O Especialista
6 Sempre existe uma terceira opção
Notas iniciais
Leon já estava na S.H.I.E.L.D há três dias e nesse tempo já conhecera a maioria dos outros agentes trabalhando no Playground, e Coulson já o informara sobre a maior parte dos acontecimentos até a chegada do agente. Algumas coisas ainda ficaram de fora, e Leon sabia que Coulson ainda estava segurando algumas informações. Mas ele daria tempo ao tempo, ao menos por enquanto.
Mas havia um lugar que Leon ainda não tinha ido: a cela onde Grant Ward era mantido. Ele se deu conta disso quando viu Skye e Simmons conversando sobre Ward enquanto o observavam pelo monitor. Leon já sabia a história, já havia sido informado de todo o mal que Ward fizera ao time, e podia perceber nos olhos das duas mulheres a decepção que sentiam. Talvez fosse hora de confrontar Ward, ver como ele reagiria a uma cara nova ali.
Simmons e Skye estavam conversando, sobre o tempo de Simmons na HYDRA, quando as duas notaram, pelas câmeras de vigilância, a presença de Leon na cela de Ward. Viram o novo agente da S.H.I.E.L.D acionar o controle de visão da cela, para que Ward pudesse vê-lo também.
“Skye...devemos ir lá?” Jemma parecia preocupada enquanto falava. Na verdade qualquer coisa relativo a Ward a preocupava.
“Não...vamos ver...só vamos ver, por enquanto..”
Se Ward se surpreendeu ao ver Leon, não demonstrou muito e os dois ficaram se olhando em silencio por alguns segundos até Ward dizer, num tom de voz calmo e neutro:
“Pela sua postura, eu acredito que deva ser o novo especialista do time. Não lembro de você em nenhum arquivo da S.H.I.E.L.D...estou realmente surpreso que Coulson ainda consiga recrutar alguém sério, porque você não me parece um mercenário.”
Leon continuou em silêncio, apenas sorrindo e mostrando a Ward que concordava com as suposições do prisioneiro, que então continuou:
“Mas eu devo admitir...Coulson é bom em recrutar especialista. Sabe..? Eu consigo ver um pouco de mim em você.”
Leon deu uma curta risada, cruzando os dois braços sobre o peito enquanto respondia:
“Pois esclareça, as nossas semelhanças, Grant Ward...”
“Você tem olhos frios, pode mascarar isso com ironia o quanto quiser, mas no fundo você provavelmente é como eu, alguém com muito sangue nas mãos e que em uma missão, faria de tudo para atingir seu objetivo. Como eu fiz...ah, e acho que é um bom lutador também.” Ward sorriu na ultima frase, recuando e sentando na cama em sua cela.
“Quem sabe, se você se comportar mal você pode descobrir o quanto eu sou um bom lutador?” Apesar de se manter calmo, Leon estava incomodado de estar ali. Incomodado porque o homem a sua frente era alguém que no fundo, não tinha mais nada a perder, e esse era o tipo mais perigoso de homem.
“Pode ser...mas o que está fazendo aqui? Se é informação sobre a HYDRA, está perdendo tempo, já disse que só falo com Skye.”
Leon deu de ombros enquanto respondia: “Na verdade, eu já consegui o queria...” Ao dizer isso, Leon apertou o botão e ativou o bloqueio da cela de Ward, deixando o prisioneiro a ver apenas uma parede cinza. De fato, Leon não queria perguntar nada a Ward, nem extrair qualquer informação. Ele só queria vê-lo cara a cara, nos olhos, pois considerava essa a melhor forma de conhecer uma pessoa...e Leon não gostara nem um pouco do que vira naqueles olhos.
Leon foi acordado de seus pensamentos ao ver Skye entrar na sala, com uma expressão apreensiva e fazendo um sinal para que o agente a seguisse.
“O que houve, Skye?”
“Um ataque numa reunião de cúpula da ONU, feito com o nosso nome...”
Ao ouvir isso, os dois apertaram o passo até a sala de briefing, onde se encontraram com Coulson e Tripp, que perguntou:
“Senhor...não fomos nós, não é?”
