Notas iniciais
Hey amores *-*
Viram a capa nova? O que vocês acham dela?
Enfim, mas um cap. Achei ele fofo.
Espero que gostem.

POSSO BEIJÁ-LA



Eu não podia continuar agindo de forma tímida e tão retraída. Não queria acabar com nosso passeio por causa disso.

Severus apareceu minutos depois, dizendo que Luna já estava preparando uma enorme cesta para que levássemos em nosso passeio. Forcei um sorriso e disse que logo desceria. Depois disso acabei ficando sozinha novamente.

Minutos depois, nos quais me recuperei psicologicamente, desci para encontrar Severus. A primeira coisa que vi, foi uma cesta enorme e dourada em cima de uma das mesas que ficavam no canto e, a alguns metros dela, estava Severus, sentando em uma poltrona olhando para o nada.

— Severus — chamei.

Ele olhou para mim.

Eu sorri, e quase que automaticamente abaixei a cabeça ao ver seus olhos negros me fitando com tanta intensidade. Coloquei uma mecha de cabelo para trás da orelha.

Ouvi seus passos se aproximando.

— Vamos — sua mão estava estendida a minha frente.

Sua mão estava quente quando a toquei, enquanto a minha estava fria.

Peguei a cesta, mas logo Severus a tirou de minha mão, por causa de seu peso. Luna realmente havia exagerado, éramos apenas dois, não era necessária tanta comida.

O sol continuava brilhante e altivo, como se nada houvesse acontecido.

— Para onde vamos? — perguntei a Severus. Ele andava em minha frente, me levando pela mão.

— A cachoeira. Já esteve lá antes, não é?

— Sim — respondi. — Mas faz tanto tempo...

A barra do vestido arrastava-se sobre a grama ainda molhada de orvalho. Por um momento, era como se nada houvesse acontecido. Como se não houvesse Lílian, a gravidez, as constantes traições de Severus... Éramos apenas nós dois. Um homem e uma mulher em um passeio pela manhã.

Às vezes era tão estranho pensar assim.

Nós nos aproximamos da orla do bosque. Severus entrou, levando-me pela mão, entre duas enormes árvores. Tive a nítida impressão de ver entalho no tronco da árvore LS.

E foi aquilo que me trouxe novamente a realidade. Eu sabia a quem pertencia aquelas inicias.

— Severus — chamei, fazendo-o parar. Ele olhou para mim, esperando que eu falasse. — Como conheceu Lílian Potter? — há tempos que eu queria fazer aquela pergunta, mas nunca tivera coragem. Mas agora, isso é algo que eu — mais do que queria — precisava saber.

— Por que está perguntando isso? — ele parecia confuso.

Soltei sua mão e suspirei.

— Por que eu não te conheço Severus. Quero saber mais sobre o homem com quem sou casada.

Severus não disse nada, apenas estendeu a mão novamente para mim, a qual peguei quase imediatamente. Ele voltou a andar ainda em silêncio. Passamos por mais algumas árvores e um pequeno córrego.

Severus manteve-se em silêncio todo o tempo. Talvez eu não devesse ter perguntado.

Suspirei, e entrelacei seus dedos aos meus.

— Eu tinha sete anos quando a conheci — disse ele de repente. Olhei para seu rosto, continuava inexpressivo como sempre, como se pouco lhe importasse o que contava. — Lílian era... diferente. — Ele pulou um tronco de árvore recém caído, e me ajudou a pulá-lo. — Ela — tornou a falar, assim que me colocou ao seu lado entrelaçou nossos dedos novamente. — parecia brilhar. Estava sempre animada, sorria o tempo todo. Foi minha única amiga por muito tempo.

— Parece que você gostava dela desde aquela época — comentei.

— Gostava, mas não da forma como está pensando. Naquele tempo, eu gostava de Lílian como amiga, quase uma irmã.

— E quando mudou? — perguntei, voltando a olhar em seu rosto, tentando ver alguma mudança em sua expressão. Nada. Como Severus conseguia ser tão... indiferente? Como se nada mais importasse.

— Não acho que seja certo falarmos sobre isso, Hermione — disse ele, olhando para mim. olhei para o chão, desviando os olhos dele. — Me diga algo sobre você.

— O que?

— Fale-me sobre sua vida. diga-me: Quem era você?

Sorri um pouco tímida.

