O Especialista
16 A Lenda da Terrigênese
Depois da breve conversa que tiveram com Fitz, Leon e Skye retornaram para a sala principal do ônibus e continuaram as buscas por referências a Kava. O time analisou várias localidades, começando pelo Leste Europeu e passando por toda a Europa, mas no fim a resposta estava mais perto do que imaginavam. May encontrou a referência de uma cidade em Portugal chamada “Chaves”, mencionada também em um arquivo da SSR (Reserva Científica Estratégica, a agência que posteriormente deu origem a S.H.I.E.L.D) como a cidade em que o obelisco foi achado por Daniel Whitehall.
Com o curso definido para a cidade de Chaves, Coulson pediu que todos preparassem os equipamentos, mas antes que o time se dispersasse para suas tarefas, Skye levantou a voz:“DC? Eu...gostaria de ficar de fora dessa vez, por favor.”“Você está bem?” Perguntou Coulson, preocupado.Os olhos de Skye buscaram rapidamente os de Leon, que balançou discretamente a cabeça de forma positiva, e então a agente respondeu:“Eu to sim. Só não estou me sentindo 100%. Acho que foi o soco daquele integrante do Blue Man Group. Eu só não quero atrapalhar vocês em campo.” May analisou Skye com uma expressão de dúvida, e perguntou:“Isso é medo de se machucar, ou seus nervos ainda não estão no lugar depois do que aconteceu em San Juan?”“É sério! Pergunte pra Bobbi se ele não bate forte! Me fez ficar vendo passarinhos de desenho animado. Eu to só com dor de cabeça. Vou ficar bem.” Respondeu Skye, forçando um sorriso.“Peça pra Simmons dar uma olhada em você, ok? Só pra termos certeza que não é nada sério. E você, Leon?” Perguntou Coulson enquanto se virava na direção de Leon, que respondeu um levantar de sobrancelha e um sorriso:“Eu to ótimo. E doido pra ter meu round 2 com o azulão.” “Muito bem, então vá buscar Tripp e Mack e preparem-se.” Disse Coulson enquanto se afastava para analisar o arquivo da SSR novamente. Embora o diretor tivesse concordado com o pedido de Skye, ela e Leon sabiam que ele desconfiava de alguma coisa, e May também. Sendo assim, Leon e Skye combinaram de conversar com Coulson e May assim que tivessem o tal kree sob custódia. Chaves, PortugalBaseado na informação que conseguiram pelos documentos da SSR, o time de Coulson partiu na direção do local em que o obelisco fora encontrado, uma caverna afastada da cidade, beirando o rio Tâmega. O diretor se encontrava em campo, juntamente com Leon, Sif, May, Tripp e Mack e tinha autorizado o uso de armamento pesado, evidenciado pelos Lança Granadas Arwen 37 carregados por Tripp e Mack, e o resto do time carregava armas com munição letal, ao invés dos ICER’s.O progresso da equipe era acompanhado do Ônibus por Fitz, que havia mandado um de seus drones (chamados de D.W.A.R.F.s) escoltar o caminho à frente com uma câmera. Passado alguns minutos a voz de Fitz pôde ser ouvida:“Encontrei ele. O alvo está arrastando alguma coisa, parece uma caixa bem pesada. Ele ainda não notou o drone. Vocês estão à cerca de 2 minutos dele. Tomem cuidado.”Antes que o homem misterioso pudesse abrir a caixa, os agentes chegaram, se separando e cercando a área, todos apontando suas armas para ele. O kree podia ter super força, mas não conseguiria desviar dos tiros.“Parado. Se afaste da caixa e coloque as mãos pra cima.” Disse Coulson.“Vocês não podem me parar.” O homem misterioso respondeu e deu um passo a frente.