Coulson balançou a cabeça negativamente, com uma expressão desgostosa no rosto:
“Isso foi a HYDRA se vingando. Provavelmente colocaram seu pessoal posando como a S.H.I.E.L.D e fazendo essas barbaridades para o mundo inteiro ver...”
“Pouco a pouco minando qualquer tipo de simpatia que as pessoas possam ter por nós, e claro, vão intensificar as buscas pela gente de maneira massiva agora..” Tripp completou.
“Não dá mais pra ficarmos escondidos nas sombras..” Skye adicionou.
Leon recostou em uma mesa, cruzando os braços enquanto Coulson concordava, passando então a dar as ordens:
“Quero Tripp e Skye vasculhando os canais de informação do governo, para ver o que lutamos...e Skye, aquele assunto vai ter que ficar pra depois. Leon, você vem comigo, precisamos de um plano de ação”
“Aquele assunto” de novo, pensou Leon. O agente realmente não gostava disso, mas se Coulson não estivesse disposto a contar a ele agora, talvez devesse tentar com Skye. De qualquer forma, isso ficaria para outra hora. Limpar o nome da S.H.I.E.L.D era mais importante. De qualquer forma, Leon e Coulson seguiram para a próxima sala, enquanto viam a chegada de Bobbi, com passos rápidos, andando atrás deles. Leon reparou que ela havia pintado os cabelos de loiro novamente e sorriu, recebendo um ligeiro e quase imperceptível sorriso de volta, antes de ambos se focarem no trabalho que deveriam fazer.
“Senhor...Marcus Scarlotti está por trás desse ataque. Um assassino que quase matou Barton alguns anos atrás. Líder de um grupo de mercenários que costuma trabalhar para a HYDRA” Bobbi dizia, enquanto usava um tablet para mostrar a Leon e Coulson as filmagens da câmera de segurança do encontro da ONU.
Bobbi então passou as imagens para uma tela maior, na sala em que estavam e o trio notou que os corpos praticamente se desintegraram durante o ataque. Á essa altura, Jemma Simmons já havia se juntado a eles, enquanto dizia:
“Eu vi referencias dessa arma nos arquivos da HYDRA enquanto estava lá! Elas foram enviados por um especialista em demolições...Toshiro..”
“Mori” Completou Bobbi: “Eu cruzei com ele algumas vezes. Tem um laboratório em Okinawa.”
“A BSAA e a DSO (o setor do Serviço Secreto que cuidava de ameaças biológicas, onde Leon era um dos membros.) tem tentado por as mãos nesse cara já faz um tempo. Nós já tínhamos evidência de que ele produzia algumas B.O.W’s de massa, inclusive alguns dos seus projetos foram vendidos pra finada Neo-Umbrella. Peixe grande.” Leon completou.
“Perfeito. Então é pra Okinawa que vocês vão. Precisamos saber onde vai ser o próximo ataque, e impedi-lo antes que aconteça. May vai liderar a operação. Encontrem com ela no hangar.”
Os dois agentes concordaram balançando a cabeça e saíram apressadamente pelo corredor, em direção ao hangar.
“Três dias aqui e já está envolto em uma crise internacional, perseguindo um cara que distribui armas letais e biológicas do outro lado do mundo. Aposto que está se sentindo em casa, agente Kennedy.” Bobbi comentou, sorrindo levemente enquanto seguiam andando.
“Oh, com certeza. Na verdade está me parecendo muito meu antigo trabalho, achei que ia ter uma vida de James Bond aqui...espionagem, gadgets secretos, usar terno o tempo todo tipo o Coulson..sem falar nas garotas bonitas...”
Bobbi estreitou o olhar no último comentário de Leon, mas o agente pode perceber a maneira descontraída que ela o fizera, mas logo emendou, sorrindo:
“Mas eu posso pular a parte das garotas bonitas, no plural. Uma garota bonita já é o suficiente.”
“Tá aprendendo rápido, Bond...” Bobbi sorriu, enquanto entravam no hangar, onde May esperava a dupla perto do Quinjet, o jato de operações da S.H.I.E.L.D.
OKINAWA, JAPÃO
O trio de agentes estava em frente a um monitor, pensando no melhor plano de ação. May olhou as imagens na tela, ponderando por algum tempo antes de falar:
“Nós temos duas opções: Primeira, tiroteio. Usar o elemento surpresa e derrubar quantos pudermos, até que tragam reforço...”
