O Elo

12 Medalhão.


Notas iniciais
Mais um capítulo!

Jenny se assustou quando os viu, me largando rapidamente:

— Mas o que aconteceu? — Perguntou a treinadora.

— Irei explicar, mas antes Itan precisa de ajuda, e rápido! — afirmou Lúcia ainda com Itan apoiado em um de seus ombros.

— A curandeira mais próxima fica à quatro horas daqui. Receio que algumas revelações são necessárias, ou Itan morre aqui mesmo. — Disse Dilan preocupado com seu irmão.

— Irei buscar o medalhão, ele está na casa. — Afirmou a treinadora da água.

— Irei com você . — Falei sentido-me na obrigação de acompanhá-la, porém, sem entender nada, absolutamente nada, como sempre.

Saímos do pátio do templo e fomos correndo para o casarão. Ela não me disse nada, porém, quando entramos no casarão, e Jenny tirou a mesinha de centro do lugar, conclui. O suposto medalhão que falaram à poucos instantes, era o que brilhava todas as noites sob o piso de madeira. Mas como ela iria tirá-lo de lá? Pensei, mas logo tive minha resposta. Jenny ficou um pouco afastada, e estendeu as mãos repedindo as mesmas palavras que falara à poucas horas:

— Comme la lutte guerrière, l'héritier est formé.

Com isso,o piso de madeira se abriu como o brotar de uma rosa. As imendas do piso se romperam, e como uma explosão, quebraram deixando um enorme buraco no chão. O medalhão que estava dentro de uma espécie de caixa de prata, brilhava fortemente na cor dourada. Mal conseguia olhar pra ele:

— Pegue-o Lucca. Ele te pertence. — Disse Jenny.

— Como assim me pertence? Sempre disseram que não era da minha conta. — Afirmei, agora sem entender nada completamente.

— Apenas pegue! Contaremos tudo à você. O cerco está se fechando e você deve saber sobre seu passado, mas agora Itan está morrendo e só você pode ajudá-lo. — Disse Jenny aos berros.

Peguei a tal caixa brilhante. Quando a toquei, parou de brilhar na mesma hora. Estranhei com aquilo. Será que teria algo de errado comigo? Pensei.

— Dentro dessa caixa tem um medalhão, o seu medalhão. Ele é muito importante, e é dele que vem seus poderes, assim como também, outros dons hereditários que você possui. Você só poderá fazer magia sem o medalhão, quando atingir um grau altíssimo de instabilidade mental e psicológica dentro de si, como sua mãe.

Saímos novamente em direção ao templo. Quando chegamos tentei abrir a caixa, mas não consegui. Chamei Dilan para me ajudar:

— Não Dilan! Não toque, você pode morrer se triscar um dedo sequer nessa caixa. — Advertiu Lúcia chorando, estando assim, sentada com as pernas sob a cabeça de Itan: — Limpe sua mente Lucca, só você é capaz de abri-la.

Fechei meus olhos, concentrei-me e pensei apenas em liberar a verdadeira fonte dos meus poderes. A caixa então, se abriu. O medalhão voltou a brilhar agora em uma cor vermelha. Me encantei com a beleza daquele objeto, com todos os detalhes e formas:

— Lucca ande logo! — Gritou Jenny já com cara de choro.

— Mas o que eu faço? esqueceram que é minha primeira vez nisso? — falei confuso.

— Coloque uma mão no medalhão e a outra no Itan. Você deve vizualizar a cura saindo de você diretamente para ele. — Explicou a treinadora limpando as lágrimas.

— Cura? Por acaso sou um médico extraordinário? — Perguntei tentando compreender certas coisas que ainda me pareciam estranhas.

— Sua avó é uma curandeira, assim, esse dom também te pertence.

Tirei o medalhão da caixa, e o segurei fortemente com uma de minhas mãos. Com a outra segurei o braço de Itan. Precisava conseguir, era nossa única chance de salvar Itan naquele momento. Fiz como me instruíram. Imaginei a cura saindo de mim para ele . Mas isso estava pesado, minha mente se cansou automaticamente ao começar visualizar a tal cura. Não conseguia mais pensar em nada, assim como também, não estava sentindo minhas mãos. Comecei a me tontear até que perdi meus movimentos totalmente. Desmaiei.

Notas finais
O que acontecerá com Lucca? Por quê não aguentou a pressão de uma simples cura? Fique ligadooo!