O Escolhido do Olimpo
4 Resgate!
Notas iniciais
*(1 estrela)-soldados
**(2 estrelas)cavaleiro
***(3 estrelas)sub-tenente
****(4 estrelas)-tenente
*****(5 estrelas)capitão
Harry já esperava uma reação parecida assim do seu padrinho, afinal de contas Sirius sempre foi estourado desse jeito na sua dimensão, e dificilmente ele mudaria uma característica assim.Mesmo sabendo que este Sirius não era o mesmo que ele conhecia, não podia deixar de sentir raiva do padrinho.
–Olhe aqui cão sarnento, deveria estar agradecido por eu ter salvado a sua vida e da sou amigo lobo.-falou Harry com um tom de voz frio e sem emoções, segurando o pulso de Sirius e o torcendo para que o animago o soltasse.-E da próxima vez que me bater, juro que vou matar bem lentamente.-terminou jogado o padrinho no chão.
–Ora seu!-levantou Sirius irritado empunhando a varinha pronto para atacar.
–Basta com isso Sirius.Acha como um adulto e não como uma criança.-ordenou Dumbledore se aproximando da confusão.-Ajudem os outros a transportarem todos os alunos para King’s Cross, precisamos resolver logo essa situação.
–Mas Alvo e...-começou Sirius apontando para o homem parecido com seu amigo a sua frente.
–Eu mesmo vou conversar com o senhor Shadow, Sirius.Por favor, façam o que eu mandei, depois conversamos.-a voz de Dumbledore não deixava espaços para reclamações, por isso Remo e Sirius foram ajudar no transporte dos alunos.-Agora senhor Shadow, gostaria de me contar sua historia?
–Deseja fazer isso aqui mesmo, Diretor?-questionou Harry ironicamente abrindo os braços para o local.-Como deve saber, numa guerra há espiões inimigos em todo o lugar e a troca de informações deve ser feita em um lugar mais adequado.
–Vamos para o castelo de Hogwarts, não tem ninguém lá e poderemos conversar sem nenhuma interrupção.-falou Dumbledore oferecendo o braço para Shadow.-Confia em mim numa aparatação acompanhada, rapaz?
–Confio sim, ainda mais com o senhor sabendo que não teria sucesso me capturando e fazendo interrogatórios, já que desde o momento que me viu está tentando invadir a minha mente sem conseguir encontrar nenhuma brecha.-falou Harry segurando o braço de Dumbledore e aparatando junto com ele.
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–Imperador!Imperador!-gritou West ao aparecer em frente a Voldemort segurando o toco sangrento onde fica sua mão.-A missão fracassou, Tiago Potter voltou do inferno para se vingar!
–Cale a boca e fale devagar.-ordenou Voldemort, se controlando para não matar o homem a sua frente.
–O ataque começou com sucesso, alguns lycans invadiram o expresso e os outros em pouco tempo conseguiriam romper o escudo criado, mas Dumbledore junto com um grupo de cavaleiros da fênix apareceu e começou a rechaçar o nosso ataque.Eu e Henrique estávamos prestes a matar Remo Lupin e Sirius Black, quando o tal Shadow, o fantasma de Tiago Potter, apareceu afastando Henrique de perto de mim.Quando me virei novamente, encontrei ele prestes a matá-lo, então tentei salvar Henrique para não deixar informações caírem nas mãos inimigas, mas antes de conseguir isso o maldito cortou a minha mão que segurava o Henrique...-falou West sendo interrompido por Voldemort.
–Basta!Deveria te matar pela incompetência, mas a culpa não foi culpa inteiramente sua, por isso estou dando mais uma chance a você.-falou Voldemort seriamente.-Agora saia daqui, e procure alguém para curar sua mão, antes que morra de hemorragia.
–Obrigado Imperador, agradeço sua misericórdia.-falou West fazendo reverencias na frente de Voldemort.
–Esse tal de Shadow pode se tornar um inimigo perigoso afinal de contas, senhor.-constatou Morzan saindo das sombras.
–Por enquanto ele não representa perigo nenhum meu caro Morzan.-respondeu Voldemort tranquilamente bebendo uma taça de hidromel.-Mas confesso que futuramente ele pode acabar ficando perigoso, ainda mais se ele acabar se unindo ao paspalho do Dumbledore.Não teve sucesso nas suas investigações?
