O Exterminador Do Futuro
22 O Julgamento Final - Desconhecido
Notas iniciais
MAIO DE 2011
BASE DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO DO EXÉRCITO (BADESTE)
Localização: CONFIDÊNCIAL
Alec estava devidamente fardado indo para uma base secreta do governo encontrar com o seu pai. A relação entre pai e filho não era muito boa, pois o pai sempre dedicou seu tempo ao exército, deixando o filho em segundo plano. Tudo só piorou quando sua mão morreu. Não estava exatamente feliz por ter que sair em uma viagem desconfortável de 6 horas, mas não havia outra opção. Seu pai já lhe aguardava na pista de pouso quando chegou.
— Bem na hora! – disse o mais velho
— É... os aviões do governo costumam ser bem pontuais. Não te disse que viria de carona em um?
— Eu sei que não está feliz de ser arrastado até aqui, mas esse é o projeto da minha vida e estou feliz de ter finalmente conseguido autorização para trazê-lo aqui.
— Parecia tão difícil me trazer aqui e foi tão fácil mandar me buscar!
— Você sabe como funciona essas coisas!
— Uhum...
— O nosso novo parceiro disse que seria um prazer conhecer você, então eu consegui trazê-lo até aqui dessa vez... Ali está ele, a mais nova mente brilhante por trás disso tudo.
— Por favor general, assim o senhor me deixa envergonhado!
— Esse é Caius Amanis, o mais novo parceiro em nossas pesquisas. Esse é o meu filho Alec.
— É um prazer finalmente conhece-lo! – o homem disse estendendo a mão, Alec não estava gostando nenhum pouco daquilo e o homem a sua frente lhe causava calafrios. Por educação, Alec aceitou o cumprimento. – Seu pai fala muito de você para mim, ou melhor para todos nós!
— Aposto que fala! – disse Alec bufando
— Essa jovem mente aqui desenvolveu a peça chave para que o nosso sistema funcione como queremos!
— Ele desenvolveu? – Alec encarou o homem, que lhe devolveu o olhar friamente.
— Nada disso teria sido possível se o senhor General, não tivesse cedido cinco minutos do seu tempo para ouvir um jovem sonhador.
— Os cinco minutos mais certos da minha vida! Agora poderemos terminar o programa antes do previsto e você meu caro, Caius, será famoso!
— Antes do previsto? – Alec perguntou sobressaltado – Quanto tempo antes do previsto?
— Estamos com uma margem entre dois a dois anos e meio anos antes do estimado pelo meu antecessor, mas pode ser antes ou pode ser depois, não saberemos até que esteja pronto! – disse Caius com um sorriso sarcástico e uma sombra horripilante no olhar. A máquina sabia quem era (ou seria) o jovem a sua frente.
— Vamos continuar o tour. – disse o general.
— Antes eu preciso ir ao banheiro!
— Ah, é no final daquele corredor. — Alec segui apressado pelo corredor querendo o mais rápido possível ter privacidade para ligar para o Jacob e contar o que havia descoberto. Enquanto checava para ver se não havia ninguém no banheiro ele tirava o celular do bolso e discava o número. Quando o celular acusou a falta de sinal ele advertiu por pensar que em uma base secreta do governo teria torre de celular!
— Merda! – batendo freneticamente os dedos na pia tentou pensar em uma maneira de se comunicar com o lado de fora da base e como num estalo ele teve uma ideia. Apressado ele andou novamente pelo corredor voltando a sala que antes estava. Caius conversava com uma mulher de jaleco e seu pai lia alguns papeis mais para o lado.
— Pai, eu preciso fazer uma ligação importante, será que pode me emprestar seu telefone por satélite?
— Claro que sim, mas seja o que for pode esperar para depois do nosso tour.
— É importante...
— Seja lá o que for, vai esperar. Caius, estamos prontos para continuar. – Alec suspirou
— Você meu caro Capitão Volturi será o primeiro a ver a nossa obra prima!
— Não seja modesto, Caius. – disse o general Aro Volturi – É a sua obra prima!
— Eu não sou digno de ter todo o crédito, general. Muito me ajudaram. Continuando, este – ele puxou o pano que escondia seu trunfo – É apenas o nosso protótipo. – Alec não conseguiu impedir que o espanto lhe acertasse. Ao puxar aquele pano Caius revelou algo muito parecido com o T-800.
— Ele será uma ótima arma contra os nossos inimigos e o melhor é que teremos total controle sobre ele quando o programa estiver pronto.
— E... pra quê exatamente ele será usado? – Alec perguntou
— Para qualquer coisa que quisermos... – Ale e Caius se encararam por um breve momento. Um arrepio fez Alec pensar que aquilo sabia que ele sabia quem ele era.
Eu diria que muitas pessoas teriam medo de ter algo que parece tão monstruoso fazendo qualquer coisa pra elas.
— Que bom que tocou nesse ponto! Temos uma solução para isso também. Temos acesso a um esquemático que nos permitirá criar um tecido sintético muito semelhante a pele humana.
— Tecido sintético?
— Sim, essas belezinhas aqui pareceram mais humanas e poderão se misturar e passar mais segurança.
— E você também desenvolveu esse tecido sintético?
— Não, um garoto criou para uma feira de ciências! Incrível eu sei... – o sorriso da coisa estava fazendo Alec suar frio. Por que ele estava contando todas aquelas coisas.
