O Enigma do Faraó Parte I

16 XVI - Quem é o assassino?


Notas iniciais

AMoo d+ esse cap!

Magri encontrava-se no quarto do “príncipe” que estava de costas para ela com as mãos apoiadas numa mesa. A garota sentou-se numa poltrona com as mãos encolhidas, estava pequenina e frágil com os olhos vermelhos.

O garoto voltou-se para ela. Mas seu rosto estava novamente com o rosado e o olhar sereno.

- Magri...?

A menina sentiu arrepiar-se, mas não de medo, mas sim de felicidade, porque sentiu que o seu Crânio estava ali.

- Ah, meu amor...

Os dois se abraçaram carinhosamente. Crânio acariciou os cabelos de Magri com o rosto, e a menina deitou a cabecinha em seu ombro apertando os braços em sua cintura.

- Desculpe assustar vocês assim, mas era só para não causar problemas. Como estão os outros?

- Estamos bem... – cochichou a menina. – Amor eu preciso te contar uma coisinha...

- Algum problema?

Magri olhou fundo nos olhos do garoto.

- Você e Chumbinho precisam fugir... Vão matar vocês no amanhecer.

- È esse o problema — afirmou o rapazinho ainda abraçado a moça. – Eu sinto que o assassino do meu tio está aqui... Não posso perder essa oportunidade de pegá-lo.

- Mas a sua vida vai correr perigo, eu não vou deixar não insista!

- Mas querida...

- Se alguma coisa lhe acontecer eu morro... – e a garota mais uma vez deitou a cabecinha no ombro de Crânio.

- Já estamos no meio da madrugada.. –disse o gênio dos Karas olhando para o relógio de pulso. – Não vamos conseguir evitar a tal cerimônia, não vai dar tempo!

- Vamos sim, não dá para fugir por que a única saída está bloqueada por aqueles esquisitões. Uma passagem que dá no museu foi assim que entramos. -contou a garota. – Nós vamos conseguir...

Crânio sentou-se na poltrona ficou pensativo.

- Querida, você tem alguma idéia de quem seja o assassino?

Magri sentou-se no colo de Crânio, e ficou também a pensar.

- Suspeito de alguém, mas não há nada até agora que o incrimine, mesmo assim suspeito.

- Será que é a mesma pessoa que eu estou pensando?

- Nós vimos o assassino e o seguimos até aqui ele é muito rápido faz acrobacias melhor que eu! Ele roubou as duas relíquias no museu está noite, que estavam na casa de Vicent, que morreu de doença.

- Não faz sentido nenhum, estamos esquecendo alguma peça do tabuleiro... –até que Crânio arregalou os olhos – Acho que eu sei quem é, mas preciso ter certeza.

- Seja lá quem for não vai lhe fazer mal, porque eu vou proteger você. – Magri enlaçou o rapazinho, olhando-o carinhosamente.

O gênio dos Karas acariciou o rosto da menina.

- Senti muito a sua falta...

Os dois se olhavam como se quisessem aspirar um para dentro do outro. Os lábios se encontraram sentindo a alegria do reencontro, e parecia que o mundo girava em torno deles...

Chumbinho estava ali há um tempão perto da porta, escutando a conversa e não queria interromper aquele beijo, pois também estava feliz em ver os dois Karas tão apaixonados.

- Hum hum — pigarreou Chumbinho com a garganta. Crânio e Magri levaram um susto.

- Desculpe atrapalhar vocês, mas é que os outros estão na porta...

Magri levantou-se rapidamente do colo de Crânio, até que os outros Karas entraram. Chumbinho lhes havia chamado e explicado que ocorrido no salão foi tudo fingimento.

Calu não se conformava com aquela história e já foi entrando e falando.

- Você queria me matar, é Crânio?? Eu sei que às vezes não nos entendemos, mas não é para tanto, enfiar aquela espada na minha garganta.

- Ah, Calu.. –riu o gênio dos Karas.

- Mas foi engraçado – completou a Dani, abraçando o irmão.

Miguel estava muito frio, e com o rosto meio avermelhado. Lá estava seu amigo e rival ao mesmo tempo, pois sabia muito bem que Magri e Crânio estavam juntos de novo. Era óbvio depois das fotos que vira no celular da menina... Mas o gênio dos Karas estava na vantagem, e Miguel nunca teria chance de conquistar Magri, pois percebeu que o olhar da garota era de alegria, principalmente quando olhava para Crânio, por isso nem cumprimentou, ficou preso nesses pensamentos cheio de ciúmes... Mas de repente a imagem dos belos cabelos cor de fogo da corajosa Dani apareceu-lhe como uma fotografia, e Miguel sentiu-se confuso. Como estava sentindo ciúmes de Magri, sendo que pensava em Dani? Como podia gostar de duas garotas ao mesmo tempo? O que estava acontecendo com ele?

- Miguel, está tudo bem?

- Claro, Dani, não se preocupe...

Crânio se aproximou de Chumbinho e cochichou:

- Kara preciso de um favor.

- Pode contar comigo.

- Chumbinho... Eu vou me entregar!

- O quê???? Como assim você vai se entregar?

- Quero dizer que não vou fazer nada vou deixar que matem.

- Como assim não vai fazer nada? Você ficou maluco!

- Chumbinho, por favor, você precisa me entender, eu não agüento mais tudo isso. Ver os meus amigos se arriscando para me salvar, sendo que eu tenho culpa de tudo!Eu ouvi aqueles loucos dizendo que vão matar todos vocês também!

- Crânio você não é culpado! Você é uma vítima igual a todos nós!

- Sinto muito Kara, mas já está decidido. Você e os outros vão sair daqui, querendo ou não. Eu fico e para acabar de uma vez com tudo isso e se for necessário que eu morra para que meus amigos não tenham mais problemas e não corra mais perigo de vida eu não impedirei! Leve os outros até a saída e não conte nada a ninguém principalmente a Magri.

- Não posso deixar você aqui entre a vida e a morte!- Chumbinho estava para chorar – E a Magri? E a sua irmã? Elas vão sofrer.

- Mas será por pouco tempo. Magri poderá arranjar outro garoto melhor do que eu que a fará muito feliz!

- Crânio, pelo amor de Deus, não faz isso comigo!

- Você vai dizer aos outros que eu irei atrás por que procurarei uma oportunidade para escapar, assim eles não vão suspeitar.

- Por favor, não... – Chumbinho já estava chorando.

- Chumbinho eu gosto muito de você, nunca vou te esquecer meu grande amigo. Tudo o que você fez por mim vou levar para sempre comigo. Diga a Magri quando vocês já estiverem livres, que eu a amo muito, que ela é tudo para mim, e que nunca vou esquecê-la. E que você dê um abraço bem grande na Dani, no Miguel e no Calu, como se eu estivesse dando.Porque não sei se voltarei mais. Adeus!

Crânio e Chumbinho se abraçaram chorando. A separação estava sendo muito difícil, para o menor dos Karas, mas tinha que fazer o último desejo do amigo: Que os Karas se salvassem...