Notas iniciais
Eu demorei um tempo para encontrar inspiração para escrever, e bem esse capítulo não estava em meus planos....então espero que gostem!!!
Quero reviews!!

Nate tossiu e cuspiu água. Sorriu quando me viu e segurou minha mão. E sussurrou:

- Eu consegui... – tossiu novamente – eu te ouvi!

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POV Percy

O que aconteceu? Não posso acreditar no que eu vi! Ela o beijou e ele estava inconsciente! Minha Annabeth me traiu na minha frente!?

- Annabeth o que foi isso? – Perguntei controlando minha voz.

- E-eu... – gaguejou – não sei...

- Você o beijou! Na minha frete! – Gritei. – Não que, é claro, se eu não estivesse aqui você pudesse fazer isso!

- P-Percy desculpe... – ela hesitou – eu não sei o que aconteceu...

- Hahaha! – ri sarcasticamente – Todo mundo que faz respiração boca a boca beija a pessoa que está sendo socorrida!

- Pensei que você gostasse de mim... – disse em um toma mais ameno, triste.

- Percy eu te amo! – Gritou ela, afirmando com veemência.

- Verdade? Eu não sei... Você o beijou... E ele estava inconsciente, esse é o pior! Não posso nem tentar fingir que ele fez isso!

Ela começou a chorar, seu rosto estava vermelho e ela soluçava muito. Eu sentia vontade de abraçá-la, dizer que tudo ficaria bem, que poderíamos superar, porém eu tinha que ser duro... Exigir explicações.

- Annabeth... esqueça isso por agora! – disse – depois resolvemos, temos uma missão a cumprir.

POV Annabeth

Deuses! Porque fiz aquilo! Não consigo me perdoar, o olhar de Percy me desabilitava, fazia-me sentir como a pior das criaturas, mas a verdade é que eu sou!

- Annabeth...esqueça isso por agora! – disse Percy abaixando a cabeça – depois resolvemos, temos uma missão a cumprir.

Eu tentava conter as lagrimas já caiam, mas com essas palavras elas vieram mais fortes.

Percy saiu do quarto onde estávamos e eu fiquei lá sozinha. Encolhe-me em um canto e comecei a chorar copiosamente.

POV Nate

- O que aconteceu? – Perguntei a Helena – Porque Percy e Annabeth saíram daqui?

- Annabeth... Ela te beijou!

Eu ri.

- Estais a fazer chacota comigo? — Perguntei do meu jeito antiquado por causa do nervosismo que senti ao ouvi-la.

- Chacota? – Perguntou Michael interrompendo.

- Brincadeira de mau gosto... – respondeu Helena para ele – Não, eu não estou Nate. Ela fez respiração boca a boca e de repente estava te beijando.

- Mas eu estava desacordado! – digo mais surpreso e nervoso.

- Nós sabemos...

- Vou falar com Percy...

Michael começou a rir descontroladamente.

- Você ta doido? Vocês dois quase se mataram e você quer ir falar sobre o beijo que a namorada dele deu em você?

- Obviamente que não. Acha que sou tolo a esse ponto? Irei agradecer a Percy por minha vida ter salvado.

- Ok... só para de falar desse jeito!

Helena deu um tapa na cabeça dele.

- Não torra Michael... Vá Nate.

Abri a porta e gritei por Percy. O hospital estava dentro da bolha de oxigênio que Poseidon havia feito, por isso podia respirar fora do quarto.

Andei calmamente pelos corredores a procura dele.

- Percy! – gritei

Não ouve resposta.

- Percy! – Tentei novamente.

Sem resposta.

- Que merda Percy!

Desta vez um ruído veio do quarto próximo. Encaminhei-me para lá. Bati à porta e etntrei pedindo licença.

- Percy? – perguntei em seguida

- O que foi Nate? – perguntou ele extremamente irritado.

- Eu vim agradecer... Por ter salvado minha vida!

- Tudo bem...

- Ah! E também pedir desculpas pelo incidente...

- Ela te beijou, você não teve culpa... – Ele soltou um suspiro – Bem na minha frente!

- Err... eu estava falando da nossa “lutinha”...

Ele riu.

- Tudo bem também... Eu fui idiota por agir daquele jeito!

- Sério cara, eu que fui... Eu sabia que se batesse naquele lugar você poderia morrer, mesmo assim eu bati...

Ele riu novamente! Sim ele riu! Qual é o problema com esse cara?

- Como descobriu meu “calcanhar de Aquiles”?

