Notas iniciais
Aqui vai a história contada por Patrícia para Alexia e Vinícius :3 Eu tenho um certo amorzinho por eles mais jovens kkkk espero que vocês também gostem s2

Vitória, 04 de abril de 1987

Espreguiçou-se e esfregou os olhos. Patrícia rolou na cama, com preguiça, e pensou em cochilar mais, quando ouviu batidas insistentes na porta.

Resmungou, certa de que não levantaria nem que explodissem seu apartamento. Era domingo e não queria acordar cedo.

— São onze horas da manhã, Twennis, não ouse pensar que está cedo!

A voz de Vinícius a fez sorrir levemente. Quem mais a acordaria tão cedo em pleno domingo? Ou melhor, quem mais estaria dentro do seu apartamento, batendo na porta do seu quarto, a não ser o garoto que tinha as chaves?

Levantou como um zumbi, sentindo seu cabelo como uma juba ao redor de seu rosto. Estava disposta a aparecer descabelada e com cara de sono na frente do Morelli para que ele desistisse de tentar acordá-la todos os finais de semana.

Arqueou uma das sobrancelhas para ele assim que abriu a porta e encostou-se ao batente. Ele sorriu.

— Você fica irresistível quando escolhe o cabelo verde florescente.

Patrícia puxou uma mecha do cabelo diante dos olhos e os arregalou. Correu para dentro e se olhou no espelho. Concentrou-se para que voltasse à sua aparência original.

Como crescera ao lado do Morelli, sendo alvo de seu afeto, seu corpo havia sido afetado, e agora podia mudar sua aparência livremente. Às vezes, acordava com algo modificado, ou só o fato de ficar nervosa era motivo para a reação de seu poder.

— A vida está sempre me lembrando que desde o começo estar com você só me trouxe trabalho — afirmou.

Sentiu os braços do namorado passando ao redor de sua cintura e o peito encostando-se às costas dela. Sorriu inconscientemente.

— Você gosta de ter trabalho, aparentemente.

— Bastante.

Virou-se, puxando-o para um beijo, mas ele se afastou ligeiramente, rindo.

— Não tinha algo importante para fazer hoje? Foi por isso que vim te acordar.

A morena franziu o cenho, tentando se lembrar. Bateu a mão contra a própria testa: havia combinado de almoçar com os pais naquele dia. Correu para o quarto, trocando de roupa rapidamente, e passando por Vinícius para escovar os dentes.

— Te darei uma carona — ele disse, girando a chave do carro no indicador. — Ou talvez não, já que sou um namorado que só dá trabalho.

Ela o fuzilou com os olhos através do espelho, alternando entre escovar os dentes e pentear o cabelo.

— Sabe que podia simplesmente usar seu poder para fazer seu cabelo ficar arrumado? — Ele franziu o cenho.

Dessa vez Patrícia revirou os olhos. Vinícius deu de ombros.

Horas depois, bateu a porta do apartamento atrás de si, os pais pareciam animados com o que chamavam de “casamento iminente”. Ficou imaginando quão mais ansiosos eles ficariam depois de saber da novidade.

Esperava que Vinícius chegasse logo para que pudessem sair ou simplesmente ficarem juntos. Deitou de cabeça para baixo no sofá enquanto esperava. Perseguia o ponteiro do relógio na parede com os olhos.

Um baque forte. Vidro se quebrando.

Levantou num salto, assustada. Olhou ao redor, tentando identificar de onde vinha o barulho, enquanto sentia seu coração retumbar contra o peito. Seus pés se moveram em direção à cozinha lentamente, onde pegou a maior faca que encontrou.

Não sabia o que poderia fazer contra um ladrão, mas, com alguma sorte, o enrolaria até que Vinícius aparecesse. Será que ela podia utilizar seu poder para se transformar em um cara grandalhão? Mesmo com outra aparência, ela teria a força de um cara grandalhão?