Leon torceu levemente o lábio inferior, perguntando: “E a segunda?”
“Uso meu disfarce da HYDRA.” Respondeu Bobbi: “Um disfarce que pode ser descoberto, mas...”
“É por isso que gosto da opção 1” May acrescentou, enquanto colocava um pente em sua pistola.
“Eu sugiro uma opção três.” Leon disse, enquanto ambas focaram seus olhares nele. “Na verdade seria uma opção 1,5...nós entramos, mas não atirando pra todos os lados. O sistema de segurança dele tem alguns pontos cegos. Nos infiltramos e chegamos em Toshiro. Aí, nós fazemos ele falar..”
“Não sei se ele vai falar, mesmo sob pressão ou tortura. Talvez seja melhor eu tentar usar o disfarce. Eu conheço Toshiro. Talvez com um pouco de bajulação ele pode deixar escapar a informação. Acho que vale o risco..” Leon levantou uma das mãos enquanto Bobbi falava, usando seu comunicador para ligar para Skye.
“Hey Skye, pode hackear a DSO e conseguir informação sobre Toshiro Mori?”
“Você quer que eu hackeie a sua agência anterior?” Skye comentou, com um tom de dúvida na voz.
“Eles provavelmente me tiraram o acesso, ademais estamos com pressa. E eu achei que gostaria de um desafio. Os firewalls receberam um upgrade de primeira classe alguns meses atrás...”
Leon pode ouvir o bater de teclas do outro lado da linha enquanto acrescentava:
“Leon, Leon..você sabe mesmo instigar uma garota.” Leon sabia que ela estava brincando, mas não pode deixar de balançar a cabeça levemente. Alguns minutos se passaram até que todos puderam ouvir a voz de Skye:
“Ok...tô dentro. Foi divertido, mas esses firewalls não são de primeira, sinto muito. O que vocês precisam?”
“Mori tem uma irmã, Azuka. Eu quero o endereço.”
“Uma irmã...” May disse, mais para si mesma, já começando a entender o plano de Leon.
“Passando o endereço pro seu PDA. É só isso?”
“Por enquanto sim, Skye. Valeu.”
Bobbi cruzou os braços, ainda parecendo duvidar do plano de Leon: “Eu entendo que quer usar a irmã contra ele, mas como vamos provar pra ele que realmente temos condições de fazer isso? Conhecendo Toshiro, a irmã deve ser muito bem protegida.”
Leon sorriu, dessa vez usando seu celular, e esperando alguns segundos na linha antes de falar:
“Bristol. É o Leon. Preciso de um favor seu e dos rapazes. O que você ganha? Minha eterna gratidão....e aquela garrafa de Macallan 18 anos na minha estante que eu sei que você não conseguiu parar de olhar da ultima vez.” E Bobbi pode sentir a “dor” na voz de Leon ao mencionar a garrafa de Whisky, mas não pode deixar de sorrir internamente ao perceber que Leon estava disposto a isso pela segurança dela, ou ao menos, o máximo de segurança que poderiam ter numa missão daquelas.
“Ok, eu preciso que vá até o endereço que vou mandar, e aguardem minhas ordens lá, ok?”
Quando Leon desligou, May perguntou:
“Posso saber o que está fazendo?”
“Arnie Bristol é um dos meus contatos no Serviço Secreto. A equipe dele fica aqui no Japão. Eles são bons. Podemos usar eles pra assustar Toshiro um pouco. Não pretendo machucar a irmã dele, nem nada assim, se é isso que te preocupa. Mas Toshiro não precisa saber disso. Confie em mim, May, vai dar tudo certo. Só precisamos derrubar alguns guardas e chegar até Mori, de preferência, silenciosamente.” Leon disse enquanto colocava um silenciador em sua pistola.
May ponderou por alguns segundos, voltando seu olhar para Bobbi, que respondeu: “Pode dar certo...ele é bem apegado a irmã...”
“Ok então. Seguimos com 1,5. Preparem-se. Skye, comunicações on-line?”
“Executando interceptação de dados, e...voilá! Temos áudio e visual das câmeras do complexo, e acesso as comunicações dele. Cuidado, pessoal..”
