O Exterminador Do Futuro

35 O Extermínio - Reencontro


Notas iniciais
Voltei... e não demorei dessa vez também... O próximo capítulo já está pronto, quando sai depende de vocês, se eu tiver bastante comentários posto ainda essa semana, se não a previsão é "eu não sei quando sai". Boa Leitura

JACOB

Nós saímos da base e entramos nos carros, eu, Edward e Quil em um carro, Derek e Victória no outro. O caminho seria longo e eu estou super ansioso, rever a Nessie depois de todo esse tempo, conhecer o meu filho, ter os dois em meus braços com certeza é a melhor coisa que me acontece nos últimos dois anos. Nesses últimos meses depois que conseguimos os códigos dos satélites, as missões se tornaram mais precisas, como as imagens podíamos analisar a movimentação na área e evitar determinados locais por estar cheios de máquinas. Três semanas atrás conseguimos ir até o hospital Valley e trouxemos bastante suprimentos hospitalares, desde medicamentos, utensílios e equipamentos. Nossa ala médica ficou até pequena para a quantidade de coisas que trouxemos, para o transporte a equipe teve que procurar por caminhões, no fim foram dois caminhões cheios e ainda sobrou coisa para buscarmos depois. Não por enquanto, quero construir um espaço maior para a ala médica. Também planejo construir mais alojamentos, pois acredito que com a vinda dos sobreviventes resgatados precisaremos de mais espaço.

O carro parou me tirando de meus pensamentos, Derek desceu do carro que estava à nossa frente e caminhou até nós. Desci do carro e o esperei, quando ele chegou abriu um mapa no capô do carro e fez sinal para que segurássemos a folha para não voar.

— Vamos ter que desviar aqui — ele disse — Não podemos entrar nessa cidade ela está infestada de máquinas, seria muito perigoso. Sugiro que desviemos por aqui – ele apontou no mapa – Seguimos a estrada sem entrar muito na cidade até chegarmos aqui. Daqui seguimos por essa outra estrada até atingirmos o deserto.

— Quanto tempo vamos perder? — perguntei

— Um dia... se não tivermos nenhum imprevisto. — era tempo demais... eu estou impaciente de tanto esperar...

— Não existe mesmo nenhuma maneira de continuarmos pela cidade?

— Só se você quiser morrer! — Derek respondeu – Entramos aqui em uma missão e quase não saímos, perdemos pessoas... e olha que deixamos os carros do lado de fora e estava de noite, mas mesmo assim foi horrível. Imagina só como seria se entrássemos de carro e tudo!

— Ok – falei soltando um suspiro — Vamos descansar até o sol se pôr e retomamos a viagem. Eu vou avisar a Nessie da mudança — voltei pra dentro do carro e peguei o rádio portátil via satélite (“presente” do pai do Alec) — Nessie, na escuta?

— Estou aqui. — ela respondeu após um tempo.

— Vamos fazer um desvio para evitar uma cidade infestada, perderemos um dia nisso...

— Ok, me mantenha informada, te amo.

— Eu também... nos vemos logo – quando já estava escuro e depois de comermos alguma coisa, retomamos a viagem, o sol já havia nascido quando finalmente chegamos a estrada que nos levaria ao deserto, a missão já durava 25 horas. Paramos novamente para comer e esticar as pernas e após falar com a Nessie, retomamos a viagem. Chegamos finalmente ao deserto no dia seguinte por volta do meio dia, estava bastante quente e tivemos que fazer outra pausa e eu aproveitei para falar com a Nessie mais uma vez.

— Em quanto tempo você achar que chegamos? — perguntei ao Derek.

