O Escolhido do Olimpo
2 Conversando com mais deuses!
Notas iniciais
-Isso já esta ficando chato!-reclamou Harry observando estar num beco sujo, vestindo uma calça jeans velha e um sobretudo com capuz surrado.
Rapidamente se levantou e começou a revirar o sobretudo encontrando o saco de ouro, a faca, mas não achando a sua varinha o que deixou aflito, mas se lembrou do que Zeus lhe disse, a verdade era que ele não precisava da varinha pra realizar a maioria dos feitiços, mas dependia dela para canalizar sua magia e sem ela, não poderia lançar feitiços mais poderosos.
Andando sem sentindo, Harry reconheceu estar em Londres e muito próximo do Caldeirão Furado.Colocando o capuz entrou no velho bar, o encontrando cheio e diferente do que ele se lembrava, ignorando os presentes se dirigiu ao balcão onde não era mais Tom que atendia, e sim um homem negro carrancudo.
-Gostaria de um quarto e não ser incomodado por ninguém.-falou Harry firme entregando algumas moedas de ouro ao balconista.
-O quarto 27 está vazio, e pode ter certeza que ninguém vai oferecer o seu café-da-manhã, senhor.-falou o homem pegando as moedas e entregando a chave, sorrindo falsamente.
Pegou a chave sem agradecer, subindo para os quartos e entrando no que destinado a ele.Encontrou a mobília muito parecida com a de seu outro mundo, a não ser pela televisão, e outro aparelhos trouxas.
-Este mundo é muito diferente mesmo.-falou sozinho indo tomar um banho.Logo que saiu enrolado na toalha, lançou um feitiço que transfigurou suas roupas, as tornando menos gastas, com aparência mais limpa e mais confortável, mas o deixando fraco.-Droga, deveria ter comido alguma coisa antes.
-Você não é muito esperto, né moleque?-falou um homem mal-encarado, vestindo uma camiseta justa vermelha, jeans pretos e um casaco de couro cumprido.Usava óculos vermelhos escuros, cabelo negro como petróleo aparado, e cicatrizes no rosto de muitas batalhas.
-Deixe-me adivinhar, mais um deus?-perguntou Harry irritado.
-Certo, sou Ares, deus da guerra.Até que você esta começando a ficar mais esperto.
-Olha quem está falando de esperteza, logo você irmão?-falou uma linda mulher com longos cabelos negros, e de olhos cinza, vestindo um vestido azul-petróleo, e brincos de coruja.-Sou Atena, deusa da sabedoria.
-O que querem comigo?-perguntou Harry curioso, afinal pensou que os três deuses, já tinham falado tudo.
-Viemos ajudá-lo na guerra, pelo menos no começo.-falou Atena.
-Bem começo mesmo, não podemos ficar interferindo muito nas vidas dos humanos.-falou Ares pegando uma faca de caça e começando a limpar as unhas. –Ainda mais na sua, onde sua vida foi devolvida.
Sentando numa cadeira, Harry ouve os conselhos dos dois deuses de forma séria, e de vez em quando fazendo alguns comentários e sugerindo algo a eles.A conversa durou um bom tempo, e em alguns momentos Ares e Atenas começavam a discutir calorosamente, isso quando Ares não resolvia provocar Harry.
-Acho que já ajudamos o suficiente, nossos conselhos são muito úteis, mas tem coisas que ele mesmo deve fazer, ordens do grande Zeus.-falou Ares usando em toda fala um leve tom de ironia.
-Ajudamos?-questionou Atena olhando para Ares irritada, fazendo Harry revirar os olhos sabendo que viria mais uma discussão.-Você ficou apenas praguejando e dando conselhos inúteis, nem sei o motivo de ter vindo até aqui comigo.
-Pensa um pouco maninha, quem é mesmo o deus da guerra?-falou Ares irônico.-A é mesmo sou EU!Então quem mais pode aconselhar ele do que?
Harry olha a cena cansando, e silenciosamente começa a rezar para que Zeus interrompesse os dois antes que ele enlouquecesse, por sorte parecia que o deus o estava ouvindo porque um forte estrondo calou a discussão.