Imaginava de qual cômodo havia vindo o barulho, se a pessoa estava mexendo nas suas coisas. Deveria gritar? Sua garganta parecia fechada. Seus olhos repousaram na porta, ela ainda podia fugir e pedir ajuda.

Silenciosamente, foi indo em direção à saída do apartamento, tendo a sensação de que nunca se aproximava. Mas, quando sentiu uma presença atrás de si, tudo o que fez foi virar as costas para sua rota de fuga.

Uma mulher de olhos frios estava a centímetros de distância, olhando-a de cima, e não era uma desconhecida qualquer. A faca escorregou de sua mão e bateu contra o chão.

Thaís. Só podia ser ela. Embora só tivesse ouvido falar, não deveria existir alguém como aquela mulher. Não parecia um ser humano, embora possuísse as mesmas partes do corpo que um. Sentia-se reprimida por um medo repentino.

— Não encoste nela. — A voz de Vinícius deveria acalmá-la, mas isso não aconteceu.

Nem mesmo ouvira a porta ser aberta, e não conseguia tirar os olhos da criatura.

— Ou então fará o que, Morelli? Será que você pode me impedir? — Ela mostrava os dentes no que deveria ser um sorriso, mas seu rosto só parecia uma máscara distorcida.

Thaís segurou Patrícia pelos cabelos, puxando-a para perto.

— Mortais. Sempre tão frágeis. Não encoste nela você, Morelli, ou juro que vou matá-la aqui mesmo. Mas é óbvio que não vim até aqui à toa, então vou levar a garota comigo.

Vinícius fechou os punhos enquanto observava. Sua respiração entregava sua raiva. Avançou um passo e parou ao ver Thaís enlaçando o braço ao redor do pescoço de Patrícia. Seus olhos pareciam ainda mais azuis naquele momento.

— Nós vamos agora. Espero que seu pé não se mexa mais uma vez, antes que estejamos fora do prédio.

Patrícia só viu os olhos de Vinícius seguindo-a enquanto era arrastada pelos cabelos para fora do apartamento. Havia uma promessa naquele silêncio, ela sabia que ele a procuraria, o que não sabia era se seria capaz de encontrá-la.



— Pensei que seu interesse fosse só na família dele — disse, quando finalmente o medo esmagador a deixou.

Estava sentada no banco do passageiro, enquanto Thaís dirigia o carro. Tentava observar para onde estavam indo.

— Tenho interesse na próxima geração, e até onde sei você está trazendo ela com você.

As mãos de Patrícia se moveram automaticamente em direção ao seu ventre. Sentiu o coração acelerar com aquela afirmação. Como Thaís poderia saber que ela estava grávida? Nem mesmo para Vinícius havia contado, com medo de sua reação. Para seus pais então...

— Não é o Ben — afirmou. — Meu filho não é de Vinícius.

Thaís arqueou as sobrancelhas.

— Sua carinha inocente engana, garotinha. Nunca imaginei que alguém seria capaz de trair um Morelli, com toda aquela política da família de que eles sempre sabem a quem foram destinados.

— Se acredita em mim, por que simplesmente não me deixa ir?

— Eu nunca disse que acredito. Nós veremos quando a criança nascer. Mas, mesmo que não seja, você será útil. Vinícius irá atrás de você, e há muitas vantagens para mim nisso. — Ela mostrou os dentes para a estrada enquanto tamborilava os dedos no volante. — São tantas opções.

–X-X-X-

4 anos depois

Patrícia observava a criança que dormia. Ela possuía cabelos escuros e olhos verdes na maior parte do tempo — a mesma aparência de nascença de sua mãe —, mas às vezes isso mudava, sendo o efeito colateral da presença dos Morelli passada às gerações futuras.

Amanda estava enrolada em vários edredons, em uma rara época do ano em que o castelo de Thaís ficava gelado. A mulher sempre vivera ali, como se ainda estivesse parada no tempo, tendo nascido sabe-se lá quantos mil anos antes.

