O Escravo
30 Capítulo 30 - Apenas Prazer
Notas iniciais
Capitulo 30 – Apenas Prazer
Sabíamos que a revolução estava desorganizada e para mudar isso só havia um jeito, teríamos que entrar na sede de informações do governo, um grande prédio dentro de Mailt em meio a uma zona de bloqueio.
— De quem foi essa ideia idiota? – perguntei três dias depois de chegar.
Estávamos na mesa comendo o jantar com uma carne estranha que eu nem queria saber de onde tinha vindo, quando eles começaram com seus planos suicidas de novo.
— Andrew é o único caminho – disse Tiol.
— Claro, o único caminho é se jogar de cara nos guardas do seu pai!
Tiol revirou os olhos e eu o chutei por baixo da mesa.
— Andrew!
— Assim você gasta o meu nome!
— Você está parecendo uma criança!
— Eu? Não sou eu que vou tentar entrar no lugar mais bem vigiado do reino!
Tiol deu um grande suspirou tapando os olhos com a mão.
— Eu não estou analisando aquele lugar há três dias à toa! Eu conheço bem a Sede de Informações. Sei como entrar e sair sem que sejamos pegos.
— Ta bom, expert em computadores. O que vai acontecer quando o programa pegar você? Vai ter que redirecionar o satélite para isso e mesmo que tenha as senhas o computador vai ativar o nível de segurança. Será que não pensaram nisso? Vocês precisam instalar um vírus para que o computador se comporte como queiram e o vírus deve ser muito bem feito para que as defesas do computador central não o pegue. Use isso também vai causar uma baita confusão na rede de informações e se for bem utilizado pode causar um colapso na rede.
O silencio caiu sobre a mesa. Eu sabia que devia manter a minha boca grande fechada, mas eu não podia deixar que eles continuassem com esse plano idiota!
— Como você sabe tudo isso? – perguntou Bairon pasmo.
— Sou um humano exterior – resmunguei – Ser hacker não é novidade. Aprendemos a fazer vírus e quebrar sistemas de defesa na escola. Sempre usei o que sabia para invadir o sistema da Federação da Terra e nunca fui pego.
— Conseguiria fazer o vírus que falou? – perguntou Aaran perto de mim.
— Não é possível que vocês ainda queiram fazer essa loucura!
— Andrew isso é muito importante – Tiol se virou para mim – Consegue fazer o tal vírus.
— Eu posso criar o programa, mas instalar sem avisar o computador não é para qualquer um – levantei o queixo – Se quer o vírus vai ter que me levar!
— Não!
— Então não tem vírus!
— Para de ser teimoso!
— Vai ter que me levar e pode perguntar para qualquer analfabeto eletrônico se o que eu disse não é verdade. Sem mim vocês não vão conseguir conversar com os revolucionários!
Os olhos de Tiol ficaram ainda mais vermelhos, mas eu não recuei. Nunca tive medo dele e não era agora que ia ter.
— Tiol temos que pensar nisso... – começou Bairon, mas o príncipe retrucou.
— Eu não posso deixar ir lá! Ele está grávido!
— Eu não estou invalido até onde sei! Eu vou com vocês e fim de papo – eu me levantei e fui para o quarto.
Sabia que estava brincando com fogo, mas eu estava cansado de ver as pessoas à minha volta morrerem. Eu ia com ele nem que tivesse que me algemar junto a Tiol.
— Andrew! – Tiol entrou logo depois de mim bufando.
— Olha eu não vou mais discutir. Eu não vou ficar aqui imaginando o que esta acontecendo lá em cima, sem saber se você vai o não voltar vivo. Já perdi pessoas demais nessa guerra idiota e não vou perder mais e por isso mesmo que eu tenha...
— Andrew cale a boca!
Tiol me jogou na cama e olhei para ele pasmo.
— Eu quero agradecer por se preocupar comigo – ele tirou a camisa mostrando o tórax definido.
— Obrigado está bom!
— Eu vou lhe dar um obrigado ao estilo aurifense.
Ele começou a baixar as calças e eu não pude deixar de gemer. Já fazia tanto tempo que estava na seca que a visão daquele membro ereto me deixou com sede de senti-lo dentro de mim.
O que eu estou pensando? Eu quero ser fodido pelo cara que me comprou? Ah! Sim eu queria e muito.
Ele deitou de lado me puxando para os seus braços tomando cuidado com a minha barriga que começava a se formar. Seu beijo foi duro, ele sugava a minha boca com desespero enquanto tocava em meu abdômen e eu podia sentir o nosso filho feliz por ter o pai perto dele.