-Parece que o papai se irritou, depois eu que personifico o ódio.-falou Ares se levantado e dando um tapa nos ombros de Harry.-Boa sorte garoto, torne essa guerra mais agitada, e quando entrar em batalha, quem sabe eu esteja ao seu lado.-e sem avisar, o deus começou a brilhar, obrigando o moreno a fechar rapidamente os olhos antes que fosse desintegrado.
-Nem sempre é bom ter Ares como seu companheiro nas batalhas, a raiva e o ódio, podem cegar e prejudicar seu desempenho.-aconselhou Atena.-Quase me esqueço, isso é trabalho de Hermes, mas como viria aqui Hecáte mandou um presentinho.-uma caixa de madeira apareceu nas mãos de Atena, que entregou ao moreno.-Lembre-se, o ódio é um péssimo conselheiro.-dizendo isso a deusa também começa a brilhar para deixar o quarto silencioso.
Segurando a caixa, Harry tenta forçar a mente para lembrar que era a deusa Hecáte, desejando imensamente que ela o perdoasse por esquecer quem era ela.Desistindo de tentar puxar da memória, resolveu abrir logo a caixa e descobrir o que tinha nela, vendo tal objeto finalmente lembrou que era a deusa da magia: era uma varinha totalmente negra, e junto dela um bilhete.
Caro Harry,
Por ser deusa da magia, não existe melhor artesã de varinhas do que eu.Minhas varinhas são únicas porque analiso a alma e crio uma perfeita representação dela.Esta varinha é feita de ébano mergulhado no rio Estige, tornando a madeira indestrutível; seu núcleo é uma mistura mágica: sangue de dragão e de mantícora, pêlo de unicórnio, veneno de basilisco junto com lagrima de fênix.Não se preocupe não tenho planos para te matar por apenas esquecer meu nome, mas que isso não se repita, sempre que usar a varinha lembre-se de mim.
Ass:Hecáte.
Segurando a varinha Harry sentiu uma forte onda de magia percorrendo seu corpo muito mais forte do que aquele criado na primeira vez que segurou sua varinha de azevinho e pena de fênix.A vontade do moreno era sair do Caldeirão Furado e fazer o que tinha planejado junto com Atena e Ares, mas ele sabia que a pressa apenas o atrapalharia, por isso resolveu deitar e dormir.
-Preciso comprar roupas, essa aqui não durar muito se eu continuar a transfigurá-la.-falou Harry sozinho de manhã cedo, transfigurando suas roupas em um casaco preto com capuz.Desceu para o bar e pediu um desjejum, para depois seguir até o Beco Diagonal.
Saindo pelos fundos do bar, encontrando a passagem aberta para se entrar até o Beco Diagonal, provavelmente por causa do acesso aos trouxas agora.O local estava muito diferente da dimensão de onde ele veio, nesta havia muitas mais lojas e pessoas caminhando por ela, algumas pessoas Harry conseguiu reconhecer como sendo trouxas, era incrível como as duas raças conviviam unidos.
“Provavelmente eles se aproveitam daquele ditado, o inimigo do meu inimigo é meu amigo.Afinal de contas, alguns trouxas foram ruins o bastante para se unir a Voldemort sem se importarem com as atrocidades cometidas contra eles.”-pensou Harry com os crimes que e erros que a humanidade comete por ganância e poder.
Finalmente Harry conseguiu encontrar o que tanto procurava, onde antigamente era a Florean Fourtescue, agora era o Cyber Fourtescue.Uma mistura de Lah House com sorveteria, que parecia fazer muito sucesso no Beco Diagonal, entrou ali e encontrou o mesmo homem que lhe oferecia sorvete no seu terceiro ano e o ajudará com seu trabalho de História da Magia, o homem parecia mais velho e cansando servindo sorvete para as pessoas, enquanto um jovem parecido com ele mexia no computador.
Pediu para um computador ser liberado e começou a fazer uma pesquisa detalhada sobre a dimensão e os rumos da guerra.Começou primeiro a procurar como o mundo bruxo foi revelado aos trouxas, encontrando uma notícia sobre um ataque maciço de Voldemort ao Big Ben, que foi tão poderoso e com tantas mortes que ficou mais conhecido como “Massacre no Relógio”.Depois disso muitos outros ataques aconteceram, tanto por parte de Voldemort e seus seguidores, como também dos trouxas, até que Dumbledore conseguiu firmar um acordo de paz entre eles, criando uma aliança, e não querendo ser passado para trás Voldemort fez o mesmo acordo com alguns trouxas que concordavam com a maioria de seus ideais, essas alianças receberam o nome de ‘Aliança da Fênix’ e ‘Aliança da Serpente’, respectivamente.