Assim que a criança nasceu, Thaís foi obrigada a aceitar que ela não podia ser uma Morelli, tendo o dom da mudança de aparência e sendo uma garota — a geração atual seria a de Benjamin Morelli, na qual nasceria o garoto capaz de zerar toda a história da família.

Quando a Twennis percebeu que era a única conclusão à qual se podia chegar, acreditou que seria liberta junto à filha, mas isso não aconteceu. Thaís se trancara em sua espécie de laboratório por dia e noite, provavelmente fazendo mais alguma coisa para tentar arrebatar os Morelli.

Levantou os olhos quando a porta foi escancarada. Thaís parecia exultante — agora Patrícia conseguia identificar melhor suas expressões.

— Finalmente! Achei que não aconteceria nunca!

Patrícia permaneceu quieta.

— O menino nasceu! Benjamin finalmente veio para que eu possa atingir meus propósitos.

Os sentidos de Patrícia imediatamente ficaram alertas. Sem perceber, ela acreditou que nunca haveria um filho de Vinícius a ser encontrado enquanto ela estivesse ali, presa. Mas ele parecia ter seguido em frente, e colocara no mundo uma criança a ser perseguida.

Ignorou o ciúme que a acometeu quando viu os olhos negros de Thaís fixados em sua filha. Havia algo de cruel naquele olhar, lhe causava a mesma sensação de medo de quando a encontrara pela primeira vez.

Correu até a cama de pedra, pondo-se entre aqueles olhos e sua filha.

— Preciso da sua criança, sabe.

Patrícia balançou a cabeça negativamente.

— Não encoste nela.

Thaís ergueu as sobrancelhas de forma debochada.

— Você, os Morelli, são todos iguais no fim das contas. Já disse que não há nada que possam fazer.

— Por que ela? — perguntou, antes de ser agarrada pelo braço e arrastada para fora do quarto enquanto acertava a mais velha com pontapés.

— Porque você resolveu se meter com os Morelli, quando eles são meus. E porque ela herdou os seus poderes, e eles podem vir a ser úteis.

— Eu faço o que você precisar! Sabe que tenho o mesmo dom, Thaís!

— Mas ela tem os poderes de berço, poderá ir muito além de você. E ainda por cima é uma criança, poderei ensiná-la a usar sua capacidade de forma muito mais refinada que a brincadeira que você faz.

Embora as lágrimas escorressem pelas bochechas de Patrícia, não eram pelas unhas cravadas em seu braço. Olhava para trás, para sua criança, que tinha os olhos abertos.

Ela não sabia quanto sua Amanda entendia, mas a menina parecia saber o perigo de tentar impedir o que quer que estivesse acontecendo, pois permanecia sem se mexer, apenas mantendo os olhos fixos na cena à sua frente.

— Eu te amo — disse para a filha, sem saber se ela entendera, antes que a porta do quarto fosse fechada.

A mulher continuou arrastando-a pelos corredores, e seu desespero aumentava conforme percebia o caminho que estavam tomando. Tentava desvencilhar-se dela, voltar para Amanda, mas seus movimentos eram inúteis contra aquele corpo incapaz de envelhecer.

Foi jogada para fora do castelo e olhou, de onde estava, no chão, para Thaís.

— Me deixe ao menos cuidar dela, Thaís. Eu imploro! — Seu corpo tremia enquanto os soluços subiam por sua garganta. — Me deixe ficar.

— Cansei de você. Pense que estou lhe dando férias por tempo indeterminado. Quando precisar vou chamá-la de novo, tenho certeza que serei capaz de te encontrar.

As grandes portas de madeira se fecharam e Patrícia observou a imponente construção de pedra à sua frente. Não havia como entrar, ela teria descoberto no tempo que ficou ali.

Só sabia que precisava fazer algo por sua filha, e sabia as pessoas que deveria procurar: seus pais.

