Notas iniciais
Por pedidos, aí está, maior. Aproveitem
Fiz a primeira coisa que me veio à cabeça: peguei a primeira faca que vi, me virei, e apontei para o ser atrás de mim.

Mas quando olhei melhor, percebi que a pessoa atrás de mim era John.

— Seu... idiota!- comecei a gritar muito alto com ele- Você quer me matar? Eu te odeio seu moleque besta!

— Calma linda — disse ele rindo- você está com tanto medo assim? Só desci para te avisar que não vamos poder sair daqui hoje. Alguém trancou a casa.

— O que? — gritei- como assim? Me explica isso direito!

— Bem, percebi que você estava demorando, então desci para pegar as chaves, antes que você tivesse um infarte. Olhei em todo o canto, mas não achei as chaves. Fui até a porta, e achei esse bilhete.

Arranquei o bilhete da mão dele e comecei a ler.

"Há exatamente dois séculos, os Trands abandoram essa casa, após sua filha ter deparecido misteriosamente. Alegaram a casa como amaldiçoada e processaram o vendedor.

Uma semana depois, o vendedor voltou à residência, para provar que não havia nada sobrenatural na moradia. A partir do momento em que entrou, nunca mais saiu. Desde então, a casa foi fechada para visitas, vendas, aluguéis, festas. Mas ainda existem pessoas, principalmente casais, teimosas com o intuito de provar que não tem nenhum problema vivendo aqui. Como estão enganados...

Parabéns senhorita Lily e senhor John, por serem mais um casal de idiotas que vem aqui. Aproveitem a sua estadia, enquanto estão vivos.

Assinado: -B"

Fechei o bilhete cautelosamente e dei um tapa na cara de John.

— Por que você fez isso?- gritou ele- Cadê seu cérebro sua idiota? Você acha que eu tenho culpa de estarmos trancados nessa espelunca? O que eu mais quero é sair daqui, ainda mais com você nesse humor.

— Você que teve a ideia de entrar aqui. Tudo é culpa sua!

— Escuta aqui- disse ele, mais calmo- a única coisa que podemos fazer é continuamos juntos.

Ele caminhou para fora do porão e foi até a sala, mais precisamente à um rádio. Ele ligou o aparelho, e estava tocando Céu Azul, da banda Charlie Brown Jr. Estendeu a mão para mim. Eu a segurei, e começamos a dançar.

"Hoje ninguém vai estragar meu dia. Só vou gastar energia para beijar sua boca". Nesse momento, ele me beijou. Ele sempre soube que eu era apaixonada por essa música. Me envolvi muito na dança. Depois que o som acabou que me lembrei de onde estávamos. Caminhei até a janela, e reparei que estava muito escuro. Resolvi olhar no celular. Sim! O celular! Como não havia pensado nisso antes?

Corri até minha bolsa, quando lembrei que tinha deixado na escola. Nunca senti tanta raiva de mim mesma.

— John-disse- estou com sono. Vou me deitar, está bem?

— Tudo bem, minha linda, mas não se esqueça que só tem um quarto. Depois mais tarde vou lá. Vou ficar aqui, esperando o sono vir.

Dei um beijo nele e subi. Ignorei meu medo e me deitei. Adormeci imediatamente.

Sonhei que estava em uma cadeira. Uma das cadeira que vi no porão. Havia alguém na minha frente, que segurava uma faca sobre meu pescoço.

Acordei assustada. Olhei para o lado, e John ainda não estava deitado. Achei que ele ainda estava descansando lá em baixo. Não podia estar mais enganada.

Notas finais
Tantantantaaaam (música de suspense #fail') Bem, continuem lendo :D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.