Após procurar mais sobre as alianças, Harry começou a procurar sobre as pessoas que conhecia, como os seus pais, seu padrinho e seus amigos.Ficou triste por saber que seus pais também estavam mortos nessa dimensão, ficou surpreso ao ver um link de um vídeo, onde mostrava a morte deles, fazendo com que surgisse um conflito em sua mente se deveria ou não abrir e assistir o vídeo.Não agüentando mais de curiosidade Harry acaba abrindo o vídeo, vendo mais uma vez a morte de seus pais, agora de um novo jeito.
“O moreno reconheceu o lugar, como sendo os jardins do Palácio Buckingham, a residência oficial da Rainha.O local não lembrava em nada o que ele via nos noticiários, feitiços voavam em todas as direções assim como corpos espalhados pelo chão, mas isso não era nada comparado ao terrível duelo que acontecia no centro do jardim, uns poucos sobreviventes estavam ao redor de uma cúpula puramente feita de energia, e dentro dela estavam seus pais e Voldemort duelando ferozmente.
Harry ficou espantado ao notar a sincronia que seu pai e sua mãe tinham enquanto duelava, um defendia e o outro atacava, conforme o tempo se arrastava os feitiços de Lilian e Tiago começaram a enfraquecer e Voldemort também parecia estar desgastado, mesmo assim o bruxo das trevas era mais poderoso.
Um feitiço negro foi lançando em direção a Lilian que não teve tempo de criar um escudo, mas antes de ser atingida, Tiago empurrou a esposa recebendo todo o impacto da maldição, caindo morto no chão com sangue escorrendo pela cabeça.Desesperada Lilian se ajoelhou e abraçou o corpo do marido esquecendo do duelo, sem piedade alguma Voldemort lançou a maldição da dor na ruiva que se ajoelhou, gritando de dor, os membros da Aliança da Fênix, tentaram quebrar a barreira, mas os comensais os impediam rindo da desgraça deles e da vitória de seu mestre.Ao parar de torturar Lilian, Voldemort crente na derrota da mulher virou de costas para ela, e por pouco isso não custou sua vida, um feitiço cortante passou rente ao seu rosto, virando furioso encontrou a ruiva em pé com uma aura vermelha pelo corpo, quando ela começou a atacar, Harry pode notar que todos os feitiços eram elementais do tipo fogo.Voldemort tentou se proteger, mas o poder era tanto que seu corpo ficou com diversas queimaduras.
Os ataques de Lilian não duraram por muito tempo, logo a aura ao redor de seu corpo desapareceu e ela caiu de joelhos muito fraca para se manter de pé.Voldemort mirou a varinha e lançou o golpe de misericórdia, a maldição da morte acerto o peito de Lilian, fazendo com que os olhos verdes dela brilhassem pela última vez”.
Discretamente Harry secou as lagrimas que teimavam a cair, ter visto a morte de seus pais desse jeito teve um impacto muito grande no seu emocional.Ele sabia que seus pais eram poderosos, mas nunca tinha visto eles demonstrarem seus poderes, ainda mais a sua mãe que na dor da morte de seu pai liberou sua verdadeira essência mágica, o fogo.
Todas as culturas que Harry estudou durante seu treinamento,era mencionado que cada bruxo tinha uma essência, e que essa essência poderia ser um dos quatros elementos: fogo, água, vento e terra.Claro que poucos bruxos procuravam liberar e utilizar a sua essência mágica, pois era muito difícil fazer isso, o máximo que alguns bruxos conseguiam era um grande controle sobre seu elemento e a criação de poderosos feitiços, como era o caso de Dumbledore que domina a água e Voldemort que domina o fogo.
O problema é que se não soubesse controlar tamanho poder, aconteceria o mesmo que ocorreu com Lilian, um esgotamento total da magia e mesmo que Voldemort não tivesse lançado a maldição da morte, dificilmente ela sobreviveria e se sobrevivesse talvez nunca mais tivesse magia no corpo.Harry continuou procurando noticias de seus amigos, descobrimento que todos continuavam vivos, menos Percy Weasley que foi morto durante uma missão para o Império da Fênix, onde ele deveria proteger um hospital improvisado no sul da França de um ataque de criaturas das trevas.