— Umas 12 horas, talvez menos... — algo explodiu e nós nos protegemos atrás dos carros blindados puxando nossas armas. Vimos um grupo de 5 máquinas se aproximando seria uma máquina para cada, mas levando em consideração que eu seria reconhecido, tínhamos um grande problema e, é claro, não é como se pudéssemos contra essas coisas. Foi dito e feito, quando aquelas coisas me reconheceram todos os esforços delas passaram a ser para tentar me pegar eu vi Derek, Victória, Quil e Edward levarem muita porrada para impedirem as máquinas, mas eventualmente um deles chegou até mim e eu tive que lhe dar com a situação. Em meio a murros, desviadas e várias tentativas de me estrangular a máquina que tinha o corpo parcialmente coberto por pele sintética alcançou minha arma que eu havia deixado cair no meio da luta e me deu um tiro. De início, quando vi que estava vivo pensei que ele tivesse errado, mas quando senti algo quente e viscoso escorrendo pelo meu corpo me dei conta de que estava errado.

EDWARD

Eu vi quando a coisa atirou no Jacob e tento uma ideia maluca pra me livrar da máquina com que lutava e conseguir alcançar o Jacob, corri até o carro e peguei uma granada tirando o pino e tendo certeza de que isso era loucura. Fiquei com a granada na mão sem o pino e sem segurar a trava e esperei a coisa se aproximar, joguei a granada segundos antes dela explodir, a granada voou até a cabeça da máquina e explodiu no exato momento em que bateu na coisa, deu certo, a explosão danificou a cabeça da máquina o suficiente para inutiliza-la. Fiz o mesmo com a máquina que estava com o Jacob, quando a coisa caiu no chão puxei Jacob do chão comigo e o coloquei dentro do carro, Quil entrou no lugar do motorista e deu partida. Era protocolo proteger o Jacob a todo custo, mesmo que isso envolvesse deixar pessoas pra trás.

— Você está bem? — perguntei ao Jacob, procurando para ver onde ele havia sido baleado, ele gritou de dor quando eu coloquei a mão em seu ombro.

— Caralho – Quil falou – Ele vai morrer?

— Não... o tiro foi no ombro... — eu disse.

— Jacob! — ele me olhou parecendo mais orientado da situação.

— Eu estou bem... isso só dói mais do que eu esperava... — o ajudei a tirar a blusa e puxei a caixa de primeiros socorros de baixo do acento do motorista, limpando o ferimento e fazendo o curativo.

— Edward, está na escuta? — a voz de Alec saiu pelo rádio, Quil me deu o rádio e eu respondi:

— Na escuta...

— Jacob está bem? Eu vi ele levar um tiro!

— Está, o tiro foi no ombro. Você e a Victória estão bem?

— Sim... — combinamos de reagrupar assim que avistássemos a montanha que dava entrada para a base. Levou umas dez horas pra isso quando finalmente estávamos juntos de novo e certos de que ninguém estava gravemente ferido. Jacob pegou o rádio e começou a fala com a Nessie.

— Nessie...

— Jacob! Pelo amo de Deus, onde você está? Eu estava quase surtando sem notícias suas! — ela respondeu

— Desculpa, estávamos um pouco enrolados aqui...

— Ele acabou de pedir desculpas? — Quil disse cutucando o meu braço, fiz sinal pra que ele ficasse quieto e ele me devolveu com o dedo do meio.

— Enrolados com o que? Vocês foram atacados? Todos estão bem? Alguém se feriu? VOCÊ se feriu? — Nessie falou, parecendo um pouco desesperada.

— Eita calminha aí! Está tudo bem, nós fomos atacados, mas estamos bem. Ninguém se feriu gravemente, nem eu! Vocês já empacotaram as coisas?

— Três dias atrás quando você disse que estava vindo!

— Ótimo, por que eu já posso ver a pedra da entrada.

— Sério?

— Sim... eu terei você em meus braços de novo em alguns minutos... — Jacob deu um sorriso tão grande que por um segundo me preocupei que seu rosto se rasgasse. Eles se despediram e Jacob se voltou para nós. — Vamos nessa, eles tem uma médica e todos nós precisamos de atendimento. Não muito tempo depois encontramos Jared e Seth que estava tão alto quanto eu.

