O Diário dos Deuses.

1 Capítulo 1- Que acampamento?


Notas iniciais
Heey, minha fanfic possui [spoilers] de quem não leu a coleção inteira de Percy Jackson e os Olimpianos. Terá personagens que eu inventei, e personagens do livro. (Não terá personagens que já morreram ou algo desse tipo, só algum comentários sobre ele). Espero que gostem. Provavelmente, irei fazer 2 ou 3 edições. Obrigada por lerem!!

Eu sempre digo: “Eu não sou uma pessoa normal”.

Chamo-me Ally Blueve, tenho 12 anos e possuo TDAH e dislexia. Por que eu não sou uma pessoa normal? Ah sim... Eu sou filha de uma mortal e um deus olimpiano, sou uma semideusa. Agora querem saber como eu sei disso? Minha mãe nunca me escondeu sempre me treinou arco- flecha e esgrima e me diz que tenho que saber mitologia grega como se estivessem na ponta da minha língua, pois isso vai ser essencial para minha vida. Querem saber quem é meu pai? Poseidon, deus dos mares, terremotos e dos cavalos, e agora estão pensando, é por isso que meu sobrenome é Blueve. A resposta seria sim e não. Meu pai queria um sobrenome com Blue, pela tradução que seria azul, mas também não é por causa disso, e sim pela minha mãe mortal.
Ela se chama Samantha Maazie. Ela nunca gostou desse sobrenome, nunca me contou, disse que vai me contar na hora certa e até hoje eu espero. Certo, eu não tenho um sobrenome pelos meus pais e sim pelo nome da minha bisavó. Ela se chamava Eva Maazie, era muito importante para minha mãe, ela fala que era a única pessoa com quem poderia contar. Eva deu o nome para sua filha de Afrodite, por ser a deusa da beleza, dizia que era muito bonita, pelos seus olhos azuis, cabelos louros e bocas rosadas.
Eu ainda não entendo, por que minha mãe não me deu o nome de Ally Maazie. Será que é mesmo pelo nome Eva, será que a minha vó torturava minha mãe? Mas eu nunca pedi mais detalhes, acho que eu devo um pouco de privacidade á ela.

Bom, agora sobre mim, eu tenho cabelos castanhos- escuro, um pouco abaixo dos meus ombros, não tenho olhos verdes, nem por Poseidon e nem pelos olhos claros de minha mãe, são olhos castanhos também, deve ser pela minha bisa Eva, minha mãe disse que ela tinha olhos pretos como amoras. Tenho uma pele morena, passo muito tempo na praia nas minhas férias. Minha cor favorita é azul e prata. Acho que gosto de azul pela cor vibrante do mar, e prata, por uma pulseira que ganhei de minha mãe quando era pequena, ela tem um pingente de tridente. Esse pingente me faz que eu me sinta um pouco mais forte, como se fosse uma arma, não sei muito bem.

Como sabem mais ou menos de como eu sou e tudo mais, eu vou contar como eu cheguei no acampamento meio sangue. Ah sim, eu sou grega. Bem, eu estudava na minha casa mesmo, até que eu cansei sabe, quando você acha que consegue se enturmar e quer fazer logo amigos, e acha que eles vão te aceitar numa boa? Então, me enganei. Eu implorei para minha mãe me colocar numa escola particular, onde eu fizesse mais amigos e ela me disse que eu não iria me adaptar tão fácil assim, e eu não lhe dei ouvidos... Agora eu quero sair dessa escola, todo mundo começa a falar se eu estou com dificuldade em ficar quieta, ou então falam que eu não tenho maturidade para entender a realidade e a mitologia, pois eu nunca escondi que sou filha de Poseidon.

Nas férias, minha mãe disse que uma pessoa ia vim me buscar para me levar num acampamento, onde eu seria treinada, pois havia uma profecia sobre mim e eu queria saber mais, mas era só isso que ela me falava, alguém vem te buscar daqui a pouco e é melhor você ir se arrumando.

– Mas mãe! O que eu tenho que levar? Eu nem sei onde esse acampamento é e o que eu vou fazer lá? – eu perguntava com o maior desespero

– Ah filha, leva calças. Também leva seu arco- flecha, você é boa não? Ah sim, não se esqueça da sua pulseira com o tridente, vai ser mais importante do que você imagina. – minha mãe falava com calma, como se ela nem tivesse pedido para que eu me apressasse.

– Mãe, roupa? ROUPA MÃE?

– As calças filha. — Ela dizia tão calmamente que me eu estava começando a me irritar. Será que ele não tá percebendo que ela só disse calça? Eu vou ficar como? Sem parte de cima.

– Mãããããe...

– Filha. Vão te dar uma camiseta laranja lá, tá bom? Agora não me faz mais nenhuma pergunta e eu vou ver se o Charlie está vindo te buscar. – Ela disse totalmente grossa, e ela nunca falou desse jeito comigo. Grossa. É uma palavra diferente no meu vocabulário, eu nunca chamei minha mãe de grossa, foi à primeira vez. Será que eu a irritei? Ela sempre foi muito calma comigo. Mas mudando, ela disse Charlie? Foi isso mesmo? Charlie Marrut? Meu único amigo que tive na minha escola. Enquanto todos me zoavam, ele estava comigo... Parecia que me entendia, que sabia que eu me considerava mesmo filha de um deus.

– Mãe? Você disse Charlie? Charlie? Aquele da minha escola? Ele que vem me buscar? Ele vai comigo no acampamento? – eu disse feliz, foi à única notícia com certeza mais legal do dia. Pelo menos, se tirassem sarro de mim, eu teria alguém comigo, como eu tinha todos os dias na minha escola.

– Filha, eu já disse... Mais nenhuma pergunta e... hum... você não vai ficar sozinha, e ninguém vai ficar te julgando. Vão ser iguais a você, tudo bem? – ela olha bem nos meus olhos, e os seus, claros e perfeitos estão claramente dizendo que ela está certa. Ela me da um beijo na testa – Vai se apressando, ele já chegou.

Notas finais
Obrigada por lerem pessoal. Por enquanto, não possui personagens do livro! Continuem sempre visualizando, deem críticas e comentem!