O Eclipse Vermelho

11 Capítulo 11: Chris Heart


Notas iniciais
Espero que gostem.

— Gulliver, preciso que você assuma o navio, estamos no meio de uma tempestade e é possível que possamos ser atacados. — Gritou Reymar, o capitão do navio mais forte do reino de Arthor, uma província localizada ao sul de Órion. _ Não espere que eles tenham misericórdia, imediato.

Gulliver correu até o convés do navio e começou a assumir tudo o que o capitão do navio ordenou.

— Shepard, preciso que alinhe as cordas para o navio não perca o equilíbrio, Duncan, espere até que eu dê as ordens, não sei o que nos aguardam atrás daquelas nuvens. — Gulliver gritou para os seus companheiros. _ Todos aos seus postos!

O navio atravessou a grossa camada de nuvens que estava provocando a tempestade e a visão que os marinheiros tiveram foi a mais assustadora de suas vidas.

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O dia de Peter não poderia ficar pior. Ele estava arrependido de ter encostado no caldeirão dourado, estava se sentindo infeliz por ter confrontado Octavius, um inimigo poderoso e achou que poderia confiar em uma amiga, mas ela provara ser uma pessoa não tão legal.

Peter estava acorrentado no meio da sala do trono, ele olhou à sua volta e percebeu que todos os soldados estavam apontando suas espadas para a cabeça dele. Ao observar o salão, viu que Octavius não estava presente, Morgana e Parkus estavam na frente dele, com alguns metros de distância, na frente do trono, eles estavam sorridentes.

— O que vocês querem de mim? — Peter estava envergonhado de ter feito esse tipo de pergunta. _ Estou acorrentado, não vou atacar vocês, não sou tão estúpido quanto pareço.

— A questão não é ser estúpido, é usar a estupidez humana em sua rotina. — Murmurou Parkus, andando na direção dele. _ Estamos aqui porque precisamos do seu sangue, senhor Green.

Peter achou a ideia um tanto quanto incomum, observou Parkus com certo desprezo.

— O que querem com o meu sangue? — Questionou Peter, furioso.

Parkus soltou uma estrondosa gargalhada.

— Alkban, o todo poderoso, não lhe contou? — Parkus gargalhou. _ Ótimo, serei o mestre das honras, bom, quando Norman era bem pequeno, ele havia perdido os pais em uma guerra e o rei se apiedou do pobre garotinho e o adotou, coisa incomum para um rei, quando o rei perguntou o seu nome, ele falou que veio de um lugar onde as crianças são induzidas a pensar que nunca vão crescer. — Parkus parecia estar se divertindo com a situação. _ O rei não poderia ter filhos, então o conselheiro dele ficou com pena e cedeu o seu filho, Chris Heart para que ele pudesse cuidar e ensinar os bons costumes tradicionais, só que como aqui em Órion, o primogênito assume o trono, Norman assumiu, isso provocou inveja em Chris Heart. Em uma bela noite, Chris entrou nos aposentos do rei com uma faca na mão, mas o conselheiro percebeu a traição do próprio filho e o assassinou. Porém Chris Heart não era mais humano, o conselheiro retirou a energia maligna de Chris Heart e a mando do rei, baniu essa energia para uma prisão no meio do deserto.

Peter estava completamente atônito com a história, mas ficou em silêncio, aguardando o desfecho dela.

— O que restou de Chris Heart fora dividido em duas partes, a parte boa foi transformada em um garotinho e a outra parte como estava corrompida, foi presa para sempre em um grande espelho. — Parkus sorriu. _ Octavius é a parte mais grotesca de Chris Heart, o próprio Chris Heart preso no espelho ficou se alimentando do ódio e se transformou em um demônio ainda mais poderoso...

Peter ainda estava atônito.

— E a parte boa? — Questionou ele.

Parkus sorriu.

— O seu namoradinho, Timothy Hampson! — Parkus soltou uma poderosa gargalhada, enquanto lágrimas escorriam dos olhos de Peter. _ Eles vão se unir e Chris Heart vai retornar para matar o pai, e adivinha quem seria o pai?

Peter pensou por um momento, seu coração bateu mais forte com a revelação de Parkus, ele começou a chorar ainda mais ao perceber que Alkban era o fiel conselheiro do rei.

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