O Fantabuloso Mundo Soup
2 Die Pickles
Notas iniciais
O trio de guerreiros caminhava incansável pelo campo de flores, que se estendia por km, visando chegar à montanha pickles, que era verde escuro e tinha a forma de um pickles deitado. Maya se arrastava praticamente, o Sol torrando-lhe os neurônios banhados em amônia, que já não tinham o costume de funcionar. Em compensação, o Maçã saltitava em círculos ao redor do Lolipop, que logo se estressa.
- Ô frutinha, dá pra aquietar esse rabo vermelho!?
Formando um bico enorme e raivoso, o loirinho continua a saltitar em volta dos outros dois, esperando algumas voltas para mirar um chute de ponta de pé no traseiro de Maya, que grita e sai correndo atrás dele. O Esquilo apenas balança a cabeça negativamente, continuando a andar calmamente. O Guerreiro Lolipop alcança o loirinho e os dois saem rolando pelo campo de flores coloridas. Por mais romântica que a cena pudesse vir a parecer, era estragada pelos gritos escutados.
- EI VOCÊS, NÃO SE COMAM, CARAMBA! – Berra o único moreno.
- NÃO ESTAMOS NOS COMENDO, ABRIDOR DE LATAS! – Gritou Maya em respostas- Eu tenho bom gosto, tá legal...? – Completou, quando Hiroto parou ao lado deles.
- Como é?! – O fruto acerta um soco no olho do pirulito, que voa alguns metros. – OLHA AQUI, SEU PROTÓTIPO DE HOMEM, EU SOU MUITA AREIA PRO TEU PACOTINHO DE PIRULITOS!
O Esquilo teve que segurar o loirinho pelo cabo, uma vez que este avançava no outro, socando o ar e com uma cara de assassino de aluguel. O vestido de colegial levanta do campo florido, um galo enorme saindo pela cabeleira loira, o olho roxo e o uniforme amarrotado. Algumas flores esmagadas grudavam na saia e nas costas da camisa.
- Meu hide! Eu levei um soco de uma mutação, fusão ou qualquer outra coisa com “ão” que possa explicar o que esse treco é!
- Deixe de ser grosso, Maya... E se controle Bou. – Exigiu Hiroto, impaciente.- Eu tenho cara de babá pra ficar cuidando de vocês?!
- Você quer que eu lhe seja sincero? – Perguntou o mais alto dos loiros.
- Pois é, talvez com um vestidinho preto... – Começou Bou.
- Com babados brancos e sapatinho boneca. — Completou o Lolipop.
O esquilo fica mais e mais vermelho a medida que eles iam falando, até que explode: — VOCÊS RESOLVERAM SE JUNTAR CONTRA MIM?!
- Quase. – Respondem em uníssono os loiros.
- Se controla, Hiroto, se controla... Um é a salvação do teu mundo e o outro é irmão do cara que tu gosta. Caralho... – Ele passa as mãos pelos cabelos, respirando fundo.
- AHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! – Gritam os dois juntos.
- Eu sabia que tu gostava do Tora-nii!!! – Fala Bou.
- E eu sabia que tu era gay! – Exclama Maya, fazendo o V de vitória com os dedos.
- E você é o que, Maya? – Pergunta o Esquilo, os lábios crispados.
- Bissexual. – Ele faz bico.
- Já ficou com mulher...? – O moreno o olhava, descrente.
- Nooops!
- E pretende? – Bou junta-se ao questionário.
- Err... Bem...
-Você é gay! – Dizem os outros dois ao mesmo tempo.
- Ta-Talvez... – O Lolipop fica vermelho.
- Admita. – Hiroto cutuca o loiro maior na costela.
- Ai! Tá, eu sou gay... Mas, eu não gosto de ninguém.
- Talvez você encontre alguém aqui! – Bou batia palma, animado com a idéia.
- Sonha... Eu ainda pretendo voltar pra casa.
- Ah, isso foi cruel. – A expressão dos dois “mutantes” fica triste.
- Ei, ei! A gente mal se conhece...
- Sim, mas você já é nosso amigo... – Comenta Hiroto, e o Maçã assente.
- Mas... Bem, ainda falta pra eu voltar pra casa... Ainda temos que passar por aquilo ali. – Maya aponta para o grande pickles que estava a poucos metros. Os outros concordam e todos voltam os olhares para o céu em cor de sorvete napolitano que estava completamente limpo, se não fosse a poluição visuais em cores, na opinião de Maya.
- Ah, você tem a ilusão que é só passar pela montanha? – Hiroto ri.
- Eu tinha... Até essa sua risada macabra.
- Você verá do que estou falando quando vir o Die...