E com isso os três agentes desceram do jato, se preparando para infiltrar a mansão de Toshiro Mori. O plano era relativamente simples, com o trio se espalhando e derrubando sorrateiramente os guardas que estivessem em seu caminho, se encontrando no quarto de Toshiro, onde o interrogatório seria feito.
Leon foi pelo lado nordeste, não tendo muita dificuldade para pular os muros e utilizando as grandes plantas do jardim para se locomover. Com a ajuda de Skye, pode determinar o posicionamento de dois agentes caminhando em direção as portas que davam para a entrada dos fundos da casa, derrubando ambos com tiros certeiros de sua pistola silenciada.
Bobbi escolheu a entrada norte, conseguindo burlar a porta eletrônica da garagem com a ajuda de Skye, e utilizando seus bastões eletrificados para nocautear um dos homens de Toshiro, que basicamente não teve tempo de reagir, ao seu atingido rapidamente por três pancadas eletrificadas de Bobbi, atingindo sua perna, peito e cabeça.
May tomou o caminho dos telhados, pulando entre os pontos cegos da segurança com agilidade e usando uma janela destrancada no segundo andar para estar no corredor do quarto de Toshiro, sufocando um dos agentes de guarda e se aproximando da porta.
Pelas câmeras Skye podia ver os três agentes abrindo caminho e ela não pode deixar de sentir uma admiração pelos três. A forma com que lutavam, e derrubavam seus alvos, sem excessos, sem erros, escondendo os corpos e simplesmente avançando pela mansão como se fossem fantasmas. Skye esperava que um dia, pudesse ser assim. Ela sabia que o treinamento que tinha com May estava dando resultados, mas ainda estava longe do nível destes três, ao menos, nesse tipo de missão. Ela não pode deixar de comentar, enquanto Bobbi e Leon se aproximavam da posição de May, a mais perto do alvo:
“Uau...me sinto quase como se estivesse jogando Metal Gear...”
Skye pode ouvir Leon abafar uma leve risada enquanto respondia:
“Pena eu não ter trazido uma caixa de papelão...ia ser épico!”
Leon avistou Bobbi e logo se dirigiram até onde estava May. Graças a um looping de áudio causado por Skye, os seguranças de Mori continuavam a ouvir respostas padronizadas, gravadas anteriormente, durante as checagens de perímetro. Estavam seguros por enquanto.
Leon e Bobbi se aproximaram da porta, ambos iriam entrar e May ficaria de guarda no corredor, caso houvesse alguma movimentação suspeita. Com um movimento rápido, os dois agentes adentraram o quarto e fecharam rapidamente a porta, com as armas apontadas para um surpreso Toshiro Mori, que derrubou o drink que estava tomando. Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, Bobbi disse, em japonês (o que muito surpreendeu Leon):
“Um movimento, uma alteração de voz, e eu atiro em você, ok, Toshiro?”
O traficante de armas japonês ainda parecia atônito, respondendo ainda em sua língua natal:
“Então...os rumores eram verdade. Você REALMENTE trabalha pra S.H.I.E.L.D..sua vad..”
“Ok ok! Vamos falar em inglês, por favor, e vamos fazer isso rápido. Eu não tenho a noite toda”
Leon disse, num tom de irritação, que Bobbi sabia ser parte do ato que iriam fazer ali. Bobbi então voltou a falar, dessa vez em inglês:
“A bagunça do Scarlotti na ONU hoje de manhã...foram brinquedos seus, não é?”
“Sim, mas se veio atrás deles, está perdendo o tempo. Já despachei todas hoje de manhã.”
“Pra onde?” Perguntou Leon.
“....”
Bobbi novamente interveio, num tom calmo de voz:
“Tem medo do que a HYDRA pode fazer se você contar? Porque nós podemos fazer muito pior..”
“Podem me prender. Eu não vou dizer.”
Leon deu uma risada, abaixando a arma e sentando na cama onde Toshiro ainda estava:
“Prender você? Nós vamos prender você se você colaborar. E acredite em mim, você vai colaborar. Mas quanto mais demorar pra isso, mais consequências vão haver...”
“Podem me torturar, eu não vou dizer...”
