.

Conversaram mais um pouco sobre o treinamento, Phillip contou que também está treinando e falou que gostaria muito de ser um cavaleiro, Artali en­trou no assunto dos mortos vivos de Payon coisa que não durou muito.

- Tenho que ir. – Apressou-se o espadachim, levantando-se e indo até o balcão, onde deixou 186 zennis, como ia desde que passou a ficar em Prontera ali decorou o preso de muitas coisas ali.

Abadia de Santa Capitolina/Quarto de Anghel – 05:12 PM – 15 de março de 2013

O pequeno quarto possuía uma confortável cama forrada por um lençol branco na parte direita, uma janela na parede de trás que naquele momento iluminava o lugar. Tinha uma escrivaninha de madeira pequena e uma cômoda, onde os noviços guardavam suas roupas e acessórios.

Anghel estava deitada na cama de seu quarto, lembrava do rosto do jovem que vira hoje. Aqueles olhos cheios de vida, o cabelo que não se sabia realmente se estava arrumado, mas estava bem legal. Ele era lindo, isto que ela pensava, porém deixara uma lágrima cair de seus olhos. Lembrou de seu ir­mão, que mesmo sendo loiro e tendo formatos diferentes de rosto tinha uma maneira de agir parecida. Ele havia saído na missão em Payon e nunca mais retornou, era um cavaleiro e tornou-se um monstro, morreu.

Três suaves batidas na porta interromperam o clima triste que ali estava. A noviça levantou-se rapidamente e se levantou, arrumando a cama e penteando o cabelo.

- Pode entrar. – Falou a garota, com as mãos atrás das costas.

A porta se abriu, era Artali que observou tudo de relance. Era um aliviou para Anghel, com certeza não era uma inspeção, então se sentou na cama novamente, sendo acompanhada pela sacerdotisa.

- Me diga. Como foi? – Perguntou a mulher, curiosa.

- Como foi o que? – Questionou Anghel, sem entender do que a sacerdotisa falava.

- Sei que sentiu algo pelo Phillip, estava na cara e acho que ele também gostou de você. – Falando rapidamente Artali fez os olhos da noviça se arregalar e então a mesma sorriu.

- Sei lá. Ele é bonito, gentio, desde que entramos no restaurante nos perce­bemos. Ele olhou para mim e eu para ele, mas tentei disfarçar. – Disse a garota com um sorriso no rosto, olhando para o chão.

Artali estava feliz, nunca passou aquilo com sua filha verdadeira, pois a mesma tinha seis anos, mas agora sentiu como seria, profundamente, ouvir sua filha falar de seu primeiro amor.

Avenida Central de Prontera – 05:30 PM – 15 de março de 2013

Phillip andava entre aquelas diversas pessoas que se movimentavam no centro comercial da cidade. Aproximou-se duma barraca que estava perto, onde havia diversas poções, em frascos diferentes e cores variadas. Analisou o papel atrás de cada um que dizia o que a mesma pode fazer, então viu uma que causaria explosões, cara, mas eficiente.

- Vou querer esta daqui. – Disse o espadachim apontando para a mesma e pegando os zennis. 250 zennis, mas algum dia aquilo seria eficiente. Entregou o dinheiro e pegou a poção retirando-se do centro lentamente.

Caminhou lentamente até o sudeste de Prontera, lá ficavam algumas casas, hotéis e até mesmo algumas lojas, bares e igrejas. Muitos aventureiros ficavam naquele hotel, pois só havia dois hotéis e uma hospedaria. Phillip adentrou ao hotel que ficava naquela regiam e passou pela atendente que o cumprimentou com um bom dia, não respondido. Mesmo nascido na cidade humilde chamada Alberta o mesmo tinha uma paixão louca por computadores e gosta de morar sozinho, tendo seus pais ainda vivos, em Juno.