-Você tem apenas mais dez minutos senhor.-falou o funcionário para Harry tentando espiar o que o moreno estava fazendo.
-Obrigado.-agradeceu Harry lançando um olhar irritado por baixo do capuz para o rapaz que saiu da frente dele rapidamente.Antes de seu tempo terminar, Harry consultou uma lista dos mais procurados do mundo, e logo depois apagou todo o histórico do computador, para que ninguém descobrisse o que ele estava fazendo.
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-O que acharam do garoto, Ares e Atena?-perguntou Zeus aos seus dois filhos, logo após eles chegarem de sua conversa com Harry Potter, além dos três, estavam todos os outros deuses querendo saber mais sobre o escolhido deles.
-Ele está bastante diferente desde a última vez que o vimos, certo Ares?-perguntou Atena ao irmão que como sempre parecia nervoso.
-Sim, pode-se dizer que amadureceu, afinal de contas a guerra sempre faz isso com as pessoas, e normalmente é sempre na marra.-respondeu Ares orgulhoso, pois guerras não traziam apenas desgraça, fazia as pessoas mudarem também.
-Fizemos certo em tê-lo escolhido, toda as dificuldades e desafios que ele enfrentou até agora serviram para moldá-lo do jeito que seria necessário, agora ele está verdadeiramente pronto pra seguir seu verdadeiro destino e quem sabe ser feliz.-falou Hades de forma melancólica.
-Pode parecer uma grande crueldade, mas é a verdade, por mais que ele tenha sofrido foi preciso isso ter acontecido.-completou Zeus quando algumas deusas pareciam chocadas com as palavras de Hades.-Devemos continuar a testar o Harry, o próximo vai ser você, Hermes.
-Senhor Zeus, não desejo desobedecer uma ordem sua, mas ninguém aqui, a não ser o senhor e meus tios, sabem o motivo de estarmos zelando por esse mortal.-falou Hermes, um homem magro, mas com o corpo em forma, cabelos grisalhos e um sorriso zombeteiro no rosto, vestindo-se como um maratonista.-Qual o motivo de ajudarmos e testá-lo?
-Não desejo ser grosseiro com você Hermes, ou com qualquer um de vocês, mas o motivo de fazermos isso com Harry, por enquanto não vamos revelar nada sobre isso, mas saibam que em breve entenderam a nossa posição.-falou Poseidon olhando para todos.
-Tudo bem.-aceitou Hermes abaixando a cabeça.-Farei o que me foi mandando então, senhor.
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Depois de ter saído da Lan house, Harry continuou a andar pelo Beco Diagonal, parando na Madame Malkins para comprar algumas roupas, encolhendo depois as sacolas guardando nos bolsos.Olhando ao redor encontrou a ruazinha que levava para a Travessa do Tranco, onde uma placa proibia a entrada de trouxas se eles não quisessem ter uma morte precoce, pensando bem Harry resolve ir até lá e comprar alguns ingredientes que apenas ali ele tinha a certeza de encontrar.Olhou para os lados e entrou no beco, seguindo para a Travessa, mas antes de poder chegar alguém segurou seus ombros.
-Tem certeza que quer entrar aí?-perguntou uma voz atrás de Harry, que vira rapidamente encostando a varinha na jugular dele.-Calminha, não vim aqui para lhe machucar, eu sou Hermes, deus dos viajantes, comerciantes, ladrões e entre outros títulos.
-Mais um deus?-perguntou Harry espantando.-Pensei que vocês não poderiam ficar se intrometendo nos assuntos mortais, mas a todo momento algum de vocês aparecem na minha frente!
-Credo que estresse, assim vou pensar que estou conversando com o meu pai Zeus quando alguém chama ele de maluco!-brincou Hermes, um barulho forte do trovão .-Brincadeirinha papai.Ele é meio temperamental, não ligue, faz isso para aparecer.-dessa vez um raiom cortou os céus junto com o trovão.
-Por favor, continue irritando o seu pai, eu quero muito ver ele te fulminando com um raio nas fuças.-falou Harry sarcástico e com um sorriso malvado no rosto.
