Notas iniciais
Baseado em um sonho.

Era setembro, eu estava com meus primos a chuva ficava mais a mais densa conforme corriamos procurando abrigo.

viasse ao longe uma casa não muito velha feita de madeira com as portas abertas, era ali onde deveriamos nos esconder dakela chuva sem fim

ao entrarmos viasse ela toda decorada em vermelho, amarelo e branco, moveis novos, vitrolas aos montes espalhadas pela casa, instrumentos musicais classicos dispostos em todos os comodos, e onde entramos 3 toalhas e 3 mudas de roupas, não pensamos nem se quer uma vez antes de o fazer...

brincamos pela maioria dos comodos, e eu a procura de quem era o generoso maestro dono da casa e sua gentil senhora de cabelos curtos e negros, sob os quais se viam em todas as fotos e em todos os comodos, comecei a reparar que (assim como meu pai que concertava instrumentos) tinhasse instrumentos de todos os tipos, violões, violãocelos, chilofones, ate mesmo reco-recos (uq se fez ate de piada por mim no mesmo instante que vi), menos um, o orgão de ossos que a gentil senhora tocava

passei a me perguntar sobre a nessecidade de tantas vitrolas na casa, brinquei que eles deviam realmente gostar tanto de musica que em vez de sexo fariam um dueto em unisono

eu mesmo, o mais velho, sempre fui o mais corajoso e o mais palhaço do grupo fazia piadas de tudo, lembro-me que na 8ª serie de eu e meu amigo uma vez fazermos um cara chorar de tanto zuar o pobre coitado que vivia a nos azucrinar com suas chatices

meu primo do meio, sempre foi meio misteriozo e adorava historias de terror, uq seu irmão mais detestava nele

meu primo caçula dos 3, era o irmão do segundo sempre medroso, mas nunca deixou de nos acompanhar (apesar de sempre fugir no primeiro barulho estranho por mais que fosse um gato)

de tanto procurarmos descobrimos que a casa estava vazia, faltava apenas 2 comodos para serem vistos, a casa era bem maior do que pareceria por fora, e eu me perguntava quem fazia a manutenção dali, tudo remanescia impecavel, presumi que o orgão estaria na ultima sala, a final eu acabara de abrir uma das portas que na verdade era um guardaroupa, onde nossas roupas sem explicação se encontravam secas quentes e penduradas vestimos elas e substituimos pelas que nos foram "emprestadas"

meu primo do meio logo disse "-tem algo de muito estranho nesse lugar..." e eu retruquei "- sim mordomos ninja kkkkk" caimos em gargalhadas e esquecemos em parte o ocorrido, mas eu comecei a me perguntar o mesmo em silencio tb

a tal altura eu jah estava encantado com as fotos da doce moça sobre o orgão de ossos ela era bela, seus cabelos se remetiam ao escuro do ceu noturno lah fora, seus gentis olhos me traziam o mais profundo de meus sentimentos, como se sempre buscassem uq havera no fundo de minha alma ou o gosto de meus labios

ao abrirmos a ultima porta, havia ali um lance de escadas de madeira que levava ao outro andar com degrais finos quase impossivel de se subir de tão procimos um do outro, jah tinhamos visto o outro andar por outra escada e vasculhamos tudo mas nunca vimos outra escada que levasse ao andar terreo soh a qual subimos, presumi que deveria ser uma parte da casa que ficara isolada, onde pudesse ter o orgão de ossos que eu jah estava fascinado por ele

meu terceiro primo (o medroso) disse que não deveriamos subir ali, meu segundo primo para assustalo disse "tem razão ali vai ter um fantasma da musica que devorara sua alma pedaço por pedaço", uq fez gelar minha espinha e seu irmão chorar e correr, como mais velho falei pra ele ir atras do irmão dele e que ficasse pronto pra irmos embora com ou sem chuva e que eu mesmo iriaver esse ultimo comodoe jah me encotraria com eles

mesmo meu primo inssistindo pra que eu não subisse eu subi passo a passo com os pes virados de lado pra se encaixar na escada toda invernizada em vermelho claro que subia em um semi caracol, eu queria muito ver aquele magnifico orgão de ossos que minha adoravel senhora de cabelos curtos e negros sentara um dia

ao subir vih mais uma vitrola, a mais antiga da casa, esse era o unico comodo escuro e empoeirado, tudo ali cheirava a velho, po, e morte, uq lembrava muito a biblioteca de meu tio, pai dos meus primos que me acompanharam, e lah estava o orgão de ossos, branco e reluzia sobre a luz da lua que passava pela unica janela do comodo, percebi que a chuva avia parado, a lua se dispunha atras da janela formando um lugar perfeito para tocar orgão (ao estilo fantasma da opera, brincava comigo mesmo a fim de me distrair)

sentado frente ao orgão, havia uma especie de vestido branco, daqueles usados antigamente para dormir, que logo criara vida mostrando uma cara palida, triste, e amedrontadora feito um verdadeiro fantasma de cabelos negros, fiquei estatico de medo, minhas pernas não se moviam nem meus braços