— Não há muito que se dizer sobre mim. Eu era igual a qualquer garota de minha idade — falei.

Realmente não havia nada de interessante sobre minha vida. Eu era normal.

— Já estamos chegando? — perguntei.

— Sim.

Nenhum dos dois falou mais nada.

Passamos por várias árvores caídas, então pude ouvir o som da água caindo. Estávamos perto. Passamos por algo parecido com uma cortina de samambaias, então, finalmente, chegamos.

Estava exatamente da mesma forma que eu me lembrava, desde a primeira e única vez em que fui ali. Raios de sol entravam pelas brechas dos galhos. Havia uma roseira perto do lago em torna da cocheira. Severus colocou a cesta no chão e foi até a roseira, de onde tirou uma rosa branca, linda, e deu-a para mim.

— Ela é pura como você — e deu um beijo em minha testa. — Inocente. Eu admiro isso em você Hermione. Por que, apesar da sua inocência, você é forte.

— E-Eu... — Era tão estranho ouvir Severus falando assim. Eu ainda não me acostumara ao fato de que ele podia sim ser gentil, simpático e incrivelmente delicado. Quando queria, obviamente.

— Você é única.

Senti meu rosto esquentar om sua aproximação. Severus me pegou pela mão e me levou até a beira do lago, onde me fez sentar sobre a grama alta. Meu vestido provavelmente ficaria sujo por causa da terra úmida em que me sentara, mas não estava me importando com isso naquele momento. Naquele momento, eu queria apenas conhecer Severus. Saber mais sobre meu marido.

— Fale-me sobre sua infância — pediu ele.

— O que... o que quer saber? — perguntei.

— Como você era?

Eu sorri. Eu já havia dito que minha vida não tinha nada de interessante, mas mesmo assim ele queria saber dela...

— Eu era estranha — falei. — Era baixinha demais, magra demais... dentuça demais. Acho que não mudei muito. Continuo baixinha, magricela, mas pelo menos meus dentes estão de um tamanho normal agora.

Ele sorriu. Não era aquele sorriso falso, ou até mesmo sarcástico e irônico. Era um sorriso verdadeiro. Acho que o primeiro que eu o via dar.

— Sempre diziam que eu nunca conseguiria um bom marido. Que eu viraria um peso para meus pais. — Eu ri. — E a maioria dessas pessoas estava em nosso casamento, e me cumprimentavam por ter, como foi mesmo que disseram?... Ah sim, agarrar um dos solteiros mais cobiçados de toda Grã-Bretanha. Ouvi muito aquilo naquele dia, especialmente das amigas de mamãe. Todas pareciam tão surpresas quanto eu ao...

— Posso beijá-la? — perguntou ele de repente. Olhei-o pensando não ter ouvido direito o que ele dissera.

— O que?

— Posso beijá-la? — repetiu. Eu não havia entendido errado. Severus se aproximou mais, tocou meu rosto, suas mãos estavam frias, em nenhum momento ele desviou seus olhos dos meus.

Era difícil pensar, ou até mesmo dizer qualquer coisa com o olhar dele sobre mim daquela forma.

— Eu posso Hermione?

Eu apenas fiz que sim coma cabeça, não conseguindo encontrar minha voz.

Severus se aproximava lentamente, talvez querendo ver minha reação. Fechei os olhos quando ele estava a poucos centímetros de mim. Senti seus lábios sobre os meus. Uma de suas mãos estava em meu rosto, o acariciando, enquanto a outra estava em meus cabelos, aproximando-me mais dele. Seus lábios moviam-se sobre os meus suavemente. Minhas mãos estavam espalmadas em seu peito. Ele se separou de mim, colocando sua testa junto a minha.

Meu coração batia descompassado. Era incrível a forma como Severus conseguia me deixar apenas com um beijo.

Severus se separou de mim e foi deitando lentamente sobre a grama. Quase que inconscientemente, fui feitando sobre ele, colocando minha cabeça em seu peito, ouvindo as batidas de seu coração.

Era tão bom ficar assim com ele sem preocupação alguma...


Notas finais
Digam: O que acharam? Tenho a impressão dos comentários de vocês terem diminuído. Então - Minhas queridas, se vocês estão gostando da fic, falem. Se não, falem também. Ou vocês acham que eu tenho cara de Trelawney?
Então comentem e deem sugestões. Recomendem a fic também *-*
Bjs, P.