-Nossa desse jeito vou pensar que você quer me ver morto.-caçoou Hermes se encostando na parede, puxando um celular do bolso, que brilhava num tom azulado, puxando a antena, onde duas criaturas, para ser mais exato duas cobrinhas verdes se contorcendo em volta dela.-Já falei pra me darem um tempo, estou ocupado, uma folga de dez minutos pelo menos.-desligando o celular e virando para olhar Harry.-Podemos continuar, pelo menos durante dez minutos.
-Você tem cobras no seu celular?-questionou Harry, ao perceber que Hermes faria um monólogo o cortou.-Esquece você só tem poucos minutos, me conte logo o que veio fazer aqui.
-Eu iria lhe dar uma moradia, mas já que voce ficou reclamando que estamos te perturbando, não vai ganhar mais nada de mão beijada.-comentou Hermes com seu característico sorriso zombeteiro.
-Aonde quer chegar Lord Hermes?-ironizou Harry seu tom de respeito.
-Um desafio Harry Potter, para que você tenha um lugar para viver vai ter que passar por um desafio meu, mas o que vou propor não vai ser para mim e sim pra seus futuros planos.
-Para de enrolar é sério, só porque você é um deus imortal e tem todo o tempo do mundo, acha que eu tenho todo seu tempo também?
-Você vai ter que demonstrar se tem as habilidades que eu prezo.-falou Hermes ignorando a revolta momentânea de Harry, ficou em silencio por um tempo apenas para ver a cara ansiosa do garoto, que faltava apenas pular no seu pescoço.-Nas suas pesquisas deve ter lido sobre os dois Impérios que “governam” este mundo, mas estas pesquisas não devem ter sido muito uteis, já que as informações sobre eles não estão na rede, acertei?
-Sim, o máximo que eu consegui foi o nome dos líderes, o que eu mesmo poderia ter deduzido sozinho, Dumbledore e Voldemort, eles comandam a Fênix e a Serpente, respectivamente.-comentou Harry frustrado.
-O que diria se eu contasse pra voce, que ambos os Imperios, tem uma central contendo toda a informação deles, desde membros até missões?
-Que é mentira, e que se fosse verdade Voldemort e Dumbledore são muito burros em ter criado algo assim.-comentou Harry sarcástico.
-Burrice nada garoto, é preciso guardar informações, pense bem, guardar o nome de todos os seus aliados, pontos fracos de suas bases, como uma pessoa apenas guardaria tudo isso?-brigou Hermes com a distração do moreno, que abriu a boca surpreso e finalmente entendendo.-Finalmente percebeu, então eles não deixaram tudo isso num simples computador numa Lan House de esquina, eles tem uma verdadeira central de comando, pra voce compreender o que estou dizendo, pense em algum filme que tenha visto em que mostrasse a sede do FBI ou da CIA, então é igualzinho.
-Tá legal, eu finalmente entendi, admito fui burro em ter julgado antes de pensar.-admitiu Harry.-Então vai me dizer onde ficam essas bases para que eu possa roubar informações, certo?
-Errado.-falou Hermes fazendo Harry olhar o deus como se ele fosse louco.-Apenas falei isso para te deixar mais esperto, mas a missão que estou querendo lhe dar é que você pegue um livro caixa de um cassino no subúrbio de Londres, a maioria dos lucros são enviados as tropas de Voldemort, o nome é Cassino Royal.Lembre-se sou patrono dos ladrões, então não deixe ninguém te ver.
-Espere Lord Hermes, antes que você desapareça não vai me dar nada para me ajudar?-perguntou Harry quase implorando.
-Tudo bem, vou ser bonzinho.-falou Hermes pegando o celular discando uns números, fazendo uma das cobras abrir a boca e “cuspir” um frasco de poção, junto com um aparelho.-Poção polissuco e esse aparelho aqui, as únicas coisas que vou dar a voce, espero que seja útil, tchau.-completou Hermes desaparecendo na frente dele.
-Maravilha, tenho que invadir um cassino, tendo apenas uma frasco de poção polissuco, um aparelho que não sei pra que serve, minha varinha e uma faca que Poseidon me deu, com certeza vai ser facil conseguir.-falou Harry com ironia desistindo de ir para a Travessa do Tranco, voltando ao Caldeirao Furado, para planejar direito o roubo.
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Os subúrbios de Londres sempre foram locais perigosos, e depois com o início da guerra, foram ficando cada vez pior, resultando num grande número de moradores de rua, viciados em drogas e sujeira.