Pelo elevador começou a subir, lembrava-se de quando tinha oito anos, era o mais hábil dos Arruaceiros, embora não se tornando um se tornou parte do grupo e por pouco não virou Gatuno, sendo impedido pelo pai. Agora percebe o que realmente queria, se tornar espadachim na certa foi melhor e morar sozinho também, pois ele ganhou mais maturidade.

Seu quarto possuía uma grande e confortável cama no centro, uma cômoda bege ao lado esquerdo da mesma, uma janela a direita da cama e um pequeno guarda-roupa. Dirigiu-se a cama que estava forrada por um lençol branco e deitou, olhando para o teto e lembrando-se da jovem que conheceu no inicio da tarde.

- Ela é linda... – Sussurrou o garoto, lembrando-se de cada detalhe da noviça.

Avenida Central de Prontera – 08:00 AM – 16 de março de 2013

Mais um dia havia passado na capital de Rune-Midgard, a movimentação da avenida ainda não era tão grande quanto de tarde, mas por todo lado se via alguém. Artali estava ali, procurara numa barraca algumas frutas para levar a Abadia, pois a mesma tinha a tarefa no mês de março a comprar comida para o lugar com seu próprio dinheiro, todos tinham que fazer isso e este mês era a vez dela, por isso as dividas eram grandes, muita gente.

Olhou, mas não pegou nada, decidiu ir ao mercadinho chamado Primavera, onde iria comprar as comidas necessárias para os alimentos que iria preparar para as pessoas. Pegou sucos em saquinhos, frutas, saladas, molhos e vegetais, diversas coisas, pagando exatamente 270 zennis, isso porque a comida era só para o café da manhã.

Voltou para a avenida e percebeu algumas pessoas correndo ao longe gritando, de repente tudo parou, todos que estavam ali olharam elas correrem e gritarem deses­peradas de todas as quatro ruas que davam acesso a avenida.

Eram Anúbis, lobos super magros e bípedes, que vi­viam no deserto e algumas vezes atacavam Morroc, po­rém alguns anos haviam sido presos, o que foi mais de estranhar. Tinham rostos raivosos, orelhas grandes, algo envolta do pescoço com as cores vermelha e branca, es­queléticos, com túnicas com as mesmas cores e braceletes dourados. Segura­vam, todos os quatro que cercava o lugar, um machado duplo, onde sangue corria.

Alguns aventureiros ficaram até excitados, arqueiros começaram a atirar contra os lobos bípedes, que com uma velocidade incrível desviava. Com o ataque de alguns aventureiros que tinham armas de longe alcance os Anúbis se irritaram e começaram a avançar. As pessoas de Prontera tentavam se es­conder, era debaixo duma barraca, dentro duma loja, atrás dos aventureiros e etc.

Artali ficou paralisada até a aproximação deles, que começou a recuar sem olhar para trás, apenas para os quatro monstros, até cair ao chão. Os Anúbis sem dó nem piedade dilaceravam os arqueiros, espadachins, mercadores ou qualquer outro aventureiro que fosse se meter, até um deles for atingido por uma magia e ser petrificado, porém outro Anúbis acabou com a raça do mago que fizera aquilo.

Hotel Central Rio - 08:14 AM – 16 de março de 2013

Phillip dormia tranqüilamente, quando o barulho de gritos desesperados começou o irritar em seu sonho, logo viu no mesmo Anghel e Artali gritarem, desesperando-se e acordando.

Suava, os gritos que escutou no sonho, poderiam ser reais, então se apressou. Saiu debaixo da coberta vermelha que o cobria, estando apenas que cu­eca-short branca, dirigindo-se ao guarda-roupa para pegar sua roupa de espadachim.

Avenida Central de Prontera – 08:16 AM – 16 de março de 2013

Rapidamente todos aqueles aventureiros eram abatidos, os cavaleiros se aproximavam ao longe cavalgando. Artali se escondeu atrás dos últimos aventureiros e quando os quatro foram atingidos pelos machados dos lobos bípedes ficou frente a frente dum. Não conseguia reagir, uma lágrima caiu de seus olhos, não conseguia se mexer mais então o Anúbis que estava a sua frente levantou o machado e com força desceu-o.