Quando Alec finalmente conseguiu o telefone por satélite já era quase noite, então ele não perdeu tempo, ficou a sós e ligou para o Jacob, que demorou a atender a ligação o fazendo ficar ainda mais impaciente.
XXX
Jacob não estava no clima de atender ligações, ele estava ocupado demais iniciando um maravilhoso beijo com sua mulher para se importar com outra coisa. Renesmee estava feroz nesses últimos tempos e ele estava adorando. Já ficando empolgado ele segurou Renesmee pela bunda e puxou seus quadris de encontro um ao outro impondo seu peso contra o dela e iniciando uma fricção muito boa entre os dois. Renesmee desviou do beijo.
— Por mais que eu queira muito não consigo com esse barulho irritante! – ela disse. Bufando Jacob se afastou para alcançar o celular.
— Alô! – atendeu um pouco mal humorado!
— Jacob, graças aos céus você atendeu! – Jacob tinha a intenção de ser muito mal educado com a pessoa que havia interrompido sua diversão, mas mudou de ideia ao perceber o terror na voz do Alec.
— Alec, aconteceu alguma coisa? Você parece agitado.
— Cadê todo mundo? Chama todo mundo e me põe no viva-voz!
— Tá bom! Moira peça para todos encontrarem comigo na sala de comando!
“ Sim senhor. Todos por favor se dirigir à sala de comando imediatamente. ” — Enquanto Moira alertava todos nas casas Jacob se encaminhava para o local de encontro.
— O que foi Jake, aconteceu alguma coisa? – Renesmee perguntou
— Eu não sei! O Alec disse que quer falar com todo mundo. – Jacob colocou o celular em cima da mesa e ligou o viva-voz. – Alec, estamos todos aqui. O que você tem para nos dizer?
— Eu estou em uma base secreta do governo, onde o meu pai conduz o seu experimento...
— Está dizendo que está no lugar onde a Skynet vai...
— Vai ser criada! Sim! – Alec completou a frase da Renesmee
— Você descobriu alguma coisa importante? – Jacob falou
—Espera, espera, espera – disse Embry – Eu pensei que a Syberdine fosse a responsável por desenvolver a Skynet!
— E é! A Syberdine é uma aliada poderosa do governo! Com certeza nessa instalação secreta além de saldados do exército há milhares de cientistas da Syberdine.
— Fiquem calados e me escutem! Você não tem deia das coisas que descobri aqui! A máquina que matou a Sarah está aqui! Isso está trabalhando pro governo e eles tem um protótipo muito parecido com um T-800, tem umas diferenças, mas parece o suficiente. Ele também tem o esquemático do tecido sintético do Félix!
— Como eles tem os meus esquemáticos?
— Eu não sei, mas a máquina me disse que foi um garoto que criou para uma feira de ciências. Só pode ser você!
— Eu nunca cheguei a apresentar isso na feira de ciências!
— Essa não é nem de perto a pior parte! A coisa me disse que o programa vai ficar pronto pelo menos dois anos antes do esperado!
— Dois anos e meio antes! Como assim dois e meio? – Renesmee disse
— Como você conseguiu todas essas informações? – Derek perguntou
— Acredite se quiser, a máquina me contou!
— E como sabemos que está falando a verdade? – Leah perguntou
— A reação do meu pai me pareceu bastante positiva! Então eu acredito que seja verdade! E gente eu tenho quase certeza que essa coisa sabe quem eu sou.
— Eu não duvido que saiba! – Renesmee falou – Ele não te daria todas essas informações à toa. Com certeza tem algum propósito!
— Tipo o que? – Leah voltou a perguntar
— Não faço ideia!
XXX
— O que está fazendo? – Jacob perguntou a Renesmee
— Nada... na verdade estou olhando pra isso tentando entender toda essa bagunça em que nos metemos... – ela disse mostrando o hológrafo com trava biométrica que Edward havia entregado.
— E descobriu alguma coisa? – Derek perguntou todos estavam na sala de comando, uns consertando alguma coisa ou ajudando a consertar, outros só passando o tempo.
— Não muita... Olho pra isso e tudo que penso é que tem uma trava biomét... É ISSO!!! – todos olharam pra ela – Jacob me dê a sua mão!
— AU!! – mas uma vez o aparelho projetou um feixe de luz e uma jovem de cabelos pretos e olhos azuis apareceu.
— Eu não tenho muito tempo, então serei rápida! Nós sofremos uma invasão um tempo atrás e estamos sobre ataque agora novamente. Esses robôs são diferentes, eles tem algum tipo de link que os mantem conectados os deixando mais fortes, se parecem muito com T-1000, mas são mais sofisticados esses são os esquemáticos que conseguimos sobre eles. – vários papeis passaram, pareciam instruções – Eles também podem se comunicar com outros computadores e por isso Moira foi comprometida! Nós não sabemos o que fazer, espero que com esse aviso você possam se preparar para o que está por vir. É a nossa única esperança.
— Isso não parece bom! – Embry falou
— Por isso a máquina deu tanta informação para o Alec! – Renesmee disse perdendo o fôlego.
— Eu conheço esse olhar! O que você está pensado? – Derek perguntou
— Ele pode se conectar a outros aparelhos, a coisa deu todas aquelas informações para o Alec, mesmo sabendo quem ele é, sabia que tentaria nos contatar. Ele queria isso, era a intenção desde o começo!
— Mas pra que? – Embry perguntou
— Ah, merda! – Jacob falou — Ele tem a nossa localização!
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