O Estripador De Rastov
2 Capítulo 2 - Preuve.
Notas iniciais
eu escrevi esse capítulo ao som de "Winter - vivaldi" versão violino... quem quiser sentir emoção (ou não neé ) -Q
Sherlock e John apressaram-se a cena do crime. Watson franziu o nariz ao ver o estado do cadáver. Holmes puxou sua pequena lupa para analisar o corpo.
– Nome? – Sherlock pediu.
– Mary Hogan, 24 anos – Lestrade respondeu.
Cinco perfurações no abdômen.
Cinco tiros a queima roupa – sem arma no local.
Aliança limpa – Casamento feliz
Sem filhos
Sem sinais de abuso sexual
Alguns fios de cabelo com raiz nas vestes – puxada pelos cabelos.
Solas dos pés desgastadas — fugindo
Linha d’agua marcada – chorando?
Unhas lascadas/quebradas – arrastada?/briga?/arranhou?
Decomposição do corpo – cerca de 2 dias
Machucados ao longo do corpo – concentração nos joelhos, pés e mãos.
– Então Sherlock? – John perguntou ao amigo que acabar de se erguer.
– A senhorita Hogan estava fugindo de alguém – Sherlock virou-se para a densa floresta ao seu redor. Caminhou inerte em seus pensamentos fitando o chão. Seguiu as pegadas deixadas pela moça. Sumiram em um determinado ponto. Sherlock franziu o cenho – Suspeitos? – Holmes perguntou a Lestrade.
– O suspeito em potencial é o marido, foi o ultimo a vê-la...
– E isso o torna o suspeito potencial?! – Holmes questionou ironicamente, arqueando uma sobrancelha. Lestrade o encarou.
– Sim?! – Perguntou retoricamente.
– Por Deus – Sherlock revirou os olhos. John olhou-o repreensivamente. Holmes crispou os lábios. Antes de voltar a se agachar ao lado do cadáver. Botou os olhos em um fragmento interessante. Tirou do bolso interno de seu sobre tudo uma pinça e um pequenino saco plástico. Pegando o que poderia ser uma pequena evidencia e arquivando-a.
– John? – Sherlock chamou – O que me diz? – Indicou o cadáver da mulher a sua frente. Watson analisou o corpo.
– A causa da morte é óbvia – o colega constatou – O corpo esta aqui há uns dois ou três dias
– Muito bom – Sherlock o parabenizou – Que mais?
– Uma mulher muito jovem, porém casada – Watson indicou a aliança.
– ótimo John, você melhorou desde a ultima vez – Holmes sorriu. Virou-se para Lestrade que encarava os dois homens impacientemente.
– é só isso? – O inspetor questionou decepcionado. Holmes assentiu.
Voltaram num táxi para seu flat na Baker street.
– O que foi aquilo? – Watson confrontou o amigo. Sherlock encarou com uma sobrancelha erguida.
– O que John?! Não posso ter deixado de tirar conclusões sobre crimes?! – Perguntou inocentemente.
– Poder, pode, mas você é Sherlock Holmes... O grande gênio exibido da Baker Street! – John expôs. Holmes riu antes de se deixar cair na poltrona, alcançando seu tão amado violino.
– Sente-se John e terei prazer em lhe contar o que descobri – Indicou a poltrona a sua frente com o arco do violino. Watson assim o fez. Sherlock introduziu uma trilha sonora ao sua história — O assassino a fez correr pela mata, a concentração dos machucados me dizem que ele a fez correr pela mata sempre a sua frente, ele a conduzia pela a arma... O que isso lhe diz?
– Que esse assassino é um ser sem coração... – John constatou fazendo Sherlock franzir o nariz.
– Ah, por favor, John! Algo menos sentimental! – Holmes repreendeu escorregando o arco do violino.
– Realmente não sei Sherlock — Watson deu de ombros. Holmes revirou os olhos voltando a tocar.
– Você não tem imaginação, pois bem... Ele a fez correr pela mata como um animal, os machucados nos joelhos e mãos indicam que ela tropeçou diversas vezes, apoiando-se na mão em seguida para se erguer. Os pés andaram por aquela área, mas antes, andaram num lugar com pequenas pedras que causaram mínimas perfurações. O assassino “deu uma oportunidade” para que ela corresse, mas nunca teve a intenção de deixa-la fugir. Ela corria, ele a alcançava, puxava-a pelos cabelos lançando-a para frente. As unhas da Srta. Hogan estavam algumas quebradas, outras lascadas... O que pode ter acontecido em uma briga, o que eu acho não muito provável, acredito que ele a tenha puxado pelos pés, fazendo a arrastar as unhas para se prender há algo. A morte foi causada pelos tiros, os quais foram disparados quando o assassino cansou de brincar.
Watson encarava Holmes tentando não parecer abestalhado, o que não parecia funcionar, pois Sherlock parou de tocar e o encarou com uma sobrancelha erguida.
– Estou muito bonito John?! – perguntou sarcasticamente. Watson piscou constantemente absorvendo as o raciocínio engenhoso de Sherlock.
– Mas... Deixar o corpo lá? – Questionou ignorando a brincadeira do amigo.
– Finalmente uma pergunta inteligente! – Holmes ergueu as mãos dramaticamente para o céu – Todo artista quer uma plateia e reconhecimento meu caro Watson...
John ergueu-se da poltrona soltando um suspiro pesado, a maneira como Holmes falava, como se fosse algo trivial... Watson não podia imaginar que uma pessoa podia simplesmente matar alguém só por “arte”. Caminhou em direção a porta.
– Onde você vai?! – Holmes questionou erguendo as sobrancelhas.
– Respirar um pouco de ar puro...- Respondeu abrindo a porta. Voltou dois passos – E sobre a sua piada... Prefiro você de chapéu – tornou saindo.
Holmes sorriu sozinho voltando-se para seu violino.
Notas finais
Mas acreditem eu não sabia mesmo como dar a continuidade a história! Eu sei onde que chegar, mas o caminho até lá... Com SHERLOCK HOLMES é foda. Eu fiquei dias pensando e imaginando cadáveres por onde eu passava... vendo o Sherly e o John analisando tudo.
Não quero que essa história seja tão previsível quando a "this could be dangerous"! Quero fazer vocês pensarem e tentarem desvendar o caso! (eu pelo menos sou assim lendo e assistindo Sherlock... Sempre tento desvendar antes dele... tenho sido bem sucedida ultimamente... mas é isso ai!)
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