–Nenhuma, ele é uma sombra, não existe informações sobre ele.-informou Morzan irritado por não ter conseguido cumprir uma ordem do seu mestre.
–Continue suas investigações, e se ele se unir ao Império da Fênix, os nossos espiões é que vão informar o que preciso saber.-encerrou Voldemort, sumindo da sala através das sombras.
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Enquanto caminhava pelo castelo de Hogwarts, Harry mantinha uma cara indiferente para o lugar que durante muitos anos ele considerou como o seu lar.Dumbledore já havia parado de tentar invadir sua mente, pois seria arriscado demais perder um possível aliado tão poderoso quanto Shadow.
–Bem Shadow, conte-me sobre você.Quero muito saber os motivos de usar esta aparência que lembra tanto Tiago Potter, apesar de que a cor dos olhos está errada.-falou Dumbledore, quando ambos entraram em seu escritório.
–Não estou disfarçado caro diretor, minha verdadeira forma é essa.-falou Harry chocando o homem velho a sua frente e os quadros dos antigos diretores que ouviam atentamente a conversa entre os dois.
–Como assim?Explique isso direito, estou começando a perder a paciência!-gritou Dumbledore se descontrolando e liberando assim sua magia, que deixou o ar da sala mais úmido.
–Não lembro muito bem da minha vida, senhor.-falou Harry emitindo uma aura triste, para poder enganar o homem a sua frente.-Há alguns meses acordei numa cabana velha, com meu corpo bastante enfaixado, principalmente minha cabeça.Não lembrava de nada apenas que meu nome era Harry, levantei meio tonto e encontrei uma varinha na escrivaninha do lado da cama, quando peguei nela senti uma energia no meu corpo, lembrando sobre magia e tudo que eu aprendi, também sobre a guerra que estava ocorrendo.-terminou continuando com o seu teatro.
–Certo, mas me diga da onde veio esse Shadow e suas ações?-questionou Dumbledore meio descrente ainda.
–Logo depois que acordei, uma harpia entregou uma carta diretamente para mim, sobre um encontro que um informante queria comigo, então assumi a identidade de Shadow e comecei a agir, pois outra coisa que me lembrava era o ódio que sinto de Voldemort, como desejo a morte dele e a destruição do seu Império.-continuou Harry demonstrando uma fúria em sua voz.
–Entendo, mas não sabe nada de seus pais, ou parentes próximos?Quem criou você Harry?-continuou a questionar Dumbledore.
–Não sei senhor, resolvi adotar a identidade de Shadow para ser um caçador, agir pelas sombras e ajudar o Império da Fênix.-continuou Harry implicando mais emoção na sua narrativa.-Durante a minha invasão no cassino me chamaram de Tiago Potter, fiquei com esse nome gravado e no dia seguinte fui investigar mais sobre ele, acabei vendo o vídeo da batalha que ele, junto com sua esposa, travaram contra Voldemort.
–Você é idêntico ao Tiago, e observando melhor os seus olhos parecem da mesma cor dos da Lilian.-comentou Dumbledore extremamente pensativo.-Permite que eu faça um teste com você, jovem Harry?
–Claro que sim, quero lutar ao lado do Império da Fênix, mas deixe-me avisar logo, Alvo Dumbledore...Não serei um fantoche em suas mãos, obedecendo tudo como se fosse um cachorrinho adestrado!-falou Harry olhando intensamente para o bruxo a sua frente.-Atacarei qualquer um que ousar me ofender ou tentar algo contra mim, inclusive aquele homem que me esmurrou hoje, o tratei com paciência, mas da próxima vez não vou controlar meus impulsos.
–Tudo bem rapaz.-concordou Dumbledore se levantando, movimentando a varinha, recitando palavras em latim num feitiço bem complexo.-Bem, segundo este feitiço, você tem aproximadamente uns dezoito anos, estranho isso...-pensou Dumbledore alto, pensando numa possibilidade para a origem do rapaz a sua frente.-Venha vamos até a enfermaria, quero que você faça uma bateria de exames, para sabermos a possível causa da sua perda de memória.
Concordando com a cabeça, Harry seguiu o diretor com seu cérebro pensando numa maneira de explicar o motivo de não haverem nenhum tipo de trauma que justificasse perda de memória que havia inventado.
–Gostaria de ir ao banheiro antes de fazer esses exames, diretor.-pediu Harry para ganhar mais um pouco de tempo.