— Você cresceu moleque! — ele sorriu e me abraçou — Esse é o meu amigo Quil, Quil esse é o Seth, irmão mais novo da Leah. — os dois se cumprimentaram e Jacob fez uma rápida apresentação enquanto entrávamos. Eu seguia com o Seth à frente do grupo e fui o primeiro a entrar na sala onde os outros nos esperavam. Nessie sorriu quando me viu e olhou pra baixo onde tinha o filho apoiado enquanto mamava. Derek fez o resto das apresentações e Kim apresentou as três pessoas que não conhecíamos, todos ficaram calados quando Jacob se aproximou da Nessie e do filho.

QUIL

A mulher chamada Kim nos pediu que a seguíssemos eu estava indo com o grupo quando me dei conta de que havia deixado minha mochila na sala de controle e voltei pelo caminho que havia acabado de fazer. Ao chegar lá, antes de entrar completamente na sala, vi a mulher do Jacob conversando com um dos homens que estavam aqui com ela.

— Então... Edward? Vocês são parecidos... — o homem falou

— Não somos tão parecidos assim – ela disse

— É claro que são!

— Eu sou a mistura perfeita dele e da minha mãe, ninguém vai desconfiar!

— Claro que não... como você acha que os boatos sobre a senhora Black ser do futuro começaram? — quem raio de conversa mais estranha essa?

— Relaxa Nahuel... Ninguém vai desconfiar que o Edward é o meu pai! — é o quê???? PUTA QUE PARIU! Comecei a me afastar da entrada da sala andando de costas, certo de que eu definitivamente não deveria saber disso. Era sério isso?

— Por que você tá andando assim? — dei um pulo me virando e encarando Edward com a testa franzida – O que deu em você?

— Eu acho que acabei... eu... eu... — olhei para ele, pensando se ele sabia... será? Bom ele... ele tem o lenço vermelho desde o começo... e sabia de tudo desde o começo também, que motivo seria melhor de que ser o pai da mulher do chefe? Merda! Isso soa muito bizarro, mas a viagem no tempo é possível... E ele tentou a todo custo tirar a Bella da escola... puta que pariu... ela só pode ser a mãe! CA-RA-LHO!!

— Quil, cara, o que foi? Você tá se sentindo mal?

— Eu... acho que escutei algo que não deveria... — sussurrei

— O que você ouviu? — caceta! Eu conto ou não?

— Eu, eu...

— Quil!

— Que você é o pai da mulher do Black... — sussurrei novamente, ele arregalou os olhos e me empurrou pra parede, pela sua reação, tive certeza de que ele sabia – Caralho, cara, CARALHO!

— Você não pode contar isso pra ninguém! Está me ouvindo Quil? NINUÉM! Principalmente a Bella...

— Velho isso é insano! Ela é a porra da sua filha!

— Não e mais insano do que ter um programa de computador tentando nos matar!

— Eu diria que está no mesmo nível!

— E tô falando sério Quil!

— Relaxa cara, eu não vou contar pra ninguém!

— Está tudo bem por aqui? — a mulher do Black apareceu seguida pelo homem com quem ela conversava antes.

— Está! — Edward respondeu. Puta que pariu, parando pra prestar atenção, eles são mesmo parecidos!

— A Kim já examinou vocês? — ela perguntou.

— A mim já! O Quil ainda não, mas não viemos conversar enquanto ela não desocupa...

— Até que enfim te achei – ouvimos Jacob falar – Esse lugar é pequeno, mas todas as salas e corredores parecem ser iguais! Será que podemos conversar à sós um momento?

— Claro, Jake – ela disse segurando Jacob pela mão e o puxando.

— Ei vocês dois – o homem que ficou pra trás falou para as duas crianças que passaram correndo – Prestem atenção por onde correm, não vão se machucar!

— Pode deixar Nahuel eu fico de olho neles – uma mulher morena que saiu do lugar que as crianças vieram correndo, disse.

— Obrigada Carmem, e boa sorte... — ele disse e depois deu uma olhada breve para nós (Edward e eu) e voltou a entrar na sala onde estava conversando com a mulher do Black. Edward puxou meu braço.

