O Exterminador Do Futuro
15 A Guerra Começa Agora! - Mudanças
Notas iniciais
NESSIE
— É... essa... se parece com uma... uma boa última... — o ar na sala parecia não existir. Todos ficamos esperando alguma reação de Jacob, mas ele permaneceu sentado ao lado do corpo da mãe por um longo tempo.
— Jake... — eu sussurrei colocando a mão em suas costas, ele levantou com a cabeça baixa e saiu em direção a porta.
— Queimem o corpo dela!
— Jacob... — eu ia atrás dele, mas Derek me impediu.
...
Nós fizemos o que ele mandou, queimamos o corpo da Sarah e o colocamos numa urna pra quando ele quisesse. Já se passaram quase três semanas, Jacob tem passado seus dias no quarto ou trabalhando no porão. Ele tem se mantido em um bolha impenetrável. Entrei no quarto dele carregando o seu jantar como venho fazendo no últimos dias e me surpreendi ao encontrá-lo sentado na cama com um monte de papéis.
— Hei!
— Oi! -ele disse me olhando
— O que está fazendo? — perguntei me aproximando
— Umas coisas que andei pensando nessas últimas semanas...
— Isso é bom! — eu disse sorrindo — Trouxe o seu café!
— Obrigada! — ele empurrou os papéis para o canto e eu coloquei a bandeja na sua frente.
— Então... em que esteve pensando?
— Que temos que ter uma outra casa, essa aqui está lotada, andei pensando que eu, você, Derek, Leah e Seth podíamos nos mudar.
— E você encontrou uma casa?
— Uhum... — ele disse com a boca cheia — A casa aqui ao lado está à venda. E também estive pensando na história da nossa “família” – fez aspas — Mas nenhuma me agrada.
— E no que você havia pensado?
— Bom... Derek seria meu pai minha mãe morreu quando eu nasci e o seu pai morreu pelo país, sua mãe e Derek se conheceram na homenagem prestada ao seu pai no enterro dele, nós dois éramos bem pequenos não tínhamos nem 1 ano. Os dois se apaixonaram e casaram. Quando eu e você tínhamos uns... 6 ou 7 anos sofremos um acidente de carro e a sua mãe morreu, um tempo depois Derek e Leah se envolveram ela ficou grávida e eles resolveram casar... e o Seth... bom tá óbvio quem ele é...
— Mas porque o Derek continuou comigo se eu não era filha dele?
— Porque você foi criada por ele como filha e a assistência social resolveu que seu lugar era com ele, pois ele é o único pai que você conheceu!
— A história é boa... por que você não gostou?
— Porque você seria minha irmã... e eu não ia gostar se algum engraçadinho resolvesse se aproximar de você!
— Bom... a gente pode usar a mesma história e mudar a parte de eu ser sua irmã...
— Mas... e qual seria a desculpa para você estar sempre na minha casa? — pensei por um minuto
— Problema com os pais? — ele analisou por um segundo e sorriu
— Viu... é por isso que você vai ser a segunda no comando. — rimos e ele me puxou pelo pescoço e me beijo, foi um beijo simples e sem malícia.
— Eu fico feliz por você está melhor... – sussurrei, ele apenas sorriu e me deu um selinho voltando a comer.
NOVEMBRO
— Que bom que resolveu ficar com a casa sr.Reese — disse a corretora responsável pela casa — Tenho certeza que vocês vão adorar viver aqui!
— Assim espero! — Derek e a corretora apertaram as mãos e a mulher se foi levamos as coisas para dentro da casa, Leah partiu para arrumar a cozinha e Jacob e eu fomos para o nosso quarto terminar de colocar as coisas no lugar.
— Eu pensei num jeito que talvez nos ajude a vigiar a Cyber Dine – eu disse
— Há é! Qual?
— Vamos grampeá-la!
— Grampear a Cyber Dine você tá louca!
— Nem um pouco... embora eu tenha vindo do futuro e lute contra robôs que ainda não foram criados!
— E como que você acha que podemos fazer isso?
— Eles fazem uma excursão uma vez por semana, nós podemos ir e entrar na sala do servidor eu olhei as plantas e a sala fica no percurso da excursão.