–Certamente Harry, a um banheiro no próximo corredor.Depois basta seguir em frente e o meu fluxo de magia, acredito que com isso vai poder encontrar a enfermaria.-respondeu Dumbledore piscando um olho para ele.
–Pode ser uma dimensão diferente, mas esse velhote do Dumbledore sempre parece saber mais do que demonstra.-resmungou Harry entrando no banheiro, e utilizando a sua chave, para ir até em casa e pegar uma frasco de poção que o deixaria com alguns sintomas que enganariam os exames.
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–Que droga tem momentos que odeio o jeito do Alvo!-gritou Sirius quando ele e Remo terminaram de mandar os alunos para a estação, e partiram para o apartamento que eles dividiam desde que saíram de Hogwarts.
–Acalme-se Sirius, nessa guerra somos soldados, obedecemos ordens do Dumbledore, que é o líder da Fênix.-explicou Remo se sentando, mas mesmo com suas palavras, ele também sentia raiva do bruxo por não ter deixado eles perguntarem mais coisas aquele Shadow.
–Droga, meu braço ainda esta doendo, onde aquele maldito torceu.-resmungou Sirius, passando a mão no local onde Shadow o torcera com violência, que começava a ficar roxo.
–Não se esqueça que você começou acertando um soco na cara dele.-observou Remo hesitante, recebendo um olhar raivoso de Sirius.-Sem falar que teve muita sorte dele ter apenas torcido o seu braço, comparado ao que ele fez aos cavaleiros e aqueles lycans dentro do expresso.
–Espero que Dumbledore consiga informações concretas sobre o moleque, ele é muito poderoso.E o fato mais intrigante nele é sua aparência.
–Pensei que apenas eu tinha notado isso.-falou Remo olhando de forma séria para o amigo.
–Qual é Aluado, há muito tempo deixei de ser aquele pirralho idiota dos tempos de Hogwarts.-comentou Sirius com um humor mais leve.-Dei um soco nele por impulso, mas depois de ver mais de perto o rosto dele, notei que aquilo não era um feitiço de transfiguração.
–A cor dos olhos eram o mesmo tom de verde da Lilian, cor esmeralda.-contou Remo bebendo um copo de uísque de fogo.-Sem contar à cicatriz que ele tentava esconder na testa, Tiago não tinha nenhuma cicatriz visível.
–Verdade, parecia um relâmpago, provavelmente causado por algum feitiço das trevas muito poderoso.-falou Sirius com um copo na mão também.-O que mais me perturbou Remo, foi à voz dele sem emoção alguma, falando comigo daquele jeito, sei que é besteira que ele não era o Tiago, mas a aparência dele, me lembrou de quando brigamos no sétimo ano.
–Nunca tínhamos visto o Pontas tão bravo e descontrolado.
–A culpa daquilo tudo foi do Ranhoso, por isso que ele e a Lilian terminaram, mas tivemos sorte da Dorcas e você terem conseguido mostrar a verdade pra ruiva, se não o Pontas teria feito o trabalho do cara de cobra destruindo Hogwarts e metade da população dos alunos.
–O melhor agora é esperarmos Almofadinhas, tenho certeza que quando a reunião com o Shadow terminar, seremos chamados.-encerrou Remo, levantando-se.-Vou tomar banho e depois dormir.Tem outro encontro hoje?
–Dia folga meu lobinho, pode deixar que hoje à noite serei todinho seu.-gracejou Sirius afinando sua voz e pulando em cima do amigo, levando um forte soco no rosto.
–Onde está a sua maturidade mesmo?-perguntou Remo irônico saindo da sala.
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–Harry, esta aqui é a Dra. Rosália Martinez.-apresentou Dumbledore a uma mulher de pele bronzeada, cabelos pretos cacheados e um sorriso simpático.-Ela vai realizar alguns exames simples para ver se existe algum trauma ou sinais de uma maldição mais grave.
–Vista essa roupa e se troque ali a trás.-falou a doutora, entregando uma roupa hospitalar para o moreno.Após Harry se trocar fica de frente a ela, esperando o inicio dos exames.-Relaxe sua mente, limpe tudo que estiver nela, esqueça as proteções que o cercam e que podem reagir como uma forma de defesa contra mim.