O castelo e a floresta à sua volta se dissolveram como uma ilusão, e ela piscou os olhos diante da luz repentina. Viu-se sentada na areia de uma praia, e a luz era dos fortes raios de sol.

Levantou meio cambaleante, percebendo que não via o sol e nem outras pessoas há anos. E, quando finalmente as via, nenhuma parecia notar seu repentino aparecimento.

A questão era que Thaís havia se tornado uma estudiosa. Com o tempo de sobra que possuía, havia descoberto muitas coisas através dos séculos que seres humanos comuns não eram capazes de descobrir.

Para alcançar sua tão grande ambição — que nem mesmo Patrícia sabia qual era —, ela havia estudado a quarta dimensão, a dimensão do tempo. E mais do que isso: havia encontrado uma forma de materializá-la, permitindo que seu castelo fosse escondido em uma espécie de capa atemporal.

Haviam poucas entradas para o lugar, e Patrícia conhecia aquela onde havia caído: estava em Praia da Costa. Isso a deixava até aliviada, pois ali perto estava não só o seu apartamento, mas também a casa de seus pais.

Mortos. A palavra latejava em sua mente enquanto fitava a antiga cama onde dormia na infância. Mortos. Como podia não ter estado lá quando seus pais ficaram doentes? Mortos. Sua filha nunca conheceria os avós.

Ela havia recebido a notícia dos vizinhos e ainda parecia difícil de digerir. Tinha os visto pela última vez quatro anos antes, e eles devem ter procurado por ela como loucos por todo aquele tempo. Será que Vinícius havia contado sobre Thaís?

Talvez não devesse depender dos pais aos vinte e seis anos, mas estava se sentindo perdida naquele momento.

Agora só havia uma forma de salvar Amanda, e seu estômago revirava ao pensar. A forma como se sentiria ao ver Vinícius de novo não a preocupava, era para salvar sua filha; o problema era se ele ainda seria o mesmo, se ainda a ajudaria.

Principalmente porque, em todos aqueles anos, ele não havia voltado ao passado e tentado consertar as coisas, não havia tentado salvá-la com o seu dom. Não compreendia o porquê, então não sabia qual seria a reação do Morelli se ela o pedisse para voltar no tempo por Amanda, assim como não sabia como ele reagiria diante da existência daquela criança.

Levantou-se decidida, pensando que teria um grande trabalho pela frente, o mundo era enorme para procurar uma única pessoa.

Mas encontrar Vinícius Morelli não foi tão difícil quanto pensara. Nesse meio tempo em que esteve aprisionada no castelo, ele havia se casado com Bianca Farcher, uma pintora, filha de um casal de fazendeiros cheios de terras, e ido morar em um casarão na Ilha do Frade.

Patrícia andava quase marchando em direção à casa de seu ex-namorado. Era uma atitude infantil, ela sabia, mas odiava pensar que Vinícius simplesmente a havia deixado de lado, nas mãos da mulher que perseguira sua família geração após geração.

Tocou a campainha e observou o homem que abriu o portão. Tentava se concentrar no plano que havia traçado e ignorar o ritmo de seu coração que denunciava o intenso nervosismo.

— Sou Ângela Ribeiro, e você é?

O estranho pareceu confuso quando respondeu.

— Dênis, senhorita Ângela. Posso ajudá-la?

A mulher sorriu em sua falsa aparência recém-criada.

— Me desculpe, Dênis.

Empurrou-o para dentro, passando a própria perna contra as dele para que se desequilibrasse. Assim que Dênis caiu, completamente atônito, ela avançou e lhe deu uma forte pancada na cabeça, que o desmaiou.

Que não esteja morto, que não esteja morto. Implorava mentalmente, enquanto puxava o corpo adormecido para um lugar escondido no jardim.

Se concentrou até que tivesse tomado a aparência do jovem, e então vestiu suas roupas de empregado, escondendo as próprias em seguida. Fechou o portão e voltou-se para a casa.

