O Exterminador Do Futuro
39 O Extermínio - Plano parte 1
Notas iniciais
OUTUBRO DE 2027
NESSIE
Incrível como o tempo passa rápido, já fazem quase 16 anos que estamos aqui. Tudo tem corrido bem na medida do possível, é claro. O segundo refeitório ficou pronto alguns meses atrás e a ala amarela está ainda maior e melhor e ainda está em construção, assim como os alojamentos que ainda estão sendo ampliados. Todas as portas agora são automáticas e com leitura de digitais e apenas as pessoas com autorização na ala vermelha ainda usam a faixa vermelha, apenas para uma identificação mais rápida, mas digitais é o que faz tudo funcionar. Moira tem olhos e ouvidos em todos os lugares e está funcionando a mil por cento.
Entreguei o meu pequeno, Daniel, para Carmem e fui me encontrar como Seth para que ele me passasse o progresso dos treinamentos. Nos encontramos na ala cinza como de costume e caminhamos em direção aos alojamentos de treino, dali seguiríamos para a ala branca e depois vermelha, ele me passava as informações enquanto andávamos lado a lado. As pessoas faziam a costumeira reverencia quando passávamos por elas e eu retribuía com um leve aceno de cabeça.
— Obrigada Seth, continue me mantendo informada sobre isso, sim — disse
— Ok!
— E também...
— Renesmee venha já aqui! — virei em um ato reflexo procurando quem havia me chamado. Meu corpo gelou e esquentou ao mesmo tempo quando vi a garotinha ruiva correr sorrindo de volta pra sua mãe.
— Eu disse pra você esperar, Renesmee! — Bella repreendeu a menina que continuava sorrindo.
— Não é como se eu fosse me perder, mãe. — uma dor absurda atingiu minha cabeça, eu cambaleei para o lado tropeçando, mas alguém me segurou antes que eu atingisse o chão. “Vamos logo, mãe! O papai tá esperando a gente – eu disse puxando a minha mãe pela mão com pressa.” A imagem veio tão clara na minha cabeça que parecia uma lembrança.
— Nessie, Nessie... — abri meus olhos e Seth estava a minha frente me segurando — Você está bem? — me firmei no chão e olhei ao redor procurando Bella, a encontrei sendo puxada pela filha com pressa.
— Eu tenho que ir!
— Nessie... — não fiquei para ouvi-lo, não era possível, não mesmo, eles deveriam estar mortos, como eu não percebi isso, como que eu não notei as diferenças? Entrei na sala de comando como um raio – Todos pra fora! — todo mundo parou e me encarou.
— Nessie? — Jacob disse
— PRA FORA AGORA! — todo mundo se sobressaltou e saiu correndo da sala – Feche as portas Moira – o barulho das portas se fechando e trancando invadiu a sala.
— Nessie, o que houve? — Jake me perguntou
— Eles estão vivos!
— Eles quem?
— Meus pais, Jake! Edward e Bella estão vivos! — os olhos de Jacob se arregalaram – Eles deviam ter morrido quando eu tinha 4 anos, mas eu tenho nove e eles ainda estão aqui! Eu não notei as diferenças, todos os sinais de que algo mudaria, eu não vi nada disso, estava tão concentrada no fato de que eles iam morrer... — me apoiei na mesa quando senti que minhas pernas não me sustentariam mais – Edward e Bella deveriam ser soldados, eles deveriam sair em uma missão e morrer em um ataque!
— Mas a Bella é a responsável chefe dos alojamentos e o Edward é um soldado interno responsável pela segurança da base... — Jake sussurrou mais para si mesmo do que pra mim.
— Eu deveria ter começado o meu treinamento aos 5, mas agora tenho 9 anos, ela já perdeu 4 anos de treinamento... não podemos arriscar que mais nada mude...
— Eu vou falara com eles...
— Não... eu vou...
— Você tem certeza?
— Não... mas eu vou mesmo assim... — Jacob me abraçou.
— É melhor eu ir...
— Eles são os meus pais... EU falo com eles sobre o meu treinamento... Eu... sei que a Bella sabe... Eu ouvi a sua conversa com o Edward no dia em que a Sarah nasceu – ele separou nosso abraço de uma forma brusca e me encarou.
— Isso foi a 9 anos, por que você nunca me falou que sabia.
— Não era relevante... ainda não é... o que importa é que ela sabe, Ela e o Edward sabem! Edward sempre soube... acho que essa deve ter sido a mudança mais decisiva...
XXX
Parei em frente a porta do alojamento onde Edward e Bella viviam, repensando se era mesmo uma boa ideia falar com eles. Eu me acostumei a presença de Edward quando Jacob decidiu trazê-lo para tudo isso antes da hora, nós havíamos nos tornado amigos, mas eu tentei mantê-lo afastado mesmo assim, pois não queria me apegar e sofrer quando ele morresse, mas agora, ao que parece as coisas vão ser diferentes.