- Eu meio que aprecio a sua luta... Sempre as assistia no acampamento. Então eu percebi.
- Legal você é um bom analisador.

- Crédito de meus progenitores. – respondi rindo.

Nós ficamos em silêncio.

- Percy, sobre o beijo... Não é culpa dela!

- Como não? Você estava desmaiado!

- Eu sou meio que irresistível!

Ele riu pra caramba dessa vez.

- Nada convencido você!

- Eu? – Perguntei sarcasticamente — Sou a pessoa mais humilde que o Olimpo já conheceu! – eu hesitei – Mas falando sério... Ela só me beijou por que estávamos sob efeito de magia do amor...

- Como assim? – Perguntou ele com a cara de espantado.

- Bem, pouco antes de cairmos na água e tudo mais, encontramos lestrigões! E Helena usou um pouco dessa magia e todos ficamos meio “tontos”...

- Verdade?

- Pode confirmar com ela!

- Bem então tenho que falar com Annabeth... Eu fui tão... – ele estava com um olhar desolado, arrasado – Duro...

- Vai lá cara! – Animei.

Ele saiu em disparada para encontra Annabeth, eu fiquei me sentindo bem. Fiz uma boa ação! Primeira vez hoje! Será que consigo fazer Poseidon voltar a ser um aliado? Creio que não!

POV Percy

- Annabeth! – Gritei escancarando a porta de onde havíamos brigado.

Ela estava encolhida em um canto soluçando de cabeça baixa.

- Annabeth? Levante! – disse eu serenamente...

Ela olhou para mim, seus olhos estavam inchados e seu rosto marcado pelas lagrimas.

- Oh Annabeth!

- Percy me desculpa! Eu não sei o que me deu!

- Shhh! – Fiz para ela estendendo minha mão para ajudá-la a se levantar. Ela segurou e eu a puxei a levantado.

- Sério! É que...

- Shhh! — fiz de novo – Minha sabidinha apenas fique quieta! Eu te perdoei!

Um sorriso brotou de seu rosto devastado. Eu, que ainda estava segurando sua mão, a puxei para meus braços, deixando nossos rostos a centímetros um do outro.

- Mas acho que você tem que me perdoar por ter sido tão severo!

- Percy... é claro que sim!

Eu sorrio e dou um selinho.

- Eu te amo Annabeth Chase. E esse amor pode superar tudo! – sussurro para ela

A beijo novamente.

- Eu também cabeça de alga! Eu o amo muito! – disse ela.

Eu a beijei novamente, um beijo apaixonado, suave. Ela devolveu o beijo com mais intensidade, tudo passou rapidamente para um beijo ardente, cada um querendo exprimir aquele amor que não podia ser descrito com palavras.

Annabeth acariciava minhas costas e puxava meus cabelos. Minha mão percorria seu corpo, arrancando-lhe gemidos contidos. Prendi Annabeth contra a parede e ela me puxava para si. Desci de seus lábios para seu pescoço distribuindo beijos aleatoriamente isso fez com que ela gemesse mais alto.

- P-Percy – gaguejou ela.

Isso me deixou com um desejo incontrolável. Agarrei a perna de Annabeth levando até a altura de minha cintura...

- Hey, pessoal eu... – As palavras sumiram no ar, instantaneamente eu me separei de Annabeth – Acho que vocês estão ocupados...

- N-não Helena... – disse ofegante – Nós...

- O que você e veio perguntar? – Perguntou Annabeth com vergonha.

- Nate quer sair daqui antes que seu pai volte Percy. – Disse ela.

- Ok! Vamos Percy – Annabeth respondeu puxando minha mão.

E assim fomos ao encontro de Nate, vendo Helena olhar para trás e dar risinhos. Eu estava extremamente envergonhado, entenda que, não é uma coisa que você queira que alguém te pegue fazendo, apesar de nós não estávamos fazendo nada... Apenas nos beijando.

Eu ainda podia sentir o calor percorrendo meu corpo, nunca havia me sentido desse jeito. Era como se cada célula de meu corpo suspirasse por Annabeth, o desejo era muito grande. Eu precisava dela, eu a queria.

- Vejo que vocês resolveram o seu desentendimento. – Disse Nate caminhando para nós.

- Mas do que você imagina... – Disse Helena maliciosa.

- Ui! – Disse Michael também malicioso – Por isso demoraram tanto para voltar!

Todos começaram a rir descontroladamente, meu rosto pegava fogo e tenho certeza que o de Annabeth também, pois ela apertava minha mão.

