O Duque (Sendo Reescrita)

13 Resistindo a tentação


Notas iniciais
Queridas, eu sei que sou a maior bitch insensível do mundo, era pra mim já ter postado esse capitulo antes, mas não deu, primeiro - por que eu não tava conseguindo entrar no site, segundo - eu tive que sair.
Mas agora que acabei de chegar em casa - cedo demais, na minha opinião - vou postar esse cap.
Manih, especialmente pra você, pela recomendação *-*

RESISTINDO A TENTAÇÃO


Minutos depois de Severus me deixa sozinha no jardim, coloquei... bem, tinha que dar-lhe um nome, não? Olhei em seus olhinhos... Troy. Esse seria o nome dele.

Coloquei Troy no chão, mas ele ainda parecia um pouco assustado, de forma que não se afastou de mim. Olhei novamente para os lírios parcialmente destruídos, eu não queria admitir, mas, de certa forma, entendia a reação de Severus. Lílian significara — ou ainda significa — algo para ele. Por mais que não goste, tenho de admitir — ele ainda gostava dela, pensava nela de certa forma.

Sem pensar muito, fui em direção a casa. Eu precisava falar com Severus.

Encontrei um dos empregados, assim que entrei em casa.

— Poderia dizer-me onde está meu marido? — pedi-lhe.

— Milorde está na biblioteca, milady. — respondeu, fazendo uma pequena reverência, e deixando-me sozinha logo em seguida.

Respirei fundo antes de ir em direção à biblioteca.

Assim que estava em frente à porta, dei-me conta da situação em que estava. O que eu diria a Severus? Tudo bem você ainda pensar na sua amante, eu não me importo? É claro que não. Eu simplesmente não sabia o que falar.

De qualquer forma, abri a porta e entrei.

Ele pareceu não notar minha presença, estava sentado em uma poltrona, no canto mais escuro da biblioteca, com um copo vazio nas mãos. Andei, sem fazer muito barulho, até uma das prateleiras mais próximas de onde ele estava sentado.

Severus ainda não notara minha presença.

— Sempre gostei de ler. — disse, despreocupadamente, e mais suave do que imaginara. Ele não disse nada. — Esse é um dos lugares pelos quais me encantei quando vim para cá.

Severus continuava a olhar para frente. Aproximei-me dele, e abaixei-me a sua frente.

— Não irei pedir-lhe uma explicação nem algo do tipo, Severus. Apesar de não... gostar da situação, eu até compreendo, ao menos acredito nisso. Você não a esquecerá de um dia para o outro...

Ele olhou para mim.

— Eu... — coloquei dois dedos sobre seus lábios, impedindo-o de falar.

— Não diga nada. — pedi. Então sorri. — Vou ver como Troy está. — falei, me levantando.

Não dei nem dois passos, quando senti Severus agarrando meu braço e me puxando de encontro ao seu corpo. Por um segundo, olhei-o surpresa. Então senti seus lábios sendo pressionados contra os meus. Estavam quentes, e com gosto de whisky. E eu simplesmente não consegui resistir.

Não sei dizer em que momento seu beijo passou a ser mais possessivo e luxurioso do que eu já provara, não sei sequer dizer o momento em que ele me sentara em uma das mesas de leitura. Eu só sabia que puxava seus cabelos com demasiada força, enquanto senti uma espécie de fogo que percorria meu corpo numa velocidade impressionante. Seus lábios em minha pele eram como chamas ardentes, que me queimavam de forma prazerosa. Mas apenas quando senti seus lábios descendo por meu pescoço, em direção aos meus seios, é que recuperei minha consciência — Eu estava agindo como um prostituta. No mesmo instante, empurrei Severus, derrubando-o no chão, no mesmo instante em que cobri meus seios. Ele olhou para mim confuso, mas no momento em que olhei em seus olhos e senti minhas bochechas arderem. Eu estava morrendo de vergonha. O que ele pensaria de mim agora?

— Hermione... — começou ele.

— Eu... isso não... não devia... ter acontecido... não devia... — falei, tentei ao menos. Eu não sabia o que falar. Então fiz a única coisa que achava certo — sai correndo.

Bati a porta da biblioteca com tanta força, que era incrível o fato de ninguém ter aparecido ali.

Então corri.

Eu sequer havia arrumado meu vestido, apenas queria chegar ao meu quarto o mais rápido possível. Eu ainda sentia meu corpo quente, minha respiração descompassada ainda mais pela corrida, a sensação dos lábios quentes de Severus em minha pele.

Não, não, não... Eu não devia estar pensando nisso.

Pare Hermione!, ordenei a mim mesma, mentalmente.

Mas eu não conseguia. Por mais errado que isso parecesse, eu simplesmente não conseguia parar de imaginar o que aconteceria caso eu não tivesse empurrado Severus. Mas como eu poderia achar errado sentir desejo pelo meu marido? Talvez fosse por causa das situações passadas, ou das que estavam por vir... ou simplesmente o fato inegável de que, mesmo estando casado comigo, ele não era meu. Não me pertencia.

Eu sabia que não amava Severus. Não completamente, pelo menos. Entretanto, os poucos momentos que passamos juntos foram... incríveis., e eu me sentia mal por saber que ele pensava em Lílian, apesar de compreendê-lo.

Cheguei a porta de meu quarto, felizmente sem encontrar ninguém. Entrei, e logo fechei-a e encostei-me na mesma. Andei lentamente até o meu enorme espelho.

Olhei-me.

Meu rosto estava vermelho, minhas pernas bambas, o corpo todo trêmulo...

Respirei fundo diversas vezes, a fim de voltar a ter controle sobre meu corpo. Eu não me reconhecia naquele momento — Eu não era daquele jeito.

Fui até a janela, a qual abri, querendo deixar um pouco de ar puro entrar em meu quarto. Vi que o céu estava azul, e o sol acima de minha cabeça atraiu, por um momento, minha atenção. Ele brilhava lindamente no meio do céu. Por esse pouco momento, consegui esquecer o que acabara de ocorrer na biblioteca.

Então bateram em minha porta.

Olhei diretamente para ela, em dúvida se abria ou não.

— Hermione, precisamos conversar. — ouvi a voz de Severus sendo abafada pela porta.


Notas finais
Como viram, foi mais uma versão da Hermione sobre o ocorrido na biblioteca. E como puderam notar - ela é mega ingenua -.-'
Enfim, espero mesmo que tenham gostado.
Patt