Metal contra metal, a espada de Phillip entrou na frente e o garoto fez de tudo para suportar e desafiar a força daquele monstro. Estava agora trajado com uma camisa branca com os lados bege e manga da mesma cor, com antebraços de aço puro, porém bege, com um tecido no pescoço, como muitos usa­vam da cor branca, calças beges, com joelheira e ponta da bota de aço, com um cinto azul e uma túnica vermelha.

Usava essa roupa só quando necessário e aquilo para ele era muito grave. O monstro de raiva gritou frente a frente com o rosto do garoto, com cuspe saindo da mesma e atingindo a face do espadachim, que estava séria, mesmo depois daquilo. Não mostrava fraqueza, embora pouco a pouco, mesmo com um de seus braços contra dois do jovem o Anúbis vencia.

Phillip utilizou de toda sua força, que na verdade era grande, para que pudesse agüentar aquela força toda. Os cavaleiros chegaram e os dois Anúbis que estavam ao lado partiram contra os mesmos, que rapidamente começaram a descer de seus cavalos. Os monstros pularam em dois dos cavaleiros, derrubando-os, enquanto outros três iam enfrentar o terceiro Anúbis e ajudar os o espadachim e a sacerdotisa.

Um último olhar correu nos olhos do monstro e do aventureiro antes dos cavaleiros começarem atacar e o lobo bípede ter que esquivar, muito rapidamente. Mas teve um porém, ao desviar para trás o machado vai para frente e faz um pequeno corte no braço do espadachim, que tentou defender-se e por isso não fora atingido na barriga, na verdade nem atingiria a do mesmo por alguns centímetros, contudo ninguém teria essa percepção de imediato.

Enquanto atacava um cavaleiro ao chão o terceiro monstro do deserto fora abatido, com um golpe de espada atravessando seu peito e outro golpe de outro cavaleiro, que atingira seu pescoço. O segundo que também imobilizava um cavaleiro viu a proximidade do sétimo cavaleiro, sendo que os mesmos eram os “policiais” de Prontera. Então pegou o machado que segurava e lançou contra o mesmo, que fora atingido no meio, atravessando sua armadura grossa.

Phillip notou que os dois cavaleiros que enfrentavam o quarto lobo bípede estavam perdendo feito, tentando se esquivar dos golpes de machado, pois não poderiam arriscar de entrar na mesma situação de Phillip, sabiam que aquilo era arriscado, então, percebendo isso o garoto virou-se para Artali e pegou nos dois braços da mesma, que permanecia de cabeça baixa.

- Tem que nos ajudar, aumente a força dos cavaleiros, use as habilidades contra os demônios, fuja, sei lá, só faça algo. – O espadachim falou ofegante, pela dor que sentia no braço direito, o que fora atingido.

Os três cavaleiros que mataram o terceiro Anúbis foram contra o outro que havia acabado de quebrar o pescoço do sexto cavaleiro, matando-o. Com uma habilidade incrível o monstro saltou, caindo sobre um telhado, dando um uivo longo. O primeiro Anúbis saltou num prédio também e uivou, fora quando o gelo que cobria o segundo monstro começou a rachar, com a força que o mesmo fazia.

Phillip deixou a sacerdotisa de lado e olhou atento para o que eles faziam, arregalou os olhos e pegou uma faca afiada com cabo dourado. Artali no momento apenas acompanhou-o com os olhos, mas ao ver o que ele iria fazer fechou as mãos e uma aura azul começou a cobrir o jovem, que percebia sua força aumentar. O espadachim olhou uma última vez para a mulher, que continuava cabisbaixa, mas com os uivos que com certeza trazia más noticias ele irritou-se e usou de toda sua força para lançar aquela faca.

