O Diário do Anjo das trevas
5 Um pouco de mim.
Notas iniciais
Ravena's POV
Bom, digamos que essa noite eu não sonhei. Eu tive apenas um encontro comigo mesma. Ou com meus ‘’eu’s’’, enfim.
Bom não sei se contei a vocês, mas, cada emoção minha tem seu próprio..ahm...TEMPLO...Isso!, Templo. E cada templo...uhm...como explicar?, reflete sua principal característica. Como por exemplo, o templo da Felicidade, é bem..Alegre, em ausência de palavra melhor, ele é bem grande e tem um tipo de casa bem no meio,como o das outras, mas o que o diferencia, é que , em toda a sua extensão há uma grama verde, quase cintilante, com flores de diversas cores , e com a casa central com um exato rosa da capa da Felicidade. Quando você vê esse lugar pensa em que?
Alegria
Ou o da Timidez, que o chão é de cimento, de um cinza bem escuro, com mais nada além da casa, que é de um cinza idêntico ao da capa da Timidez.
Acho que agora você já sabe um pouco como é minha cabeça...Pois bem! Vamos continuar!
Chegando lá, o primeiro Templo pelo qual passei, foi o da Felicidade. Estava radiante e feliz, como sempre.
Felicidade: Olá, Ravena!
– Felicidade, porque me trouxera aqui? Estou dormindo.Não estou?
Felicidade: Sim, Ravena. Neste momento você está a descansar. Mas nós queremos conversar com você.
–Ok. Mesmo que por um momento você ficou séria. Agora estou preocupada.
Felicidade: Pois não fique! O assunto é sério, mas é de seu interesse, e também é bem feliz.
–Isso também me preocupa. Pois, tudo para você é feliz.
Felicidade: Deixe de bobeira e vamos logo! Estávamos lhe aguardando.
Entre o templo da Sabedoria e da Inteligência, há uma sala, na qual, todas se reúnem, quando preciso liberar mais poder do que sou capaz de controlar. Percebi que ela estava me levando para O Centro, como elas o chamam. Bem nesse ‘’local’’ elas me ajudam enviando para o meu corpo a energia necessária, para que eu não perca o controle e/ou entre em choque por usar demais meus poderes.
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Vou contar uma historinha não muito feliz para você. Não sei se você viu Divertida Mente, mas mesmo se não viu vou te explicar uma coisinha. O criador desse filme veio de Azarath, ele é um monge, a propósito foi um dos monges que cuidou de mim, e temos alguns poderes em comum, como por exemplo, meditar com nós mesmos. Ele fez essa história com base ‘’nas versões dele mesmo’’, só que, ao terminar, percebeu que nem todas as crianças gostavam de um final triste. Por isso reescreveu, estragando totalmente a historia, a fantasiando, deixando-a legal para a criançada.
Enfim como eu ia dizendo sobre a história... Quando eu nasci, nasceram comigo três emoções: Felicidade (rosa),Timidez (cinza), Afeição (lilás). Com o passar do tempo adquiri as outras.
Cresci rodeadas de pessoas, que a todo o momento, tentavam me controlar. Amava minha mãe. E isso era a única coisa que me mantinha sã. Até acontecer o que eu não sei explicar. De uma hora para outra minha mãe me abandonou. Minha única companhia eram os monges.
Então fiz uma coisa horrível. Impedi-me de sentir qualquer coisa. Criei uma sela, indestrutível, utilizando meus poderes, em minha cabeça, secretamente, durante minhas meditações. E aproveitei um momento de distração entre minhas emoções e as tranquei na sela.
Não sentia absolutamente nada, e com isso meus poderes eram muito limitados.
Fiquei assim durante meses. Nenhum monge sabia explicar o que havia acontecido comigo.
Até que um dos meus fiéis companheiros resolveu entrar em meus pensamentos para saber o que tinha de errado comigo. E assim ele libertou minhas emoções e me ensinou a manter-las quietas, sem tem que precisasse as prender.
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Quando chegamos ao Centro:
Sabedoria:É sobre o Mutano.
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