Encarei o leitor de digitais na lateral da porta, eu sabia que no momento em que o tocasse, Moira informaria que eu estava na porta pedindo pra entrar. Isso vai ser muito estranho! Eu nunca vim aqui... será que a Bella vai querer me ver? Ela não ficou confortável com a minha presença no dia que a visitei no hospital, mas... pensando bem isso foi a 9 anos, muita coisa mudou de lá pra cá, certo? É claro que mudou, eles estão vivos! O que eu estou falando? Balancei a cabeça com força e respirei fundo levantando a mão para tocar no leitor, que ficou verde assim que o toquei e a porta se abriu.
É claro que a porta ia abrir, as minhas digitais são as mesmas que as dela! Merda! Forcei minhas pernas a se mexerem e entrei. Todos os olhares estavam sobre mim, Edward franzia a testa e Bella parecia assustada em me ver... talvez tivesse sido melhor se eu tivesse deixado que o Jake viesse no meu lugar.
— Mãe quem é ela? — a voz da minha versão criança me trouxe de volta a realidade. Olhei para ela que me retribuiu o olhar curiosa.
— É a senhora Black, meu amor... — Bella disse.
— E como foi que ela entrou? Eu pensei que só as nossas mãos pudessem abrir a porta!
— Querida, porque você não vai até a casa da tia Jess um pouco?
— Agora?
— Sim, princesa. — Edward se abaixou para ficar na altura da menor — Nós precisamos ter uma conversa de adultos coma a senhora Black vá até a sua tia Jess – a menina afirmou com a cabeça e caminhou em minha direção, nossos olhos se cruzaram e mais uma vez aquela dor aguada me atingiu. “Rê, vamos brincar.” “Eu não sei se é uma boa ideia, Nahuel, minha mãe me mandou ir direto pra tia Jess.” Ah, vai... só um pouquinho.” Tudo bem, mas só um pouco!”.
— Vá direto pra sua tia. — a voz da Bella me trouxe de volta e eu percebi que a menina já alcançara a porta. Olhei pra lá a tempo de ver a porta abrir e ela sair.
— Eu não acho que ela vai... pra casa da Jéssica... — sussurrei
— O que disse? — Edward perguntou.
— Nada, eu... — “POUH” “ahh... você me pegou!” “Você tem que ser mais esperto, papai, não se preocupe eu vou te ensinar!” — Por acaso, a Renesmee finge atirar em você saindo de repente escondida de algum lugar?
— Sim... — seu rosto transbordava confusão — Ela faz isso o tempo todo. Como você sabe?
— Eu não tenho certeza, eu... eu... não sei...
— Você está bem? — ele perguntou – Por quê está aqui? Aconteceu alguma coisa?
— Sim – olhei para a Bella, dessa vez ela não parecia querer chorar, mas estava séria e não me olhava nos olhos — Vocês estão vivos!
— Nós... estamos... — Bella finalmente me olhou, meu coração acelerou de um jeito que pensei que fosse desmaiar.
— Renesmee já tem nove anos e vocês estão vivos...
— Você quis dizer: VOCÊ já tem nove anos e nós ainda estamos vivos! — Bella disse
— Sim... — minha resposta saiu sussurrada e uma lágrima escapou do meu olho direito. Bella andou lentamente até mim, o tempo parecia pausado, ela parou na frente, seus olhos agora estavam vermelhos e molhados, ela secou a lagrima em minha bochecha e me puxou para um abraço, que me deixou sem ação.
— Eu quis por tanto tempo fazer isso... — sua voz estava tão chorosa – Era sempre tão difícil te ver e não poder te abraçar, perguntar como você estava e te ter nos meus braços... — eu solucei profundamente e só então percebi que também chorava, retribui o abraço apertando-a a mim como se ela fosse oxigênio, nós duas caímos de joelhos no chão e me vi sendo aninhada por Bella, como eu costumava fazer com os meus filhos.
— Eu também quis... — solucei – Todos os dias...
— Deve ter sido tão difícil crescer sem a gente – ela disse nos separando o suficiente para enxugar minhas lágrimas.
— Eu fiquei bem... a Jess, cuidou bem de mim... — eu sorri e ela sorriu também e eu pude ver que tínhamos o mesmo sorriso. Me separei secando meu rosto – Mas eu não vim aqui pra isso... Vocês morreram quando eu tinha 4 anos e eu comecei a ser treinada pelo Jacob aos 5, nós já perdemos 4 anos temos que correr para recompensar o tempo perdido.
— Você ainda quer que o Jacob a treine? Mesmo com a gente aqui?