— Não acha que essa sala vai está vigiada.
— Vai sim, com certeza! Mas nós podemos usar um misturador de sinal, só precisamos de o que uns cinco segundos pra entra e mais cinco pra sair da sala, eles nem vão perceber, no máximo vão achar que é algum problema com os cabo e vão chamar um técnico.
— Parece que você tem um plano! Eu vou trabalhar nesse misturador de sinal.
X
— Derek – chamei e quando ele se aproximou indiquei com a cabeça um carro prata parado – Aquele carro está nos seguindo.
— Você tem certeza?
— Absoluta!
— Acha que é uma máquina?
— Eu não sei.
— Tudo bem eu tenho um plano, vem comigo.
— Derek e eu vamos compra umas coisas que Leah pediu para fazer o jantar- Leah nos olhou e levantou a sobrancelha, mas percebeu rapidamente e disfarçou
— Ótimo! – ela disse – É bom que eu já adianto as coisas!
Entramos no carro e demos partida o carro prata nos seguiu como eu sabia que ele ia fazer, Derek me contou o plano rapidamente e parou o carro num mercadinho uns 4 quarteirões de casa. Descemos do carro e seguimos o plano. Segui tranquilamente até um beco ao lado do mercadinho e Derek parou na vitrine de uma loja aparentemente me perdendo de vista. Vi quando alguém entrou no beco alguns passos atrás de mim e também percebi quando Derek entrou logo atrás do desconhecido assim como o combinado, me virei encarando meu perseguidor que sem dúvida alguma não sabia como perseguir uma pessoa sem ser visto. Ele andava pelo meio do beco e parou ao ver que eu me virei, era só um garoto e me parecia familiar. Deveria ter uns quinze ou dezesseis anos, olhos azuis e cabelos loiro escuro eu tinha a impressão de já tê-lo visto. Derek apontou sua pistola nove milímetros e se preparou para atirar.
— NÃO! – eu gritei e o garoto deu um pulo assustado – Ele é humano! – o menino olhou pra trás e deu outro pulo tentou andar, mas tropeçou e caiu de cara no chão, Derek guardou a arma e puxou o garoto pela camisa o levantando.
— Por que você estava nos seguindo? — Derek perguntou apertando a gola dele e o sacudindo de leve.
— Na... Não... Eu... Não...
— Eu te vi nos seguindo de carro – falei – E depois em frente de casa...
— Eu não quero problemas! Por favor! – Derek o sacudiu mais brutalmente o empurrando contra a parede.
— Não mente pra mim moleque – ele sacou novamente a arma e encostou o cano na têmpora direita do garoto.
— Eu juro!
— MENTIRA! – o garoto se encolheu, por que miséria ele me parece tão familiar??? – Fala pra mim...
— Chega Derek! – puxei o Derek pra trás e o menino desabou se encolhendo no chão, me abaixei ao seu lado.
— Por que estava nos seguindo? Não adianta negar eu sei que era você! – ele olhou Derek para em uma posição de guarda atrás de mim – Tudo bem. Ele não vai te fazer nada... Você pode conversar comigo.
— Eu... eu não quero problema, é sério! Eu, eu... é que me mandaram atrás de um tal Jacob Black e eu... – Derek voltou a mirar a cabeça do garoto.
— Quem te mandou?
— Eu não sei!
— QUEM TE MANDOU!
— Eu não sei, eu não sei. Eu juro!
— Cansei dessa enrolação – Derek se aproximou e ia puxá-lo novamente se eu não o impedisse.
— Chega tenente! – ele me encarou, eu nunca havia dado à ele uma ordem tão direta – Eu assumo daqui! – ele sustentou o meu olhar por um breve momento e voltou a assumir sua posição de guarda. Olhei novamente para o garoto, mas minha atenção foi para seu pescoço onde eu percebi que havia uma marca de nascença familiar. O estalo na minha cabeça me deixou tonta, não pode ser!
— Qual é o seu nome?
— ...
— Responde ela! – Derek falou
— Edward... Meu nome é Edward Cullen!
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