- Diário? – Indagou Percy

- Sim... – Quíron caminhou até o extremo da sala, seu rosto estava afundado em preocupações — Ele pertence à Senhora Ártemis e deve conter seus segredos, haveria muito caos se caísse em mão erradas.

Houve silêncio na sala, todos estavam atônitos.

- Tudo bem, mais porque nos chamou aqui? — Perguntou Clarisse se levantando – É apenas ir ao Olimpo e devolver.

- Eu infelizmente não posso ficar perto do diário, fico tentado a abri-lo e...

- Você nos chamou para uma missão? – Interrompi

- Sim... Annabeth, Helena, Michael e Nate, vocês irão à missão

- O que? A senhora Ártemis não gosta de homens! – Interveio Annabeth

- Eu acredito que Nate é o único que pode tocar o diário se querer abrir. E Michael é um bom lutador, pode ajudar-los.

- Mais se fosse para levar um bom lutador porque não escolhe Clarisse, ela é boa com luta e é uma mulher! — Falou Helena, obviamente ela não se importava que eu fosse, mas ela realmente ficou brava com Michael pelo o que aconteceu.

- E também passou de três integrantes! As coisas nunca dão certo quando se passa de três! – Acrescentou Annabeth por Helena.

- Annabeth! E quando você liderou a missão no labirinto? Ninguém morreu nem mesmo Grover, que não se dá bem com subterrâneo, e foram quatro integrantes– Disse Percy olhando nos olhos tempestuosos de Annabeth.

- Muito bom... Nate você vai liderar a missão. Vocês terão que treinar juntos durante alguns dias e então ele — disse Quíron apontando para mim — irá falar com o oráculo

- OK — alguns disseram

Eu saí da casa caminhando para o quase retângulo que os chalés formavam, eu não conseguia entender o porquê de ter sido escolhido para a missão... Por que Quíron acha que eu sou o único que não vai abrir o diário? Estas perguntas fervilhavam em minha mente e eu não conseguia obter resposta.

Eu cheguei à frente do chalé 11 de Hermes e eu não conseguia me acostumar com fato dele estar tão vazio, quero dizer, ele sempre foi super lotado, mas graças ao Percy os deuses estavam reclamando seus filhos... eu ainda não tive essa sorte. Então passei reto seguindo para o pinheiro onde Peleus fica enrolado protegendo o velocino.

- Oi amigo – Falei eu baixinho para Peleus

Ele abriu os olhos e grunhiu. E eu compreendi. Não é bem como se ele disse “Oi” ou “Olá”, mais era compreensível. O som formava palavras em grego antigo que rapidamente eram traduzidas.

- Muito sono hoje? – Perguntei novamente

Ele assentiu do jeito de um dragão se é que existe um jeito para isso.

- Vou me deitar em você, prometo que não vou atrapalhar. – Novamente o grunhido de “sim”.

Eu fiquei deitado olhando por entre as folhas do pinheiro o céu estrelado a lua que emitia um fraco brilho prateado. Isso me ajudava a esquecer minhas dúvidas ou problemas.

Ao longe ecoou a trombeta que avisa a hora do jantar. Eu me levantei escutando coisas como “Onze, reunir!”

- Tchau Ládon! — Eu corri colina abaixo direto para o refeitório. Dei graças aos deuses por ninguém ter reparado que cheguei atrasado.

As ninfas dos bosques vinham andando entre as mesas com a comida.

- Aos deuses! – Gritou Quíron

- Aos deuses! – Repetiram todos

No final do jantar todos se levantaram e caminharam até a fogueira fazendo as oferendas.

- A Afrodite e a Apolo – murmurei jogando a comida, eu não fazia como muitos que não foram reclamados de chegar e “para mãe ou pai”, eu oferecia a deuses a quem eu realmente era grato, por isso Apolo e Afrodite, progenitores de meus amigos.

Todos começaram a ir para o anfiteatro, porém eu fui direto para o chalé, nem parei para observar o chalé número 8 de Ártemis que ficava como brilho especial de noite.

Deitei no beliche e dormi profundamente de imediato.

Notas finais

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