— Tem que ser assim! Quando eu tiver 16 anos ele vai me mandar de volta ao passado para que eu possa conhecê-lo... não podemos arriscar que mais nada aconteça diferente... muita coisa já mudou – Edward sentou ao meu lado no chão e me surpreendeu ao me dar um beijo na testa.
— Bella não era a única pessoa que sempre quis fazer algo pra você e não podia – ele disse após ver o meu olhar surpreso e confuso, sorri e o abracei, não imaginei que fosse ser tão reconfortante, mas foi – Independente de estarmos vivos ou não, a Renesmee precisa seguir o destino dela, você não deve se preocupar, Bella, nós vamos encontrá-la de novo.
Tudo bem – Bella disse segurando minha mão — Mas você deve vir aqui quando a Renesmee estiver com o Jacob. Se ele pode ter a nossa filha, nós podemos ter a mulher dele – explodimos em risadas após esse comentário.
MAIO DE 2030
Estava indo ao alojamento do pai do Alec, ele andava muito quieto ultimamente e eu achei melhor checar só pra garantir que tudo está bem. A porta do alojamento abriu após ler a minha digital e eu entrei, dos cinco homens que ainda estavam ali 4 deles jogavam baralho e o outro lia um livro velho. Aro Volturi me encarou por cima do livro e se sentou na cama dando um sorriso sarcástico.
— Ao que devo a sua presença? Não me lembro de ter te chamado...
— Vim apenas ver se ainda estava vivo – falei em um tom sarcástico.
— Como pode ver, eu estou muito bem. Depois de alguns anos preso aqui, eu percebi que não é tão ruim assim... é como se eu estivesse curtindo minha aposentadoria – ele sorriu forçado — Mas já que você me concedeu a honra de ver sua belíssima imagem hoje, gostaria de saber dos meus netos.
— Seus netos estão muito bem!
— Já fazem o que? Uns 5 anos desde a última ver que os vi...
— Vou providenciar que eles venham aqui ainda hoje.
— Aproveite e mande o seu filho com eles – nos encaramos – Ouvi dizer que ele e a minha netinha estão namorando. Eu tenho o direito de conhecer o namorado da minha neta, você não acha?
— Eu vou fingir que você não está usando isso como desculpa para conhecer o meu filho... o FILHO do Jacob... e mandar ele vir também, mas isso só porque você tem se comportado...
— Maravilha! Estarei exatamente aqui – ele disse voltando a encarar o livro — Não tenho planos de ir a lugar nenhum.
THOMAS
Jane e eu andávamos de mãos dadas em direção a sala de comando onde eu ficaria e ela seguiria para a ala hospitalar. Nós agora dividíamos o mesmo quarto, ela havia se mudado para a ala roxa duas semanas atrás logo após o completar 18 anos, surpreendentemente nenhum dos nossos pais se opôs a decisão. É muito bom tê-la comigo o tempo todo, e quando digo muito, quer realmente dizer isso, os benefícios de tê-la morando comigo são imensamente prazerosos, eu acho que nunca transei tanto como estou transando agora.
— Você está com cara de safado – ela me disse rindo.
— É porque estou pensando em como você fica maravilhosa nua na minha cama – disse assim que entramos na sala de comando.
— Não fala isso – ela riu – Seu pai pode ouvir! — ela estava vermelha, abracei sua cintura e beijei seus lábios.
— O que eu posso ouvir? — meu pai disse entrando na sala, vindo da ala laranja com Renesmee à sua sombra.
— Até amanhã, Jake – ela falou continuando a andar até passar por mim e desaparecer pela porta, sacudi minha cabeça com força, fico tonto toda vez que me encontro com ela.
— Eu ainda acho tão estranho o fato de ser mais velho do que ela...
— Experimenta ter a mesma idade que ela – Sarah falou aparecendo ao meu lado – Ou melhor experimenta ter a mesma data de nascimento que ela!
— Eu vou indo – Jane falou se esticando para me beijar – Te vejo mais tarde – soltei um risinho e não fui capaz de segurar as palavras.
— Se eu der sorte estaremos nus...
— THOMAS! — ela gritou ficando vermelha, meu pai segurou o riso e minha irmã fez barulho de vômito.
— ECA... pai, olha só o que ele está falando na minha frente!
— Ai meu Deus que vergonha! Tchau tio Jake...
— Tchau... — ele respondeu me encarando, o mesmo olhar que me deu quando eu falei que Jane se mudaria para a ala roxa – Espero que ela não pense que nós achamos que vocês não fazem isso... quando a sua mãe se mudou para o meu quarto era o que mais fazíamos, e as vezes... nós nem estávamos no quarto... — eu ri.
— Urgh, credo eu não preciso ouvir isso! — Sarah disse tampando os ouvidos.
— Ouvir o que? — minha mãe falou entrando na sala.
— O que você e o papai fazem quando estão sozinhos... — minha mãe levantou a sobrancelha em uma pergunta silenciosa para o meu pai que lhe lançou um olhar malicioso.