Logo que apareceu perto do Roayle, Harry observou muito bem o local, e fez um feitiço de glamour, deixando os cabelos loiros e seus olhos verdes escuros, quase negros.Para entrar no cassino, confundiu os guardas, e entrou tranquilamente indo até o bar.
-Por favor, quero uma dose uísque.-pediu Harry ao garçom com um sotaque francês.Quando o garçom trouxe o copo, ele aproveitou para invadir a mente dele e descobrir onde era o escritório.
Pegou o copo e saiu andando, observando as maquinas, atento aos seguranças que não eram muitos e apenas dois bruxos, o que não seria problemas para ele.Notando os detectores de magia que haviam espalhados pelo cassino, Harry finalmente percebeu para que servia o estranho aparelho dado por Hermes.Sentou numa mesa de blackjack e fez uma aposta, enquanto discretamente apertava o botão verde do aparelho, emitindo um bip e acendendo uma lâmpada na ponta, fazendo Harry sorrir e guardar o aparelho no bolso.
Para testar se tinha funcionado, Harry fez um feitiço para mudar a cor de uma das fichas, esperou alguns minutos e sorriu ao perceber que nenhum guarda veio pra cima dele.Jogou mais duas rodadas e saiu da mesa, passando em cada mesa, deixando um feitiço que ele mesmo havia criado, baseado nos explosivos remotos dos trouxas.Cada local que passava desenhava um símbolo com a varinha, e depois foi até o banheiro entrando em uma das cabines e executou o feitiço de forma não-verbal, utilizando o mínimo de força do feitiço para não fazer o cassino voar pelos ares.Esperou alguns minutos, até ouvir as pessoas gritarem de puro pânico, se desiludindo Harry caminhou para fora do banheiro indo em direção ao escritório.
-O que acha que está acontecendo lá embaixo, Antony?-Harry ouviu um dos seguranças perguntando ao seu colega.
-Não faço idéia, mas nosso trabalho é ficarmos de guarda no escritório do chefe, se o Stanford imaginar que abandonamos nossos postos ele vai arrancar nossa pele.
Harry não poderia estuporar os guardas, pois iria fazer barulho, então apenas colocou ambos para dormir e desfez a desilusão que ele estava.Invadiu a mente dos dois e descobriu que ambos eram criminosos trouxas, e que o chefe deles estavam no escritório preparando o balanço do mês.Pegou um fio de cabelo do tal Antony e misturou com um pouco da poção, bebendo ficando com a mesma aparência que o guarda, em vez de tirar as roupas dele, apenas transfigurou as suas e bateu na porta esperando a ordem para entrar.
-O que você quer Antony?-perguntou Stanford abrindo a porta carrancudo, era um homem baixinho e barrigudo, usava anéis e correntes de ouro por todo o corpo, lembrando a Harry aqueles gangsteres dos filmes antigos.-Já descobriram o motivo dos alarmes tocarem?
-Há um invasor senhor, e ele está bem aqui na sua frente.-falou Harry sacando a varinha e desacordando o homem.-ACCIO LIVRO CAIXA!-convocou Harry não querendo perder tempo conseguindo que uma grande pasta saísse de um dos armários e viesse na sua direção, o folheou rapidamente para confirmar se era o que ele queria, a guardando dentro das vestes, depois de encolhê-la.
Para que a culpa caísse sobre Antony, Harry modificou a memória do homem, pois sabia que não perderiam tempo investigando o motivo da traição.Voltou a se desiludir, e foi até o banheiro esperar o efeito da poção acabar, que foi rápido já que tinha tomado uma pequena porção.Com o fim da polissuco, refez o glamour e saiu do banheiro fingindo surpresa ao notar a confusão, e discretamente foi indo em direção a saída, até que conseguiu sair do cassino Royal sem ser barrado por algum dos seguranças.
-Parabéns, não pensei que voce seria tão efetivo num roubo, garoto.-falou Hermes aparecendo do lado de Harry dando tapinhas no seu ombro.
-Assim me magoa Lord Hermes, até parece que desejava o meu fracasso.-ironizou Harry pegando o livro e o deixando com seu tamanho normal.-Agora diga para que eu roubei este livro mesmo?
-Além de provar suas habilidades para mim, vai ser útil para atiçar a curiosidade de Dumbledore para sua pessoa.