— Espero que estejamos entendidos, você realmente não pode falar nada disso pra ninguém!

— Eu já disse que não vou falar!

— Nós dois sabemos muito bem como você tem a língua solta...

— Isso era na escola, cara, foi a muito tempo... eu não faço mais isso!

— Espero que não!

JACOB

Vê-la sentada amamentando foi surpreendente, porque eu não esperava mais presenciar isso com o Thomas, mas fiquei feliz por poder. A imagem me trouxe uma descarga de energia tão grande que era como se eu pudesse fazer o caminho todo de volta para a base em apenas algumas horas. Thomas é perfeito, realmente muito parecido comigo, ele parou de mamar quando a sala se tornou movimentada eu me agachei ao lado deles segurando a mão da Nessie que sorriu pra mim. As apresentações foram breves pois o fato de estarmos sujos de sangue fez Nessie mandar Kim nos examinar. Eu não queria isso, queria um tempo à sós com a Nessie depois de tanto tempo, mas Nessie parecia preocupada então eu resolvi aceitar.

Kim nos levou para uma outra sala para tratar dos nossos ferimentos, pensando em ter um tempo com a Nessie enquanto Kim estivesse ocupada, eu pedi que ela começasse pelos outros e me procurasse quando terminasse com eles. Eu saí da sala e tentei fazer o caminho de volta para encontrar a Nessie, mas me perdi por um momento. Quando finalmente a encontrei ela estava com Edward, Quil e o Nahuel em um dos corredores. Pedi para conversamos à sós e ela sorriu me puxando pelo corredor, entramos em uma espécie de quarto.

— Podemos conversar aqui, esse é o meu quarto e o do Thomas... — não esperei que ela terminasse de falar, puxei-a pra mim e a encostei na parede capturando seus lábios que me receberam sem enrolar, ela subiu as mãos pela minha barriga por cima da blusa se encaminhando para o meu pescoço, no momento em que suas mãos chegaram aos meus ombros os apertando eu gemi de dor e interrompi o beijo tirando sua mão de lá — O que foi? — ela me perguntou.

— Nada não! — ela tocou meu ombro com a outra mão e eu recuei de seu toque.

— Você está ferido?

— Não é nada! — ela me olhou de cara feia e me fez sentar na cama.

— Me deixe ver... — eu sabia que ela ficaria puta quando visse que era um ferimento à bala.

— Não precisa – disse segurando sua mão para que ela não puxasse minha blusa — Não é nada sério, a Kim vai dar uma olhada quando terminar com os outros.

— Jacob Black, acho bom você para de dizer que não é nada e tirar essa camisa!

— Se você quer que eu tire a roupa não precisa inventar desculpas – disse comum sorriso brincalhão e ela me olhou feio, o que me fez suspirar e ceder, ela puxou minha camisa com cuidado, mas mesmo assim eu não pude impedir o gemido de dor que escapou dos meus lábios. Livre da blusa ela puxou com cuidado o curativo improvisado no meu ombro — Você levou um tiro? Você disse que ninguém tinha se machucado gravemente!

— Não é grave, já até parou de sangrar...

— Você levou um tiro! É claro que é grave! — ela analisou o ferimento olhando os dois lados do meu ombro – O tiro atravessou...

— Viu só? Nada com o que se preocupar, a bala nem está mais aí.

— Jacob, isso é sério!

— Relaxa Nessie, eu estou bem — disse, ela estava em pé na minha frente, então eu aproveitei para puxá-la e encostei minha cabeça em sua barriga lhe dando um beijo – Eu senti tanto a sua falta... — ela se soltou do meu abraço com cuidado para não me machucar e se sentou ao meu lado.

— Pare de agir como se isso não fosse sério e nem estivesse doendo...

— Não está doendo tanto... — ela me olhou de cara feia novamente – Talvez esteja doendo um pouco...

— Eu já tomei um tiro lembra? Mais de uma vez, eu sei muito bem que isso está doendo mais do que um pouco!