Atingiu o pescoço do primeiro Anúbis, que antes de virar pó (o que acontecia com os de sua espécie que morria) lançou o machado contra o garoto. Phillip ficou imóvel, enquanto Artali, levantou a cabeça preocupada, vendo apenas cinzas na frente do jovem. Os cavaleiros ficaram de olho naqueles dois e um deles foi à direção dos mesmos, trazendo noticias não agradáveis para o espadachim.

- Obrigado pelo que fizeram, mas precisam sair daqui. – Falou o cavaleiro que pegou no braço do garoto.

- Não, obrigado, prefiro ficar. – Disse Phillip, daquele mesmo jeito que havia falado com o garçom, fazendo força e puxando seu braço para frente, o que fez o cavaleiro o soltar.

Pronto, mais dois barulhos de trinco e quando os quatro cavaleiros próximos se viram o gelo se quebra, sendo atacados na cabeça, porém um desvia e os outros três morrem.

Um grande massacre apenas com quatro daqueles monstros, sendo que um deles continuava a chamar ajuda. Artali decidiu atender ao pedido do garoto, abriu as mãos e uma aura amarela envolveu ambos, curando-os. A do cavaleiro foi substituída por uma aura azul, mas a de Phillip continuara daquele jeito, pois seu braço possuía um ferimento grave, justo pelo Anúbis que acabara de matar.

Os cavaleiros sobreviventes, agora envoltos de uma aura azul, que aumentava a força deles partiram contra o Anúbis que fora congelado, que mesmo com raiva estava mais lento e mais fraco, pois frio não era com eles. O monstro mesmo assim desviava e defendia-se com seu machado de todos os ataques que os “policiais” dirigiam a ele. Golpes que iam de baixo a cima, mas que não conseguia acertar.

O garoto então, após ter o ferimento cicatrizado ganhou aquela aura azul. Guardou sua longa espada em sua bainha e com grande velocidade dirigiu-se até uma loja, o teto da mesma era onde estava o lobo bípede que insistia em uivar.

Phillip colocou o pé sobre a ponta da janela, pegando impulso e saltando, segurando na ponta das telhas. O Anúbis começou a bater no seu peito, enchendo-o o máximo que podia, fazia alguns minutos que uivava sem parar, quando sua cabeça fora atravessada por uma espada por trás, que logo fora retirada. O monstro virou cinzas e então deu para ver que um hábil, forte e inteligente espadachim, apunhalando a mesma espada que matara o monstro, Phillip.

Phillip colocou a espada dentro de sua bainha lentamente. Artali ficou surpresa pelo que o garoto fizera aquele dia, com muita coragem. O Anúbis que sobrara ficou irritado e saltou contra o garoto, segurando com força seu machado e o erguendo no ar antes mesmo de se aproximar. Quando estava próximo do mesmo, antes de chegar ao teto tentou o acertar, mas jogando-se para trás Phillip conseguiu esquivar, fazendo com que o machado do oponente atravessasse aquelas telhas.

Artali começou naquela hora a se mobilizar, então esticou as mãos para o céu e preparou-se para usar sua habilidade.

- Impositio Manus! – Envolta de si uma aura verde surge, aquilo aumentaria o dano de arma nela por quarenta segundos, pouco tempo, mas talvez o suficiente. Colocou a mão dentro de seu uniforme de freira e tirou uma faca. Saltou com toda sua força e caiu logo acima do telhado.

Phillip estava em posição de luta, frente a frente com o lobo bípede e ela ao lado da luta que poderia logo começar. O Anúbis rosnou alto e então girou seu corpo junto com seu machado, iria atingir aos dois humanos ali. O espadachim se abaixou e a sacerdotisa saltou, lançando dali, ao ar, sua faca que penetrou o crânio do monstro que virou cinzas no mesmo instante.

Finalmente havia acabado, Phillip levantou-se rapidamente, numa postura boa, como um cavaleiro. Guardou sua espada, pouco antes de Artali chegar ao chão, frente a frente aos cavaleiros que ficaram de olhos arregalados.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.