aquela estranha e amedrontadora figura sentada frente ao orgão começou a tocar uma musica que fez minha espinha que jah estava congelada a essa altura gelar mais ainda de um geito inexplicavel, era uma musica triste e sombria

apos terminar de contar, ela me disse que meus primos jah aviam saido dali correndo por medo da musica, e que era apenas eu e ela naquela casa, ela começou a contar sobro o marido dela que era um grande maestro que tinha ido reger um concerto em londres no mes de setembro a seculos e nunca mais voltara, e que ela havia prometido a ele que todas as noites, quando a lua aparecesse naquela janela ela tocaria o seu orgão de ossos favorito uma musica que remete-se o estado sentimental dela no momento,

e que por seculos vem tocando sempre no mesmo horario, e que sempre esperara por ele, para que ele tocasse violino para acompanha-la numa melodia como foi no dia do casamento deles, e que para esperalo ali vem comendo almas de jovens musicos como a minha para se manter ali

quando ela vinha em minha direção pronta a me devorar, percebi o violino ao meu lado, instintivamente pegueio e comecei a tocar uma musica que nem eu mesmo conhecia, eu sempre toquei violino antes e sempre foi o instrumento que eu mais gostei de tocar junto com a flauta, ela começou a tomar a forma daquela jovem moça do quadro que se sentava junto ao orgão de ossos, sua roupa se tornou uma especie de smoking ou um terno feminino sei lah, sei apenas que era a primeira vez que via aquela roupa, mas ela me parecia familiar

ela se sentou junto ao orgão e veio a tocar tb a mesma musica, como se conhecesse ela a muito tempo, ela começou a ganhar cor e vida, deixando de ser translucida, como se ganhasse devolta o corpo dela apartir da propria alma e quando estava finalmente viva caiu em desmaio, a casa começou a estremecer e esquentar, como se fossemos puxados direto ao inferno

peguei ela em meus braços e me atirei pela janela aberta, caindo sobre um monte de feno e desmaiando devido ao impacto, mas não antes de ouvir a propria casa gritar como se fosse o proprio demonio na terra

acordei no hospital, com minha familia e meus primos em volta e ela ao peh da minha cama, me disseram que nos encontraram proximo a uma casa abandonada feita de ruinas sobre qual as proprias portas não sediam a entrada de ninguem, e que eu salvara a garota da casa que ruia ao chão em partes, ela contara que havia vivido por um bom tempo naquela casa e que os pais dela nunca voltaram, disse tb que tinha a mesma idade que a minha e que ate tentara expulsar a mim quando me viu na casa proximo a janela

conversei com meus primos longe dela para perguntar uq havia acontecido, eles se lembram de termos entrado na casa mas custam em afirmar que a casa era velha e que nos enxugamos num pedaço de cortina que estava seca, falei dos instrumentos, vitrolas e das fotos, eles riram de mim e falaram pra mim parar de drama e que eu poderia ter sonhado isso durante o coma de 3 dias (ate entom eu nem sabia que o coma tivesse durado tanto)

deixei o assunto de lado, a garota passou a morar em minha casa comigo e meu pai e tb a trabalhar conosco na loja, ela tinha um dom exepcional com a musica e com os instrumentos, os clientes ficavam muito felizes sobre a afinação de seus instrumentos e sobre a musica que as vezes ouviram ela tocar, ela contou a todos que os pais dela eram ambos musicos e que o pai dela era maestro, e que ambos nunca voltaram de um conserto em londres, uq me pareceu muito familiar mas passou meio despercebido e logo eu haveria de esquecer, pois estava apaixonado por ela e ela por mim

apos 5 anos, meu pai viera a falecer e em seu leito de morte pediu que eu sempre cuidasse dela e que fizessemos um dueto pra ele, eu apanhei a minha flauta, mas eu não me sentia com folego durante o momento para tocala devido ao momento, entom peguei o violino e ela se sentara junto ao piano da loja que podia ser ouvido do quarto dele, que se dispunha atras da loja, meu pai me pediu que eu saisse do quarto tambem e que tocasse o violino frente a ela, meu pai me parecia estranho, pensei que fosse devido a doença e respeitei a vontade dele

quando terminamos de tocar aquela familiar e estranha musica, avia gente do lado de fora da loja a ouvir e aplaudir, me senti muito feliz aquele momento, esquecendo uq se passara no momento, mas tão logo quando fui ver meu pai jah estava falecido...