- Como se vocês nunca tivessem feito algo parecido! – retruquei a eles.

- Na verdade... – começou Nate

- Não... – Disse Helena e Nate.

- sim... – disse Michael.

Todos se viraram para ele.

- Qual é! Esqueçam, vamos dar o fora daqui – continuou Michael mudando de assunto

Agradecido concordei.

- Percy consegue fazer uma bolha em volta de todos nós?

- Acho que sim, posso tentar.

- Ok! Então todos para fora!

Nós saímos, senti a costumeira pressão no estomago e pronto todos envoltos por uma bolha de oxigênio.

Fiz com que as correntes marinhas nós levassem para algum lugar de terra firme, ou melhor para uma das praias da Flórida.

Não demorou muito e estávamos em terra firme.

- Para que submarinos se você conhece um filho de Poseidon? – perguntou Michael fazendo brincadeira.

- Pois é... que precisa? – Responde Annabeth.

- Annabeth! – gritou Nate — Você é suspeita!

Ela corou igual a um pimentão.

- A deixem em paz! Só diz a verdade! – defendi

Todos riram.

- CONVENCIDO! – Gritou Helena.

— Sério vamos conti... – Nate foi interrompido por uma “explosão próxima”

POV Nate

Do outro lado da praia algo explodiu.

- O que foi isso? –Perguntei.

- Não sei! – Disse Annabeth – Vamos lá ver!

Corremos para aquela direção sem protestar. Lá havia um ciclope Atacando uma garota que estava caída.

- Anksus! – gritei. Logo o arco estava na minha mão.

Olhei para o ciclope e pensei: “Eu quero matá-lo!”. O Peito dele fica bem a minha frente e sua artéria principal brilhava em um vermelho-alaranjado pungente.

- Não atire! – Gritou Percy a baixando meus braços.

- Por que? O ciclope vai matá-la!

- Ele é meu meio irmão!

- Tyson? – perguntei.

- Não! Mas é um filho de Poseidon de qualquer forma!

- Ele vai matar a garota! – gritei novamente

- Vou falar com ele! — Declarou Percy já correndo para lá.

POV Percy

- Hey! Grandão! – gritei para o ciclope

Ele se virou para mim.

- Você! Meio deus com cheiro forte! Comer!

Ele começou a correr ara mim.

- Espere! Seu pai não vai ficar contente em saber!

- Papai? Poseidon gosta que eu mate para ele!

- Não eu! Sou seu Ir..Irmão – Pronunciei com dificuldade.

- Imão? – ele perguntou sem usar o “r”.

- É...

- mentira!

Ele voltou a me atacar. Ergueu os braços ia descê-los e eu gritei:

- Nate! Ataca!

De repente em brilho verde meio fantasmagórico uma enorme pedra se materializou em cima do ciclope e caiu o esmagando.

Fiquei olhando atônito para a pedra que desaparecia junto com o ciclope.

- Não fui eu que fiz isso. — Declarou Nate vindo até mim ajudando-me a levantar.

POV Nate

- Eu sei que não foi você...

- Fui eu! — disse uma garota subindo a barranco até nós.

- Roxanne? — indagou Annabeth atônita.

Roxanne? Esse nome não me é estranho, a garota era alta como Annabeth, tinha os cabelos negros com as pontas e uma mexa verde, usava um coturno, meias-arrastão e um vestido preto com detalhes em roxo, o que contratava muito com sua pele branca, enfim ela parecia uma gótica. Parecia, faltavam algumas coisas com piercings, caveiras humanas etc.

- Hey, Ann! – Disse ela alegremente, definitivamente ela não era gótica.

- Você está parecendo uma gótica! Por que a mudança?

- Ah! Não estou! Falta muito para parecer, mas é o seguinte... Depois que saí do acampamento eu conheci um cara e tipo eu meio que gostei do estilo das coisas que ele usava... eu não sou gótica!

- Ok... Bem Rox, estes são Percy, Michael, Helena e Nate.

- Prazer em conhecer todos vocês! – Disse Roxanne sorrindo.

- Prazer! -responderem, mas eu fiquei olhando para seus olhos que eram uma mistura indescritível de azul, verde e cinza foi a coisa mais linda que eu já vi... Roxanne era, de fato, muito atraente.

- Roxanne... – Começou Helena

- Rox, por favor! — interrompeu ela.

- Ok... Rox, como você fez aquilo?

- A pedra? – Ela sorriu. Um sorriso perfeitamente branco. – Minha mãe é Hécate, a deusa da magia!

Notas finais
E então??? O que achara????