— Eu nem quero saber por que vocês estão falando disso – ela falou — A Jane já está na ala médica?
— Sim, acabou de sair daqui.
— Vá buscá-la e os irmãos dela também, Aro quer vê-los, incluindo você!
— Eu? – perguntei
— Sim, ele quer conhecer o namorado da neta... Isso é só uma desculpa pra te conhecer, certeza, mas vá lá com eles. Eu vou avisar a Kim, use o fato dela ter que voltar para o trabalho pra sair de lá o mais rápido possível.
— OK! – saí da sala em direção a ala hospitalar ao chegar lá vi Jane concentrada em alguns papéis em um balcão. Cheguei por trás dela passando meus braços por sua cintura, ela deu um pulo e virou.
— Você tá maluco? Que susto! – RI e beijei seus lábios – O que quer aqui? Não deveria estar ajudando o seu pai.
— Minha mãe mandou eu levar você e os seus irmãos pra vê o seu avô.
— Meu avô? Por quê?
— Sei lá! Ele deve ter pedido par ver vocês e a mim também, ele disse que queria conhecer o namorado da neta...
— Isso é muito provavelmente porque o meu namorado é você!
— Foi o que minha mãe disse, mas enfim temos que ir. Minha mãe mandou sermos rápidos para você voltar logo pra cá.
— Achei vocês – Kim falou aparecendo ao nosso lado – Nessie falou comigo. Vá ver o seu avô e volte logo. Seth está levando o seus irmãos e vai encontrar com vocês lá.
— Tá bom – demos as mãos e caminhamos o longo caminho até o quarto do presidente. Seth já nos esperava na porta com Dean e Damon. Abri a porta e entramos, eu nunca tinha estado ali não sabia o que esperar, mas era um quarto como qualquer outro, havia uma mesa de seis lugares, dois sofás velhos próximo a uma mesa de centro e cinco camas separada por uma divisória. Jane e os irmãos caminharam para uma das camas onde havia um homem na casa dos 60 lendo um livro. Ele colocou o livro de lado e sorriu para os netos.
— Como está a minha princesinha? — ele perguntou a Jane que chegou até ele primeiro.
— Bem – ela respondeu
— E os meus dois garotões? Treinando muito? Olha só como cresceram.
— Estamos bem também – Dean respondeu. O mais velho me olhou e se levantou deixando os netos em sua cama e dando alguns passos em minha direção.
— Você deve ser o filho do Jacob. Se parece muito com ele.
— É uma prazer conhecê-lo senhor Volturi. – apertamos as mãos — Sempre ouvi muito sobre o senhor.
— Tenho certeza que o seus pais sempre falavam muito bem de mim pra você! – ele disse sarcástico. Nós ficamos uns 30 minutos com ele e depois a Jane disse que precisava voltar para os pacientes e que os irmãos precisam voltar para o treino e eu tinha coisas à fazer junto ao meu pai. Nos dois seguimos para a ala vermelha, eu fiquei lá e ela segui para a amarela.
— Foi tudo bem com a Aro? — minha mãe perguntou quando entrei na sala de comando.
— Sim.
— Ótimo!
— E quando ao vírus? — Alec perguntou
— Ele já está pronto – meu pai respondeu – Mas ainda precisamos de uma forma de distribuí-lo.
— Talvez se planejarmos uma missão até a Skynete...
— Muito arriscado, Derek. A quantidade de maquinas lá é inacreditável, não chegaríamos nem perto – meu pai disse.
— Que tal usarmos o Tom – falei, todos viraram a cabeça pra mim – Ele pode se misturar com as outras máquinas.
— Mas ele sabe a nossa localização! — Derek disse.
— Podemos apagar a memória dele... – meu pai disse.
— Ainda há falhas nesse plano – minha mãe falou.
— Os T-800 também vão receber os nanites, certo? – me levantei e andei até a mesa onde eles estavam reunidos – Quando o Tom receber os nanites o vírus vai se espalhar.
— Nós só vamos saber se isso deu certo, quando eles invadirem a base e a conexão com a Moira ativar o vírus.
— É arriscado, mas é um plano! – meu pai falou – Eu e Nessie vamos trabalhar no Tom – todos afirmaram e deixaram a sala.
— Você fez bem hoje – minha mãe falou colando a mão no meu ombro – Muito bem, eu estou orgulhosa do meu bebê!
— Não chama o menino de bebê – meu pai falou – Não quando ele tem uma garota no quarto com ele!
— Ele ainda é o meu bebê, mesmo estando mais alto do eu e tendo uma garota no quarto com ele, ainda é o meu menininho – eu ri e ela me deu um beijo no rosto, saindo em seguida pra buscar o Daniel com a Carmem. Meu pai deu tapinhas no meu ombro e seguiu a minha mãe.
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