minha mãe jah havia morrido no meu nascimento, então eramos soh eu e ela naquela casa, então descidi que iriamos morar com meus primos e com meu tio por uns tempos depois do funeral, meu tio tinha uma casa imença com uma biblioteca maior ainda, ele era um escriba, daqueles de julgamento, alem de escritor de romances policiais e ganhava bem devido ao trabalho e aos livros

o cheiro daquela biblioteca ao mesmo tempo que me confortava trazia um familiar frio na espinha, ainda mais com aquele orgão de tubos estranho dentro dela, que meu tio ganhara em um leilão por uma bagatela

meu primo mais novo, o medroso, foi estudar fora na america e não iria voltar de lah pois ate emprego como medico ele tinha arranjado por lah, quem diria neh (risos)

meu primo mais velho casou-se com uma menina estranha que vivia de preto e com cara de triste, eu me dava bem com ela apesar de toda morbidez ela era muito legal, não sei pq mas eles me lembravam ate a familia adams, o gomes e a morticia assim eu passei a chamalos jah que ele gostava tanto de historias de terror e ela parecia a propria noiva caver de preto, perguntei a ele se ele não gostaria de morar na minha casa com ela, jah que eu iria comprar um imovel novo depois que saisse de la para morar com minha noiva, sim eu e aquela garota estavamos noivos e parecia um sonho em terra

achamos uma casa a venda proximo aonde eu brincava quando criança, ela era toda feita em madeira e com um preço razuavel apesar de bela, ela era bem maior por dentro e tinha uma sala trancada que nem o proprio cara que vendia a casa conseguia abrir, apesar de ter a chave e jah tentar arrombala, eu tinha achado estranho ser tão barata mas foi justificado com a porta pelo homem de cabelos longos e brancos e um aspecto jovial, ele disse que seu nome era alexander, que vivia pelo mundo atras de boas historias e que tinha ganhado aquela casa de uma amiga que a muito faleceu, falei sobre meu tio e ele o conhecia e gostava dos livros dele apesar dele gostar de uma literatura um pouco mais como meu primo mais velho, vim a comprar a casa e fazer a mudança com os instrumentos do meu pai e com os meus, abriria um lugar para dar aulas de musica ali mais tarde

minha noiva tinha um gosto tanto peculiar a cores, e a fez decorar em vermelho, amarelo e branco, algumas vitrolas para podermos ensinar as crianças a partir de outras musicas sobre tempos e outras coisas, os instrumentos de meu pai se dispunham por toda a casa ate mesmoa na cozinha, eu achava aquele lugar familiar confortante, mas o velho gelo na espinha subia com certa frequencia,mas logo me acostumei, alexander as vezes vinha nos vizitar a fim de sabesse la oque, nos tornamos amigo ate então, ele me contava que gostava de ouvir historias dos mortos, e que por sua vez contava elas pra mim, sempre achei isso meio estranho...

uma certa noite, um mes antes do nosso casamento, era novamente setembro, havia-se passado 5 anos desde que eu a conhecera num lugar como aquele, foi quando me lembrei que o lugar era identico aquele de 5 anos atras, ela havia sumido, procurei por todos os comodos, alexander estava na sala de estar tomando cha como sempre e com um sorriso estranho no rosto, perguntei sobre ela e ele me apontara aquela porta emperrada que ele depois de tanto tempo conseguira abrir, disse que ela entrou ne porta e que embreve queria que eu contasse uma historia pra ele, achei estranho o pedido, mas eu estava mais intereçado em achar minha noiva e o deixei na sala

por instinto peguei meu velho e favorito violino sem perceber e subi por aquelas escadas de degrais finos e velhos, ao chegar lah o lugar tinha o cheiro da biblioteca do meu tio, e tb tinha um orgão feito de ossos, em que minha noiva estava sentada a frente com a janela que eu nunca vira do lado de fora antes com a lua grande a ver por ela

ela estava frente aquele orgão de ossos que me era familiar, minha espinha veio a congelar e eu lembrei do que acontecera antes, caminhei ate la e ela falou "você se lembra!? foi aki que nos conhecemos", minha espinha jah congelada veio a gelar de novo mas logo se derreteu o gelo por sobre ela, comecei a tocar o violino e ela me acompanhava com o orgão, eu ouvia um som de flauta vindo da sala de estar, eu reconheci que era a minha flauta favorita

depois que a musica terminou ela veio e me deu um abraço, a flauta continuava a tocar mas uma outra melodia, eu me senti mais leve, ela olhou em meu olhos e me disse "agora estaremos juntos pra sempre!"

apos aquelas palavras eu percebi que não esva mais no chão e que estavamos ambos translucidos, ela me dava pequenas mordidas no pescoço arrancando pequenos pedaços e comendo com a maior paciencia do mundo, eu segurei o rosto dela com uma mão e disse "juntos pra sempre beleza, fantasmas beleza, mas vc precisa mesmo comer minha alma!?" ela deu uma rizada doce e rapida, sorrio e comeu a ponta do meu dedo

enquanto eu estava sendo comido, vih alexander cruzando aquele hall e ponto fogo naquele orgão de ossos, ela começou a pegar fogo e disse "agora sim livre e com meu amado"

vi a minha flauta favorita a de prata na mão de alexander que como se nos pegasse em sua mão fechada correu pra fora conosco enquanto a casa ruia em chamas, olhando pra nossa cara ele me disse com um sorriso frio no rosto "que tal me contar aquela historia?!" ...

Notas finais
Reviews por favor :]
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.