-Como?
-Este livro mostra transações entre o cassino Roayle e Voldemort, Dumbledore sempre suspeitou, mas nunca conseguia provas efetivas contra eles, e esse livro vai permitir reduzir o cassino a um amontoado de poeira.-explicou Hermes sorrindo.-E dando um presente desses para ele, conquistara, mesmo que seja mínimo a confiança dele.Agora vai precisar de um apelido, que tal Cicatriz?Ou Relâmpago Verde?
-Inventar apelidos não é uma das suas qualidades, né?-perguntou Harry chocado com os péssimos apelidos.-Eu já me decidi como serei chamado:vou ser Shadow, o homem que vai fazer todos lembrarem o motivo para se ter medo do escuro.
-Que frase dramática, mas é boa.-falou Hermes sorrindo.-Quer mandar a mensagem agora?
-Como?
-Esqueceu com quem esta falando?Sou o mensageiro dos deuses, e posso fazer um favor pra voce, Shadow.-Hermes entregou a Harry um papel junto com uma caneta para ele escrever um bilhete.
Harry ficou andando de um lado pro outro pensando no que poderia escrever para Dumbledore, não podia ser nada muito pessoal, ele precisava ser como um caçador de recompensas, e ele sabia muito bem como era o comportamento de pessoas desse tipo, tinha convivido com alguns deles durante o seu treinamento, foi com esse tipo de pessoa que ele aprendeu a ser frio e a matar sem sentir remorsos.Escreveu rapidamente o que achou que seria suficiente para atiçar a curiosidade do velho bruxo e o ajudasse quando ele fosse se revelar ao mundo, dobrou o papel e enfiou no meio livro caixa, entregando a Hermes.
-Considere feita a entrega.-falou Hermes animado, entregando uma chave decorada com letras gregas aleatórias, que Harry tentou identificar sem sucesso.-Essa chave é especial, ela abre portas dimensionais, a que estou te dando está encantada para abrir apenas uma porta dimensional, a de uma casa com tudo que você precisar.
-Poderia explicar como funciona essa abertura de portas dimensionais?-questionou Harry olhando para a chave.
-Claro é muito fácil, veja é só colocar a chave na sua frente falar a palavra abrir em grego, que você deve saber como é ανοιχτό.-no momento que falou isso, a chave brilhou num tom azulado, fazendo uma porta toda decorada com animais mágicos aparecer.-Antes de entrar é só tirar a chave que a porta vai desaparecer.-completou tirando a chave e dando para Harry.-Até breve.-Hermes despediu-se de Harry que nem deu muita atenção a ele, já que olhava maravilhado para a chave.
Harry queria logo testar a chave para poder explorar a casa que os deuses tinham arranjado para ele, mas primeiro tinha que fechar sua conta no Caldeirão Furado.Pela primeira vez desde que chegou no bar hospedaria, Harry cumprimentou o atendente animado, reparando no crachá em seu peito rindo por dentro.
-Quero encerrar minha conta, Tom, obrigado pelo ótimo atendimento.-agradeceu Harry depositando uma quantia considerável no balcão que fez o homem arregalar os olhos.
-Isso é uma quantia superior aos seus gastos aqui.-falou Tom olhando do dinheiro para Harry.
-Entenda como um bônus, já disse que gostei do atendimento daqui, é uma das melhores hospedarias.Tenho apenas uma curiosidade, seu nome é o mesmo que o do antigo dono, não é?
-Sim, o antigo dono morreu a três anos atrás, quando foi visitar o filho numa área de conflitos, a família não quis mais saber do bar e eu decidi comprar.Termos o mesmo nome é puramente coincidência obra do acaso.-falou o atendente como se não fosse nada.
Concordando com Tom, Harry se vira saindo do Caldeirão Furado, andando a esmo por Londres, até encontrar um local seguro para utilizar a chave.
- ανοιχτό!-falou Harry quando entrou em um beco vazio, quando a porta apareceu Harry entrou não se esquecendo de retirar a chave antes de entrar.-Uau!-foi tudo que conseguiu dizer olhando para um corredor com diversas portas espalhadas por ele todo.
Animado para explorar todo o local, Harry observou se tinha algo que identificasse as portas encontrando as inicias de seu nome na primeira porta, imaginou ser o seu quarto e curioso pra saber como seria por dentro, o escolheu pra ser o primeiro local que queria ver.