Tiol ergueu a minha blusa e a retirou a abocanhou o meu mamilo sugando e mordiscando. Eu quase gritei e gozei ali mesmo. Era como se todo o meu corpo estivesse ainda mais sensível e aquela caricia estava me levando à loucura!
Sua mão desceu para a minha calça e a abriu puxando o meu pênis já desperto e vazando.
— Lindo – Tiol lambeu os lábios e antes que eu percebesse ele estava engolindo o meu membro e brincando com as minhas bolas.
— Meu Deus! – eu gritei sentindo sua língua na ranhura do meu pau.
Ele parou e me olhou com os olhos turvos de prazer.
— Mais – eu gemi me contorcendo.
— Seu desejo é uma ordem!
A sucção recomeçou. Era tão bom me sentir dentro daquela caverna quente, de sentir suas mãos nas minhas bolas e descendo para o meu ânus onde ele passou a brincar com a minha entrada que eu não segurei.
— Vou gozar! – gritei, mas Tiol sugou ainda mais forte e eu acabei despejando a minha semente toda dentro da sua boca.
— Delicia – disse ele limpando um pouco do sêmen que escorria por seu queixo.
Ele voltou a me beijar e eu pude sentir o gosto de meu próprio gozo.
Ele voltou a me torturar sugando meus mamilos, beijando meu peito e distribuindo beijos por todo meu abdômen.
— Eu posso sentir a felicidade dele – disse Tiol.
— Eu também – disse com a voz rouca.
Tiol retirou o restante da minha roupa e me virou de bruços abrindo a minha bunda e eu quase pulei ao perceber que ele estava lambendo o meu buraco e a sensação era tão, tão boa que eu queria que durasse para sempre.
Sua língua quente foi entrando em mim e meu pau estava novamente despertando.
— Preciso de você – gemia Tiol.
— Me fode! Entra em mim! – eu gemia como uma cadela no cio e não estava nem ai.
Ouvi quando ele abriu a gaveta do criado mundo e pegou o lubrificante. Seu dedo frio entrou em mim e eu gemi rebolando quando ele foi mais fundo.
— Mais!
— Tudo para você! – Tiol colocou o segundo e por fim o terceiro dedo e eu sabia que não era nem perto do seu grande pênis.
— Vamos enfia em mim! – eu gritava na febre do êxtase.
Senti o seu grosso membro começar a entrar. Ofeguei e era apenas a cabeça dele dentro de mim.
— Relaxe – Tiol acariciava minhas costas – Vou devagar.
Mas eu não queria devagar, com um movimento eu me empurrei para ele deixando que o seu pau entrasse com tudo dentro de mim.
Gritei e quase gozei de novo ao me ver tão cheio como eu nunca estivera ma vida.
— Andrew! – ele gemeu ofegante.
— Mexe! – eu pedi suando.
Tiol começou lentamente, mas logo o prazer foi mais que a sua cautela e logo ele me fodia duro e eu gritava que queria mais e mais até que senti a semente dele encher o meu canal e eu gozava novamente e caia na cama exausto. O príncipe caiu do meu lado suado e ofegante.
— Eu nunca pensei que pudesse dar apenas prazer a ter prazer com isso – ele levantou-se no cotovelo me olhando – Foi maravilhoso.
— Eu gosto disso – disse – Só o prazer.
— Obrigado – murmurou Tiol perto do meu ouvido.
— Porque está me agradecendo?
— Por me fazer ver que há mais que a dor em uma relação, tem algo que eu nunca acreditei e você me mostrou isso.
— Eu?
— Você me mostrou o amor Andrew e mesmo que algo acontece amanhã eu vou ficar feliz em saber que eu conheci algo assim – sua mão estava na minha barriga e nosso filho estava tão feliz que eu me sentia relaxado.
— Vai me deixar ir amanhã?
— O que eu posso fazer contra o rei dos teimosos? Mas vai me obedecer sem criar caso!
— Isso! – pulei nele e rolamos na cama rindo.
Eu não sabia do dia de amanhã, mas se há uma coisa que acabei aprendendo na guerra foi que a gente acaba vivendo um dia de cada vez.
Existe um ditado da Terra: o passado já foi o futuro vira, mas o presente é conosco.
Não vou pensar no amanhã onde podemos ser presos ou mortos, não vou pensar nos outros porque eu me recusava a acreditar que eles estava mortos mesmo que todas as evidencias apontassem para isso; vou apenas viver o momento.
Acredito que muitas pessoas se perdem na vida porque vivem demais no amanhã e no ontem para ver a vida passar e quando percebem a vida se foi e você não sabe o que fez dela.
Eu não ia aceitar isso! Naquele momento jurei que viveria o momento com Tiol e meu filho e o resto que viesse amanhã!
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