O Errante Caminho da Liberdade
1 O poema do Inicio/fim
Notas iniciais
O resto da historia vira depois, aproveitem.
Apesar de quebrada ainda
Anseio pelo ar quero respirar Só a solidão me cerca Mas já não me importo mais Pois as lembranças ainda estão lá Minha vida já perdeu Seus belos tons E tudo o que a é o Cinza pálido da Desolação Estou quebrada, mas ainda Anseio pelo ar, se não posso Aspirar pelas cores da liberdade O que me resta para ficar O que a de errado em uma Boneca Querer se libertar Com seu olhar de ódio gravados na alma, me arrasto Óh, bela boneca quebrada Que os fios ainda prendem Sem qualquer perdão que o vermelho Lhe tinja como uma forma de libertação O que a de errado em viver Em quanto todos lhe marcam Com seus olhos de ódio O que a de errado em uma marionete Cortar seus cordões Não deixarei que a solidão me engula Porque ainda tenho as memorias Daquele quente verão Daquele frio cortante do inverno Em contra ponto do calor de sua mão Pode ser que essa vida Não seja nada além de Um longo Pesadelo minha alma Grita em todas as cores que restam Porque apesar de trabalhar tanto Porque apesar de ser comportada Quando tento cortar os fios que me prendem Todos me odeiam, até você que prometeu Nunca me abandonar As borboletas de meu sangue Já voam para longe de meu alcance E tudo que me resta É um suspiro agudo E uma quente gota do mar Em meus olhos opacos que perderam De vista a quem deixaram de amar
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