O Enigma do Faraó Parte I

14 XIV- Na sala Escura


Os Karas e a irmã de Crânio estavam para perder as esperanças de sair dali. Daquela sala escura, apertada onde estavam trancados.

- Ótimo o que faremos? – interrogou Calu.

Magri colocou os ouvidos na porta de pedra para ver se estavam sendo vigiados, e infelizmente estavam. Os encapuzados falavam alguma coisa que parecia muito importante.

- Que horas vai ser a cerimônia?

- 05h30min da manhã, mais ou menos a hora em que o sol nasce. O Guardião vai entorpecer O Príncipe e o outro garoto.

- O outro também vai?

- Os dois de acordo com o Guardião.

“Quem será esse tal de Guardião?” pensava a garota.

- Escutou alguma coisa, Magri? –perguntou Miguel.

E ela contou a conversa que escutara.

- Esse Príncipe e outro garoto só podem ser Chumbinho e meu irmão. –comentou Dani.

- Ai meu Deus! –exclamou Calu – Lembra da lenda pessoal? Que tem que unir as peças e oferecer as dez almas durante o nascer do sol? Quer dizer que hoje!

- Na hora em que o sol nascer eles vão... Matar Crânio e Chumbinho!! – completou Magri.

- Queimar Crânio e Chumbinho, você quer dizer. -disse o líder dos Karas.

- Temos que impedir, mas como vamos sair daqui? – interrogou Calu.

Até que a porta de pedra se abriu e os quatro jovens foram empurrados pelos encapuzados.

- Vamos apresentá-los ao Príncipe. Caminhem plebeus!!

Os cavaleiros não tinham piedade, os empurravam brutalmente.

“Vão nos levar até Crânio e Chumbinho! Até que em fim!” pensava Magri.

Andrade estava com os nervos à flor da pele, já haviam se passado horas e nada dos garotos ligarem para ele.

“Meu Deus, já é quase meia-noite e nada desses meninos darem notícias! Será que encontraram o tal assassino? E se eles... Não! Não podem ter caído nas mãos desses loucos! È melhor eu dar uma volta para matar o tempo”.

E o gordo e simpático detetive se dirigiu a uma lanchonete que ainda estava aberta. Pediu um sanduíche, com mortadela, presunto, queijo, alface, tomate, ketchup e mostarda e refrigerante. Para a sobremesa pediu sorvete natural de chocolate e abacaxi, com calda de uva.

“Que beleza! Nada melhor que um sorvete nessa noite quente, e também para acalmar os nervos.” Pensava o guloso detetive.