Eles começam a subir a nodosa montanha, o cheiro de pickles em conserva os enjoando e o chão escorregadio lhes tirando o equilíbrio. Subir a montanha curvilínea durou mais ou menos uma hora e, ao chegarem ao topo, estavam mortos de cansaço.
No alto daquela montanha havia um castelo verde-musgo em forma de pote de conservas, as torres eram pickles verticais que se estendiam em direção aos céus. Maya engoliu o vômito, definitivamente, odiava pickles.
- Não era uma toca? – pergunta o loiro.
- Bem, cheira como uma...
- De fato.
Entraram no lugar, passando pelos nodosos e fedorentos corredores até o salão principal, onde viram o soberano daquela montanha, as vestes verdes em tom claro cobrindo o corpo esguio, os cabelos vermelhos sendo a única coisa que fugia ao padrão.
- Ora, ora, ora... Então quer dizer que os boatos eram verdadeiros...
- Quais, os sobre você ser esquisito? Com certeza. – Falou Maya, a insolência exposta no tom de voz.
Die riu, sua risada preenchendo o ambiente e arrepiando os três jovens. – Sua insolência me diverte, Jovem Lolipop. Os boatos a qual me referi foram os sobre você ser um garoto.
- Sou, e um muito macho, tá legal?!
- Tenho minhas dúvidas... – Disse o soberano.
- olha aqui seu tomate verde... Não duvida da minha masculinidade!
- Maya... ahn... – Hiroto geme baixinho, se afastando e puxando os loiros – Você acabou de fazer a maior merda da tua vida.
- O que foi? – Perguntou o colegial.
- TO-TOMAAAATE?!?! – Die se levanta completamente tomado pela raiva.
- Não há ofensa maior que chamar Die de tomate... Ai, meu São hide Pink spider dos cabelos cor de rosa choque e guitarra amarelo ovo com corações vermelhos!
- E eu lá ia saber?!
Bou se encolhe atrás de Hiroto, que olhava desesperado para o soberano, que começava a ficar verde, literalmente.
- Caralho, ele tá virando o Hulk! – Berra Maya, apontando.
- Cala a boca e resolve isso! – Grita Bou, histérico.
- Como?!??!?! – pergunta o Lolipop, observando o adulto verde crescer e crescer.
- Usa seus poderes... – Sussurra o Esquilo, quase sem voz.
- E eu lá tenho poderes?!
-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARG!!!!!!!! – E com esse berro a batalha teve início.
O esverdeado correu em direção aos três, dando tempo para que Hiroto jogasse ambos os loiros para longe, recebendo o golpe completamente sozinho e sendo jogado contra a parede, logo caindo desacordado. Bou gritou e Maya urrou, o Maçã indo de encontro ao esquilo e o Lolipop contra Die, que se voltou contra ele, enraivecido.
Respondendo apenas aos instintos, o loiro retirou o pirulito da boca, que parecia não ter diminuído nada durante todo esse tempo, e o jogou para cima. Uma luz vermelha toma conta do local, o palito branco do pirulito de morango cresce, e o doce toma forma de um báculo. O “báculo” doce desceu rodando e Maya o pegou com uma das mãos. ¹
- O que eu sou?! Uma Card Captors?!?!?!? – ele olhava, completamente incrédulo, para o pirulito gigante.
- MAAAAAAAAAAYA! – O grito fino de Bou o tira de seus devaneios bem a tempo de escapar de um soco.
Die avançava, socando e atirando pickles babentos em cima de Maya, que pulava para trás, desviando. A luta se estendia pelos cantos do grande salão, os saltos de Maya marcando o chão mole e feito de pickles. Ele rodava o báculo, espatifando os pickles voadores e melecando o salão mais do que já era melecado.
O loiro olhou para Hiroto e viu um filete fino de sangue escorrendo pela face dele. Trincando os dentes, ele ergue o báculo, que brilha vermelho² e lança Die longe, que se desfalece em água verde e pútrida. Logo em seguida o báculo brilha e volta ao tamanho pequeno. Respirando forte e suando frio, o loiro vai para perto dos outros dois.
- Como ele está?
- Ainda respira... – Disse Bou, choroso.
- Vamos sair daqui... Você sabe como?
- Sei sim.
Maya assente, pegando o Esquilo no colo e começando a andar, seguindo o Maçã que ia meio passo a frente. Logo eles saíam do castelo e iam em direção á descida da montanha, O loiro observa o moreno desacordado em seus braços, suspirando. Se Die era o primeiro,tinha medo dos próximos.
Notas finais
² = Momento Saori Kido.
Cara, eu não sei se ficou bom... mas, taí.
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