Notas iniciais
Tá, eu sei que demorei séculos, mas é que passei por um bloqueio criativo terrível no qual não saia uma linha sequer.

-Senhorita, está tudo bem?

-Sim, eu só...fiquei com tontura e acabei caindo aqui.

-Quer que eu a leve para o hospital?

-Não é necessário, obrigada.

Ágatha se levantou, pegou seu sorvete e foi até a praça principal da cidade, sentou-se num banco e tentou organizar as informações que tinha até o momento.

"Vamos Ágatha, pense com calma. Você sempre foi boa em charadas, tudo tem uma lógica. Uma mulher foi assassinada no passado, mas o assassino nunca foi preso. Seu corpo foi jogado e enterrado perto do rio, mas o fantasma se manifesta na casa. Ou seja, a probablilidade de ser a Duquesa diminuiu. Poderia também ser o próprio assassino, incomodado com algo ou querendo matar mais alguém. Mas então por qual motivo ele não atacaria minha avó ou Louise, que são parentes mais próximas da Duquesa e seu amante? Preciso tirar isso a limpo."

A ruiva colocou a mão no bolso e pegou seu celular, mas não tinha sinal. Colocou-o de novo em seu bolso e começou a olhar em volta, pensando no que fazer. Ela estava a ponto de desistir quando viu de longe a figura de um bonito garoto loiro, que cortejava algumas estudantes na porta do colégio.

-ABEL!!!- gritou com toda a força que podia.

-Ágatha? Olha eu posso explicar é que...

-Por que foi embora sem me avisar?

-Sentiu saudades?

-Não seja ridículo, tenho meus motivos pra perguntar isso.

-Saí porque não consegui dormir a noite toda com aqueles barulhos estranhos. Por que não me conta o que está acontecendo?

-Porque não confio em você. Me empresta seu celular?

-Aqui não tem sinal.

-Então onde tem?

-Lugar nenhum.

-Mas eu já falei com a minha mãe lá na fazenda!

-Isso foi antes.

-Antes de quê?

-Tenho que ir, Ágatha, desculpe.

-Droga!

Ela se sentou na escadaria do colégio e voltou a pensar sobre quem poderia ser o fantasma.

"Veridiana foi quem me contou sobre o fantasma e se ele esconde sua identidade isso seria bem improvável. Espera...é isso! Tenho que focar nas pessoas que evitam falar sobre o fantasma, ou seja: Louise e minha avó! E tem mais: a mãe da Veridiana vive surgindo e minha avó mal para em casa, além de os barulhos sempre pararem quando elas aparecem!"

Ágatha sorriu e foi correndo até o carro, onde pediu para o motorista levá-la de volta. No caminho só conseguia pensar em um modo de dizer a Veridiana que sua mãe era suspeita de ser um fantasma. Chegando na fazenda ela ignorou a presença de Laís e Jonatham McJordan que conversavam com Agnes e foi direto para o campo, onde encontrou Veridiana parada como se estivesse a sua espera.

-Veri! Tenho notícias pra você, mas elas não são muito boas.

-Sério? Pode me dizer.

-Eu suspeito de que minha avó e sua mãe possam ser o fantasma.

-Suspeita?

-É...você não vai ficar brava?

A garota dos cabelos negros sorriu, havia ternura em seus olhos.

-Tem muita coisa que você ainda não entende, Ágatha. Mas logo tudo vai se esclarecer.

Ela beijou carinhosamente os lábios da ruiva e foi até o lugar onde tinham se visto pela primeira vez, deixando-a confusa.

Notas finais
A história começa a se encaminhar para a reta final, agora eu já tenho um desfecho interessante.