“Obrigado por me dar um motivo, azulão.” Disse Leon com um sorriso enquanto apontava sua arma para o homem. A arma que Leon carregava era a única potencialmente não letal. Tinha a aparência de uma grande espingarda e disparava uma rede, que por sua vez liberava uma descarga elétrica. Se isso não funcionasse ele ia ter que se entender com a munição explosiva dos Arwen 37.Leon disparou antes que o homem desse o segundo passo e a rede envolveu seu corpo, liberando eletricidade que seria suficiente para nocautear um rinoceronte. O kree ainda resistiu por alguns segundos, mas logo perdeu a consciência e o time de Coulson prontamente o colocou sob custódia na sala mais resistente do Ônibus, enquanto a divisão científica analisava o conteúdo da caixa. Era hora do interrogatório.O ÔnibusCoulson, Sif e Leon estavam na sala de interrogatórios frente a frente com o homem misterioso, que foi logo abrindo o diálogo:“Eu vim neste planeta para ajudar!”“Jeito estranho de demonstrar, huh?” Respondeu Leon, enquanto Sif circulava o homem, que permanecia sentado na cadeira. A asgardiana com uma expressão de desdém comentou:“Foi por isso que me atacou, Kree? Para.."ajudar”?”“Mas foi você que me atacou! Eu tive que tirar sua memória para que não me rastreasse!...aliás, como você me rastreou?” O homem passou de indignado para curioso em uma fração de segundos.Sif pareceu irritada com a resposta, batendo as duas mãos na mesa enquanto falava:
“Você não faz as perguntas aqui, Kree! Nós fazemos!” “Olha...eu posso provar que não sou uma ameaça. Me tragam minha arma...minha clava.”Sif riu, continuando num tom irônico:“Isso é tão kree...ele precisa de uma arma pra provar alguma coisa.”“Será que podemos parar com as indiretas inter dimensionais? Pra que você quer seu brinquedo?” Perguntou Leon, se voltando para o Kree.“Ele pode restaurar a memória dela. Seria um gesto muito nobre de minhas boas intenções.” Respondeu o homem.“Você tem um nome?” Perguntou Coulson“Vin-Tak.” Foi a resposta.Coulson suspendeu o interrogatório quando o Ônibus finalmente pousou no Playground e junto de Leon ambos encontraram Bobbi, que havia analisado a clava no laboratório do avião e a entregou para Coulson:“Não consegui fazer a arma ligar. Acho que só ele pode. Talvez ela só possa ser acionada por DNA, ou coisa assim.” Disse Bobbi, sorrindo rapidamente para Leon, que retribuiu o sorriso enquanto ouvia Coulson falar:“Ok. Fitz-Simmons vão examinar a caixa misteriosa. Se ele estiver dizendo a verdade, talvez a gente finalmente consiga algumas respostas conclusivas da própria Sif. Leon, vamos ver se conseguimos fazer ele falar mais um pouco.”Minutos depois, Coulson, Skye, Leon, May e Sif estavam frente a frente com Vin-Tak novamente, e dessa vez foi Leon que começou:“Então azulão. Diz como essa arma funciona.”“Azulão? É assim que vocês chamam os krees? Enfim, ela só funciona na minha mão.” Respondeu Vin-Tak, confuso.“Que conveniente.” Acrescentou May de braços cruzados, com sua arma em mãos.“Tem um botão embaixo...” E assim que Coulson se distraiu, girando a clava em suas mãos, o kree a tomou do diretor e rapidamente acertou Sif na barriga, fazendo o mesmo barulho de tiro da primeira vez, e depois Vin-Tak a soltou no chão, levantando ambas as mãos ao ver todas as armas da sala apontadas para ele.“Essa conversa não levaria a lugar nenhum...mas sua memória voltou, não é, asgardiana?” Completou Vin-Tak“Sim...as minhas memórias voltaram. Sou Lady Sif de Asgard, amiga da S.H.I.E.L.D.” Disse Sif num tom sério, antes de aplicar um soco no rosto de Vin-Tak.“Calma, calma. Ele mereceu, mas vamos relaxar, guerreira.” Disse Leon, se colocando entre os dois enquanto o kree respondia:“Típica asgardiana...”“É verdade. Não confiamos em krees. Por isso estou aqui, guerreiro. Quando Heimdall percebeu que um deles veio para o teu mundo, Odin me encarregou de lidar com ele.” Sif dizia enquanto Vin-Tak respondeu indignado:“Então você veio só arrumar uma briga? Estou aqui por causa do conto da Terrigênese. Isto lhe é familiar?”“Claro. Krees antigos descendo em planetas, alterando os habitantes para lutarem por eles.” Foi a resposta de Sif, em um tom de desdém“E a terra foi um deles.” E com a resposta de Vin-Tak, os olhares de Skye e Leon se encontraram e de alguma forma os dois agentes sabiam que isso provavelmente tinha alguma coisa a ver com o que estava acontecendo com Skye.