O Enigma do Faraó Parte I
8 VIII- Dois Karas a menos
Notas iniciais
O gênio dos Karas andava lentamente pela calçada queria respirar um pouco, contar as histórias sobre seu tio Rafael o deixou muito triste, pois aquele segundo pai nunca mais iria encher de imaginação e fantasia nem ele e nem Danielle. Sua irmã já sabia o que tinha de fazer no dia seguinte, foi fácil convencê-la, Dani topava qualquer coisa para colocar o assassino de seu tio na cadeia.
De repente sentiu que alguém o puxava para trás com muita violência. Tentou gritar, mas mão brutal tampou-lhe a boca com um pano e um cheiro de álcool subiu-lhes as narinas, antes de desmaiar viu um carro preto se aproximando e sentiu-se sendo carregado para o carro. Chumbinho estava indo para casa, cortou caminho pela rua da casa de Crânio por que era mais perto da sua. O caçula dos Karas não estava entendendo o que aqueles homens de preto estavam fazendo com o corpo de um adolescente, Chumbinho se aproximou mais e reconheceu que era Crânio que estava desmaiado e entendeu tudo: os fanáticos estavam atacando novamente! O garoto se continuou calmo, mas tinha que fazer alguma coisa e não pensou duas vezes partiu para cima dos brutamontes:
- Larga meu amigo!
Um dos homens de preto agarrou Chumbinho e tapou-lhe a boca, e o menor dos Karas perdeu os sentidos e uma garota corria atrás deles...
Danielle era muito calma, mas naquela manhã no Parque do Ibirapuera estava desesperada: seu irmão não dormiu em casa e tinha as esperanças de que um daquele sinistro grupo tivesse notícias dele. Depois de fazerem as apresentações, Dani contou tudo o que sabia.
- Crânio e um garoto foram seqüestrados?
- Foi o que eu vi da janela da minha casa, tentei correr atrás do carro preto, mas cheguei tarde – lamentou Danielle.
- Quem era o outro garoto? – perguntou Calu
Dani contou as características físicas do outro garoto seqüestrado.
- Só pode ser o Chumbinho – lamentou Magri. — Por causa do nosso vacilo Crânio e Chumbinho foram seqüestrados!
- Até a parte em que seqüestraram o Crânio eu entendi, mas o Chumbinho? Por quê? – interrogou Calu.
- Talvez porque estivesse por perto na hora do seqüestro – sugeriu Magri.
- Chega de falar disso, temos que interrogar Pablo Montéz – ordenou Miguel. Magri não concordava:
- O quê?? Você quer que nossos amigos virem churrasquinhos? Quem sabe o que aqueles malucos vão fazer com eles.
Miguel desviou o olhar de Magri, sabia por que estava tão preocupada em encontrar os dois Karas desaparecidos, na verdade o líder dos Karas queria muito que Crânio desaparecesse e não voltasse nunca mais, desde o momento em que descobriu que entre Magri e Crânio existiam sentimentos maiores que amizade, sentia uma raiva imensa dos dois. Mas declarou;
- Se encontrarmos Vicent encontrará Chumbinho e Crânio. — Miguel pediu que Calu ligasse para casa de Chumbinho imitando sua voz, dizendo que estava na casa de um amigo, e Dani disse a mesma coisa sobre seu irmão para seus pais.
Logo o detetive Andrade chegou com o seu fusquinha, Os Karas e Dani tiveram que se apertar lá dentro, mas isso não acabava com a determinação da irmã do gênio dos Karas.
“Eu vou te encontrar, maninho, e também esse maldito assassino, quando eu estiver cara a cara com você seu maldito, vai se arrepender de estar mexendo com a minha família!” Pensava a menina olhando pela janela do fusca. Miguel a observava e sentiu que a garota era corajosa, como um verdadeiro Kara. Na verdade o rapaz sentiu que nascia dentro dele um carinho muito grande por Dani, mesmo conhecendo ela há poucos minutos, mas lembrou-se quem ela era:
“Ela é irmã do Crânio... traidor! Como pôde esconder de mim, seu amigo que estava saindo com a Magri? Por quê? Não confia em mim? Mas... Dani... O que está havendo comigo?”
Chegaram a um belo casarão: a casa de Pablo Montéz!
- Muito bem Dani, você sabe o que tem que fazer. – começou o líder dos Karas.
- Já entendi Miguel.
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