O Duque (Sendo Reescrita)

17 Sonho ruim... assim como a realidade


Notas iniciais
Então, néh pessoinhas.... Sabe, eu sei que vocês adoram interpretar um fantasma, mas seria ótimo se alguns dos meus 73 leitores aparecessem para ao menos dizer o que eStão achando da fic, não é? Em todo caso, ao menos os que favoritaram ¬¬
Tá, mas depois disso.... Aqui está o novo capítulo.
Aviso: Algumas de vocês ficaram levemente irritadas com o Sev *-*

SONHO RUIM... ASSIM COMO A REALIDADE


Sem que nem ao menos percebêssemos, passamos o dia inteiro juntos. Estranho como não notamos...

Assim que Severus e eu voltamos para casa, tudo estava silencioso. Claro, ainda era possível ouvir o quase inexistente som vindo da cozinha, mas fora isso... Havia apenas o silêncio.

— Que estranho — murmurei para mim mesma.

A expressão surpresa de Severus se transformou em uma expressão de raiva em questão de segundos.

— Mais onde diabos... — E, antes que ele pudesse concluir sua frase, Luna apareceu ofegante e visivelmente preocupada, o que definitivamente não era comum nela. Ela olhava diretamente para Severus, então desviou seus olhos para mim.

— Milady, acho que deva subir para descansar um pouco — disse ela.

— Mas... Não estou cansada — falei confusa. Olhei em seus olhos, e neles havia um claro aviso, como se gritassem “”.

Por favor, milady — insistiu.

Abri a boca para lhe responder, mas desisti.

Severus olhava para nós duas sem entender muito bem o que acontecia. Então, depois de olhar fixamente para Luna por mais de um minuto, virou-se para mim. Sua expressão era séria.

— Suba Hermione — disse ele.

— O-O que?

Ele indicou com a mão para que Luna se aproximasse.

— Leve sua senhora para seu quarto, e não a deixe sair de lá até que eu permita — ordenou ele. Parecia aquele mesmo Severus de antes.

— Sim, senhor — respondeu ela.

Luna pegou em minha mão e praticamente me arrastou em direção as escadas. Olhei para trás e vi que Severus não estava mais ali. Mas o que é que estava acontecendo? Por que Luna estava tão estranha?

Paramos em frente ao meu quarto. Luna abriu a porta e me pediu num tom quase inaudível para que eu entrasse. Tudo estava exatamente como nesta manhã. Tudo em seu devido lugar.

O que mudara tanto para deixar as pessoas desta casa assim?

— Luna — chamei-a. ela não me olhava diretamente. — Luna, por favor, me diga o que está havendo — pedi. — Luna... Por favor...

Quando ela finalmente olhou para mim, havia tristeza em seus olhos.

— Desculpe-me Hermione, mas não quero que tenha quer seu eu a lhe dizer — disse ela. — Deixe que o duque lhe conte. É ele quem deve fazer isso.

— Do que você está falando Luna? — perguntei. Ela estava me deixando nervosa.

Agora eu estava nervosa, ansiosa, preocupada... Eu queria saber, mas ela não queria me contar. Não era justo!

Comecei a andar de um lado para o outro. Não sei isso de maneira alguma me acalmava, pelo contrário, me deixava ainda mais nervosa. A ansiedade crescia. Os minutos passavam. O silêncio continuava.

Por que todo aquele silêncio?

Eu continuava a andar.

Luna permanecia parada em um canto do quarto, apenas olhando para mim.

Nervosismo.

Ansiedade.

Preocupação.

Silêncio.

Eu enlouqueceria daquela forma.

— Por favor, Luna, me conte — pedi novamente.

Ela desviou os olhos, girou a cabelo de tal forma que seus cabelos loiros caiam sobre seu rosto.

— Luna — chamei. Ela não olhava para mim. Caímos no silêncio novamente.

Por fim, sentei-me em minha cama. A seda vermelha e macia abaixo de mim. Deitei minha cabeça no travesseiro igualmente vermelho. Fechei os olhos. O que estava acontecendo?