“Eons atrás, os krees travaram uma longa guerra. As baixas foram muitas e eles precisavam de mais soldados.” Dizia Sif, como se lembrasse de uma velha história.“Você quer dizer buchas de canhão não é? Mais gente pra morrer por eles...” Completou May, em tom de desgosto.“Precisávamos de assassinos. Uma facção violenta entre os krees passou a modificar geneticamente o DNA de outras criaturas. Essas modificações podem ser ativadas com cristais terrígenos.” Disse Vin-Tak, de maneira calma.“Mas esses experimentos falharam.” Sif falou, antes do kree continuar.“Não aqui na terra. Aqui tivemos que acabar com eles. Essa facção construiu uma cidade. Eles trouxeram os divinadores, que continham estes cristais dentro. Mas seus planos foram descobertos e exterminados pelo governo kree.” Continuou Vin-Tak.“Ótimo. Seu povo construiu armas biológicas alienígenas. Quem diria que “eons” depois a humanidade faria a mesma besteira, com seu próprio povo. Enfim, essa história é ótima, mas o que está fazendo aqui?” Perguntou Leon“Nós percebemos o sinal de um divinador ser ativado. Esses seres transformados são abominações incontroláveis. Eu tinha de achar os outros divinadores e apagar todo esse capítulo da história do seu planeta...e do meu. É o que tem naquela caixa.” Foi a resposta do kree.“De quantos divinadores estamos falando?” Perguntou May, com uma expressão preocupada.“O suficiente para criar um exército.” Respondeu Vin-Tak e na mesma hora os agentes conseguiram ouvir a voz de Jemma pelos alto-falantes:“Diretor...a caixa está vazia.”“Precisamos achar os divinadores e aqueles que se transformaram!” O tom de voz de Vin-Tak sugeria urgência.“Nós implodimos o templo onde os divinadores estavam. E estamos procurando a mulher que se transformou, Raina.” Disse Coulson.“Precisamos acha-la, e extermina-la. Estas pessoas são abominações, mesmo que não saibam. Sua existência põe em risco toda a sua raça humana.” As palavras de Vin-Tak fizeram a expressão de Skye mudar e Leon conseguia perceber a aflição tomando conta de sua parceira, e foi neste momento que o agente conseguiu ver que os copos de água sobre a mesa começavam a tremer levemente.“Vamos Skye..controle-se.” Pensou Leon, mas menos de um minuto depois toda a sala tremia como num terremoto de baixa escala.“Filho de Coul, o que está havendo?” Perguntou Sif enquanto May acompanhou o olhar de Leon, e ela disse em um tom calmo:“Kennedy...Skye...vocês tem alguma coisa para nos dizer?”Coulson se aproximou da agente, boquiaberto, enquanto Leon se colocou ao lado de sua parceira, e Skye instintivamente segurou a mão de Leon, enquanto Coulson dizia:“Skye...você está fazendo isso?”“S-sim...” Foi a resposta tremula da agente e no mesmo momento a expressão de Sif mudou e ela estendeu uma das mãos para tocar Skye, mas Leon segurou seu braço, defensivamente.“Nada disso. Ninguém vai tocar nela aqui. NINGUÉM.” Leon disse, soltando o braço de Sif com um pequeno empurrão e varrendo o olhar em todos na sala, mas o nervosismo já havia tomado conta de Skye, que apertou forte a mão de Leon enquanto os vidros da sala se estilhaçavam. Leon sabia que tinha de fazer algo, se ela não se acalmasse, poderia enterrar o Playground com todos ali dentro.“Entregue-a. Eu vou leva-la para Asgard. Será mais seguro para vocês.” Disse Sif, decidida.“Não escutou o que eu disse, Xena? Não vou permitir que faça isso.” Com a mão livre, Leon sacou uma de suas pistolas enquanto falava, apontando na direção de Sif.“A arma foi ativada! Precisa ser eliminada antes que machuque alguém!” Vin-Tak se posicionou ao lado de Sif, enquanto May e Coulson se colocaram junto de Leon e Skye.“Skye não é uma arma!” Disse Coulson com raiva, enquanto sacava sua pistola junto de May.