Respirando fundo, Harry esvaziou sua mente, deixando apenas as suas proteções habituais para que seus segredos fossem descobertos.Com a varinha acima da sua cabeça, Rosália começou a entoar um cântico em latim, deixando um rastro de luz por onde a varinha passava.Com isso o corpo de Harry ficou mais leve, e com um aceno da varinha de Dumbledore, ele foi deitado numa maca, onde vários aparelhos foram conectados pelo seu corpo inteiro, e mesmo tentando retirar a corrente negra do pescoço do moreno, foi algo impossível, então eles resolveram deixá-la ali.
*-*
Com a união da tecnologia do mundo trouxa com a magia, os avanços na medicina foram muito grandes, sendo possíveis os resultados dos exames saem praticamente na hora.Por isso, logo que a Dra.Martinez concluiu o exame em Harry, o colocou num coma induzido, enquanto ela e Dumbledore, analisavam os resultados atentamente.
–Então Rosália, quais os motivos da perda de memória?
–Parece que foi um traumatismo craniano causado por um uma pancada muito forte ou talvez um feitiço impactante a queima roupa.-observou Rosália surpresa.-Incrível ele ainda estar vivo, a quantidade de cicatrizes que ele tem no corpo é de maldiçoes negras poderosas,e algumas desconhecidas.
–E a magia dele?É realmente grande do jeito que o feitiço indicou ou foi um engano?-questionou mais uma vez Dumbledore.
–Os níveis mágicos dele são absurdamente altos, superam em muito o de um bruxo normal, se equiparando talvez até mesmo ao mesmo nível que a sua magia Alvo.Sem contar que aquela corrente que não conseguimos tirar possui um encantamento rúnico que drena a magia dele.
–Quer dizer que ele não esta usando seu poder em cem por cento?
–Isso mesmo, uma parte é sugada pelo encantamento, não sei o que poderia acontecer se ocorresse a libertação dele, o quão poderoso esse garoto poderia se tornar.Para saber sua origem, vou precisar da amostra de sangue da Lilian e do Tiago, se não as amostras de DNA dele serão inúteis.
–Tudo bem, providenciarei isso o mais rápido possível.Precisamos descobrir logo quem é esse garoto.-constatou Dumbledore olhando atentamente para Harry.-Quando ele acordar peça que ele vá até o meu escritório.Depois pode ir descansar Rosália.
–Obrigada, diretor.
*-*
Molly Weasley esperava o expresso de Hogwarts, com uma forte angústia no seu peito, e desde que aquela guerra tinha começado ela sempre sofria com todo o sofrimento causado por ela.Logo no começo da guerra, quando os conflitos eram travados nas sombras ainda, seus dois irmãos haviam sido mortos cruelmente numa emboscada.
Com a morte deles, tinha decidido junto com seu marido, Arthur, participar mais efetivamente, se unindo a Ordem da Fênix.Conforme os anos foram passando observou amigos serem mortos, mas o pior de tudo foi ter criado seus sete filhos no meio da guerra, e conforme eles cresciam, se juntarem ao então Império da Fênix.
A cada missão que um deles saia, era como se um pedaço do seu coração fosse junto, e apenas se acalmava quando eles retornavam, muitas vezes seriamente feridos, mas ainda assim voltassem vivos.Além dos sete filhos, o casal Weasley também criava, Luna Lovegood, que perdeu os pais quando tinha onze anos de idade, num ataque a redação do Pasquim.
–Eles estão demorando muito Arthur, o expresso já deveria ter chegado.-reclamou Molly pela milionésima vez, ao lado do filho Carlinhos e do marido.
–Fica calma meu amor, se algo tivesse acontecido já teriam sido avisados.
–Cedo demais para ficar despreocupado, papai.-falou Carlinhos, apontando para o relógio que brilhava no seu pulso, fazendo os seus pais puxarem um pingente cada de seu pescoço.
–A Merlin que nada tenha acontecido às crianças!-choramingou Molly com lagrimas começando a brotar de seu rosto.
–Ouve um ataque ao expresso de Hogwarts, mas o perigo já passou.Os estudantes serão trazidos para cá através de uma chave de portal.-avisou o guarda da estação alto para todos ouvirem, e depois chamou em particular um casal para conversar.
–MEUS FILHOS!-gritou Molly ao ver seus dois filhos, e o grupo de amigos deles aparecerem a sua frente.-Estava tão preocupada, vocês não estão machucados, feridos?-perguntou enquanto abraçava eles, e depois revirava para ver se tinham algum ferimento.
–Está tudo bem conosco, mamãe pare com isso, por favor.-pediu Rony emburrado e constrangido com os carinhos da mãe.