— Bom levando em consideração a minha vida, eu até que demorei muito pra levar um tiro não acha? Quanto anos você tinha quando levou seu primeiro tiro?

— 14, e pare de tentar desviar do ponto...

— 21, eu ganhei... — ela bufou e cruzou os braços.

— Desde quando isso é uma competição?

— Eu te amo – disse segurando a sua mão — E eu estou bem, é sério... — ela encarou nossas mãos e retribuiu o aperto.

— Eu também te amo... — Kim entrou no quarto de mãos dadas com Thomas e na outra mão trazia o que deduzi ser uma caixa de primeiro-socorros.

— Eu e o meu ajudante soubemos que tem um paciente aqui precisando ser examinado – Nessie sorriu e esticou os braços para o filho que soltou a mão da Kim e correu até a mãe. Ela o sentou em suas pernas e ele se aninhou em seus braços e me lançou um olhar desconfiado. Kim me deu os pontos que eu precisava e só então eu entendi o que era dor.

— Pronto, tudo certo por aqui! Nós não temos remédio para a dor, então você vai ter que segurar as pontas... E Eu não recomendo nenhum tipo de esforço físico com esse braço, pois só vai piorar a dor – Kim falou olhando sugestivamente de mim para a Nessie.

— Não se preocupe Kim, ele não vai fazer nenhum esforço físico — Nessie falou.

— Não? — eu perguntei

— Não, e eu não vou mudar de ideia! — Kim saiu dor quarto rindo.

— Eu sei de um esforço que seria muito útil para me distrair da dor – disse segurando sua perna com a mão do braço bom e recebendo mais um olhar desconfiado de Thomas.

— Nem adianta tentar. — Nessie me respondeu. Eu me sentei encostado nos travesseiros ao lado dela e me estiquei na cama com cuidado para não causar ainda mais dor ao meu ombro, alcançando minha mochila e tirando de lá um carro amarelo com listras pretas no capô, desencachei as partes do carro até ele virar o robô amarelo dos Transformers. Interessado pelo brinquedo, Thomas saiu dos braços da Nessie e sentou entre nós dois. Eu ofereci o brinquedo pra ele que me olhou desconfiado novamente, mas aceitou. Ele virou o robô para todos os lados e começou a tentar encaixar as partes para transformá-lo em carro novamente. Não preciso dizer o quão surpreso eu fiquei quando, aparentemente sem nenhuma dificuldade, ele conseguiu. Ele virou para a mãe sorrindo e mostrando o carro.

— É lindo meu amor. — Nessie respondeu

— Eu posso i mostá pá Jane?

— Pode sim meu anjo, mas não demore, ok? Já está na hora de dormir. — ele afirmou se apressando para descer da cama e sair do quarto. Nessie chegou mais perto de mim, ela estava sentada à minha esquerda e meu ombro machucado era o direito, então ela se aproximou de mim se aninhando ao meu corpo — Não se preocupe, eu acredito que ele vai interagir sozinho com você em breve... eu acho que ele só não está acostumado com outras pessoas. Ele levou alguns dias pra falar com a Carmen... agora é como se eles se conhecessem a muito tempo.

— Ele é tão lindo... e parece tão esperto...

— Ele é! — ela sorriu e suspirou se esticando para ficar com a cabeça na altura da minha. Eu apoiei a mão do braço ruim em sua cintura ignorando completamente a dor e puxei-a mais pra perto de mim.

— Eu senti tanto a sua falta – sussurrei com os lábios próximos ao seus – Ainda parece mentira que você está aqui nos meus braços de novo... — ela acabou com o espaço entre nossos lábios já pedindo passagem com a língua, me virei mais sobre ela mantendo o meu peso no braço bom e apoiando a outra mão com cuidado na sua cintura, eu a apertei e mesmo sentindo dor não resisti e subi minha mão para seu ombro puxando a alça da sua blusa expondo um de seus seios e passando minha mão nele, mas a dor foi demais e eu interrompi o beijo fazendo um careta. Ela percebeu o que se passava e virou sobre o meu corpo sentando sobre mim.

