O Fantasma Da Ópera
7 Capítulo 7:II Muto
Notas iniciais
Era o dia da produção Il Muto, alguns pareciam amedrontados por causa das cartas, enquanto outros achavam esse caso uma bobagem, uma brincadeira de alguém. Heather era a que parecia mais amedrontada, já que a peça começaria em pouco tempo. Gwen já havia retornado, e o visconde Duncan temia a sua presença no palco. Ela parecera bem diferente nos últimos dias, dês do seu desaparecimento.
Os administradores para provarem para todos que não havia nenhum “Fantasma da Ópera”, foram assistir a peça no camarote número 5, aquele que o Fantasma havia “reservado para ele”.
As cortinas vermelhas se abriram e a peça começou, o público era grande e os sopranos começaram a cantar.
– Eles diziam que qualquer um roubava o coração de condessa! – Cantou o mais alegre que pode Heather, dividindo o palco com Owen – Esse rei irá mesmo é morrer, mas espero que Deus o proteja sempre! Sempre! Sempre!
A peça ocorria alegremente, Heather esqueceu-se do medo e até os administradores se acalmaram.
– Não os instruí que o camarote 5 fosse reservado para mim? – Ouviu-se uma voz que os sopranos pararam de cantar e o público assustou-se. Heather ficou amedrontada pois não via essa voz sair de ninguém, era como se ela viesse dos céus.
– Está aqui, Trent,o Fantasma da Ópera! – Falou Gwen quando estava encenando o pager. – É ele.
– Seu papel é silencioso, pequeno sapo! – Gozou Heather para Gwen.
– Um sapo, madame? – Ouviu-se de novo essa voz “do além” — Talvez você que seja o sapo.
Heather perdeu seu medo e tentou tomar isso como uma piada. Foi até sua ajudante e tomou seu líquido para a garganta, que tomava sempre antes de cantar.
– Vamos lá... – Heather concentrou-se e começou a cantar.
–Serafimo, vá embora com seu amor! Você não pode falar agora, mas beije-me... croak!(N/A:Prontos para ver a Heather pagando um mico daqueles e rir pra caramba?)
Um barulho de sapo acabara de sair da boca de Heather. O público todo se assustara, mas nem tanto como Heather. Alguns até chegaram a rir.
– Aquele homem que só me deixa... croak!– Tentou continuar Heather, mas o mesmo barulho saiu e o público riu ainda mais.
– Ele só... croak… croak… crok! – Harold e Cody subiram ao palco e tiraram Heather de lá, mais os risos não cessaram.
– Senhoras e senhores! – Chamou a atenção de todos Cody – Nos desculpe... a performance continuara em dez minutos... – Ele puxou Gwen para seu lado – e o papel da condessa vai ser encenado pela srta. Gwen McLean – Houveram aplausos.
– E enquanto isso – Continuou Harold – Nós adoraríamos da-vos um pouco do ballet do ato 3 da ópera de hoje a noite.
Eles saíram enquanto haviam aplausos. Gwen fora se arrumar enquanto o ballet acontecia, mas ninguém sabia que em cima da ópera, Ezequiel acabara de ver alguém.
– Quem... quem está aí? – Perguntou Ezequiel com medo.
Ele começou a correr, porém não conseguia escapar do Fantasma, que corria atrás dele sem parar. Após algum tempo, ele reparou que estava só e relaxou, porém isso foi um erro.
O Fantasma pulou atrás dele e jogou um laço em seu pescoço, ele caiu no chão enforcado. Enquanto isso, o ballet era apresentado e o público nem imaginaria o que vinha a seguir.
De cima do palco, caiu um homem enforcado sustentado por um laço, todos gritaram e o ballet parou de ser apresentado.
– Senhores e senhores! – Começou Cody, falando enquanto o laço foi solto – Continuem em seus lugares! Isso foi somente um... acidente…
Enquanto todos gritavam ignorando Cody, Gwen chamou Duncan e levou-o para o ponto mais alto da ópera, o telhado, onde havia altas estatuas que enfeitavam o local. Havia uma lua cintilante por lá.(N/A:Oba,finalmente chegou na parte mais fofa da fic*_*Há dias que eu tava doida pra escrever essa cena!)
– Por que me trouxe aqui, Gwen? – Perguntou Duncan.
– Não podemos voltar lá!
– Nós temos que voltar!
– Ele vai mata-lo! – Falou Gvwen cheia de culpa, porque afinal aquela morte era em parte culpa sua. – Os olhos dele nos encontrarão lá!
– Não é verdade!
– Aqueles olhos que queimam – Falou Gwen – E se ele tiver que matar mil homens...
– Esqueça disso – Duncan falara olhando para a lua.
– O Fantasma da ópera matará!
– O Fantasma da ópera é uma fábula! Acredite em mim!
– Ele matará outra vez! Meu Deus... quem é esse homem que caça para matar...?
– Quem é ele... essa máscara da morte? – Perguntou Duncan – De quem é essa voz que você houve com todos sussurros?
– E nesse labirinto da vida – Continuou Gwen ignorando totalmente Duncan – Onde a noite é cega... o Fantasma da Ópera sempre estará aqui... dentro de minha mente...
– Não há nenhum Fantasma da Ópera...
– Duncan, eu estive lá! No mundo onde só há uma noite! Onde tudo é escuridão! Duncan, eu o vi! Será que poderei esquecer aquela imagem? Conseguirei escapar daquele rosto? Tão distorcido, deformado, mal era um rosto, naquela escuridão...
– Mas sua voz preenchia minha alma estranhamente – Continuou – Com ele, minha alma começou a subir... e escutei como nunca havia escutado antes...
– O que ouviu era um sonho e nada mais... – Falou Duncan
– E em seus olhos toda a tristeza do mundo... Aqueles olhos suplicantes, que tanto ameaçam quanto adoram...
– Gwen, Gwen... – Consolou-a Duncan.
Atrás de uma estátua do telhado, um rapaz escutava toda a conversa dos dois. Um rapaz com uma máscara de solidão.
– Gwen... – Ele murmurou.
Notas finais
Músicas usadas no capítulo:II Mutto/Why Have You Brought Me Here?/Raoul I've Been There.
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