O Estripador De Rastov
5 Capítulo 5 - I am on fire
Notas iniciais
– Sherlock? – John chamou. Holmes não se incomodou em tirar os olhos do aparelho.
– O que é John? – Perguntou monotonamente.
– Que horas veio pra cá? – Perguntou desconfiado.
– Não se preocupe, eu não sai às escondidas quinze minutos depois eu vocês dormiram nem vim passar a madrugada aqui – Sherlock ergueu os olhos para o colega – Eu vim às cinco.
– Hum – John desdenhou, sentando-se num banco. Tamborilou impacientemente os dedos sobre a superfície da bancada.
Sherlock suspirou prendendo a mão do amigo, olhou-o fixamente nos olhos:
– Assim não consigo me concentrar! – Repreendeu sério. John franziu os lábios e encolheu os ombros.
– Desculpe... – O loiro cessara as tamboriladas na mesa, agora mexia a perna impacientemente num movimento rápido para cima e para baixo.
– Por Deus John! Será que não consegue sossegar?! – Sherlock falou num tom mais alto.
Watson assentiu e ficou o mais imóvel possível.
Passaram-se alguns minutos.
– O que você tanto olha ai? – O caro amigo perguntou num tom entediado.
Holmes suspirou rolando os olhos.
– Aquele fragmento que encontrei no corpo da vítima é pele humana e não pertence a ela – Falou voltando a olhar o microscópio.
– Do assassino? – John sugeriu.
– Pode ser... – respondeu.
Sherlock pegou o pedaço de pele com a pinça e o analisou.
– Esse pedaço de pele é de uma área com mais atrito, pés ou mãos... Mãos provavelmente, é uma camada mais grossa, 1,6mm de espessura – Holmes constatou rápido proferindo as palavras de acordo com seu racíocinio – Hora de checar os registros – Lançou um sorriso para John, antes de colocar a cútis no scanner.
– E agora... O que fazemos? – Watson perguntou.
– Esperamos....Aceita uma xícara de chá? – Sherlock perguntou. John assentiu – Molly! — Holmes gritou dramaticamente.
Watson sobressaltou-se com o grito do amigo. A legista adentrou o laboratório com uma prancheta em mãos.
– Descobriu o que eu pedi? – Sherlock perguntou entusiasmado. A ruiva assentiu antes de entregar o papel a ele – Molly, poderia trazer um pouco de chá para nós?! Obrigado — virou-se para a mesa para ler os papéis.
A legista encarou as costas de Holmes boquiaberta antes de revirar os olhos e sair. John pigarreou.
– O que? – Sherlock questionou remexendo os papéis. Ao não obter uma resposta ergueu os olhos para Watson que o encarava com um olhar reprovador – O que foi?
– Aquilo... Não foi nada gentil – Watson observou.
– Por favor, sem aulinhas de etiqueta agora John! — Holmes abanou a mão em desdém.
Molly voltou com as xícaras de chá.
– Muito obrigada Molly – John agradeceu sorrindo. Molly e Watson voltaram-se para Sherlock esperando o agradecimento, mas este lia algo que tomou toda sua atenção.
John pigarreou.
Sherlock ergueu a cabeça e encontrou os rostos lhe encarando.
– O que foi?! – Holmes questionou. John franziu as sobrancelhas indicando a moça – Ah sim, Obrigado Molly.
A mulher se retirou decepcionada.
– Por Deus, você precisa de um livro de etiquetas Sherlock!
– Aham, ok, será que pode pegar o telefone para mim? – Holmes perguntou ignorando por completo a observação de seu caro amigo. Watson bateu a mão contra a testa, antes de levantar-se e ir tirar o celular do bolso do casaco que Holmes usava. Sherlock estendeu a mão. John depositou o celular na palma desta, aparentemente muito irritado. O de cabelos pretos discou rapidamente
“Lestrade eu preciso que libere o corpo da Sra. Hogan para o enterro”
“O que?! Sherlock o caso não foi fechado...”
“Confie em mim, sei o que estou fazendo”
“sempre sabe... – O inspetor respondeu numa voz monótona – Ok Sherlock”.
O computador deu o alerta, havia encontrado o dono da pele. Sherlock aproximou-se. Viu a foto de Bernice Worden.
Watson identificou o olhar confuso, que muito raramente era exibido, no rosto de Sherlock Holmes:
– O que houve?
– Isso não é possível – Sherlock murmurou para si mesmo. Começou a andar de um lado para o outro – Bernice Worden, foi dada como desaparecida, Lestrade comentou do caso comigo, mas não pediu minha participação. Ela foi encontrada morta, culparam o amante, que diz ser inocente.
– Isso quer dizer que...?
– Use a cabeça... Um cadáver não pode cometer um assassinato...
– A menos que não esteja morta.
– Ela está morta John, mas quem a matou... Não.
– Então isso se trata te um...
– Temos um serial Killer John! – Holmes concluiu sorrindo abertamente explodindo em euforia.
Notas finais
É um serial killer:
- Pessoas normais 'lamentam'
- Sherlock Holmes 'pulinhos de alegria'
Essa história de tamborilar os dedos e mexer a perna... Quando eu estou fazendo alguma coisa importante e alguém começa com isso me estressa... me desconcentra profundamente -Q acho que é uma coisa que o Sherlock teria
Prestaram bem atenção nesse chapter? as coisas vão começar a surgir dele!
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