O Espetáculo de horrores.
2 O Roubo da Joalheria
Notas iniciais
Londres, Inglaterra
O ano é 1880. No centro desta cidade sombria vive a elite. Um local com prédios relativamente altos e moradores burgueses de personalidades mimadas, voltadas apenas para o lado bom e belo da cidade. Esta é considerada a Alta Londres, um lugar impecável onde a Ordem é o principal foco.
Já nos arredores da cidade, fica o subúrbio, ou Baixa Londres se preferir. É pobre e suja, com esgotos abertos e o lixo que é deixado ali pela Alta Londres. A criminalidade e bestialidade das pessoas que vivem entre animais, como ratos, é o que predomina nesse local. Ou seja, o caos.
A maior taxa de criminalidade, seja por roubo ou morte, ocorre na periferia. O crime é financiado pelos importadores de chá, nobres mercadores que importam clandestinamente Ópio — uma droga que provoca euforia, seguida de um sono onírico, conhecida como "Droga da Felicidade”, ou apenas Felicite -, extremamente difundida entre os morados do subúrbio. Rumores pregam a ideia de que o maior distribuidor da droga, é alguém conhecido como "Espantalho", porém não se sabe nada além dos rumores e dos cartazes espalhados pela cidade a procura de informações sobre sua fisionomia, ou simplesmente sobre qualquer informação que se possa levar à seu paradeiro e o valor dessa droga.
Uma outra fatia dos crimes ocorre, particularmente, na Alta Londres, com pessoas de dinheiro e/ou com influência — no submundo -. E sabe-se que esses crimes passivos de morte tem apenas duas evidências em comum: Os lábios roxos, com aspecto de envenenamento — embora não se ache qualquer outro vestígio além do pólen de algumas plantas encontradas em toda cidade -, e um perfume muito provocante nas roupas das vítimas, o que leva a crer que pertence a alguma, dentre as muitas, mulheres da cidade.
Nessa cidade, quem desempenhara o papel de herói — chamado Batman — é, Jason Wayne: um "figurão”, conhecido pela nobreza como o "herdeiro de gostos incomuns" por aparelhos ou aparatos, ao qual ele mesmo cria — motivo pelo qual da origem a um Batman Steampunk -. Devido a paixão que herdara de seu pai, um relojoeiro famoso, e pela frase "pequenas peças para formar um conjunto todo" — muito usada por seu pai, em sua infância -. Constantemente, ele está cercado por pessoas de influência, inclusive Alfred — seu mentor e conselheiro -. Jason tem um hobbie de ajudar a polícia com pequenos crimes, agindo como detetive e marcado pela frase: Elementar, meu caro Alfred — também escudeiro e ajudante nesses casos — e recentemente foi homenageado na praça central, Trafegar Square, por ajudar a polícia num suposto crime de roubo, se não fosse pela descoberta de Wayne: Que na realidade, não passava de uma encenação do joalheiro para que pudesse ficar com as, então recém encontradas, joias da realeza, que haviam sido roubadas.
– Senhoras e senhores, hoje estamos aqui afim de parabenizar nosso ilustre membro da mais alta classe, Jason Wayne, que mais uma vez, ajudou a polícia a resolver um caso de roubo e a encontrar nada mais nada menos que... AS JÓIAS DA COROA MARIA DE MÔDENA, QUE FORAM ROUBADAS E ESTAVAM DESAPARECIDAS DESDE 1832, UM ANO DEPOIS QUE AS JOIAS CAIRAM EM DESUSO! — — Palmas — — Será que você poderia nos dar uma palavrinha sobre isso Jason?
– Obrigado senhor Ministro, e sim, será com todo o prazer! Como todos sabem, a cerca de um mês atrás, o joalheiro Joseph Barnes, alertou a polícia local dizendo que sua loja havia sido roubada, de início parecia ser apenas um roubo qualquer de algum ladrão que estava atrás de algumas peças de valor, então o Inspetor Gordon me chamou para que eu pudesse ajudar a encontrar alguma pista a respeito do paradeiro do ladrão.
Quando cheguei no local, logo percebi que as janelas da joalheria haviam sido quebradas de dentro para fora, pois a quantidade de vidros do lado de fora da loja era maior do que do lado de dentro, então se o ladrão havia entrado pelo lado de fora, isso era impossível de se acontecer, uma vez que os vidros deveriam estar do lado de dentro e não do lado de fora. A segunda coisa que me chamou a atenção, um tempo depois de já ter começado a investigar foi que, por mais que o ladrão tivesse levado muitas joias do mostruário, parte delas era sem valor, as que possuíam maior valor para venda continuavam ali, e a menos que fosse um reles ladrão ele saberia o que estava fazendo. Ao perguntar para o senhor Joseph a respeito sobre do roubo, o mesmo me disse que eram joias extremamente raras, e embora de fato fossem, essa era uma pequena porção delas, e eram todas joias empenhoradas, e isso me surgiu a suspeita, de que o ladrão apenas visou as jóias que estavam guardadas dentro do cofre, e que deveria ter mais do que ele apenas afirmava ter sido roubada para os policiais, e o que também me levou a crer que Joseph poderia estar querendo falsificar um roubo para dar fim a algo que ele estivesse escondendo, que se confirmou quando fui investigar mais a loja e encontrei jogadas dentro de uma gaveta passagens para Southampton, e uma chave com um código marcado nela, que acabei pegando e guardando-a no bolso do meu paletó. Após investigar a origem dessa chave descobri que ela pertencia a um dos muitos armários da estação ferroviária, e então voltando mais uma vez a loja de Joseph percebendo que ele não havia dado por falta da chave, coloquei-a exatamente no mesmo lugar sem que ele percebesse, e na data marcada do bilhete que era na manhã de hoje, resolvi esperar juntamente de Alfred, que Joseph viesse até a estação junto de seu bilhete e a chave do armário B-701 para ver o que ele pretendia recuperar e então possivelmente capturá-lo. Agora, depois de termos descoberto sabemos quais eram suas reais intenções, ele queria falsificar um roubo e tirar a polícia de seu encalço de modo que ele tivesse um “motivo” para abandonar a cidade devido a seus crimes corriqueiros, mas, que acabou não dando certo.
– Muito bem senhoras e senhores, esse foi o relato de nosso querido Jason, por sua bravura e astucia, por favor, uma salva de palmas. — Palmas -
Enquanto as pessoas que ali estavam reunidas, na Trafalgar Square, aplaudiam e festejavam a então recém descoberta das joias reais, Jason sorrateiramente se afasta junto de Alfred, e resolvem voltar para a mansão, encerrando assim mais um dia rotineiro de Jason. Porém, o que todos imaginavam que fora algo “fácil” demais para alguém que tem um hobbie de ser um detetive, não sabiam eles que parte daquilo que havia sido dito, era mentira: as evidencias que aparentemente estavam evidentes para Jason na realidade não estavam.
Jason passara noites investigando becos, invadindo tocas de ladrões e surrando-os, e espalhando o medo que era para os criminosos da baixa Londres, o nome de um justiceiro de roupas pretas, aparatos mecânicos, que surgia das sombras sem a menor das evidencias de sua presença, e que possuía o símbolo, em suas roupas, que lembrava um morcego de asas abertas, um justiceiro que usava o nome de Batman, ou como era conhecido: O Cavaleiro das Trevas.
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