— Eu sei o que você está tentando fazer – ela disse rindo e se ajeitando no meu colo, seu seio ainda estava descoberto e como nessa posição o meu braço bom estava livre, me apressei para tocá-lo e coloquei a mão do braço machucado apoiada em sua cintura — Nós teremos bastante tempo pra isso – ela disse pegando a mão que estava em seu seio e colocando em seu quadril — Eu não quero que você machuque mais o seu ombro, então vamos só adiar isso por mais alguns dias.

— Mas eu sinto tanto a sua falta... — disse entrando com a mão em sua blusa e sendo impedido novamente de continuar.

— Eu também... — ela se debruçou sobre mim me dando um selinho e colocando novamente minha mão em seu quadril, onde eu descaradamente acertei um tapa que a fez rir. Seu seio descoberto roçou no meu peito quando seu corpo ondulou com a risada, eu fiquei duro e ela percebeu — É sério Jake, eu não quero que você se machuque mais... — aporta se abriu e Thomas entrou, pensei que Nessie sairia do meu colo correndo, mas ela apenas sorriu enquanto cobria o seio e observou o filho subir na cama passando por cima das minhas pernas e sentando encostado nos travesseiros ao meu lado.

— A Jane adoiou o meu boneco novo, vamos bincar com ele amanhã.

— Que bom meu amor – ela disse saindo de cima de mim e sentando ao lado dele deixando-o entre nós — Você quer mamar mais antes de dormir? — ela perguntou passando a mão em seus cabelos — Não mamou direito mais cedo... — ele me olhou desconfiado.

— Ele vai dumi com a gente?

— Vai sim, o papai e a mamãe tem que dormir juntos, nós estamos com muita saudade um do outro. — ele me olhou desconfiado mais uma vez – Lembra que a gente conversou e eu disse que vamos morar na casa do papai agora... — ele afirmou com a cabeça, Nessie sorriu se deitando na cama e o puxando para deitar também, eu me virei para observá-la melhor. Ela puxou o seio pra fora da blusa novamente, Thomas me deu mais uma olhada desconfiada antes de se aninhar à Nessie para mamar. Eu observei a forma protetora que ela passava a mão em seus cabelos e tive vontade de fazer também, mesmo com meu ombro reclamando de dor, levei minha mão até ele e toquei delicadamente seu ombro, ele parou de sugar e abriu os olhos me olhando de lado sem soltar o peito da mãe.

— Eu tive tanta vontade de te conhecer... de saber como você era... e agora que você e sua mãe estão finalmente aqui parece mentira... — ele soltou o peito da mãe e virou pra mim me dando um abraço desajeitado e um sorriso envergonhado e voltou a se aninhar na mãe para mamar. Não demorou muito tempo para ele dormir depois disso, Nessie tirou cuidadosamente o seio da boca dele e puxou a blusa para escondê-lo me dando um sorriso em seguida. Ela segurou minha mão que ainda estava em cima do ombro de Thomas e foi assim que pegamos no sono. Acordei no dia seguinte sentindo um leve movimento na cama, ao abrir meus olhos vi Thomas e uma menininha bem loirinha sentados ao meu lado na cama brincando, olhei ao redor procurando pela Nessie, mas não à encontrei. Encostei minha mão, nas costas de Thomas que estava de costas pra mim. Ele me olhou e deu um sorriso tímido.

— Onde está a sua mãe?

— Na coinha... — me sentei na cama com dificuldade e arfei de dor no exato momento que a Nessie entrou no quarto.

— Viu só! Imagina se eu tivesse permitido que você fizesse algum esforço noite passada. — ela disse.

— Nem está doendo tanto!