“Filho de Coul, ninguém está dizendo que Skye escolheu este destino. Mas ela é um perigo!” Disse Sif, mantendo a espada baixa e a voz num tom passivo-agressivo. “Eu não quero isso...não quero ser assim!” Skye dizia enquanto apertava ainda mais forte a mão de Leon.“Imagina o que vai acontecer quando seus poderes aumentarem? Você não consegue controlar isso! Hoje são vidros quebrando e tremores. Amanhã você poderá derrubar prédios...rachar continentes.” Foi a resposta de Sif.“Ela vai dar um jeito de controla-los. Não cabe a nenhum de vocês decidir o que fazer com ela.” A mão de Leon apertava ainda mais forte o punho da arma enquanto ele falava. Talvez eles conseguissem convencer Sif. Mas Vin-Tak? O agente achava muito improvável.“Ela não foi feita para ter controle. Foi feita para destruir, e é por isso que precisamos mata-la.” As palavras do kree continham cada vez mais raiva.“Se quiser mata-la, vai ter que passar por mim. Fitz, traga o Bambino! Vamos precisar de apoio!” Disse Coulson pelo rádio enquanto Leon soltava a mão de Skye e virava para May, enquanto falava:“Tira ela daqui, vai! Bambino? Tá falando da BFG? Você realmente tem que dar nomes pra tudo, Phil?” “Fala o cara que tinha uma pistola chamada Silver Ghost.” Respondeu Coulson.“Touché.” Leon disse com um leve sorriso, voltando a apontar sua arma para Vin-Tak enquanto Coulson tentava convencer Sif:“Sif, você recuperou suas memórias. Sabe que somos amigos! Considere o que está fazendo...”
“É para a proteção de seu próprio povo.” Foi a fria resposta da asgardiana.“Ninguém de outro planeta tem o direito de nos dizer o que fazer. Nem nossos aliados.” Respondeu Leon no mesmo tom frio.“BASTA!” Urrou Vin-Tak, correndo na direção de Coulson e mesmo com Leon acertando seu braço com um tiro o kree conseguiu levantar Coulson e joga-lo na direção de Leon, sua força sobre humana fazendo ambos caírem no chão. Depois disso Vin-Tak seguiu em direção ao corredor.Avançando pelos corredores Vin-Tak encontrou Bobbi e Mack e foi logo dizendo:“Sua amiga Skye é uma atrocidade. Temos de colocar um fim nisso!”“Nós vamos decidir o que ela é. Por enquanto, ela fica bem aqui.” Respondeu Mack avançando na direção do kree e o acertando com um soco no rosto. Infelizmente Vin-Tak reagiu aplicando um poderoso soco no peito de Mack, o fazendo deslizar pelo corredor e perder a consciência.Bobbi então sacou seus bastões, com uma expressão séria e compenetrada. Vin-Tak sorriu desdenhoso:“Somos só você e eu agora. Você deve gostar muito de brigar.”“Gostar? Não, não gosto. Mas se está atrás de um dos meus, eu vou brigar.” Respondeu Bobbi enquanto recuava para dentro do laboratório vazio de Jemma.Pouco depois que Vin-Tak disparou pelo corredor, Leon e Coulson haviam levantado enquanto Fitz corria na direção deles com a grande arma. Sif não estava ali.“Phil, vai atrás da Sif. Você pode convencer ela...pode tentar. Eu vou terminar as coisas com o azulão. Não deixe que a levem, Phil.” Disse Leon, decidido, enquanto pegava o Bambino das mãos de Fitz.“Eu não vou.” Coulson respondeu disparando pelo corredor enquanto Leon seguiu na direção para onde o kree havia se dirigido.No laboratório, Vin-Tak saltou para uma das mesas e tentou usar a vantagem na altura para atingir Bobbi de cima para baixo, que se defendeu do soco usando seus bastões. A agente tentou contra-atacar acertando as pernas do kree, mas ele se desviou com uma impressionante cambalhota, caindo no chão ao lado de Bobbi e se defendendo de mais duas pancadas dos bastões e tentando utilizar sua própria clava para atacar a agente, que se abaixou e aproveitou o momento para acertar o queixo do kree com um dos bastões, o fazendo recuar.“O que está fazendo é muito nobre. Estúpido, mas nobre.” Disse Vin-Tak, alisando o queixo e partindo novamente para o ataque, fazendo Bobbi se esquivar de duas pancadas com a clava, mas a agente não foi rápida o bastante para se defender da mão do kree, que a segurou pelo pescoço e a empurrou até uma pilastra próxima.