Se sentia culpada por Dênis, e por deixá-lo de camiseta e cueca caído no jardim, mas precisava ter certeza de como andava a situação da vida de Vinícius antes de despejar os últimos anos em cima dele.

Entrou na casa, pensando para que precisavam de uma sala de estar tão grande para tão poucas pessoas. Vasculhou o andar de baixo, mas não havia ninguém por lá, apenas alguns outros empregados.

Começou a subir as escadas na ponta dos pés, somente na metade se lembrando que não a reconheceriam, que estava com a aparência de Dênis.

Respirou fundo algumas vezes, reprimindo a vontade repentina de rir que o nervosismo causava. Passou as mãos suadas na calça e então retomou a subida.

No segundo andar, o corredor estendia-se para os dois lados, mas havia apenas uma porta aberta. Andou até a parede e permaneceu colada na mesma, indo até perto do batente da porta e se esticando para ver o que havia lá dentro.

Era um quarto de criança. Enfeites amarelos e azuis estavam espalhados por todos os lados. Na parede imediatamente à frente da porta estava um berço, onde um bebê miúdo dormia calmamente. Na outra que estava em seu campo de visão, estavam uma cadeira de amamentação e uma cama.

E quando viu o homem ajoelhado ao lado daquela cama, prendeu a própria respiração inconscientemente. Mesmo de costas, ela podia notar que ele havia mudado fisicamente.

Ele parecia derrotado, com os ombros curvados para frente e a cabeça caída na cama, escondendo o rosto entre os lençóis. As mãos seguravam os cabelos da nuca como se fossem arrancá-los dali.

Sentiu uma sensação tão grande de tristeza, que já começava a seguir seus instintos de entrar de uma vez no quarto e o reconfortar.

Mas não o fez.

Uma movimentação fez sumir quaisquer pensamentos. Observou uma mulher loira vir do lado do quarto que não podia enxergar e se abaixar ao lado de Vinícius, passando os braços ao redor de seus ombros.

Patrícia se sentiu retraída e enciumada. Precisava falar com o Morelli, mas não sabia que tipo de pessoa Bianca era ou como reagiria à sua presença. Trincou os dentes para evitar alguma reação indesejada e se preparou para sair dali e encontrar mais pistas sobre o que havia mudado, quando ele afastou a própria mulher bruscamente.

— A culpa é sua Bianca. — Sua voz estava extremamente grossa, carregada de preocupação. — Não era...

— Você o fez também, Vini.

Vini? Patrícia revirou os olhos.

— Eu estava fora de mim, Bianca! Como ousou usar aquilo contra seu próprio marido? Tiago... Ele já nasceu amaldiçoado, eu disse que não teríamos filhos.

— Ele não é amaldiçoado, e meus pais queriam um neto. — A voz dela havia perdido completamente o tom de carinho.

— Não ache que tem posse sobre mim por causa do nosso acordo. Eu...

As palavras foram perdidas no que quer que ele fosse dizer. Vinícius se levantou e se virou para Bianca, puxando a mulher para um abraço.

— Me desculpe, só estou preocupado. — Estava repentinamente com a voz macia. — Me desculpe, meu amor.

Patrícia correu para longe de lá o mais rápido que pode quando os olhos do Morelli se fixaram nela. Não porque ele a tivesse realmente visto, não porque sentira ciúme ou raiva ou qualquer coisa do tipo. Mas porque aqueles olhos virados em sua direção estavam frios e desprovidos de qualquer humanidade; a coloração azul, antes brilhante e calorosa, naquele instante deixavam seus olhos idênticos a dois globos de vidro.

Não tinha a menor ideia do que estava acontecendo, e o medo ameaçava invadí-la por todos os lados. Seja lá o que estivesse acontecendo com Vinícius, só tinha certeza de uma coisa: Bianca era quem estava causando aquilo.

Notas finais
Bianca muahahahaha! Certo, estou sem criatividade para as notas finais, então qualquer coisa é só mandar por review ou MP :3 Beijos, e até o próximo s2