O Enigma do Faraó Parte I

6 VI - Morto como um animal!


Notas iniciais
Esse cap. não ia ser incluso na fic, ou seja, não era a idéia original da fic, mas enquanto eu escrevia, vi que seria essencial para a continuação da fic...e tbm pra a segunda parte q está por vir....

Quando estava voltando para casa, o gênio dos Karas não havia entendido o que Miguel queria: ele ser a isca que vai atrair os assassinos? Mas como atraí-los? Sem contar que não tinham nenhuma pista sobre o tal assassino...

Até que quando chegou ao portão de sua casa encontrou um pandemônio, um caos: tinha um monte de policiais, os empregados falavam todos ao mesmo tempo, uma algazarra.

Crânio tentou entrar, mas um dos policiais que estava de guarda no portão, o barrou. Mas um dos empregados chegou esbaforido, dizendo que o rapaz era filho dos donos da casa.

O rapazinho atravessou o belo jardim, e entrou na casa. Na sala de estar, lá estava o detetive Andrade e o Doutor Pacheco. Crânio entrou esbarrando em todo mundo que queria encher-lhe de perguntas. Andrade se aproximou afastando o tumulto de gente em cima do garoto. Quando ficaram sós os dois, o gênio dos Karas queria fazer mil perguntas:

- Andrade, o que está havendo? Quem são essas pessoas na minha casa? O que houve?

O detetive não conseguia falar. Era como se sua língua estivesse presa nos lábios, por que cabia a ele a parte mais difícil de tudo?

Vendo que Andrade não iria responder, Crânio atravessou a sala, foi para o hall, subiu as escadas rapidamente. Quando chegou aos corredores dos dormitórios, encontrou a porta do quarto de seu tio Rafa escancarada, entrou...

O quarto era muito bonito, tinha até uma porta que dava para o terraço e uma mesinha no fundo do onde tio Rafa guardava lindos cálices de faraós egípcios, sem contar com o lindo tapete persa que cobria o chão. Mas, naquele tapete, estava jogado como um animal, saindo sangue do abdômen, com os olhos arregalados, seu querido tio Rafael!

A paisagem do lindo litoral paulistano fascinava Danielle, que olhava perdidamente pela janela do seu quarto. Mas a entrada de sua madrinha a espantou de seus sonhos, contando-lhe a tragédia que aconteceu.

- O quê? Meu tio morreu? O que a senhora esta dizendo madrinha?

- Foi o que me contaram, querida, acabaram de ligar avisando.

- Madrinha, preciso voltar para casa urgente... Bom meus pais estão viajando... Então liga para o meu irmão e avisa-o!

***

Na delegacia todo mundo queria dar sua opinião sobre o caso, mas quem estava investigando tudo era o detetive Andrade. O corpo de tio Rafael foi levado para a perícia, e os pais de Crânio já foram avisados, e voltariam no dia seguinte bem cedo. O geniozinho dos Karas teve que depor, pois foi a última pessoa que falou com a vítima. Logo os outros Karas, que foram chamados pelo rapazinho chegaram e estavam a par de tudo. Quando adentraram a sala de espera da delegacia, encontraram não gênio dos Karas, o aluno mais inteligente do Colégio Elite, mas sim um rapazinho que estava sofrendo muito, os olhos estavam inchados, o rosto um pouco pálido e de cabeça baixa. Miguel estava sem jeito, nunca tinha visto seu amigo daquela maneira, mas decidiu que eles teriam que encontrar esse maldito assassino, e tudo o que aconteceu até aquele momento tem ligação. Magri tentava falar alguma palavra de conforto para Crânio tentava consolá-lo, mas não conseguiu, estava tão triste quanto ele. Ficaram sozinhos por uns minutos, e a garota pegou um lenço da bolsa, e começou a limpar os olhos inchados e cheios de lágrimas de Crânio, mas começou a chorar também e abraçaram-se tentando um consolar o outro.

Crânio foi para a pia do bannheiro, lavou o rosto, contou, até as batidas do seu coração voltar ao normal, e lá estava o gênio dos Karas de volta, dono de sua incrível linha de raciocínio e confiança.

Estavam mais calmos e o geniozinho dos Karas disse que seu tio era um ex-arqueólogo especializado em cultura egípcia:

- Pessoal, é isso! – exclamou Chumbinho – Crânio, talvez seu tio soubesse de alguma coisa sobre a tal lenda e o caso dos garotos assassinados!

- Pode ser Chumbinho – pensou Crânio – mas... Espera agora que eu me lembrei de uma vez que meu tio me contou sobre uma expedição que ele fez com mais dois colegas no Cairo...

Os Karas, junto com o detive Andrade, foram para o Parque do Ibirapuera, porque numa delegacia não era um bom lugar para se ouvir histórias. E aquela era muito importante...

No belo casarão, o velho sentava-se em sua poltrona na sala. Era uma daquelas casas parecidas com as dos filmes antigos, não havia energia elétrica e tudo era iluminado a velas e candelabros havia bastantes tapetes e quadros de Picasso e Van Goh. O velho colocava os seus óculos de meia lua e retirava um papiro de uma gaveta, era muito antigo e ele conseguiu decifrar os hieróglifos, mas a mensagem que decifrou, há muitos anos tentava entender, era realmente um enigma ou uma charada cheia de metáforas e comparações.

Suspirou, e guardou o papiro. Sentou-se novamente e pegou o jornal, na primeira página dizia: “Arqueólogo morre a caminho do hospital” e quase teve um enfarte quando leu toda a manchete: era um grande colega de trabalho e também muito amigo.

Notas finais
Obrigada a todos q estão comentandoo