“Sabe que não pode me parar! Por que ainda luta?” Vin-Tak perguntou, ainda segurando Bobbi pelo pescoço, que deu um sorriso enquanto seu olhar acompanhava alguma coisa atrás do kree:“Eu só queria te distrair um pouquinho...” Ainda sorrindo, Bobbi usou seus bastões para acertar o rosto de Vin-Tak, disparando uma descarga elétrica e fazendo com que ele a soltasse. Bobbi então aproveitou o momento para mudar de lado e chutar a barriga do kree, o empurrando para a pilastra e saindo do caminho, revelando um Leon sorridente segurando uma grande arma apontada para ele.“Hey azulão! Say hello to my little friend (Diz oi pro meu amiginho)...” Disse Leon, imitando o sotaque de Al Pacino em Scarface enquanto atirava em Vin-Tak, a rajada de calor concussiva atingindo o kree no peito e fazendo com que se chocasse contra a pilastra. Antes que Vin-Tak pudesse levantar, Bobbi correu até ele e colocou a maça na mão do kree e a utilizou para fazer Vin-Tak acertar o próprio peito, esperando que isso o fizesse perder a memória. De qualquer forma, o kree havia sido derrotado.Bobbi então se virou para Leon, falando com urgência na voz:“Eu vou cuidar do Mack, vai atrás da Sif!”Leon afirmou positivamente e voltou correndo pelo corredor, largando o Bambino pelo caminho. Ele ainda precisava de um tempo recarregando e Leon não tinha esse tempo. Indo em direção a cela reforçada onde a S.H.I.E.L.D tinha mantido Ward e Bakshi, Leon encontrou Tripp e Coulson desmaiados no chão. Vendo que estavam vivos, ele continuou pelo corredor.O agente chegou no exato momento em que Sif havia conseguido destruir a proteção da cela com a sua espada, e Leon precisou gritar para chamar sua atenção, apontando sua arma para ela:“SIF! Você vai recuar agora. É meu último aviso.”Sif se virou para Leon, colocando sua espada em posição de combate enquanto dizia:“Você não tem ideia de quem está ameaçando, guerreiro. Eu sou asgardiana.”“Não me importa se é asgardiana, marciana ou venusiana. Você não vai encostar em um fio de cabelo da minha parceira!” As palavras de Leon eram sérias e May tinha certeza de que elas continham uma raiva crescente, ao mesmo tempo que a base tremia cada vez mais e Skye parecia ainda mais desesperada.Os dois ficaram se encarando por alguns segundos, e quando Sif decidiu dar um passo a frente para atacar, e o olhar de Leon se estreitou enquanto ele mirava a asgardiana, Skye sacou sua ICER e atirou no próprio braço, desmaiando graças ao tranquilizante da arma.“Skye!” Leon passou por Sif, quase a atropelando enquanto ele se abaixava perto da parceira, May se colocou entre Sif e Leon.“Ela atirou em si mesma...só para salvar vocês.” Disse a asgardiana, surpresa enquanto baixava a espada.“Não vê? Ela quer se curar. Não quer ser uma arma.” Era a voz de Coulson, aparecendo na porta da sala com sua pistola em punho, enquanto continuava:“Se a tirar das pessoas que ela ama, ela só vai piorar.”Sif baixou completamente sua guarda, observando enquanto Leon segurava Skye de maneira mais confortável, enquanto alisava seus cabelos, falando baixo:“Não precisava ter feito isso, parceira. Eu não ia perder pra ela...eu acho.”Depois de alguns minutos de conversa, Sif concordou em deixar Skye na terra e levar Vin-Tak para asgard, e se juntou a Coulson, May e Leon em um carro que os levou até uma área afastada da base. Ao saírem, a asgardiana se dirigiu aos agentes da S.H.I.E.L.D dizendo:“Sei que acha que eu exagerei, mas a decisão de vocês, de manter Skye aqui...é muito perigosa. Quero que entenda isso.”“Entendemos. E vamos ajuda-la. Mas acima de tudo, vamos protegê-la. Eu já fiz essa promessa uma vez, e vou fazer de novo.” Respondeu Leon, com uma expressão séria.