O Enigma do Faraó Parte I
10 X - "Agora só dependemos da sorte"
Notas iniciais
Alguns perguntam se a Dani não gosta dos Karas, na verdade ela só acha eles....err....organizados demais para um simples grupo de amigos....em fim, no decorrer da história, vc irão entender!
Os Karas e Dani esperavam ansiosamente Andrade chegar. Todos estavam irreconhecíveis: Uma garota vestida de fotógrafa meio desajeitada com o cabelo preso, nem parecia a elegante Magri; ninguém iria imaginar que aquele garoto parecendo turista americano vestindo uma blusa de botão florada uma calça branca a cor do cabelo mudada e um aparelho ridículo era Miguel; e nem mesmo Crânio reconheceria que era Dani que estava por trás daquela maquiagem extravagante e um óculos aro fino vestida de repórter, ou aquele garoto gordinho com o cabelo lambido e um óculos fundo-de-garrafa e um paletó, que era Calu. Logo o detetive Andrade chegou, e o líder dos Karas contou o plano:
- Vamos nos espalhar pelo museu e quando forem fechar vamos nos esconder. Andrade antes você vai sair como se estivesse indo embora e esperar aqui. Um de nós vai ligar para o seu celular avisando que já é hora de entrar e você com todos os policias invade tudo.
- È muito arriscado, mas se o tal assassino não aparecer?
- Ele vai sim Andrade, porque depois O Lacre e o Enigma vão ser levados para o Cairo como estava no jornal, ou é hoje que pegamos esses malucos e soltamos nossos amigos, ou nunca mais! Vamos lá Karas! – encerrou o líder.
“Karas? Será o nome desse grupo incrível?” pensava Dani.
Magri sabia que os Karas iriam entrar em mais uma batalha, estava firme e confiante, mas a saudade a deixou frágil, mas alimentou suas forças.
“Ai, Chumbinho espero que você esteja bem e... Ah, Crânio meu querido, meu amor, me espere que eu vou te salvar!”
Calu estava pronto para mais uma aventura, só que dessa vez eram só com a sede de justiça e a coragem que mantinha aquele grupo em posição de guerra.
“Agora só dependemos da sorte, e o que o destino nos espera.”
Miguel sentia que nunca mais reuniria aquele grupo novamente, pois não sabia se conseguiriam sair vivos dali.
“Mais uma vez estamos juntos nessa... Ah, Dani pra mim você é um de nós porque vai lutar conosco”
Dani estava calma, como sempre.
“Sempre alerta. Um por todos e todos por um!!” lembrou-se do lema dos escoteiros e dos três mosqueteiros, que eram quatro.
Já haviam entrado no museu e se espalhado. Miguel avistou ao longe um homem velho, conversando com um grupinho de estudantes. O líder dos Karas se aproximou, o homem estava explicando algo sobre sarcófagos. Dani veio com uma caderneta e começou a anotar o que o velho dizia. O líder dos Karas fez um sinal com os dedos, que queria dizer alguma coisa. Dani aproximou-se mais de Miguel, que começou a apertar o seu braço em código Morse.
- Q-u-e-m-é-e-l-e?
Mas lembrou-se que Dani não conhecia o código dos Karas. Mas teve uma surpresa quando a menina pegou o seu braço e começou a apertar:
-E-l-e-é-P-a-b-l-o-M-o-n-t-é-z.
Miguel ficou espantado com a garota ter respondido sua pergunta. Ela explicou bem baixinho que quando ia fazer escoteirismo na sua cidade, todos tinham que aprender o Código Morse, para se comunicarem na mata sem fazer barulho ou caso se perdesse.
Os dois se afastaram e continuaram circulando.
Magri fotografava todas as peças que encontrava, mas teve uma surpresa, viu as duas relíquias de Rá à mostra.
Calu circulava como um estudante comum entrou em uma salinha que tinha jóias de algumas rainhas egípcias. O ator dos Karas continuou andando pela salinha e percebeu que algo brilhava por detrás das enormes estantes onde as peças ficavam expostas. O garoto chegou mais perto e viu que era algo afiado, mas era grande demais para ser uma faca. Mas continuou circulando.
O tempo foi passando e as pessoas foram indo embora, inclusive Pablo Montéz e Andrade. O líder dos Karas sentiu que chegou a hora e fez um sinal com os dedos para todos os outros dizendo para se esconderem. Logo os seguranças viram que não tinha mais ninguém, e começaram a apagar as luzes.
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