“Toshiro, Toshiro...nós não vamos torturar você.” Bobbi percebera que o tom de voz, a expressão corporal e até o olhar de Leon mudara de uma hora para a outra. Ela sabia que era uma atuação, mas não podia negar que era bem convincente. Leon então entregara um tablet para Mori, que mostrava as imagens de um prédio, como se fossem câmeras presas no capacete de um soldado, um deles parecia estar numa posição alta e pela câmera era possível ver a mira de seu rifle sniper, que apontava para uma jovem mulher, que estava lendo em um sofá, sem ter qualquer ideia do que acontecia do lado de fora.
“Reconhece esse prédio, Mori? Eu sei que sim...” Leon pegou seu celular, discando um número e depois colocando no viva-voz:
“Bristol, os seguranças da senhorita Mori já foram nocauteados?”
A voz fria do outro lado do celular respondeu rapidamente:
“Sim senhor. Estamos em posição.”
“Maldito!! Azuka não tem nada a ver com isso...você..a S.H.I.E.L.D...vocês não teriam coragem! Barbara!!”
Mori olhava para Bobbi de uma maneira suplicante, mas ainda se recusando a ceder.
“São tempos desesperados Toshiro. E a culpa disso é de vocês. Eu sinto muito.” Foi apenas o que Bobbi respondeu.
“Bom..se quer assim Mori, tudo bem. Avançar!”
Toshiro pode ver os homens começarem sua movimentação pelo prédio e quando estavam prestes a se aproximar o traficante disse:
“Ok ok! Eu falo..mas mande os parar! Agora!”
“Alto. Mantenha a posição, Bristol, e aguarde minhas ordens. Agora, sobre essas bombas. O que são elas?”
“Bombas Splinter. São baseadas em um velho protótipo da HYDRA. Eu embarquei todas elas para tentar ganhar a confiança de Whitehall..e tentar trabalhar com o Divinador.”
“Divinador..?” Leon perguntou, pensando se não seria a arma alienígena que Coulson mencionara para ele anteriormente. Um Obelisco de origem desconhecida que transforma quem toca em pedra.
“É...dizem que é alienígena ou alguma coisa assim. Só queria colocar minhas mãos nele...não literalmente, claro...”
Leon e Bobbi trocaram um rápido olhar, ambos reconhecendo que provavelmente Mori se referia realmente ao Obelisco. Bobbi se aproximou, perguntando, desta vez mais impaciente:
“Pra onde você mandou as bombas Mori...porque se você está enrolando pra sua equipe de segurança chegar aqui...eles não vão. O botão que você apertou quando entramos, achando que ninguém viu, o sinal dele já foi bloqueado faz tempo. Mas o sinal da equipe de Bristol não, então a não ser que queira que algo aconteça com a sua irmã, é melhor parar de enrolar a gente...”
“Beckers. A equipe de Scarlotti vai atrás de Julien Beckers.”
“Ótimo..” Leon colocou a mão em seu ouvido, ativando seu comunicador. “May, prepare um plano de extração pra Mori. Já conseguimos o que viemos buscar.”
Leon e Bobbi trocaram outro olhar, se preparando para remover Toshiro do quarto. O traficante aproveitou a janela de oportunidade em que os dois agentes aparentemente se distraíram para abrir uma gaveta e puxar uma arma. Infelizmente para ele, Bobbi e Leon não estavam distraídos, tendo tempo suficiente para levantar suas armas e atingirem Toshiro ao mesmo tempo.
“Ahn...abortar o plano de extração pro Mori...” Leon disse pelo rádio, enquanto a dupla saia em direção ao corredor.
Minutos depois, de volta ao jato, o trio já tinha tomado seus lugares enquanto a aeronave deixava o solo:
“Beckers é um dos homens que tem tentado manter a paz, não declarando guerra aberta a S.H.I.E.L.D...se Scarlotti matar ele, usando a nossa bandeira..” Bobbi começou, balançando levemente a cabeça ao pensar nas consequências disso.
“Então todos as outras nações vão começar uma verdadeira caça às bruxas contra nós.” Leon completou, enquanto May definia o curso de viagem, antes de dizer:
“Entre em contato com Coulson. Temos de chegar a Bélgica e impedir isso, ou seremos nós contra o mundo, e eu não sei se essa é uma batalha que podemos vencer...”
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