*-*
–Como assim Dumbledore ele não se lembra de nada?-gritou Sirius furioso.
Soltando um suspiro de frustração, Dumbledore explicou novamente a conversa com Shadow, que agora sabiam que o seu verdadeiro nome era Harry.O animago parecia se controlar, ao saber das diversas cicatrizes e os prováveis combates que ele tinha travado ao decorrer da sua vida.
–Planeja integrar ele ao Império?-questionou Remo pensativo, achando o nome Harry familiar.O bruxo mais velho concordou afirmativamente.-Precisamos testar ele antes de tudo então, afinal de contas não sabemos as habilidades dele.
–Pra que isso Aluado?Ele enfrentou e matou um cavaleiro duas estrelas sozinho, e segundo a Tonks matou os lycans comum único feitiço.-comentou Sirius, mesmo ainda cismado com o garoto, não podia discordar da força dele.
–Ter derrotado um cavaleiro duas estrelas, não é assim um feito tão grande.-observou Remo.-Sabemos que ele lidou com um cavaleiro arrogante, se tivesse duelado com West ele teria mais trabalho, lembre-se que segundo nossas informações, ele se esconde como um cavaleiro duas estrelas, mas seu poder pode ser equiparado a um sub-tenente.Não teve a honra de ser promovido, por ter se desentendido com Lucius Malfoy.
–Sem discussões rapazes, ambos têm razão.Por isso já decidi o que farei.
–O que?-perguntaram os dois juntos curiosos.
–Pode entrar Harry.-gritou Dumbledore simplesmente, deixando uma careta confusa no rosto dos dois marotos.
–Com licença, a Dra.Martinez disse que gostaria de conversar comigo.-falou Harry entrando observando com atenção os presentes na sala.-Se interrompi sua reunião volto mais tarde, não quero entrar em conflito com esses dois pulguentos.-provocou com gosto ao notar a raiva nos olhos dos dois.
–Repete moleque!Vou te ensinar uma lição fedelho.-resmungou Sirius puxando a varinha, sendo acompanhado por Remo que também tinha perdido a paciência.
–Podem tentar coroas, faço questão de tosar vocês dois-continuou a provocar Harry sacando sua varinha também.
Antes mesmo que qualquer um deles pronunciasse qualquer tipo de feitiço, Dumbledore criou um poderoso escudo violeta entre eles, jogando-os para trás.
–Não quero brigas no meu escritório, muito menos entre aliados.Guardem essa energia para os inimigos.Vocês dois vão curtir a folga, depois conversamos.-mandou Dumbledore para Remo e Sirius, que resmungaram, mas partiram através da lareira.-Quanto a você Harry, tenho uma missão para te dar.
–Ótimo!Odeio ficar parado.-comemorou Harry.-Qual a missão?
–Precisamos minar as forças de Voldemort, por isso temos que acabar com os suprimentos dele.-explicou o diretor puxando uma pasta de sua escrivaninha.-São os armazéns daqui da Inglaterra, pelo menos os que conhecemos.
–É uma missão até que simples, quer mesma que eu faça isso?
–Não uma missão assim tão simples, não deve apenas destruir os locais, deve “roubar” os suprimentos, ou seja, precisa invadir os armazéns.
–Agora sim, algo mais divertido para ser feito.-alegrou-se Harry virando-se de costas e desaparecendo na frente de Dumbledore.
–Hora de ver as habilidades deste garoto.-observou Dumbledore mandando Fawkes atrás dele.
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Alguns meses depois, uma das bases de Voldemort.
–Maldição!-gritou Voldemort torturando um grupo de cabos(bruxos que tinham acabado de ganhar a primeira estrela, mas ainda recebiam treinamento em bases e em alguns casos desempenhavam o papel de seguranças).-Quero uma explicação plausível para estarmos perdendo tantos suprimentos e quartéis, em poucos meses.E o pior, o responsável é um único bruxo, o tal de Shadow!-berrou liberando os comensais que caíram no chão sem força nenhuma.
–Imperador os lugares que Shadow atacou, eram bases sem segurança adequada.Havia apenas soldados inexperientes, que foram escalados para se ter experiência.-explicou Morzan, um dos únicos que falava com Voldemort durante seus ataques de raiva.-Ainda temos dois armazéns na Inglaterra, e já reforçamos a segurança deles, sem contar que poucos conhecem esses.