“Você é muito corajoso, guerreiro. Todos vocês são. Skye tem sorte de ter vocês como companheiros.” Sif estendeu a mão para Leon, que apertou enquanto ouviam a voz de Vin-Tak:“Já chegamos? Eu não me recordo deste lugar...”“Esse não é seu planeta, mas Lady Sif vai leva-lo de volta.” Disse Coulson, enquanto posicionava o kree ao lado da asgardiana.“Perdão pelo meu esquecimento. Vocês foram muito gentis.” Disse Vin-Tak, apertando a mão de Coulson, e perguntou curioso: “Porque não estou azul?"“Você está disfarçado...daqueles que estão te caçando, lembra?” Respondeu Coulson.“Ah...sim. Estarei alerta.” Vin-Tak ainda parecia meio confuso, mas havia aceitado a história que Coulson inventou.“Filho de Coul, amigos da S.H.I.E.L.D...eu sei que acham que podem interferir com o que vai está por vir. Mas pode não ser tão fácil.” Disse Sif, com um olhar sério.“Somos bons em ir contra o destino.” Foi a resposta de Leon, e então a asgardiana completou:“Mesmo assim, existem algumas marés no universo que não se pode nadar contra. Que a sorte esteja com vocês, meus amigos.” Sif fez uma reverência e se afastou com Vin-Tak, dizendo enquanto olhava para o céu:“Heimdall, abra a Bifrost!” E então ambos foram envoltos por uma luz que lembrava as cores do arco-íris e segundos depois haviam desaparecido, deixando apenas marcas de queimadura na grama.Os três agentes ficaram em silêncio, até Coulson perguntar para May: “Você concorda com ela? Acha que não podemos lidar com Skye?”“Na maioria das vezes, eu acredito no que vejo mas...você morreu, e trouxeram você de volta. As coisas tem sido bem inacreditáveis nos últimos meses. Mas eu só consigo me lembrar do que o agente Lumley disse...” E Coulson completou, com uma voz preocupada:“Onde quer que Skye vá, a morte segue...”Ambos se viraram para Leon, que fez um movimento negativo com a cabeça, antes de dizer:“Estão vendo isso errado. Phil morreu e voltou, sobrevivemos a uma batalha com um kree e uma asgardiana. Fazemos coisas impossíveis May. Fazemos isso todo dia. E vamos fazer de novo. Todos nós já passamos por coisas piores, e estamos aqui.”“Budapeste.” Disse Coulson, olhando o céu e suspirando com um sorriso.“Budapeste. Definitivamente.” Leon concordou, imitando o sorriso enquanto May apenas balançava a cabeça negativamente.O ÔnibusAo voltarem, os três encontraram o resto do time limpando cacos de vidro e tentando arrumar a sala comunal do Playground, todos com uma expressão de desconforto. Leon foi até Bobbi, perguntando:“Que aconteceu?”“Oh, nada...só o Mack dizendo em alto e bom som de que não devíamos proteger Skye, nós é que precisamos de proteção contra ela. Ela foi pras celas com uma mochila, e não está abrindo a porta pra ninguém.” Disse Fitz, falando enquanto encarava a vassoura que segurava.Mack abriu a boca para responder, mas resolveu ficar calado e Leon simplesmente o encarou por alguns segundos antes de balançar a cabeça e apertar de leve a mão de Bobbi, que disse de maneira suave:“Vai ver se ela tá bem...acho que ela vai abrir a porta pra você.”Leon concordou com a cabeça e apertou carinhosamente a mão de Bobbi mais uma vez e foi até as celas, batendo na porta fechada e ouvindo a resposta de Skye:“Eu não quero conversar.”“Não precisamos falar.” Foi a resposta do agente e segundos depois a porta se abriu e Skye voltou para a cama, se sentando e encarando a parede. Leon foi até a cama e sentou ao lado de sua parceira, que apoiou a cabeça em seu ombro enquanto ele passava o braço por ela, a deixando confortável. Os dois simplesmente perderam a conta do tempo que passaram ali, em silêncio. Leon sabia que as coisas não seriam nada fáceis dali para frente, mas ele tinha a certeza absoluta que iam passar por isso, e iam emergir das cinzas dessa confusão ainda mais fortes.
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