O quarto era grande, quase do tamanho do salão principal de Hogwarts com uma decoração simples.Tinha uma cama King Size, um armário de mogno que Harry abriu encontrando-o cheio de roupas, um banheiro que tornava o quarto uma suíte e uma estante que ele poderia colocar as suas coisas pessoais, ele largou sua varinha e a faca ali em cima pra continuar a explorar.
Além da suíte, também tinha um laboratório com ingredientes variados e raros, para Harry preparar poções, nas suas viagens tinha descoberto as maravilhas de trabalhar com um caldeirão, atribuindo não gostar antes por culpa de Snape, agora tinha até mesmo noções de alquimia aprendidas com Nicolau Flamel.Havia uma sala de armas, tanto brancas e como de fogo, junto com um tatame e bonecos de treino, ele ficou maravilhado observando o trabalho bem feito sendo que em todas as armas tinham a marca de Hefesto, o que garantia uma ótima qualidade, mas aquela sala exalava a presença de Ares como se cada uma delas clamasse por sangue e luta.Saindo da sala de armas, foi para a próxima porta encontrando uma biblioteca imensa, e com uma rápida olhada ele supunha que ali existiam todos os livros do mundo, algo digno de Atena.Passou rapidamente pela cozinha, depois para uma sala bem organizada e uma porta com um martelo que quando Harry tentou entrar sua mão queimou.
-Droga isso é a marca de Hefesto, daqui a pouco ele vai aparecer e querer me testar, é melhor eu ir dormir antes que algo assim aconteça.
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Mesmo tendo uma idade avançada Dumbledore ainda comandava o Império da Fenix de forma invejável, claro que tudo isso graças à Pedra Filosofal e seu elixir da vida que garantiu um envelhecimento mais lento.O bruxo se encontrava na diretoria de Hogwarts, conversando com Minerva McGonagall, Sirius Black, Remo Lupin e Severo Snape, sobre a quietude de Voldemort e as poucas chances que tinham para por um fim na guerra, Dumbledore suspirava rezando por um milagre, pois até mesmo ele já estava perdendo as esperanças.De repente m brilho branco cegou todos eles, do mesmo jeito que ele veio desapareceu, mas serviu para deixar os cinco bruxos em alerta, procurando por algo diferente.
-Que pacote é esse Alvo?-perguntou Minerva olhando para a mesa do diretor.
-Ele não estava aqui até o surgimento daquela luz branca.-observou o diretor apontando a varinha temeroso para o pacote, lançando todo tipo de feitiço.-Não detectei nada de errado com ele, acho que é seguro abrir.-o conteúdo da carta fez o homem arregalar os olhos pegando o livro em cima da mesa apressado.
-O que foi Dumbledore?-perguntou Snape impaciente.
-Ouçam o que está escrito.-começou o diretor lendo a carta em voz alta.
Caro Professor Dumbledore,
Nós dois não nos conhecemos pessoalmente, e o senhor nunca deve ter ouvido falar de mim, mas eu já ouvi muitas coisas ao seu respeito.Algumas são de domínio totalmente publico, mas outras são segredos que eu descobri através de meu serviço como um caçador de recompensas.Também sei das dificuldades que tem enfrentado nessa guerra e humildemente ofereço os meus serviços ao Imperio da Fenix, para provar o meu valor estou mandando um presente valioso para o senhor, o livro caixa do cassino Roayle onde aparecem todas as transações feitas entre eles e Voldemort, com isso conseguira por um fim a uma das fontes de renda do Imperio da Serpente.
Atenciosamente Shadow, espere que em breve receberá mais noticias minhas.
-Shadow?-falou Minerva confusa.-Nunca ouvi falar dele e vocês?
-Também não, nem mesmo no submundo.-respondeu Remo pensativo.
-Precisamos descobrir mais coisas sobre ele, mas por enquanto vamos aproveitar o que ele mandou para gente e acabar com aquele lugar.Sirius você vai ser o líder dessa missão, reúna alguns batedores e invada o cassino, tem permissão para matar se não houver outra escolha.-ordenou Dumbledore energeticamente.
Notas finais
O Harry vai continuar recebendo visita dos deuses, não sei se serão todos,mas vai ser de muitos, todos testando o moreno.
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