–Tudo bem, reforcem todos os locais do nosso Império, não importa o que sejam.-ordenou Voldemort aos cabos que levantaram agradecendo pela sorte que tiveram.-Mesmo com as suas informações Morzan, não fico tranqüilo.Esse Shadow virou uma pedra no nosso caminho, a força e as vitorias que ele vem conquistando, acaba por trazer esperança aos meus inimigos.
–Imperador, não se esqueça que os tenentes e os capitães, faz muito tempo que não entram na guerra, sem contar que eu o seu general nunca entrou num combate verdadeiro.-falou Morzan assumindo um tom de voz excitado.
–Meu senhor, capturamos um dos vermes Weasley.-na frente dos bruxos apareceu uma imagem translucida, de um homem com um uniforme de três estrelas, de cabelos castanho-claros e olhos negros.
–Sub-tenente Garcia.-falou Morzan entediado.
–Continue Garcia, essa noticia talvez me deixe mais alegre.-ordenou Voldemort.
–Guilherme Weasley foi capturado nos arredores da Bulgária, próximo a fronteira. Torturamos o Weasley, e mesmo ele sendo durão acabou não resistindo às drogas injetadas no seu corpo, confessando assim estar ali para descobrir mais sobre a base para depois libertarem o país de seu domínio.
–São informações muito boas Garcia, prenda o Weasley e deixe-o apodrecer.-falou Voldemort com um sorriso malicioso.
–Posso torturá-lo, mestre?
–À vontade, desde que não o mate durante as seções de tortura.Agora saia daqui e vá se divertir com seu brinquedinho.-ordenou Voldemort por fim.
–Desculpe questionar suas ordens, meu senhor, mas não seria melhor matar logo o Weasley?-perguntou Morzan curioso com os motivos de seu mestre.
–Morzan meu caro general, basta pensar um pouco, tendo um prisioneiro de tamanha importância, Dumbledore vai querer fazer um acordo conosco, basta esperarmos um pouco para o velhote querer fazer uma troca.
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–Convoquei essa reunião em urgência por ter noticias muito desagradáveis.-informou Dumbledore com o semblante cansado, ao conselho do Império da Fênix.Que era composto por bruxos e trouxas.
–O que aconteceu Alvo?-questionou um homem alto, careca, usando terno e óculos escuros, com um coldre aparecendo.Este homem é o líder do esquadrão de elite, um trouxa especializado em artes marciais e armamento.
–Guilherme Weasley falhou em sua missão, foi capturado.-quem falou não foi Dumbledore e sim uma voz das sombras, que ao sair dela, revelou ser Harry ou melhor Shadow como todos o conheciam.A sua aparência parecida com a de Tiago Potter deixara de espantar todos, que agora tinham se acostumado com isso.
–Meu filho está nas mãos daquele monstro?!-gritou Molly desesperada começando a chorar.
–Da onde veio essa informação, Dumbledore?Ela é confiável?-questionou Alastor Moody, um bruxo desconfiando e que raras vezes participava de batalhas, se concentrando no planejamento.
–Eu mesmo trouxe essa informação, Olho-tonto.-falou Harry olhando intensamente para o ex-auror.-Se não confiam em mim, problema é de vocês, saibam apenas que o rapaz não vai durar muito sendo prisioneiro do sub-tenente Antonio Garcia.
Um tumulto começou na sala de reuniões na menção do nome do sub-tenente, todos o conheciam como um torturador sádico, que adorava brincar com seus prisioneiros até eles implorarem por sua morte.
–Fiquem quietos!-pediu Dumbledore para controlar a reunião.-Temos que manter a calma e pensar numa maneira de tirar Guilherme da prisão.
–É melhor o esquecermos, ele já deve estar morto ou vai estar em breve.Ir numa missão de resgate apenas matara mais dos nossos, sem contar que um acordo com Voldemort está fora de questão, ele é muito pouco para abrirmos mão de qualquer coisa.-falou Severo Snape deixando os presentes divididos entre concordarem e discordarem dele.
–Ranhoso se você não sabe o que significa uma família, cale a boca.Não podemos sacrificar o Gui desse jeito!-gritou Sirius nervoso.
–Snape tem razão, o plano de Voldemort deve ser justamente esse.Obrigar uma missão de salvamente que vai fracassar ou negociar com ele.-falou Harry friamente.