— A não? — ela apoiou a mão em meu ombro machucado e apenas aquele simples toque foi suficiente para me fazer ver estrelas, e eu arfei novamente com a dor – Aham posso ver que não dói nem um pouco! — ela colocou a mão no meu rosto – pelo menos você não está com febre – agora era em meus cabelos que ela passava a mão de forma protetora, como ela fazer com Thomas na noite passada. Eu a puxei com o braço bom fazendo ela cair nas minhas pernas e puxei seu rosto de encontro ao meu juntando nossos lábios. Ela aceitou o beijo sorrindo e mordeu meu lábio inferior, seu corpo pesou pra trás e nossos lábios se separaram, abri meus olhos para ver o que tinha acontecido e Thomas estava agarrado ao pescoço dela em um abraço.

— A mamãe é minha – Nessie riu dos ciúmes dele e o puxou para que ele sentasse no colo dela.

— A mamãe é sua e do papai...

— Não! — ele disse abraçando mais e escondendo o rosto no pescoço dela. Eu sorri e passei meus braços ao redor dos dois dando um beijo em sua cabeça. Vi a menininha loira nos olhando e ri.

— Tudo bem se você vai ficar com a mamãe eu vou ficar com a Jane... — disse estendendo a mão para a menina que veio sentar ao meu lado.

— Não, a Jane também é minha! — ele disse soltando a mãe e se virando.

— Todo mundo é seu então?

— Não... só a mamãe, a Jane, e a tia Kim – ele disse contando nos dedinhos.

— Só as mulheres então?

— Sim!

— Você é muito espertinho, não acha? — ele riu

— A brincadeira parece boa, mas nós temos que ir comer, vão indo vocês dois na frente – Nessie disse para as duas crianças, ela ajudou Thomas a descer e depois Jane os dois deram as mãos e saíram correndo – E você, me deixe ver esse ombro e trocar esse curativo. Kim disse que seria bom se você pudesse tomar algum antibiótico. Tem algum na base?

— Acredito que sim... — disse fazendo uma careta de dor pois ela já havia começado a tirar meu curativo.

— A Jane... quanto tempo tem que ela está aqui? — perguntei.

— Só alguns dias... Ela e a mãe fugiram de um grupo de máquinas que atacou o grupo delas e acabaram se perdendo. Nós a trouxemos pra dentro e foi a Carmem que me falou da sua mensagem no rádio.

— Me lembre de agradecê-la... — ela sorriu e me deu um selinho voltando a se concentrar no meu ferimento. Após ela limpar e refazer o curativo caminhamos de mãos dadas até a cozinha e nos juntamos aos outros para comer. Quando terminamos, começamos a colocar as coisas nos carros e decidir quem ia em cada carro.

— Nessie – Nahuel chamou – Eu vou ficar por aqui mesmo.

— O que? Por que?

— Esse lugar é o trabalho da minha vida e ele precisa de mim... Você sabe, eu vivo arrumando uma coisa aqui e outra ali...

— Você tem certeza? — ela perguntou

— Sim... foi bom te ver de novo e lembrar os velhos tempos.

— Eu mandarei alguém com recursos pra você em breve – falei

— Obrigada, senhor.

— Mandarei alguém para te ajudar também, ficar aqui sozinho não deve ser legal...

— Uma mulher, por favor? — eu ri

— Pode deixar. Manteremos contato.

— Sim e lembrem de tentar contato com as outras Ravinas também, pode ser que aja sobreviventes lá.

— É mesmo – Nessie disse – Eu já estava esquecida. Pode deixar, vou fazer isso assim que chegarmos!

— Existem outros locais com esse? — perguntei

— Mais 4, eu te conto tudo depois... — ela virou para Nahuel o abraçando — Foi bom te verde novo também, te aviso quando chegar. — Nahuel também se despediu de Kim, Jared, Seth, Thomas, Carmem e Jane antes de sairmos.

Notas finais
E aí? Comentem e me deixem saber o que acharam. Deixem recomendações também... Repetindo: O próximo capítulo já está pronto, quando sai depende de vocês, se eu tiver bastante comentários posto ainda essa semana, se não a previsão é "eu não sei quando sai"