E então, de repente, eu estava em um jardim, igual ao meu jardim secreto. Mas havia uma pequena diferente, não haviam roseiras. Estava em um estado pior do que quando o encontrei pela primeira vez. As fontes todas quebradas. O lugar escuro e frio. O vento frio bateu em meu corpo. Eu estava nua. Era um sonho. Só podia ser. Dei um passo à frente. Algo quente e úmido tocou meus pés. Olhei. O chão tingido de um vermelho escuro. Sangue. O pânico espalhou-se por meu corpo. Comecei a correr. Tropecei. Cai em meio a uma poça de sangue, manchando todo meu corpo. Levantei e volteia correr. Então cai em um buraco escuro. E continuei caindo... E o fundo nunca chegava.

Eu apenas caia.

— Hermione — uma voz me chamava. — Hermione.

Abri meus olhos, que até então estavam fechados.

Então vi Luna.

Seu rosto distorcido em preocupação.

— O que foi? — perguntei.

Eu adormecera. Apenas isso. Mas... Com o que eu sonhara mesmo? Já não me lembrava mais.

— Ainda bem que acordou — disse Luna, seu tom de voz era de puro alivio. — Já estava ficando preocupada. — Olhei para ela sem entender. Eu estava apenas dormindo, isso não era motivo para preocupação. — Estou a quase uma hora tentando lhe acordar — falou, respondendo a minha pergunta mental.

Sentei-me na cama.

Eu sentia meu corpo quente. O sangue corria por minhas veias em uma velocidade alarmante. Meus olhos queimavam. Uma dor insistente em minha cabeça. O que estava acontecendo comigo?

— Eu já estou bem Luna, não se preocupe — falei. Ela não pareceu se convencer disso. Colocou a mão em minha testa e ofegou, afastando-se bruscamente. — O que foi?

— Está ardendo em febre! — disse ela.

— Eu estou ótima, Luna — disse novamente.

Tentei me levantar, mas Luna fez-me sentar novamente.

— Deite-se, mas não durma. Vou chamar o duque, ele precisa saber disso — disse, mas para si mesma do que para mim. Foi em direção à porta, ia sair, mas antes se virou para mim. — Por favor, Hermione, não saia do quarto.

Então se foi, deixando-me sozinha.

Os minutos passaram. Eu não aguentava mais ficar presa ali então, contrariando as duas ordens recebidas, fui em direção a porta e sai.

O corredor estava vazio.

Não havia um criado sequer ali.

Ainda sim, andei devagar, tentando não fazer muito barulho. Não queria chamar atenção para mim. Ainda sentia meu corpo quente, mas ainda sim sentia frio. Abracei-me tentando me aquecer. Passei pela sala de jantar, cujas portas estavam fechadas, mas ainda era possível sentir o cheiro delicioso de comida vindo de lá.

Já serviram o jantar e não me chamaram?

Eu ia passar reto, mas a curiosidade me fez abrir as portas.

Severus estava lá. E, a lado dele, estava ela.

Mas o que ela estava fazendo ali?!

— Oh, boa noite Hermione — disse Lílian Potter, assim que notou minha presença. Severus olhou no mesmo instante para mim.

Seu olhar era ao mesmo tempo preocupado e repreensivo. O mesmo olhar que recebera dele desde que nos casamos.

— O que... O que está fazendo aqui? — perguntei, olhando diretamente para Lílian.

— Sai daqui e volte para seu quarto Hermione — ouvi a voz de Severus. Até mesmo seu tom era o mesmo de antes.

Lílian olhava para mim sorrindo.

E eu que, por um instante, pensei que Severus e eu poderíamos... Eu devia parar de sonhar tanto.


Notas finais
Olá de novo queridas leitoras - E fantasmas ¬_¬
Então, o que acharam do capítulo? Coloquem nesta adorada caixinha aqui em baixo e enviem para mim.
Bjs.