–Olhe aqui ser merdinha, você e o ranhoso são dois monstros que não tem coração, estamos tratando de uma vida, e os pais do Gui estão aqui.-explodiu Sirius apontando para Molly e Arthur que choravam alheios ao que era discutido.
–Ouça bem Sirius Black.-falou Harry se aproximando de Sirius tão rápido que quase ninguém foi capaz de acompanhar seus movimentos.-Estamos vivenciando uma guerra, às vezes é preciso usar a cabeça em vez do coração.
–Já disse que não quero saber de brigas entre vocês dois.-exclamou Dumbledore irritado.-Shadow e Snape têm razão sobre o fato da prisão do Gui ser uma armadilha, Voldemort deve estar esperando que a gente aja desesperadamente, facilitando assim nossa derrota.
–Está dizendo que vai deixar meu filho morrer Alvo?-perguntou Arthur Weasley zangando olhando furiosamente para o bruxo.
–Por Merlin, esses bruxos não sabem esperar a gente terminar de falar?-falou Harry para o nada sacando a varinha.-SILENCIO!–o feitiço silenciou todos menos ele e Dumbledore que mesmo não concordando tinha que agradecer a ele.-Pronto agora que todos não podem mais falar termine de explicar.-
–Eu e Shadow discutimos o que deveria ser feito exaustivamente antes mesmo dessa reunião ser convocada, por fim decidi que Shadow vai partir sozinho para tentar resgatar Guilherme Weasley.
Todos ficaram chocados com a informação, e o feitiço silenciador acabou sendo quebrado voltando os murmúrios e discussões.
–Estou partindo Dumbledore, não agüento mais esses idiotas reclamando e discutindo, quanto antes partir mais chances de encontrar o Weasley vivo.-falou Harry sumindo entre as sombras.
–Droga ele deixou todo o trabalho comigo.-suspirou Dumbledore tentando acalmar os ânimos.
*-*
Guilherme Weasley se encontrava numa cela imunda de pedra preso na parede tendo os braços acorrentados, tinha se descuidado durante sua missão por isso tinha sido capturado tão facilmente, afinal de contas como um cavaleiro da fênix experiente, teria sido capaz de dar conta dos soldados que tinham o cercado, mas seu corpo estava sofrendo de envenenamento causado por uma prostituta que ele tinha transado e que trabalhava para Garcia.Resistiu ao máximo que pode ao interrogatório, mas no fim entregou tudo que sabia, no começo ele até tinha esperanças de ser resgatado, é claro que logo tratou de esquecer isso, pois nunca arriscariam tanto para resgatar apenas ele.
Não podia nem mesmo contar com uma morte rápida, já que o seu carcereiro era Antonio Garcia, um bruxo que adorava torturar seus prisioneiros.Seu belo rosto agora exibia cicatrizes, o deixando bem parecido com Moody, sem contar o seu peito que tinha marcas de queimaduras causadas por ferros quentes.
–Merlin, por favor, imploro que me mate, não agüento mais essas torturas malditas.-choramingou olhando para o teto cinzento no instante que a porta se abrira revelando a figura de Antonio Garcia.
–Não adianta pedir clemência, ninguém vai te ouvir.-falou com um sorriso sádico enquanto esmurrava o rosto dele.
–Senhor temos um invasor.-gritou um soldado entrando desesperado na cela.
–Droga quem está atrapalhando meu divertimento.-bufou Garcia virando para a saída no momento que o soldado é partido ao meio.-Porra quem é você?
–Eu sou Shadow, vim fazer você temer a escuridão, sub-tenente Garcia!-falou Shadow surgindo com a espada numa mão e a varinha na outra, o corpo estava coberto de sangue.
–Tenho que lhe dar os parabéns por ter conseguido invadir esta fortaleza, mas não saíra vivo daqui.-falou o sub-tenente sacando sua espada presa na bainha, liberando sua magia por todo o local.
Harry ficou surpreso ao notar o poder do homem a sua frente, ele tinha quase a mesma força que o Voldemort da sua dimensão.Por estar distraído não percebeu Garcia se mover, partindo num ataque frontal querendo arrancar a cabeça dele, tendo tempo de bloquear o golpe com a parte chata da espada e lançar um feitiço expulsório contra Garcia que foi arrastado alguns metros para trás, mas logo conseguiu se recuperar.
Balançando a cabeça para se livrar da confusão, o sub-tenente começou a lançar uma série consecutiva de feitiços contra Shadow, que hora bloqueava, hora se desviava dos feitiços que destruíam as paredes atrás de si permitindo uma melhor movimentação.
–Pare de ficar dançando e deixe-me arrancar sua cabeça!-falou Antonio enlouquecido partindo novamente para o conflito de espadas.
Dessa vez Harry estava atento, podendo bloquear e contra atacar.Faíscas voavam dos encontros das armas, ambos eram bons espadachins, e por causa disso o máximo que conseguiam era causar pequenos cortes, que não mataria nenhum deles.Notando que em breve ficaria cansado por ser mais velho que seu adversário, Garcia se afastou, para voltar a usar magia, lançando poderosas maldiçoes, que Harry tinha que se esforçar para bloquear.
–Admito você é um bom adversário, mas nunca vai conseguir me vencer.EXTINTOS!MORTUS CORPUS!SECTUMSEMPRA!
Qualquer maldição que acertasse Harry o mataria ou o deixaria incapacitado de lutar, seu escudo agüentou bem os dois primeiro feitiços, mas o terceiro conseguiu o destruir e acertar sua perna, causando um rasgo profundo na carne, desequilibrando seu corpo.
–Está acabando.-desdenhou Garcia, se aproximando do inimigo e desferindo pequenos cortes com a espada pelo corpo dele.-Vai morrer bem lentamente, perdendo todo o sangue do seu corpo, vai ser muito divertido ver a vida abandonando seu corpo.
–EXPLOSION!–murmurou Harry ainda caído levantando sua varinha.
–Errou.-comemorou o sub-tenente ao ver o feitiço passar pela lateral do seu corpo sem apresentar risco contra ele.
–Não mirei em você.-falou Harry com um sorriso de desdém no rosto.
Sem entender direito o que Shadow falara, Garcia se virou notando que o feitiço acertara as correntes que prendiam Guilherme Weasley, que agora partia contra ele desferindo um forte soco na sua mandíbula, o desequilibrando.
–Maldito vou cortar sua barriga para ver as suas tripas escorrerem para fora do seu corpo.-exclamou Garcia irritado partindo para cima de Gui, que tentava se manter de pé, mas o esforço era muito grande para o seu corpo atormentado por vários dias de tortura.
–Esqueceu de mim, seu desgraçado.-falou Harry se levantando, dando um corte na diagonal nas costas de Garcia que gritou de ódio, virando-se rapidamente para atacar Harry, que esforçou a amparar o golpe e não deixar a perna fraquejar.-Morra desgraçado.BOMBARDA!–bradou cheio de raiva com a varinha contra o peito do cavaleiro, o feitiço a queima roupa produziu uma forte explosão que despedaçou o corpo do sub-tenente e lançou Harry para trás.
–Esta tudo bem com você?-perguntou Gui com dificuldade olhando para o moreno a sua frente que limpava um filete de sangue da boca.
–Claro que não, mas isso não importa nem um pouco.-falou Harry irritado se levantado e respirando devagar.-Vamos logo sair daqui, nós dois precisamos de serviço médico, e se aparecerem reforços dificilmente escaparemos vivos daqui.-completou segurando o braço do ruivo e sumindo através das sombras.
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–O Harry pode até ser forte, mas ele sofreu bastante para ganhar de um sub-tenente.-falou Poseidon aos outros deuses que acompanhavam a luta de Harry.-Imagine se ele tivesse que enfrentar um tenente ou capitão?Não teria durado nem cinco minutos.Sem contar que o objetivo dele é matar Voldemort.
–Mesmo não gostando de concordar com Poseidon desta vez ele tem razão.-falou Atena olhando atentamente para o pai.
–Ele precisa de um treinamento mais adequado, talvez algo que o faça alcançar o poder de um deus.-pronunciou Apolo.
–E quem poderia fazer isso?-questionou Artemis olhando curiosa para o irmão.
–Eu.-falou um homem surgindo entre os deuses, vestindo uma capa prateada de capuz, com riscas vermelhas ao longo dela.
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Kuroi Tenshi No Ichizoku — (Clã Dos Anjos Negros) -黒い天使の一族
–---- Mais que escritores, Uma familia! -----
Notas finais
Pra quem quiser saber quem é a figura misteriosa que acaba de aparecer.Ganhei o livro Assassin's Creed e ele me inspirou para fazer o responsavel pelo treinamento do Harry nesta dimensão.
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